Monthly Archives: novembro 2020

Pesquisa FGV-Portos e Navios identifica melhores investimentos em arrendamentos na opinião de especialistas

Pesquisa inédita desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Portos e Navios aponta as melhores opções de investimento dentre os atuais 24 projetos de arrendamento portuário do governo federal.

O Terminal Marítimo de Passageiros no Porto de Mucuripe, em Fortaleza e os terminais de celulose STS14A e STS14, ambos no Porto de Santos, são os mais bem avaliados.

A pesquisa, com o rankeamento dos 24 projetos de arrendamento, foi realizada com base nas impressões de especialistas quanto às melhores possibilidades de investimentos em portos diante dos projetos do PPI.

O resultado da pesquisa está publicado hoje na Portos e Navios, no artigo “As percepções de especialistas sobre as privatizações dos portos brasileiros”.

Os autores do artigo, Marcus Quintella, diretor do Centro de Estudos FGV Transportes, e Marcelo Sucena, pesquisador e professor do Centro de Estudos FGV Transportes, indicam o Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza, no Porto de Mucuripe, como o que alcançou a melhor avaliação para investimentos privados entre os especialistas que responderam questionário distribuído pela Portos e Navios. O projeto é considerado fundamental para o desenvolvimento do turismo marítimo na região. A estimativa para este projeto é de aumento de 50% na movimentação de turistas no terminal por temporada.

A pesquisa foi idealizada pela FGV e apoiada pela Portos e Navios com o objetivo de fornecer instrumento para indicar oportunidades de alocação de recursos privados, já que os investimentos públicos estão cada vez mais escassos.

O Ministério da Infraestrutura tem previsão de investir até R$ 7,9 bilhões do Orçamento da União em 2020, valor muito menor do que os R$ 113,4 milhões de 2019. Quintella e Sucena destacam que o atual montante representa menos do que 2% do PIB brasileiro, “muito aquém do necessário para a geração de empregos e estruturar o desenvolvimento nacional”.

Codesa lança edital para exploração de instalações portuárias

A Codesa abre processo seletivo simplificado para a Escolha de Arrendatários Transitórios para duas áreas/instalações disponíveis no Porto Organizado de Vitória. São elas: armazém horizontal (área 4) para fertilizantes e área de armazenagem de veículos (área 5). O edital está publicado no site codesa.gov.br.

O processo seletivo atende aos termos dos artigos 46 e 47 da Resolução Normativa nº 07/2016 da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), e visa fomentar a exploração comercial de instalações do Porto de Vitória, aumentando a rotatividade e o aproveitamento da infraestrutura existente.

Confira detalhes das áreas 4 e 5:

Área 4: Armazém graneleiro de 5.000 m² para armazenagem e movimentação de fertilizantes, localizado em Capuaba, aberto a qualquer proponente, desde que observados os níveis mínimos da oferta.

Área 5: Com 54.08 mil m² na retroárea de Capuaba, o espaço é destinado à armazenagem e movimentação de veículos – encerra em 30 de novembro o prazo para novos proponentes participarem do processo seletivo.

Atualmente, aguarda-se a conclusão de trâmites administrativos visando à celebração de contratos de transição para as áreas Vix 03 (localizada em Vitória, na Ilha do Príncipe) e Vix 09 (silos metálicos verticais, em Capuaba).

Antaq abrirá tomadas de subsídios sobre Ogmo e fiscalização da prestação dos serviços portuários

Contribuições poderão ser enviadas a partir do dia 25 de novembro. Trata-se das tomadas de subsídios Nos 6 e 7, respectivamente.

A Antaq abrirá duas tomadas de subsídios públicas a partir de 25 de novembro. Uma servirá para obter contribuições, por escrito, para elaboração de Análise de Impacto Regulatório – AIR sobre o tema “Regulação dos Órgãos de Gestão de Mão de Obra (Ogmo) do Trabalho Portuário Avulso”, constante da Agenda Regulatória da Agência para o biênio 2020/2021.

A outra tomada de subsídio está relacionada ao aprimoramento da norma aprovada pela Resolução nº 3.274-Antaq, de 2014, que trata da fiscalização da prestação dos serviços portuários e estabelece infrações administrativas. Os interessados poderão contribuir até 28 de dezembro.

Porto de Suape publica chamamento público para receber estudos de implantação de terminal de GLP

Aumento da demanda pelo produto e infraestrutura do porto favorecem a instalação de um novo terminal.

O Porto de Suape abriu edital de chamamento público para que pessoas ou empresas doem estudos necessários para implantação de um novo terminal de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, o gás de cozinha). O processo foi publicado no Diário Oficial do Estado e no site de Suape nesta quarta-feira (18) e a entrega pode ocorrer em até 30 dias corridos, a contar da publicação.

O terminal será implantado em uma área de 82 mil metros quadrados, no porto organizado, servida por tubovia e onde já existem operadores de granéis líquidos derivados de petróleo. A demanda crescente pelo produto e as características que fazem de Suape um hub de granéis líquidos, incluindo o GLP, justificam a necessidade de um novo terminal.

Conforme dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), cerca de 30% do GLP consumido no país são importados e quase todo o volume de importação do produto entra pelo Porto de Suape, que abastece o Nordeste (com exceção da Bahia), parte do Norte e do Sudeste. De janeiro a setembro de 2020, o GLP teve um crescimento de 2,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, somando 1.633.606 toneladas movimentadas, com destaque para os desembarques que registraram alta de 4,71%.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), no mesmo período, o Brasil consumiu mais de 5 milhões de toneladas do produto, com o Nordeste concentrando 25% dessa demanda.

Suape possui uma tancagem de GLP com 7,5 mil toneladas em terra e 45 mil toneladas em um navio cisterna que fica nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), com disponibilidade de área para expansão do parque. O gás é recebido pelo Transpetro, que recebe e armazena, distribuindo para as envasadoras instaladas no porto que fornecem para o cliente final. Operam como envasadoras em Suape as empresas Nacional Gás, Liquigás, Ultragás/Bahiana, Supergasbras e Copagaz.

“O novo terminal irá receber, armazenar e distribuir o GLP, atendendo à demanda dos consumidores do Nordeste, por via rodoviária, e enviando para outras regiões do país por cabotagem. Além da localização e infraestrutura, Suape é um dos principais polos de distribuição do país, com destaque para os líquidos e gases. Esses estudos são necessários para definirmos a melhor modelagem para o arrendamento da área”, explica o presidente de Suape, Leonardo Cerquinho.

Os estudos do novo terminal devem abranger, ao menos, as atividades de análises de mercado de GLP no Brasil e no mundo; produtos e serviços da empresa do setor de gás; receita, projeções de custo e investimentos; rentabilidade, concorrências e vantagens sobre a mesma; taxa de consumo dos clientes; taxa interna de retorno; fluxo de caixa; tendências do ramo de atuação; capital de giro; valor presente líquido; mão de obra necessária; payback; faturamento, e estudo detalhado dos terminais de GLP em outros portos.

A doação também contempla estudos que serão usados para a modelagem do projeto: estudos de mercado; estudos de engenharia; estudos de modelagem operacional; estudos e avaliações ambientais; estudos de avaliação econômico-financeira, e estudos de modelagem jurídica.

DP World Santos e Suzano inauguram complexo para movimentação de celulose

A DP World Santos e a Suzano inauguraram oficialmente nesta segunda-feira (16) o novo complexo de celulose instalado na margem esquerda do Porto de Santos, resultado de uma parceria entre as duas empresas.

A cerimônia, com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, foi realizada de maneira restrita, seguindo as recomendações sanitárias por conta da pandemia da Covid-19, e marcou a inauguração da mais recente instalação do terminal, que iniciou suas operações em abril. Em seis meses de operação, a celulose já responde por 15% do faturamento da DP World Santos.

O complexo recebeu investimentos de R$ 700 milhões e conta com um armazém de 35 mil metros quadrados e capacidade estática para mais de 150 mil toneladas da matéria-prima.

Também integram as novas instalações um novo viaduto, destinado à interligação rodoviária entre as áreas do armazém e a área de cais do Terminal, e a expansão do trecho de cais, que foi ampliado de 653 metros para 1.100 metros, possibilitando ao terminal receber até quatro navios simultaneamente.

Porto de Paranaguá faz o maior embarque de ônibus de sua história

O maior embarque de ônibus da história do Porto de Paranaguá aconteceu na sexta-feira (13). Em um único lote, o navio “Maestro Universe” embarcou 155 unidades. Os veículos de transporte coletivo têm como destino os portos de Boma, no Congo, e Luanda, em Angola.

“Esses grandes embarques têm muito representatividade para os Portos do Paraná. Sermos escolhidos por um grande fabricante nacional para o embarque dos seus produtos indica o alto grau de eficiência da gestão portuária”, afirma o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

 

OPERAÇÃO – Esse é o segundo de um lote de exportação fechado pela empresa Marcopolo com países do continente africano. No primeiro, realizado no último mês de outubro, foram embarcados 110 ônibus que também foram levados para o porto de Boma, na República Democrática do Congo.

Em 2019, foram exportados 588 ônibus. Os destinos foram os portos de Acajutla, Benin, Camarões, Caucedo, Djbouti, Douala, Ghana, Hamad, Luanda, Manzanillo, Limon, Quetzal, Santo Domingo, Santo Tomas e Tema.

Este ano, já com esse último embarque, foram 543 ônibus exportados com destinos aos portos de Acajutla, Boma, Callao, Jebel Ali, Manzanillo, Limon, Santo Domingo, Tema, Veracruz, Zarate, Santo Tomas e Luanda.

O embarque desta sexta-feira (13) quebra a marca alcançada pela exportação de um lote único de 130 ônibus, embarcado no último mês de julho no navio “Ulusoy 5″, com destino a Luanda, Angola. Novos embarques estão previstos já para meados de dezembro, deste ano, e janeiro de 2021.

Embarque de café voltou a bater recorde em outubro

Foram 4,1 milhões de sacas de 60 quilos em outubro, 11,5% mais que no mesmo mês do ano passado, segundo o Cecafé

As exportações de café (verde, solúvel e torrado & moído) do país somaram 4,1 milhões de sacas de 60 quilos em outubro, 11,5% mais que no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foi um volume recorde para meses de outubro e o segundo melhor resultado mensal do ano.

A receita gerada pelos embarques cresceu 8,5% e alcançou US$ 509,6 milhões. O avanço da receita foi menor que o do volume porque o preço médio da saca caiu 2,7% na comparação, para US$ 124,52. Conforme o Cecafé, o volume das exportações de café arábica atingiu 3,3 milhões de sacas no mês passado, com incremento de 12,4%, enquanto o de café conilon registrou alta de 31,4%, para 471,8 mil sacas.

“As exportações tiveram ótima performance em outubro, destacando-se como o melhor resultado para o mês. Pelo segundo mês consecutivo, o país obteve um desempenho histórico inédito que culminou no melhor resultado para um quinto bimestre, com o volume acumulado em setembro e outubro de 8,3 milhões de sacas. As expectativas são da manutenção desses volumes nos próximos dois meses”, disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, em nota.

De janeiro a outubro, as exportações de café alcançaram 35 milhões de sacas, 1,9% mais que em igual período de 2019 e o maior volume dos últimos cinco anos. A receita acumulada subiu 3% em relação aos primeiros dez meses do ano passado, para US$ 4,4 bilhões – também o melhor resultado nos últimos cinco anos. O preço médio da saca exportada subiu 1%, para US$ 126,6. No período, os embarques de arábica somaram 27,5 milhões de, em queda de 0,3%, e os de conilon cresceram 23,4%, para 4,2 milhões de sacas.

Já nos quatro primeiros meses desta safra 2020/21 (julho a outubro), as exportações também registraram o melhor resultado das últimas cinco temporadas em volume: foram 15 milhões de sacas, alta de 8,1% ante igual intervalo do ciclo anterior. A receita chegou a US$ 1,8 bilhão, 4,9% mais, e o preço médio recuou 3%, para US$ 121,15 por saca.

Fonte: Valor

Minfra protocola no TCU projetos de concessão de dois terminais portuários de Santos

Leilão dos terminais STS08 e STS08A será o maior já realizado no país nos últimos 15 anos

O Ministério da Infraestrutura (Minfra) protocolou, na sexta-feira (6), no Tribunal de Contas da União (TCU), os estudos relativos aos projetos de arrendamento das áreas STS08 e STS08A, no Porto de Santos, em São Paulo. O arrendamento das duas áreas, voltadas ao armazenamento de granéis líquidos, somam investimentos de cerca de R$ 1,06 bilhão. Esta será a maior licitação portuária realizada nos últimos 15 anos. O vencedor administrará os terminais pelo período de 25 anos.

A aprovação pelo TCU é a última etapa antes da publicação do edital de concessão, que pode ocorrer já no 1º trimestre de 2021, com realização do leilão no 2º trimestre. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, reforça o otimismo em relação à disputa. “A licitação dessa área será um grande marco, pois se trata do maior leilão da história do setor portuário em termos de investimentos. Os ativos tem atratividade para o investidor, que vem demonstrando grande interesse nas áreas”, explica. “Nossa preocupação é garantir a ampliação da infraestrutura de logística para assegurar o aumento da capacidade de operação”, completa.

A capacidade para movimentação de graneis líquidos no Porto de Santos é deficitária e admite ampliação para atendimento ao crescimento da demanda. No projeto, estão previstos modernização, aumento de capacidade dos terminais e construção de um novo píer com dois berços de atracação.

Atualmente, a área é operada pela Transpetro, responsável por parte do escoamento da produção das refinarias paulistas, assim como pela distribuição de parte do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) da região Sudeste.

Os dois terminais possuem área total de 443 mil m², sendo 137,3 mil m² pertencentes ao STS08 e 305,6 mil m² pertencentes ao STS08A. Essas áreas atuam como reguladores do estoque da produção de derivados da Petrobras, realizando atividades como: transferência e recebimento de produtos de embarcações, abastecimento de bunker nas embarcações atracadas no Complexo, embarque dos produtos das refinarias e envio de GLP para as empresas distribuidoras localizadas na Região Sudeste e Centro Oeste.

Santos Brasil movimenta menos 16,4% no terceito trimestre em comparação ao período em 2019

Apesar do impacto da Covid -19, retomada da atividade industrial e do consumo no mercado doméstico, na sequência da fase mais aguda da pandemia, impulsiona a movimentação dos terminais.

Os efeitos da pandemia do novo Coronavírus (Covid – 19) na economia continuaram impactando o desempenho operacional da Santos Brasil no terceito trimestre, quando comparado ao mesmo período de 2019. No entanto, desde julho a companhia venha registrando uma retomada de crescimento.

O volume total de movimentação de cais da companhia em seus três terminais – Santos (SP), Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA) – caiu 16,4% no terceito trimestre, somando 254.211 contêineres. As operações de longo curso tiveram queda de 22,7% nos volumes de importação e de 9,1% nos de exportação. As operações de cabotagem foram mais resilientes no trimestre, retraindo 11,2% comparado ao terceiro trimestre de 2019.

O Tecon Santos, terminal que tem mais exposição às importações e ao transporte de cabotagem/feeder, movimentou 214.857 contêineres no terceito trimestre, queda de 18,3% em relação ao período em 2019. A movimentação de contêineres do Porto de Santos caiu 8,5% no mesmo período, com as exportações se sobressaindo em relação às importações. A retomada gradual da atividade econômica provocou uma discreta melhora nos volumes de importação do terminal, em especial nos meses de agosto e setembro em relação aos meses anteriores. A participação de mercado da Santos Brasil no porto foi de 34,3% no terceito trimestre deste ano e 38,5% no mesmo período do ano passado.

O Tecon Imbituba movimentou 13.005 contêineres no terceito trimestre, volume 10,8% superior ao período em 2019, com destaque para embarque de commodities. O Terminal de Carga Geral de Imbituba se destacou pelo crescimento de 668% no volume movimentado no terceito trimestre em relação ao período no ano passado, totalizando 84,8 mil toneladas, impulsionado pelo embarque de celulose, alimentos e cargas de projeto.

No Tecon Vila do Conde, o volume movimentado no trimestre foi de 26.349 contêineres, 10,4% menos que no terceito trimestre de 2019, principalmente devido à queda em contêineres vazios.

O volume de contêineres armazenados na Santos Brasil Logística foi 27,5% menor no perído em 2020, tendo como principal causa a retração de contêineres importados no Porto de Santos, devido aos impactos da Covid – 19.

O TEV movimentou veículos no terceito trimestre, volume 2,4% inferior ao período em 2019, porém apresentou uma forte alta em relação ao trimestre anterior (+174,6%). As exportações cresceram 2,5% ano-contra-ano e as importações de veículos foram 48,5% menores no terceito trimestre, quando comparadas ao terceito trimestre no ano passado, com o câmbio desvalorizado impactando a demanda.

De acordo com Daniel Pedreira Dorea, Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, “o terceiro trimestre de 2020 apresentou os primeiros sinais de uma recuperação mais consistente nos volumes movimentados e, também, no mix operado pela Santos Brasil. Desde o mês de julho, temos experimentado um crescimento mensal dos volumes, inclusive no Tecon Santos, o que nos faz crer que a fase mais aguda da crise e dos impactos da pandemia da COVID-19 tenham sido superados”. Ainda, segundo Dorea, “a expectativa é que o pico sazonal, normalmente concentrado no terceiro trimestre, por causa da pandemia, desta vez deva ser estendido também aos meses de outubro e novembro, o que inspira maior confiança na retomada econômica”.

A receita líquida consolidada da Santos Brasil somou R$ 220,3 milhões no terceito trimestre, queda de 11,9% quando comparada ao mesmo período em 2019. Além da retração nos volumes, ainda havia o reconhecimento da TUP (tarifa portuária) na receita do terceito trimestre de 2019, o que distorce a comparação anual.

A companhia registrou Ebitda de R$ 49,7 milhões no trimestre, 16,4% inferior ao período do ano anterior, com margem de 22,5%. Em base recorrente, o Ebitda foi de R$ 46,5 milhões, com margem de 21,1%.

A empresa apurou prejuízo líquido de R$ 5,5 milhões no terceito trimestre, comparado ao lucro líquido de R$ 7,7 milhões no terceito trimestre de 2019.

O saldo de caixa e aplicações financeiras em 30/09/2020 somou R$ 1.088,8 milhão, com caixa líquido de R$ 655,0 milhões, que representou uma relação dívida líquida/Ebitda pró-forma (sem os efeitos do IFRS 16) dos últimos doze meses de -7,04x. O expressivo aumento da posição de caixa e aplicações financeiras no terceito trimestre ocorreu devido à captação de aproximadamente R$ 790 milhões no mercado de capitais, em setembro, por meio de oferta primária de ações (follow-on).

Apesar do impacto da Covid -19, retomada da atividade industrial e do consumo no mercado doméstico, na sequência da fase mais aguda da pandemia, impulsiona a movimentação dos terminais

Os efeitos da pandemia do novo Coronavírus (Covid – 19) na economia continuaram impactando o desempenho operacional da Santos Brasil no terceito trimestre, quando comparado ao mesmo período de 2019. No entanto, desde julho a companhia venha registrando uma retomada de crescimento.

O volume total de movimentação de cais da companhia em seus três terminais – Santos (SP), Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA) – caiu 16,4% no terceito trimestre, somando 254.211 contêineres. As operações de longo curso tiveram queda de 22,7% nos volumes de importação e de 9,1% nos de exportação. As operações de cabotagem foram mais resilientes no trimestre, retraindo 11,2% comparado ao terceiro trimestre de 2019.

O Tecon Santos, terminal que tem mais exposição às importações e ao transporte de cabotagem/feeder, movimentou 214.857 contêineres no terceito trimestre, queda de 18,3% em relação ao período em 2019. A movimentação de contêineres do Porto de Santos caiu 8,5% no mesmo período, com as exportações se sobressaindo em relação às importações. A retomada gradual da atividade econômica provocou uma discreta melhora nos volumes de importação do terminal, em especial nos meses de agosto e setembro em relação aos meses anteriores. A participação de mercado da Santos Brasil no porto foi de 34,3% no terceito trimestre deste ano e 38,5% no mesmo período do ano passado.

O Tecon Imbituba movimentou 13.005 contêineres no terceito trimestre, volume 10,8% superior ao período em 2019, com destaque para embarque de commodities. O Terminal de Carga Geral de Imbituba se destacou pelo crescimento de 668% no volume movimentado no terceito trimestre em relação ao período no ano passado, totalizando 84,8 mil toneladas, impulsionado pelo embarque de celulose, alimentos e cargas de projeto.

No Tecon Vila do Conde, o volume movimentado no trimestre foi de 26.349 contêineres, 10,4% menos que no terceito trimestre de 2019, principalmente devido à queda em contêineres vazios.

O volume de contêineres armazenados na Santos Brasil Logística foi 27,5% menor no perído em 2020, tendo como principal causa a retração de contêineres importados no Porto de Santos, devido aos impactos da Covid – 19.

O TEV movimentou veículos no terceito trimestre, volume 2,4% inferior ao período em 2019, porém apresentou uma forte alta em relação ao trimestre anterior (+174,6%). As exportações cresceram 2,5% ano-contra-ano e as importações de veículos foram 48,5% menores no terceito trimestre, quando comparadas ao terceito trimestre no ano passado, com o câmbio desvalorizado impactando a demanda.

De acordo com Daniel Pedreira Dorea, Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, “o terceiro trimestre de 2020 apresentou os primeiros sinais de uma recuperação mais consistente nos volumes movimentados e, também, no mix operado pela Santos Brasil. Desde o mês de julho, temos experimentado um crescimento mensal dos volumes, inclusive no Tecon Santos, o que nos faz crer que a fase mais aguda da crise e dos impactos da pandemia da COVID-19 tenham sido superados”. Ainda, segundo Dorea, “a expectativa é que o pico sazonal, normalmente concentrado no terceiro trimestre, por causa da pandemia, desta vez deva ser estendido também aos meses de outubro e novembro, o que inspira maior confiança na retomada econômica”.

A receita líquida consolidada da Santos Brasil somou R$ 220,3 milhões no terceito trimestre, queda de 11,9% quando comparada ao mesmo período em 2019. Além da retração nos volumes, ainda havia o reconhecimento da TUP (tarifa portuária) na receita do terceito trimestre de 2019, o que distorce a comparação anual.

A companhia registrou Ebitda de R$ 49,7 milhões no trimestre, 16,4% inferior ao período do ano anterior, com margem de 22,5%. Em base recorrente, o Ebitda foi de R$ 46,5 milhões, com margem de 21,1%.

A empresa apurou prejuízo líquido de R$ 5,5 milhões no terceito trimestre, comparado ao lucro líquido de R$ 7,7 milhões no terceito trimestre de 2019.

O saldo de caixa e aplicações financeiras em 30/09/2020 somou R$ 1.088,8 milhão, com caixa líquido de R$ 655,0 milhões, que representou uma relação dívida líquida/Ebitda pró-forma (sem os efeitos do IFRS 16) dos últimos doze meses de -7,04x. O expressivo aumento da posição de caixa e aplicações financeiras no terceito trimestre ocorreu devido à captação de aproximadamente R$ 790 milhões no mercado de capitais, em setembro, por meio de oferta primária de ações (follow-on).

ADM amplia movimentação de grãos pelos Portos de Santos e de Barcarena

Empresa registra recorde de embarques no Terminal de Grãos Ponta da Montanha, operado em conjunto com a Glencore

A ADM ampliou de forma expressiva, neste ano, o volume embarcado pelos seus dois principais terminais portuários, o do Porto de Santos (SP) e o Terminal de Grãos Ponta da Montanha (TGPM), em Barcarena (PA), bem como o volume movimentado pelos modais ferroviário e hidroviário.

Por meio de Barcarena, a empresa embarcou, até setembro, cerca de 2 milhões de toneladas, superando todo o volume movimentado neste terminal em 2019, de 1,8 milhão, e a previsão é encerrar o ano com 4,1 milhões de toneladas embarcadas (soma de ADM + Glencore). O TGPM tem uma capacidade total de 6 milhões de toneladas, e é operado em parceria com a Glencore, cabendo a cada uma das empresas 50% da capacidade do terminal.

“Este já é o melhor ano de movimentação do nosso terminal no Porto de Barcarena, resultado tanto dos volumes recordes da safra como da melhoria das condições da BR-163″, destaca Vitor Vinuesa, Head de Logística Latam da ADM, ao observar que outro fator favorável foi o aumento do volume transportado pelas hidrovias Porto Velho-Barcarena e Miritituba-Barcarena, que contribuiu para incrementar a movimentação de grãos pelo Arco Norte.

Já no Porto de Santos, o volume de embarques em 2020 deve passar de 6,6 milhões para 7,2 milhões de toneladas. Além do maior volume de grãos, o aumento dos embarques está associado aos investimentos realizados na ampliação e modernização deste terminal, cuja capacidade aumentou de 6 milhões para 8 milhões de toneladas, e ao maior volume transportado até o porto pela via ferroviária.

Esse bom desempenho também se deve à aquisição de uma nova moega ferroviária que duplicou a capacidade de descarga de grãos recebidos por este modal e deu mais agilidade à movimentação de grãos. Em abril, a empresa bateu inclusive um recorde histórico de embarques em Santos, com 762 mil toneladas no mês, número 9,5% acima do recorde anterior, de 699 mil toneladas, registrado em 2013. A previsão é de que o volume transportado por ferrovia cresça de 2,5 milhões para 3,2 milhões de toneladas, o que contribuirá também para evitar o aumento do número de caminhões circulando pelo Porto de Santos.

O investimento de R$ 90 milhões na nova moega ferroviária complementa a primeira fase do Projeto Novos Ares, de modernização e ampliação de capacidade do terminal em Santos, no qual foram investidos outros R$ 280 milhões. Este projeto permitiu ampliar a capacidade de armazenamento estático e de descarga, a velocidade de carregamento dos armazéns para os navios, com eficiência muito maior e um impacto muito positivo em termos ambientais, por conta dos equipamentos instalados que evitam a emissão de particulados durante a operação.

Por hidrovias, a previsão da ADM é transportar 2 milhões de toneladas em 2020, comparativamente a 1,57 milhão em 2019. Neste modal, a ADM conta com uma empresa própria, a Sartco, que opera no Brasil 3 rebocadores e 24 barcaças nas hidrovias Tietê-Paraná e Paraguai-Paraná, e por meio de parcerias no Arco Norte.