Monthly Archives: janeiro 2021

Santos Brasil: analistas veem movimento estratégico em vitória de edital para exploração de nova área

A vitória da Santos Brasil (STBP3) para explorar temporariamente uma nova área de Saboó, no Porto de Santos, foi interpretada como um movimento estratégico pelos analistas do BTG Pactual (BPAC11), pois o cais é peça-chave para a capacidade de contêineres em Santos no longo prazo.

A Santos Brasil venceu o edital para exploração de 64 mil m² no cais do Saboó pelo período de 180 dias. A companhia movimentará contêineres vazios, além de cargas geral e de projeto.

Essa é a segunda concessão temporária que a Santos Brasil recebe em Saboó. Em 2019, a empresa venceu a licitação da Área 2, de 42 mil m², que já foi renovada uma vez.

“Essa última licitação mostra que a Santos Brasil continua focada em aumentar a capacidade em Santos, o que já está acontecendo com o andamento da expansão de Tecon Santos”, afirmaram Lucas Marquiori e Fernanda Recchia, autores do relatório divulgado pelo BTG na segunda-feira.

O banco destacou que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão regulador do setor, tem a intenção de combinar as áreas de todos os operadores pequenos e independentes em Saboó para leiloá-las como um grande terminal.

“As operações temporárias darão à companhia uma leitura importante do terminal, que deve ser leiloado no futuro”, acrescentaram os analistas.

O BTG indicou a compra da ação da Santos Brasil, com preço-alvo para os próximos 12 meses de R$ 6. A vitória na licitação reforça a visão já bastante otimista do banco sobre o nome, considerando, dentre diversos fatores, a recuperação das operações e os recursos levantados na oferta de ações realizada no segundo semestre do ano passado.

A perspectiva da Ágora Investimentos sobre a licitação é de que a Santos Brasil está adquirindo experiência para movimentar outras cargas como parte do seu plano de usar o dinheiro da oferta para licitar outras concessões. A corretora reiterou a compra do papel, com preço-alvo para 2021 de R$ 10.

Fonte: Money Times

Portos públicos do Rio Grande do Sul movimentaram mais de 39 milhões de toneladas em 2020

A Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS) divulgou nesta segunda-feira (18) o resultado do ano de 2020 dos três portos públicos do estado sob sua administração: o Porto do Rio Grande, de Pelotas e Porto Alegre.

Ao longo do ano de 2020 o porto rio-grandino movimentou mais de 38 milhões de toneladas de carga no complexo público. Um dos destaques do ano foi o mês de junho, período em que foram movimentadas 4.401.716 toneladas, batendo o recorde que havia sido verificado no mês de setembro de 2018, quando haviam sido movimentadas 4.340.915 toneladas.

A movimentação dos três portos públicos, que vem operando durante a pandemia com todos os protocolos indicados pelas autoridades sanitárias internacionais, soma 39.917.286 de toneladas.

O Porto de Pelotas mostrou no fechamento de 2020 um incremento da movimentação de toras de madeira de 23 mil toneladas a mais em relação ao ano de 2019, uma diferença positiva de 2,60%. Atualmente a movimentação de toras de madeira responde por mais de 90% da movimentação do porto pelotense.

Em relação aos principais destinos e origens das exportações e importações do Porto do Rio Grande notam-se poucas diferenças percentuais em relação ao share dos países com o fechamento do ano de 2019. A China, que detinha o primeiro lugar das exportações, com 58,38% das cargas embarcadas, manteve-se estável no primeiro lugar em 2020 com 52,77%. Já na partilha das importações a Argélia perdeu o posto de primeiro lugar para o Marrocos, que aumentou de 7,82% de participação nas importações para 9,27%. Em 2020 verificou-se um incremento de 5,86% nas importações no terminal rio-grandino, representando uma diferença de aproximadamente 483 mil toneladas importadas a mais. Os maiores destaques quantitativos das exportações no período foram a soja, a celulose e o arroz.

Os carros chefes da movimentação do Complexo Portuário do Rio Grande ainda são a soja (grãos e farelos), representando mais de 32% do complexo, e a celulose, que representa quase 9%. Algumas das mercadorias movimentadas que se destacaram no incremento da movimentação em 2020 foram o arroz, cujo volume dos embarques aumentou em 21,74%, e os desembarques de fertilizantes, que aumentaram mais de 15% em relação a 2019.

Os dados referentes aos demais Terminais de Uso Privado (TUPs) do Estado ainda não foram divulgados pela superintendência, pois estes números aguardam a homologação pela Antaq e deverão estar disponíveis em meados de fevereiro.

BNDES concede crédito de R$ 3,9 bi para 2ª termelétrica no Porto do Açu

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada pela BP, Siemens AG e Prumo Logística, obteve financiamento de R$ 3,93 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implantar uma usina termelétrica movida a gás natural, com capacidade instalada total de 1,67 GW, a UTE GNA II. O empreendimento será construído no Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, na região Noroeste do Rio de Janeiro, e tem previsão para entrar em operação comercial em 2023.

Expansão. Esta é segunda usina do parque termelétrico que a GNA está construindo no local. A primeira tem capacidade instalada de 1,33 GW, e contou com financiamento de R$ 1,8 bilhão do BNDES. A UTE GNA I está em fase final de construção, com previsão de entrada em operação comercial no primeiro semestre deste ano. Além das duas usinas, a GNA possui licença ambiental para dobrar sua capacidade instalada nos parques termelétricos, e, no futuro, pode chegar a 6,4 GW de capacidade instalada.

Energia. A UTE GNA II é composta por três turbinas a gás natural e uma a vapor, todas fornecidas pela Siemens, e poderá funcionar em ciclo combinado. Além disso, o empreendimento prevê uma subestação que se conectará ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A estimativa é que o total de energia gerada pela usina será suficiente para abastecer 7,8 milhões de residências.

Empregos. Durante a construção do empreendimento, espera-se que sejam gerados aproximadamente 5 mil empregos, e quando a usina estiver em funcionamento, serão abertos 500 postos de trabalho. A construção das usinas e o fornecimento de equipamentos, como turbinas a gás e a vapor, além das caldeiras de resfriamento são de responsabilidade da Siemens, que também fornecerá serviços de longo prazo, operação e manutenção para as unidades. Já o gás natural que abastecerá os empreendimentos será importado e fornecido pela BP.

Pré-Sal. A usina será instalada junto ao terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL). Além disso, o empreendimento ficará próximo aos campos produtores da camada pré-sal, ao circuito de transmissão de energia de 500 kV licitado recentemente e à malha de gasodutos.

Fonte: Estadão

Termelétrica vai investir R$ 3 bilhões no Complexo de Suape

Uma termelétrica de energia (UTE) à base de Gás Natural Liquefeito (GNL) será instalada no Complexo de Suape, Litoral Sul do estado, e vai gerar dois mil empregos entre as fases de construção e operação. O empreendimento, com investimento estimado de R$ 3 bilhões, inclui a instalação de um terminal de regaseificação em Suape, além da implantação de aproximadamente oito quilômetros de dutovias entre o terminal gás e a usina termoelétrica.

O empreendimento será gerido pela CH4 Energia – desenvolvedora de projetos no setor energético -, em sociedade com a empresa norte americana New Fortress Energy, fundada em 2014 e, atualmente, com um valor de mercado estimado em 7,38 bilhões de dólares. A empresa atua em países como Jamaica, Porto Rico, México e Nicarágua nos ramos de transporte de Gás Natural Liquefeito, infraestrutura, terminais de regaseificação, usinas de energia e soluções em pequena escala. Também desenvolve atualmente um terminal de GNL na Irlanda, para fornecimento a clientes industriais.

Aproximadamente 30% do investimento deverá sair do empreendedor e 70% virá de bancos de fomento. A previsão é que a usina entre em operação em novembro deste ano, ocupando uma área de 16,5 hectares dentro do Complexo de Suape, onde já possui licença prévia emitida pela Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH).

“Com a instalação da termelétrica em Suape, o governo de Pernambuco também viabiliza um grande terminal de regaseificação para o estado, oferecendo gás com preços muito mais competitivos às indústrias locais”, afirmou o governador Paulo Câmara. “Com a nova lei do gás, que está na Alepe, um contingente muito maior de empresas poderia migrar para o mercado livre e se beneficiar do novo terminal, gerando um impulso de expansões e novos empreendimentos no estado”, completou.

Em dezembro de 2020, o governo de Pernambuco e a CH4 Energia assinaram Protocolo de Intenções para viabilização do empreendimento. A usina terá capacidade de geração de 1,3 GW – 30% mais que a hidrelétrica de Sobradinho – ao final da implantação do projeto, após realização de leilão de energia promovido pela Agencia Nacional de Energia Elétrica e Ministério de Minas e Energia, com previsão para ocorrer no primeiro semestre de 2021.

Com o acordo de compra e venda de energia, de longo prazo, fechado com a Petrobras para iniciar a operação de duas térmicas de 144MW cada, totalizando capacidade de geração de 288MW, o projeto já tem viabilidade inicial para implantação em sua totalidade.

A térmica será abastecida por navio regaseificador de GNL, com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia, no Cais de Múltiplos Usos. A previsão é que a usina consuma 2,5 milhões de metros cúbicos ao dia, potencial que pode ser duplicado futuramente. O excedente de GNL poderá atender à rede da Companhia de Gás de Pernambuco (Copergás), empresa detentora dos direitos de distribuição de gás no estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, destacou que o barateamento dos preços do gás em Pernambuco reduzirá também os custos de produção, tornando as empresas locais mais competitivas. “Pernambuco aumentará expressivamente sua competitividade. Com a usina termelétrica, incluímos mais um elemento nesse pacote de infraestrutura do estado, fortalecido como um hub”, disse.

Fonte: Diário de Pernambuco

Copel Mercado Livre assina contrato para vender energia ao Porto de Paranaguá

A Copel Mercado Livre vai vender energia ao Porto de Paranaguá pelos próximos cinco anos. O suprimento prevê atendimento para as 5 unidades do Porto, iniciando em maio desse ano. A economia estimada é de R$ 10 milhões a R$ 13 milhões no período contratado, dependendo da bandeira tarifária vigente.

Além da mudança para o mercado livre, o Porto de Paranaguá escolheu a modalidade de “consumidor varejista” para simplificar todo o processo no mercado. Nesse modelo de contratação, a Copel fica responsável pela intermediação e pelas obrigações com a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Para o Porto de Paranaguá, isso significa a possibilidade de economizar nos gastos com energia e, ao mesmo tempo, dispensa a associação junto à CCEE, facilitando o processo.

“Esse contrato representa mais um passo importante em direção à realização de nossa estratégia de aproximação dos consumidores finais”, ressalta o diretor-geral da Copel Mercado Livre, Franklin Miguel. “Ganha o Porto de Paranaguá, que vai economizar energia, e ganha a Copel Mercado Livre, que amplia a receita com venda para os consumidores finais. Ganham também o Paraná e os paranaenses, com duas empresas mais eficientes.”

De acordo com o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o contrato com a Copel mostra a busca pela eficiência das Diretorias Administrativa e Financeira e de Engenharia e Manutenção com a economia e modernidade. “Esse processo de compra de energia significa o esforço da nossa equipe em busca de inovações, o contrato vai trazer economia e este dinheiro economizado a gente pode aplicar em outros projetos e melhorias”, destaca.

Maior porto graneleiro do Brasil e o terceiro maior do país, o Porto de Paranaguá é mais uma estatal paranaense que optou por comprar energia no ambiente de contratação livre. Em 2020 o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) assinou contrato com a subsidiária da Copel. No ano passado, a Copel também comercializou energia no mercado livre para a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Criado em 1935, o Porto atualmente é administrado pela Portos do Paraná, empresa pública estadual subordinada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, com convênio de delegação junto ao Governo Federal.

PIONEIRA – A Copel foi pioneira no mercado livre ao criar uma comercializadora de energia e ser a primeira a vender energia para consumidores livres em 1995, mesmo ano de criação do mercado livre de energia no Brasil. A Copel Mercado Livre foi criada em 2016, para oferecer mais economia e tranquilidade para clientes de todas as regiões do país.

Hoje, a subsidiária é a quarta maior do país em volume de energia comercializada nesta modalidade. “O nosso objetivo é simplificar todo o processo do mercado livre para nossos clientes. Queremos que ele tenha os benefícios da economia sem se preocupar com mais nada”, destaca Franklin Miguel.”

Agora, a Copel Mercado Livre se prepara para atender a consumidores de energia de todos os segmentos. Para isso, a subsidiária está promovendo a digitalização dos seus processos. A expectativa é que até o final de 2021 a empresa seja 100% digital, facilitando a prestação de serviços aos consumidores finais.

“Estamos ampliando a comercialização de energia na modalidade varejista, por acreditarmos nessa tendência de simplificação do processo para os consumidores que almejam a economia do mercado livre, sem a burocracia da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica”, acrescenta o diretor.

A subsidiária também pretende diversificar sua atuação, entrando no mercado livre de gás natural, geração distribuída, certificados de energia renovável e eficiência energética. A ideia é ter uma carteira de produtos e serviços para todos os tipos de consumidores, dos pequenos aos grandes consumidores de energia elétrica e gás natural.

BR Distribuidora passa a fornecer diesel marítimo para o Porto de Vitória e região via balsas-tanque

Transporte do combustível em barcaças reduz o tempo de abastecimento e traz flexibilidade e agilidade para atender embarcações de médio e grande porte.

O Porto de Vitória, no Espírito Santo, passa a contar com uma nova operação da BR Distribuidora com o objetivo de ampliar o fornecimento de diesel marítimo para a região. O suprimento agora é também realizado por meio de balsas-tanque, que conseguem navegar para qualquer terminal do canal de Vitória no qual o navio esteja atracado. Com esse modal, foi ampliada em até dez vezes a capacidade de atendimento na comparação com transporte rodoviário (caminhão-tanque).

A ampliação das operações da companhia no ES é um reflexo do crescimento da movimentação dos portos naquele estado, graças à localização geográfica estratégica e características do mercado local de óleo & gás. Esse cenário abriu espaço para que a BR investisse na distribuição por cabotagem, que traz ganhos não só por otimizar a logística, mas também por aumentar a oferta de diesel marítimo na região.

A BR já realizava fornecimento do produto para embarcações portuárias via caminhões-tanque. Com a ampliação da capacidade de suprimento, poderão ser atendidas embarcações de apoio marítimo do segmento offshore, de pesquisas sísmicas, de dragagens, de apoio portuário, de cabotagem, de longo curso e demais embarcações que demandem o diesel para suas operações.

A primeira carga foi enviada no final de 2020 e desde então tem sido muito bem aceita pelos clientes que utilizam essa nova modalidade. A operação já conquistou um marco expressivo, com uma entrega que levou somente três horas entre o pedido do cliente e o início do fornecimento.

O novo modal trazido pela BR permite abastecimentos emergenciais de grandes volumes em um curto espaço de tempo com excelente flexibilidade de ajustes de datas e horários. Atualmente, a capacidade de atendimento é de até 1.150 m³ de diesel marítimo por entrega, com uma vazão de até 150m³/h.

Carga em contêiner registra alta de 6% no Porto de Paranaguá

O volume de cargas importadas e exportadas em contêineres em 2020, pela TCP, no Porto de Paranaguá, aumentou 6% em relação a 2019. Foram 8.541.091 toneladas, 508.664 toneladas a mais que no ano anterior. Os produtos em contêineres representam 14,9% da movimentação geral dos portos do Paraná.

“A movimentação do Paraná foi na contramão de portos do mundo inteiro. Mesmo com os efeitos da pandemia, que prejudicou o fluxo de transporte por contêineres na Ásia e Europa, o Porto de Paranaguá registrou alta, tanto em volume quanto em unidades de contêineres”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Em unidades específicas de contêineres, equivalentes a um contentor de 20 pés (TEUs), o aumento registrado foi em 5%. Em 2020 foram 906.504 TEUs. Em 2019, 867.185 TEUs.

Segundo Garcia, a forte demanda por alimentos, no mundo, contribuiu para a alta verificada entre as cargas de contêineres, já que o Porto de Paranaguá segue sendo o maior exportador de frango do Brasil. Em 2020, foram exportadas 1.805.011 toneladas de carne de aves. O produto congelado é o mais movimentado em contêineres pelo terminal paranaense.



PRODUTOS – Estão também entre os principais produtos que chegam ou saem pelo terminal de contêineres do Porto de Paranaguá, arrendado e operado pela empresa TCP, a madeira, o papel, a celulose e a carne bovina, na exportação; e os fertilizantes na importação.

De madeira, foram exportadas 905.294 toneladas, em 2020. O volume representa alta de 3,67% em relação às 873.227 toneladas registradas em 2019.

O papel exportado em contêiner somou 407.290 toneladas. A alta foi de 15,78%, comparado às 351.792 toneladas do ano anterior. O aumento observado nas exportações de celulose foi ainda maior na comparação dos dois últimos anos: 30,4%. Em 2020, 373.981 toneladas; em 2019, 286.720 toneladas.

As exportações de carne bovina congelada, em 2020, somaram 348.356 toneladas. Comparado às 280.276 toneladas de 2019, o aumento registrado foi de 24,29%.

IMPORTAÇÃO – Entre as importações, o principal destaque é o volume de fertilizantes importados em contêineres pelo Porto de Paranaguá. Foram 526.085 toneladas importadas em 2020 – 34,63% a mais que em 2019 – com 390.769 toneladas.

NAVIOS – Segundo o registro DataLiner, o número de escalas de navios contêineres no terminal paranaense também está maior, na comparação entre os dois últimos anos: passou de 771 (2019) para 796 (2020). A alta é de 3%. O Porto de Paranaguá está entre os únicos cinco do Brasil a registrar crescimento nas atracações do segmento.

 

Portos públicos do Rio Grande do Sul movimentaram mais de 39 milhões de toneladas em 2020

A Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS) divulgou nesta segunda-feira (18) o resultado do ano de 2020 dos três portos públicos do estado sob sua administração: o Porto do Rio Grande, de Pelotas e Porto Alegre.

Ao longo do ano de 2020 o porto rio-grandino movimentou mais de 38 milhões de toneladas de carga no complexo público. Um dos destaques do ano foi o mês de junho, período em que foram movimentadas 4.401.716 toneladas, batendo o recorde que havia sido verificado no mês de setembro de 2018, quando haviam sido movimentadas 4.340.915 toneladas.

A movimentação dos três portos públicos, que vem operando durante a pandemia com todos os protocolos indicados pelas autoridades sanitárias internacionais, soma 39.917.286 de toneladas.

O Porto de Pelotas mostrou no fechamento de 2020 um incremento da movimentação de toras de madeira de 23 mil toneladas a mais em relação ao ano de 2019, uma diferença positiva de 2,60%. Atualmente a movimentação de toras de madeira responde por mais de 90% da movimentação do porto pelotense.



Em relação aos principais destinos e origens das exportações e importações do Porto do Rio Grande notam-se poucas diferenças percentuais em relação ao share dos países com o fechamento do ano de 2019. A China, que detinha o primeiro lugar das exportações, com 58,38% das cargas embarcadas, manteve-se estável no primeiro lugar em 2020 com 52,77%. Já na partilha das importações a Argélia perdeu o posto de primeiro lugar para o Marrocos, que aumentou de 7,82% de participação nas importações para 9,27%. Em 2020 verificou-se um incremento de 5,86% nas importações no terminal rio-grandino, representando uma diferença de aproximadamente 483 mil toneladas importadas a mais. Os maiores destaques quantitativos das exportações no período foram a soja, a celulose e o arroz.

Os carros chefes da movimentação do Complexo Portuário do Rio Grande ainda são a soja (grãos e farelos), representando mais de 32% do complexo, e a celulose, que representa quase 9%. Algumas das mercadorias movimentadas que se destacaram no incremento da movimentação em 2020 foram o arroz, cujo volume dos embarques aumentou em 21,74%, e os desembarques de fertilizantes, que aumentaram mais de 15% em relação a 2019.

Os dados referentes aos demais Terminais de Uso Privado (TUPs) do Estado ainda não foram divulgados pela superintendência, pois estes números aguardam a homologação pela Antaq e deverão estar disponíveis em meados de fevereiro.

Com 25,6 milhões de toneladas movimentadas em 2020, Porto de Suape bate novo recorde histórico

O Porto de Suape começa o ano comemorando um novo recorde histórico. Balanço anual contabiliza 25,6 milhões de toneladas movimentadas em 2020, um aumento de 7,53% em relação a 2019, quando o porto movimentou 23,8 milhões de toneladas. Em números absolutos são 1,8 milhão de toneladas a mais. É o maior volume já registrado nos 42 anos de Suape e acima da meta estabelecida para o ano, marcado por uma pandemia que atingiu a economia mundial.

“O aumento da demanda pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, o gás de cozinha), óleo bunker (combustível marítimo) e petróleo teve grande influência nos resultados e devemos destacar também o crescimento do transbordo de contêineres, fruto de uma estratégia comercial conjunta do Tecon com o porto, ofertando condições especiais ao mercado. Essas operações de transbordo tiveram um crescimento de 57,6%, saltando de 26.361 TEUs em 2019 para 41.560 TEUs em 2020″, observa o presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho. “Esse é o primeiro passo em direção à vocação de Suape em tornar-se hub da região nordeste para a operação de contêineres, como já somos nos granéis líquidos e veículos. Novas ações estão previstas para o ano de 2021, que alçarão a operação de contêineres de Suape a outro patamar de competitividade”.

Suape se mantém líder nacional na movimentação de granéis líquidos (combustíveis, GLP, óleos minerais, etc.), o que o torna também o principal porto de cabotagem do Brasil, a partir da distribuição dos produtos para outros terminais em navios menores. Esse tipo de carga, que representa 74% da movimentação em Suape, teve um crescimento de 8,4%, passando de 17,6 milhões de toneladas em 2019 para 19,1 milhões no ano passado. São 1,4 milhões de toneladas a mais.

As cargas conteineirizadas apresentaram um crescimento de 3,6% em toneladas, passando de 5,3 milhões de toneladas para 5,5 milhões de toneladas. Em TEUs (do inglês Twenty-foot Equivalent Unit – unidade equivalente a 20 pés), esse aumento foi de 1,6% (de 476.304 TEUs para 483.919).

Impulsionados pelo crescimento da demanda de trigo, os granéis sólidos tiveram o maior percentual de aumento, tendo encerrado o ano com 588,2 mil toneladas, 19,8% a mais do que no ano anterior, com 490,8 mil toneladas. Já a carga geral solta contabilizou aumento de 4,4%, saindo de 386, 5 mil toneladas em 2019 para 403,4 mil toneladas em 2020.

“Foi um ano de desafios imensos, vencidos com muita união, responsabilidade e compromisso por parte de toda a comunidade portuária e do Governo do Estado/Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Tivemos que nos adaptar, adotar uma série de medidas para proteger a saúde dos trabalhadores portuários (ainda em vigor) e garantir o abastecimento da população. E hoje podemos comemorar resultados excepcionais, pois não só garantimos o bom funcionamento de Suape, mas aumentamos a produtividade e avançamos em muitos projetos e ações que vêm tornando o porto ainda mais competitivo. E as perspectivas para 2021 são bastante positivas, há muitas e importantes sementes plantadas”, comemora Cerquinho.

Fonte: Ascom Suape

Porto de São Francisco do Sul tem aumento de 5,87% na movimentação em 2020

Esse resultado repercutiu expressivamente no faturamento do Porto.

A SCPar Porto de São Francisco do Sul SA obteve um crescimento de 5,87% na movimentação geral de cargas em 2020, comparando ao mesmo período de 2019. Foram movimentadas 11.924.787 de toneladas, contra 11.263.902t no ano anterior.

Entre as principais mercadorias o destaque é a soja, com crescimento de 33,13%, bem acima do crescimento nacional, que foi de 12,10%.

Esse resultado repercutiu expressivamente no faturamento do Porto, que fechou o ano de 2020 com uma receita total de R$ 100.627.473,93, o que representa um aumento de 41,92% sobre o faturamento de 2019, de R$ 70.901.781,80.

“Os resultados obtidos em 2020 espelham o comprometimento da SCPar Porto de São Francisco do Sul SA com a melhora operacional, com evidentes ganhos de eficiência e produtividade”, comenta o diretor-presidente da SCPar PSFS, Fabiano Ramalho.

Fonte: Assessoria de Imprensa