Monthly Archives: abril 2021

Empresas de logística respondem por boa parte dos investimentos

A mudança que hoje reduz o preço do frete e a distância para a exportação dos grãos é resultado de um investimento pesado feito por empresas de logística, produtores, tradings e demais empresários que decidiram apostar suas fichas no tabuleiro do escoamento nacional.

O Estadão fez um levantamento de investimentos públicos e privados realizados nos últimos anos nos terminais portuários do Arco Norte. Os dados, que foram compilados pelo Ministério da Infraestrutura, apontam que mais de R$ 5,2 bilhões foram injetados em 60 projetos de infraestrutura portuária na região desde 2014. A cifra é conservadora, porque alguns empreendimentos não detalham seus investimentos. A lista inclui, ainda, 19 terminais públicos que foram concedidos à iniciativa privada desde 2017, os quais somam mais R$ 3,7 bilhões. Chega-se, dessa forma, a R$ 8,9 bilhões em investimentos.

Entre as dezenas desses investidores está a Amaggi, conglomerado que pertence à família do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi. Até dez anos atrás, a soja que era produzida ou comercializada pela Amaggi saía do Mato Grosso com, basicamente, dois destinos: o Porto de Santos ou os terminais de Porto Velho (RO), no Rio Madeira, que alcançava após mais de 1,2 mil quilômetros de estrada, pela BR-319.

Em meados de 2010, a Amaggi, que atua com a produção própria de grãos, como trading, vendendo a produção de terceiros, e logística, decidiu entrar pesado na nova rota do Tapajós. Em parceria com a Bunge, montou uma estrutura em Miritituba para receber a carga que subia pela BR-163, encurtando o caminho até Santarém. “Foi uma aposta. Começamos a andar com a soja até Itaituba bem antes da rodovia BR-163 estar pronta”, diz Blairo Maggi.

Hoje, a Amaggi comercializa 12 milhões de toneladas de grãos por ano. Metade dessa produção, diz Blairo, já sai pelo Arco Norte. “Mandamos 3 milhões de toneladas pelo Madeira e outros 3 milhões pelo Tapajós, que há poucos anos não existia como rota de transporte”.

O executivo, que diz hoje não ter nenhuma intenção de voltar para a política, afirma que, nos últimos dez anos, Amaggi e Bunge investiram cerca de US$ 500 milhões na UniTapajós, empresa de logística que foi montada para apoiar o escoamento em Itaituba, até o porto de Vila do Conde, saída para o Atlântico.

“O produtor viu cair o preço do frete rodoviário para chegar a esses portos do Pará. Então, a tendência é que esses corredores do Arco Norte passem sobre os demais do Sudeste e Sul. Ainda tem margem de frete que vai ser retirada, conforme aumentar essa eficiência.”

Fonte: Estadão

Semana de leilões de concessões termina com R$ 10 bi em investimentos contratados e R$ 3,5 bi em outorgas

Com a concessão de cinco terminais portuários — quatro deles no Porto do Itaqui (Maranhão) e um em Pelotas, no Rio Grande do Sul, terminou a semana de leilões de concessões (Infra Week) promovida pelo governo federal. Nesta sexta-feira (9), o governo arrecadou pouco mais de R$ 216 milhões em outorgas pelos cinco terminais e chegou a R$ 10 bilhões em investimentos contratados para os próximos anos, que era a meta estabelecida.

Em outorgas, mais de R$ 3,54 bilhões foram para os cofres públicos.

— Fechamos com chave de ouro a Infra Week com os terminais portuários. Não nos interessa a outorga, mas sim a melhora da logística do país, que está ficando cada vez mais multimodal. A história dos portos ineficientes no Brasil está ficando para trás. Temos cada vez mais portos automatizados. Nesta semana, passamos 28 ativos à inicitiva privada, com R$ 10 bilhões de investimentos contratados — comemorou o ministro da Infraestrura, Tarcísio Freitas.

Com os leilões desta semana, o ministro avalia que podem ser criados cerca de 200 mil novos postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, além do ‘efeito renda’, sustentabilidade e eficiência em transportes.

 

— Além de gerar empregos, mostramos que o Brasil tem futuro – disse o ministro.

Para Freitas, o investidor está mirando o longo prazo e vendo oportunidades de crescimento no país com estruturação sofisticada dos projetos e taxas de retorno interessantes.

— Inauguramos uma sequência de leilões este ano que seguirá em 2022. Só do ministério da infraestrutura, são 50 ativos — disse Freitas.

Ele afirmou que no final do mês haverá novas concessões, entre elas a da BR-153 e da Cedae, a companhia de saneamento do Rio de Janeiro, que deve contratar mais de R$ 30 bilhões em investimentos, além de R$ 10 bilhões em outorgas.

Concorrência mínima
O advogado José Augusto Dias de Castro, sócio na área de infraestrutura de TozziniFreire Advogados, observa que o leilão de portos teve concorrência, ainda que mínima, especialmente nos terminais de Itaqui, importantes para escoamento de grãos.

Sobre o valor de outorga, embora o governo avalie que o mais importante sejam os investimentos, a arrecadação poderia ter sido um pouco maior, ajudando num momento de crise fiscal.

— O grande foco desse leilão era Itaqui e vamos ter arrendatários novos, que vão fazer investimentos importantes naqueles terninais — disse o advogado.

Ele observa que o grande teste do governo no setor de portos será a concessão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e do Porto de Santos.

— Esses leilões serão disruptivos e será interessante ver o resultado — disse.

Para ele, a semana de leilões de infraestrutura terminou de forma positiva, embora em sua avaliação a participação de investidores estrangeiros na concessão dos 22 aeroportos tenha ficado um pouco aquém do esperado.

A Santos Brasil Participações concorreu em todos os terminais do Maranhão e levou três, desembolsando quase R$ 158 milhões em outorgas. O Terminal Químico de Aratu (Tequimar) arrematou um dos terminais por R$ 59 milhões.

Além da Santos Brasil Participações e da Ultracargo (Terminal Químico de Aratu), participou também do leilão de um dos terminais no Maranhão a Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais, que, entretanto, teve sua proposta superada pelos concorrentes.

No terminal portuário de Pelotas não houve concorrentes e a CMPC Celulose Riograndense levou com um lance de R$ 10 mil. Os terminais do Nordeste terão prazo de concessão de 20 anos e são destinados à movimentação de granéis líquidos, especialmente combustíveis.

Já no de Pelotas a concessão é de dez anos para operações de carga geral, especialmente madeira. Nos cinco terminais, serão investidos R$ 600 milhões.

O governo federal também passou à iniciativa privada, esta semana, 22 aeroportos, com outorgas que somaram R$ 3,3 bilhões e investimentos previstos de R$ 6,1 bilhões.

Na quinta-feira, foi arrematado um trecho de 537 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), ligando as cidades de Ilhéus e Caitité, na Bahia. O valor da outorga foi de R$ 32,7 milhões, mínimo exigido no edital, e os investimentos previstos somam R$ 3,3 bilhões.

Fonte: O Globo

Setor portuário encerra 2020 com 239 instalações portuárias autorizadas

O setor portuário nacional encerrou 2020 com 239 instalações portuárias autorizadas, das quais 195 Terminais de Uso Privado (TUPs), 40 Estações de Transbordo de Cargas (ETCs) e quatro Instalações Portuárias de Turismo (IPTur).

Além desses números, atualmente há 116 contratos de arrendamento vigentes e 37 transitórios. É o que aponta relatório elaborado pela Antaq e encaminhado para o Ministério da Infraestrutura no dia 25 de março.

O relatório traz também uma evolução dos últimos quatro anos da quantidade de instalações portuárias no Brasil. Destaque para os TUPs. Em 2017, eram 165. No ano seguinte, 177. Em 2019, esse número foi para 193, chegando a 195 no ano passado.

O diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, destacou a importância dessas autorizações, que são um instrumento jurídico seguro para que as instalações portuárias possam contribuir para o setor e para a logística nacional. “O setor portuário nacional vem crescendo a cada ano, e a infraestrutura é fundamental para que se diminuam os gargalos e para que sejam movimentadas cada vez mais cargas, gerando riqueza e empregos para o país. A Antaq, com seu corpo técnico, vai continuar trabalhando, analisando de forma criteriosa toda a documentação do interessado que solicite alguma outorga. A Agência prioriza a segurança jurídica, a concorrência saudável e, acima de tudo, a prestação do serviço adequado”, afirmou Nery.

Transporte ferroviário de celulose para o Porto de Paranaguá cresce 26%

O volume de celulose que chega pela ferrovia para descarregar no Porto de Paranaguá está 26% maior. Nos primeiros dois meses deste ano foram 2.414 vagões com 154.464 toneladas.

No mesmo bimestre em 2020, 1.918 vagões chegaram carregados com 122.752 toneladas do produto de exportação.

“A participação do modal ferroviário no transporte de cargas para os portos do Paraná está em crescente em todos os segmentos, não apenas na carga geral. Aumentar ainda mais o volume de produtos descarregando de vagões é um dos nossos principais objetivos”, comenta o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Segundo ele, toda a comunidade portuária, assim como o Governo do Estado, está empenhada com diversos projetos e investimentos para essa finalidade.

CELULOSE – A celulose exportada pelo Porto de Paranaguá é produzida na Unidade Puma da Klabin, no município de Ortigueira, na região dos Campos Gerais. Segundo a empresa, neste primeiro bimestre foram 137 mil toneladas de celulose exportadas pelo porto paranaense – 104 mil toneladas por Break Bulk (76%) e 33 mil toneladas por contêineres (34%). Europa e Ásia são os principais destinos do produto.

Porto Itapoá apresenta desempenho financeiro recorde em 2020

O Porto Itapoá, situado em Santa Catarina, fechou 2020 com resultados financeiros recordes. Em comparação a 2019, em 2020 obteve lucro líquido 75% superior (R$ 72 milhões), receita líquida 12% maior (R$ 361 milhões), EBITDA 21% maior (R$ 193 milhões), margem EBITDA de 55% em 2020, ante 51% em 2019, e alavancagem de 1,42 vezes ao final de 2020.

Segundo Ricardo Propheta, diretor da BRZ, gestora do fundo BRZ Infra Portos, que detém 22,9% de participação societária indireta no ativo, “os resultados recordes foram reforçados pelo desempenho no último trimestre de 2020, mostrando uma tendência positiva para a entrada de 2021, apesar do cenário adverso imposto pela pandemia”.

O desempenho preliminar do primeiro trimestre deste ano demonstra potencial de crescimento do porto, que hoje conta com capacidade para movimentar 1,2 milhão de TEUs e tem disponibilidade de área própria e licenças para projetos de expansão que aumentam a capacidade para além de 2 milhões de TEUs.

O BRZ Infra Portos (BRZP11) é um fundo de infraestrutura (FIP-IE) que tem como estratégia investir em companhias do setor portuário brasileiro e participar da gestão de forma ativa. Lançado em fevereiro do ano passado, atualmente possui participação acionária no Itapoá Terminais Portuários S.A., captou R$ 616 milhões e tem uma base de 4,3 mil investidores.

Portos RS renova antecipadamente o convênio de delegação dos portos públicos gaúchos

O governo do Rio Grande do Sul e a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários assinaram na quarta-feira (24) o primeiro termo aditivo ao convênio de delegação n° 001/1997, que prorroga o prazo de vigência dos portos gaúchos por mais 25 anos, até o dia 1° de abril de 2047. O documento abrange os portos de Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas.

No documento foram readequadas cláusulas, especialmente quanto à necessidade de constituição de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para a gestão dos portos, trazendo uma série de mecanismos de transparência e governança, maior clareza na aplicação das tarifas portuárias e no desenvolvimento de novos negócios. Esta constituição deve ser uma das prioridades da administração da autarquia nos próximos meses.

A renovação ratifica que a administração portuária seguirá sendo feita pelo estado do Rio Grande do Sul.

Proposta de infraestrutura de Biden inclui US$ 17 bilhões em investimentos diretor em portos e hidrovias

O presidente Biden anunciou na quarta-feira (31/3) proposta para a área de infraestrutura que proporciona investimentos de mais de US$ 2 trilhões e, segundo o governo, acrescentará milhões de empregos e posicionará os Estados Unidos para superar a concorrência da China.

“É um investimento que ocorre uma vez em uma geração na América, diferente de tudo que vimos ou fizemos desde que construímos o sistema de rodovias interestaduais e a corrida espacial, décadas atrás”, disse Biden ao revelar o “The American Jobs Plan”.

A proposta inclui um pedido ao Congresso de um investimento adicional de US$ 17 bilhões em vias navegáveis interiores, portos marítimos, acessos terrestres e balsas. Os detalhes não foram divulgados, mas sabe-se que inclui um programa Portos Saudáveis para mitigar os impactos da poluição do ar nos bairros próximos aos portos.

Prevê-se um grande embate no Congresso, já que todo o programa seria pago com o aumento da alíquota de imposto incidente sobre empresas.

 

Importação em contêineres cresce 42% no Porto de Itajaí no bimestre

Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes bate novo recorde na movimentação em fevereiro

O Porto de Itajaí (berços públicos e APM Terminals) registrou crescimento de 42% na movimentação de contêineres cheios de importação no primeiro bimestre de 2021. Entre

janeiro e fevereiro desse ano foram movimentados 36.399 TEUs, contra 25.600 TEUs no mesmo período de 2020.

140.141 TEUs foram movimentados no complexo portuário de Itajaí e Navegantes em fevereiro, um novo recorde . O número supera o de novembro de 2020, de 139.451 TEUs.

O Porto de Itajaí (berços públicos e APM Terminals) registrou movimentação de 39.920 TEUs e 483.036 toneladas. Os índices indicam queda de 10% em contênieres e 3% na tonelagem em relação ao mesmo período do ano passado, em foram movimentados 107.130 TEUs e 1.178.463 toneladas.

A Portonave registrou novo recorde histórico. Com movimentação de 100.221 TEUs, ultrapassou a marca registrada em dezembro de 2020, de 91.972 TEUs.

A movimentação do terminal registrou crescimento de 59% nos contêineres e 62% na tonelagem. A Portonave movimentou 100.221 TEUs e 1.066.422 toneladas em 2021 contra 78.470 TEUS e 664.624 toneladas em fevereiro de 2020.

O terminal Teporti registrou cinco escalas, com movimentação de 18.127 toneladas, e o Poly Terminais registrou uma escala com 5.000 toneladas.

A exportação foi responsável por 52% do sentido das cargas. Frango, carnes e madeiras e derivados foram os principais produtos. A importação movimentou principalmente equipamentos mecânicos e eletrônicos, produtos químicos e têxteis.