Monthly Archives: fevereiro 2021

Porto do Recife tem alta de 69,04% na movimentação de cargas de janeiro

O Porto do Recife registrou crescimento de 69,04% na movimentação em janeiro, em comparação ao mesmo mês de 2020. O cenário também reposiciona as estimativas de movimentação para os próximos meses.

A previsão era movimentar cerca de 82 mil toneladas de produtos, mas o resultado foi de 166.041 toneladas. Em janeiro de 2020, foram movimentadas 98.225 toneladas. O ancoradouro recifense recebeu no primeiro mês do ano oito embarcações, que importaram ou exportaram seis produtos diferentes.

A carga mais movimentada foi o açúcar a granel e em saca, quase 82 mil toneladas foram exportadas para Romênia, Líbano e Canadá. Na sequência, 34.847 toneladas de malte de cevada belga e argentino chegaram pelo Porto do Recife para abastecer a indústria cervejeira de Pernambuco. Também passaram pelo Porto do Recife barrilha, fertilizante e trigo.

“O ano começou com uma promessa de reequilíbrio. Janeiro já superou as expectativas e a movimentação prevista para fevereiro é de 117 mil toneladas, número já 30% superior comparado ao mesmo período do ano passado. A partir de agora, a gente já entende que pode ser mais forte nos avanços do Porto, para que ele ganhe mais espaço na nossa economia”, ressalta Marconi Muzzio presidente do Porto do Recife.

Ambipar adquire empresa de gestão de resíduos industriais no Nordeste

Aquisição faz parte do plano da companhia de ampliação da presença no mercado de gestão ambiental na região Norte e Nordeste

A Ambipar, empresa que atua na área de gestão ambiental, adquiriu o controle da empresa AFC Soluções Ambientais. O objetivo é continuar com o plano de expansão. A aquisição representa a ampliação das atividades da Ambipar na região Nordeste, atuando na área de gerenciamento total de resíduos com soluções integradas.

A AFC possui 10 anos de experiência no mercado de gestão de resíduos industriais, com trabalhos concentrados no Nordeste. Iniciou as atividades com uma central de tratamento de efluentes no Complexo Portuário de Suape. Atualmente, atua no gerenciamento de resíduos nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

No Brasil, a Ambipar pretende continuar os investimentos em crescimento nessa região, para complementar o portfólio de serviços ambientais. Já no pilar de atendimentos emergenciais, o foco é a implantação de novas bases comerciais e operacionais, além de aquisições no exterior para consolidar presença nos Estados Unidos e Europa.

AFC Soluções Ambientais

Fundada em 2011, a AFC oferece serviços completos voltados ao desenvolvimento e implementação de tecnologias nos processos dos clientes. Possui uma área industrial de 74 mil metros quadrados, em Cabo de Santo Agostinho, no Pernambuco, e frota de veículos próprios, incluindo caminhões especiais, monitorados por GPS. A AFC controla desde a coleta até a destinação final de resíduos, garantindo segurança e rastreabilidade em todas as etapas do processo. A empresa conta com uma Estação de Tratamento de Efluentes própria, com oito baias de descarga operando 24 horas por dia, sete dias por semana.

 

ZPE Ceará inicia o ano com avanço de 6,1% na movimentação de cargas

Após fechar 2020 com mais de 11 milhões de toneladas movimentadas, a ZPE Ceará, empresa que compõe o Complexo do Pecém, iniciou este ano com crescimento em seu fluxo de cargas. No último mês de janeiro, a movimentação de mercadorias atingiu 873.781 toneladas, uma alta de 6,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre as principais mercadorias que passaram pelos gates da ZPE Ceará em janeiro, o maior fluxo foi oriundo do minério de ferro, com 260.661 de toneladas movimentadas no período, alta de 1,44% ante o mesmo mês do ano passado. O carvão mineral, por sua vez, movimentou 178.539 de toneladas ao longo do mês, um crescimento de 38,2% no comparativo com 2020.

“Após o grande desafio que foi 2020, estamos otimistas de que, neste ano, teremos uma retomada no nosso ritmo de produção, que é tão importante para o desenvolvimento econômico do Ceará. Não tenho dúvidas de que, com o trabalho de nossos colaboradores e empresas instaladas, teremos um 2021 produtivo”, destaca Andréa Freitas, diretora de operações da ZPE Ceará.

Única Zona de Processamento de Exportação em funcionamento no Brasil, a ZPE Ceará também movimentou, em janeiro deste ano, 212.965 toneladas de placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), uma das três empresas instaladas na companhia. Em dezembro de 2020, o produto, que é exportado para diversos países via Porto do Pecém, registrou avanço de 19,6% na sua movimentação, a maior alta entre as principais cargas da ZPE Ceará.

EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES

Entre os principais destinos das mercadorias produzidas pela ZPE Ceará em janeiro, o maior destaque foram os Estados Unidos, com 47.768 toneladas. No mesmo período, Canadá (31.021 t) e Bélgica (7.531 t) também receberam itens processados na empresa, que exportou 86.320 toneladas ao longo do mês.

No que diz respeito às importações, os principais parceiros comerciais da ZPE Ceará, em janeiro, foram Estados Unidos (179.044 t), Rússia (10.275 t) e Coréia do Sul (1.307 t), que ajudaram a empresa a receber um total de 191.195 toneladas ao longo do mês. Além deles, China, Áustria, Espanha, Chile, Japão e Portugal também enviaram mercadorias à ZPE Ceará, em menor quantidade.

BTP protagoniza novo recorde de movimentação anual

Com a marca de 1.160.418 unidades de contêineres movimentadas em 2020, terminal estabelece novo recorde no Porto de Santos

A Brasil Terminal Portuário (BTP) encerrou o ano de 2020 protagonizando mais um novo recorde de movimentação no Porto de Santos. O terminal foi responsável pela operação de 1.160.418 contêineres em 2020, a maior movimentação de unidades de contêineres já realizada em um único ano no Porto de Santos. O novo índice supera em 2% a última melhor marca já registrada por um terminal.

Para 2021, a BTP pretende investir na implantação de um novo sistema operacional (OPUS) ainda neste primeiro semestre.

Porto Seco Multilog em Foz do Iguaçu bate recorde de movimentação

Um levantamento feito pela Receita Federal revelou que o Porto Seco de Foz do Iguaçu, gerenciado pela Multilog, registrou taxas de crescimento recordes nos últimos quatro meses de 2020, consolidando-se como o maior da América Latina em volume de cargas. Em setembro, o volume de movimentação cresceu 15,3%, em outubro, 11,6%, em novembro, 6,3% para chegar em dezembro com um crescimento de 18,5%.

Ao todo, passaram pelo Porto Seco 169.654 caminhões ao longo do ano passado, representando uma alta de 4,8% em relação ao ano anterior, se considerarmos o movimento de importação e exportação.

De acordo com Francisco Damilano, gerente de Operações de Fronteiras da Multilog, a armazenagem e as taxas de ocupação dos pátios também foram superiores em 2020 em relação a 2019, tendo em média um crescimento de 15,92%.

Inovações tecnológicas como a automatização do DUE, o pré-cadastro para regime de exportação, automatização das liberações através da plataforma Genius para o regime de importação e ainda a vistoria remota facilitaram os processos.

Movimentação nos portos da Bahia cresce 36,16% e Codeba bate recorde

Os portos da administrados pela Companhia Docas da Bahia (Codeba) alcançaram em janeiro a marca de 1.095.335 toneladas movimentadas, o que representou um forte aumento de 36,16%, em relação ao mesmo período de 2020, quando a companhia movimentou 804.466 toneladas. Foi o melhor mês de janeiro da história da companhia e, pela primeira vez, foram movimentadas mais de 1 milhão de toneladas.

Esses números foram puxados, principalmente, pelo desempenho do Porto de Aratu-Candeias, com alta de 54,88%, em relação ao mês de janeiro de 2020, movimentando 643.113 toneladas, contra 415.224 toneladas, no mesmo período do ano anterior. Contribui para essa alta, a movimentação de granéis líquidos, com crescimento de 69,45%, e granéis sólidos, com crescimento de 33,82%. Os principais produtos movimentados foram a NAFTA, com 294.953 toneladas, e fertilizantes, com 99.579 toneladas.

Há duas semanas, o sistema de movimentação de carga do Terminal I de Graneis Sólidos de Aratu-Candeias (TGS I) retornou à atividade, após passar por manutenção. O TGS I é o principal terminal do Porto para importação de graneis sólidos. A primeira operação, após o reparo, foi a descarga de 10.500 toneladas de concentrado de cobre proveniente do Chile. Na terça-feira (08), mais um navio procedente do Chile atracou no Pier Sul, com 22.030 toneladas do minério.

Nesse mesmo sentido de crescimento, o Porto de Salvador movimentou 442.230 toneladas, representando uma alta de 20,81%, em relação ao mês de janeiro de 2020, quando foram movimentadas 366.065 toneladas. Contribui para essa marca, a movimentação de granéis sólidos, com crescimento de 59,07%, e contêineres, com crescimento de 5,32%, em toneladas. O principal destaque foi a importação de trigo, com 53.259 toneladas.

O Porto Ilhéus embarcou em janeiro a primeira carga de concentrado de níquel do ano de 2021. Foram movimentadas cerca de 10.000 toneladas.

A Companhia das Docas da Bahia vem de um período de estabilidade no desempenho. Pelo quinto mês consecutivo, a movimentação de cargas registra alta, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em dezembro de 2020, mais um recorde histórico. Os Portos Organizados de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus registraram aumento de 31,5% no volume de cargas movimentadas, em relação ao mesmo período do ano anterior. O melhor resultado no mês de dezembro já registrado na história da Companhia.

Fonte: Ascom Codeba

Terminal do Porto de Paranaguá amplia capacidade ferroviária

A Cotriguaçu, um dos onze terminais que integram o Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá, inaugurou nesta quarta-feira (10) um novo desvio ferroviário. O investimento privado na remodelação, de R$ 8 milhões, vai ao encontro do Plano Estadual Ferroviário e dos projetos da Portos do Paraná para ampliação da capacidade e participação do modal no transporte de carga.

“A inauguração representa a força e a ousadia do sistema cooperativo do Estado. Aqui está o Brasil que deu certo. O Governo do Estado apoia as iniciativas de quem quer produzir”, destacou o chefe da Casa Civil, Guto Silva, durante o evento.

O secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também acompanhou a entrega e lembrou que o investimento no terminal é importante para o escoamento da produção de todas as regiões do Estado.

“A obra que a Cotriguaçu entrega, em Paranaguá, conversa com os investimentos que o Governo do Estado está fazendo, que é o projeto do Moegão, uma moega exclusiva para descarga ferroviária, e o novo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, que vai ampliar a capacidade do complexo”, disse.

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o aprimoramento do modal ferroviário, nos portos, é uma necessidade. “Entre 15 e 20% de toda a nossa movimentação de carga se dá pelo modal ferroviário. Sabemos que, se a gente quiser expandir mais terá que ser pelo modal ferroviário. Esse investimento da Cotriguaçu é só um começo”.

FUTURO – Um dos projetos futuros, ao qual esse investimento do terminal se integra, é o chamado Asa Leste, que visa ampliar ainda mais a produtividade e participação do modal ferroviário no transporte de carga do segmento (Graneis Sólidos de Exportação).

Localizado em uma área pública no Corredor Leste, entre os terminais da Cotriguaçu e Rocha, o Asa Leste será um novo pátio para composições maiores e melhor distribuição para os terminais. O projeto é da Rumo, em parceria com a Portos do Paraná e os dois terminais. Funcionará como um “pulmão”, dando mais fôlego, eficiência e celeridade à distribuição dos vagões para descarga – otimizando as manobras internas.

“Tudo isso olhando a longo prazo, visando atender as demandas presentes e futuras, de forma adequada”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

OBRA – Com trilhos mais modernos, os ganhos com a obra da Cotriguaçu são, principalmente, mais segurança às operações e aos trabalhadores; aumento na produtividade do terminal; e, com o apoio da concessionária que administra a ferrovia, a Rumo, a redução das intervenções na passagem de nível na avenida José Lobo.

Segundo o gerente-geral do terminal portuário da Cotriguaçu em Paranaguá, Rodrigo Buffara Farah Coelho, a empresa fazia a descarga de 80 vagões por dia – de soja, milho e farelos. “Com a remodelação ferroviária, este ano a descarga deve chegar a 150 vagões/dia. Atualmente a participação do modal ferroviário nas nossas operações é de 35%. Nossa meta é equalizar os

modais rodoviário e ferroviário em 50% cada, assim garantimos mais competitividade para os nossos clientes”, afirmou.

Além de terminal, a Cotriguaçu também é operadora portuária e presta serviços de recepção, armazenagem e expedição de graneis. Nos últimos anos, a empresa investiu cerca de R$ 15 milhões em melhoria no acesso rodoviário, pátio interno para 80 caminhões, e repotenciamento das linhas de embarque, ampliando de 1.500 para 2.000 toneladas/hora.

INTEGRAÇÃO – O novo desvio, segundo a Cotriguaçu, já está pronto para receber locomotivas e vagões maiores e mais modernos. Cada vagão, desses atuais, tem capacidade para 50 toneladas de graneis. Os mais modernos, que devem ser implantados pela concessionária, têm capacidade para até 80 toneladas.

Segundo o diretor-presidente da Cotriguaçu no Paraná, Irineo da Costa Rodrigues, o investimento no desvio e na remodelação da moega de descarga ferroviária da empresa, em Paranaguá, é um investimento em modernização.

“Estamos tornando todas as operações da Cotriguaçu, em Paranaguá, mais dinâmicas, mais ágeis, e, claro, mais seguras para os trabalhadores e para os clientes. Estamos dando a nossa contribuição a um porto que está se destacando bastante em todo Brasil, e precisa ter clientes que fazer sua parte, seus próprios investimentos”, afirma.

Na medida em que o terminal amplia as estruturas, segundo Rodrigues, também investe na cidade. “Vamos gerar mais empregos, qualificar mais a mão de obra e, mais qualificados, terão melhores remunerações. Com volumes crescentes de operações, por aqui, o município tem mais arrecadação”, pontua.

Segundo o prefeito Marcelo Roque, também presente na inauguração, 60% do que Paranaguá arrecada vem da atividade portuária. “O sucesso das empresas é o sucesso do nosso município”, disse.

Também participaram do evento o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes; o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; e o deputado estadual Paulo Roberto da Costa (Deputado Galo).

Engenheiro Roberto Gusmão é o novo presidente do Complexo de Suape

O engenheiro e ex-secretário de infraestrutura do Recife, Roberto Gusmão, é o novo presidente da empresa Suape – Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, a partir desta segunda-feira (1º). Junto com ele, assumem os novos diretores de Administração e Finanças, Jorge Vieira, e de Gestão Fundiária e Patrimônio, João Alberto Faria. Em virtude da pandemia, não houve cerimônia de posse.

“Temos o grande desafio não só de dar continuidade aos projetos estruturadores em andamento, mas de ampliar esses projetos e consolidar a vocação de Pernambuco como centro logístico na movimentação de cargas no Nordeste”, afirma Roberto Gusmão. “O Porto de Suape já tem um papel muito relevante no cenário nacional e queremos que se torne cada vez mais competitivo”. Em 2020, Suape alcançou a marca histórica de 25,6 milhões de toneladas movimentadas em 2020, um aumento de 7,53% em relação a 2019, quando o porto movimentou 23,8 milhões de toneladas.

Gusmão sucede a Leonardo Cerquinho, que ficou dois anos à frente da presidência da estatal. Empresário e engenheiro agrônomo, ele possui mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e foi presidente da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), além de secretário de Infraestrutura do Recife.

Jorge Vieira substitui Dilermano Brito. Administrador de empresas formado pela Universidade de Pernambuco (UPE), com mestrado na Cranfield School of Management, na Inglaterra, Vieira é auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado. No Governo do Estado, trabalhou como gestor da Unidade Local do Programa Nacional de Modernização da Gestão Pública; secretário-executivo de Coordenação Geral, na Secretaria Estadual de Saúde e secretário-executivo de Gestão Estratégica, na Secretaria de Planejamento e Gestão. Na Prefeitura do Recife, atuou como Secretário de Educação e como Secretário de Planejamento e Gestão.

João Alberto assume a diretoria que era comandada por Sebastião Pereira Lima. Ele é graduado em Economia, com especialização na área de Finanças, e funcionário público da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) há 33 anos. No órgão estadual, desempenhou as funções de gerente de Custos e superintendente de Finanças. Na Prefeitura do Recife, na Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), foi diretor de Administração e Finanças. Também foi diretor-presidente da Autarquia de Urbanização do Recife (URB). Na Prefeitura de Olinda, foi secretário da Fazenda e Administração.

Fonte: Ascom Suape

GNA realiza primeiro acendimento de sua usina termelétrica no Porto do Açu

Conhecido como First Fire, o procedimento faz parte do comissionamento da UTE GNA I, que entrará em operação comercial no primeiro semestre deste ano gerando energia segura para o país

A GNA – Gás Natural Açu, joint venture formada pela Prumo Logística, bp, Siemens e SPIC Brasil, realizou, com sucesso, no último sábado (30) o primeiro acendimento da turbina a gás GT13, da UTE GNA I, usina de 1.338 MW de capacidade instalada, localizada no Porto do Açu, Rio de Janeiro. Conhecido como First Fire, o procedimento faz parte da reta final de comissionamento da usina, que tem previsão para entrar em operação comercial ainda neste semestre.

Na última quarta-feira, (27), a Aneel autorizou o início de operação em testes da UTE GNA I. Na operação do First Fire, foi utilizado o GNL fornecido pela bp e transferido para a unidade flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU) BW Magna, no final do ano passado. O primeiro acendimento da termelétrica contou com um rigoroso procedimento de segurança, para garantir a integridade envolvidos na operação e a proteção do meio ambiente, bem como seguiu os protocolos de distanciamento social e uso de máscaras de proteção.

A UTE GNA I faz parte do maior Parque Termelétrico da América Latina que a GNA está construindo no Porto do Açu. O projeto compreende na implantação de duas usinas térmicas movidas a gás natural (a UTE GNA I e a UTE GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. Além das térmicas, o projeto compreende um Terminal de GNL, com capacidade total de 21 milhões de m3/dia. O investimento total é de cerca de R$ 10 bilhões.

Durante o pico das obras da UTE GNA I, Terminal de Regaseificação e Linha de Transmissão de 345 kV foram gerados cerca de 5,5 mil empregos ao mesmo tempo. Importante ressaltar que ao longo de quase três anos de obras para a construção da UTE GNA I mais de 11.000 profissionais, das mais diversas origens e qualificações, passaram pelas obras da GNA. Dentre eles, cerca de 200 alunos formados no Programa de Qualificação Profissional da GNA.

As obras da UTE GNA II, de 1.672 MW de capacidade instalada, serão iniciadas em breve com a previsão de gerar cerca de 5 mil postos de trabalho durante a fase de construção.

Expansão

A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar a capacidade instalada de seu parque termelétrico, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de novos projetos termelétricos no Açu. Somado a isso, a localização estratégica do Porto do Açu, próximo aos campos produtores do pré-sal, ao circuito de transmissão de energia de 500 kV recém licitados e à malha de gasodutos, possibilitará a criação de um Hub de Gás e Energia para recebimento, processamento e transporte do gás associado, bem como exportação de grandes blocos de energia, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento da região norte fluminense, do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil.

SPA participa de fiscalização ambiental no Porto de Santos

O Porto de Santos está passando nesta semana por uma grande ação de fiscalização ambiental. É a “Operação Descarte”, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com participação da Santos Port Authority (SPA) e outras instituições. O objetivo é coibir o despejo ilegal de resíduos e substâncias no mar por parte dos navios cargueiros.

A área de Meio Ambiente da SPA e a Guarda Portuária vêm participando das ações de fiscalização na condição de autoridades intervenientes, além de auxiliarem no planejamento das operações por meio da identificação de potenciais alvos. Atuam ainda na Operação a Marinha do Brasil, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Militar Ambiental, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A ação conta com lanchas e até uma aeronave para fazer as vistorias no mar e nas embarcações. O avião Posseidon, do Ibama, sobrevoou o estuário do Porto e as áreas de fundeio para averiguar possíveis indícios do lançamento de resíduos na água. A ação foi sigilosa para garantir a identificação de suspeitas de descarte irregular.

“A ‘Operação Descarte’ demonstra a união e o esforço conjunto das autoridades que atuam no Porto de Santos para combater irregularidades ambientais cometidas por navios e prestadores de serviços de apoio. Neste sentido, é importante que as agências e armadores sempre contratem serviços de empresas credenciadas junto à SPA e devidamente habilitadas pelos órgãos de controle”, explica o diretor de Infraestrutura da SPA, Afrânio Moreira.

Além de exercer atividades diretamente nas áreas públicas do Porto, a SPA também atua junto aos terminais arrendatários. A colaboração e o trabalho conjunto com as demais autoridades do Porto Organizado de Santos trazem maior eficiência e sinergia nas ações de fiscalização. Além disso, outras irregularidades ou ilegalidades podem ser identificadas.

Esta é a segunda vez que a “Operação Descarte” ocorre como ação coordenada de ampla fiscalização. Na primeira ocasião, em julho de 2019, vistoriou 15 embarcações no Porto de Santos.