Monthly Archives: julho 2020

Rumo e Caramuru Alimentos anunciam terminal da Norte-Sul em São Simão (GO)

As empresas Rumo e Caramuru Alimentos firmaram nova parceria e vão investir R$ 80 milhões na construção de um terminal de transbordo rodoferroviário para transporte multimodal de cargas, interligado à Ferrovia Norte-Sul, em São Simão (GO).

Segundo as empresas, o terminal poderá movimentar mais de 5,5 milhões de toneladas por ano de soja, milho e farelo de soja, o que equivale a mais de 80 mil caminhões por ano. As duas empresas já são parceiras no terminal no Porto de Santos (SP).

O anúncio foi realizado nesta terça-feira (21) no Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. “Nós teremos a capacidade, junto com o transporte rodoviário, de fazer com que grãos e produtos industrializados possam chegar ao Porto de Santos com preço competitivo para o setor produtivo goiano”, afirmou o governador Ronaldo Caiado.

Porto do Pecém bate recorde de embarque de placas de aço em 24h

Terminal atingiu a marca de mais de 34 mil toneladas de placas embarcadas em um único dia, o que traduz em aumento da produtividade do porto. Movimentação da carga avançou 25,6% na passagem de maio para junho

O Porto do Pecém (CE) alcançou um novo recorde na operação de embarque de placas de aço. Com o material produzido pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o terminal movimentou 34.169 toneladas da carga em 24 horas. No último sábado (18), a embarcação Mv Tong Da desatracou do Pecém em direção à China, carregado pelas placas, aonde deve chegar dia 25 de agosto.

Segundo Waldir Sampaio, diretor executivo de operações do Complexo do Pecém, a marca sinaliza a superação da capacidade operacional do Porto, tendo em vista que o contrato prevê o transporte de 10 a 12 mil toneladas de placas por dia. No próximo mês de agosto, acrescenta Sampaio, o Porto do Pecém completa quatro anos de trabalho com a exportação das placas feitas na CSP.

O recorde envolveu duas prestadoras de serviço operacionais do Porto: Tecer Terminais e a Unilink Transportes Integrados. Para Carlos Alberto Nunes, gerente comercial da Tecer, a marca demonstra que, com esse aumento de produtividade, há melhor uso da estrutura portuária.

 

“Quanto você aumenta seus níveis de produção, pressiona menos essa estrutura. Facilita pra empresa que embarca o navio, disponibiliza menos equipamentos e, para o Porto do Pecém, maximiza a disponibilidade de berço para outros clientes (embarcações)”, explica Nunes. Ele observa como esse movimento influencia na articulação do número de instalações portuárias.

“Questão da produtividade nos portos é importante por isso”, reforça. Nunes coloca que outros dois fatores influenciaram no alcance da marca: articulação na negociação do plano de transporte e o navio era do tipo “box” – com menor necessidade de trabalho de manuseio dentro da embarcação.

A movimentação específica desse tipo de carga cresceu 25,6%, de maio para junho, segundo levantamento divulgado pelo Porto do Pecém. “A Siderúrgica deu uma queda pequena de produção, de março pra abril, retomou em maio, e em junho voltou com a carga total – vimos por esse aumento com as placas”, contextualiza Waldir Sampaio.

Pandemia

Diante dos efeitos da crise do novo coronavírus, Sampaio não nega que o Porto tenha sido afetado pela crise, mas reforça que as operações “seguem normalmente”. O diretor situa que o equipamento é “indispensável para o Governo do Estado” no abastecimento de alimentos, medicamentos e produtos hospitalares, dentre outras cargas.

“O Porto do Pecém não parou em nenhum momento nessa pandemia. Não poderíamos prejudicar o abastecimento do Estado. Fomos afetados sim, já que quando uma fábrica para de produzir, os portos e aeroportos, que movimentam as cargas, também sofrem com a queda”, esclarece.

Fonte: Diário do Nordeste

Movimentação de cargas cresce 10% em junho no país

A AT&M Tecnologia, empresa do mercado averbação de seguros de transporte, registrou em junho R$ 532 bilhões em movimentação de cargas em todo o país, aumento de 10,5% em relação ao mês anterior, quando foram contabilizados R$ 482 bilhões. Foram averbados (registros de cada movimentação de carga) 64 milhões de documentos, aumento de 7% em relação a maio, quando foram averbados 57 milhões de pedidos de transporte.

“Além dos valores de cargas movimentadas no território brasileiro, a quantidade de transportes realizados de mercadorias também registrou aumento, sinais que refletem a recuperação da economia, mesmo que seja de uma forma lenta”, comenta Vagner Toledo, sócio fundador da empresa.

Em junho deste ano, houve aumento de 8,3% no valor total das cargas movimentadas na comparação com junho de 2019, quando foram contabilizados R$ 496 bilhões. Ao mesmo tempo, o volume de documentos averbados obteve aumento de 74,4% em relação a junho do ano passado. Esse balanço mensal é desenvolvido a partir de notas fiscais e dos documentos eletrônicos de Conhecimentos de Transportes (CT-es) informados diariamente no momento do embarque pelo transportador. A base de dados é formada por mais de 26 mil transportadoras e embarcadores em todo o país.

Vagner Toledo explica que no mês de junho vários setores da indústria retomaram suas atividades e o varejo mostrou sinais de leve aquecimento. O desempenho dos setores do e-commerce, agronegócio, medicamentos, produtos de higiene e perfumaria e supermercados também contribuíram para que o país comece a registrar os primeiros sinais de recuperação.

Segundo ele, a pandemia do novo coronavirus trouxe mudanças de comportamento em relação ao consumo que devem perdurar por um bom tempo. “Muitos setores vão precisar de adaptações, visto que o e-commerce está sendo incorporado com maior velocidade em diversos setores e as vendas presenciais já estão cercadas por novos cuidados e protocolos de conduta para que os negócios mantenham-se vivos. Com esse “novo normal”, o mercado de transportes precisará identificar e adaptar novas rotinas operacionais para minimizar impactos nos prazos de execução de suas demandas”, finaliza Toledo.

Ecobrasil é adiado para 2021

A 16ª edição do Ecobrasil – Seminário Nacional sobre Indústria Marítima e Meio Ambiente foi adiado para 11 e 12 de maio de 2021.

O atual cenário da pandemia do Covid-19 não oferece garantias suficientes para a realização do evento. Embora o Rio de Janeiro, local do seminário, esteja passando por momento de estabilização da transmissão do novo coronavírus, sanitaristas não apostam em queda vertical nos próximos dois meses. A flexibilização determinada pela prefeitura, segundo eles, também não contribui para uma aposta de queda no contágio em curto prazo.

Além disso, o tradicional evento de meio ambiente recebe anualmente participantes de todo o país. Viagens e aglomeração não são recomendadas no atual cenário.

A equipe da Portos e Navios, trabalhando em home office desde o início da pandemia no Brasil, já dá início à preparação do tradicional evento realizado desde 2002.

O Ecobrasil seria realizado em 29 e 30 de setembro.

Obras iniciais para implantação do Porto Sul são autorizadas

A Bahia Mineração (BAMIN) assinou na semana passada a ordem de serviço para início da primeira fase das obras de execução para a implantação do Porto Sul, em Ilhéus. Com isto, a empreiteira contratada já pode iniciar a mobilização de pessoal e equipamentos para iniciar as obras. Estes primeiros trabalhos correspondem à construção de vias, instalação de sinalização, pontes, implantação de rede elétrica e de água, entre outros. São obras que vão viabilizar a etapa seguinte, que é a construção e desenvolvimento da estrutura do empreendimento.

 

“Para nós da BAMIN, o início desta primeira fase do projeto demonstra nossa confiança no Porto Sul, bem como na retomada econômica das regiões nas quais atuamos. É um esforço que evidencia o nosso compromisso em participar e contribuir ativamente com esta retomada”, afirmou Alexandre Aigner, diretor financeiro e de Relações Institucionais da Bahia Mineração. O investimento total é de cerca de R$ 188 milhões para as obras iniciais do Porto Sul. “Esta fase das obras vai gerar 400 empregos diretos no pico da implantação, com a expectativa de geração de outros 1.200 empregos indiretos”, completou, lembrando ainda que, além de empregos, a retomada vai dinamizar a economia local, movimentando outros setores e gerando renda, em um momento em que toda a sociedade sofre os impactos econômicos da pandemia.

 

A construção do Porto Sul, além de dotar o estado com mais um terminal portuário, também vai ampliar o corredor logístico da Bahia. “Este empreendimento entre o Governo do Estado e a Bahia Mineração vai possibilitar a saída dos nossos produtos (minério de ferro, grãos do oeste) e também será uma garantia para que a licitação da concessão da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) possa ser realizada pelo Governo Federal”, ressaltou o secretário estadual de Infraestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti.

 

Para a BAMIN, saúde e segurança são valores inegociáveis. Além de rígidas normas de segurança, que são rotina em todos os processos da empresa, neste momento de pandemia, a BAMIN redobrou os cuidados, implantando em suas atividades todos os protocolos e orientações das autoridades de saúde, adotando melhores práticas de prevenção e controle nacionais e internacionais. Para as obras iniciais do Porto Sul, foram incluídas no contrato com a empreiteira cláusulas específicas de conduta em relação às normas referentes ao combate a Covid-19.

 

Sobre a empresa

 

A BAMIN é uma empresa brasileira de mineração que iniciou suas atividades em 2005 com um projeto pioneiro para o estado da Bahia. O empreendimento denominado Projeto Pedra de Ferro pretende produzir 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, apoiado em uma gestão de excelência e sustentabilidade. A BAMIN irá transformar a Bahia no terceiro estado maior produtor de minério de ferro do Brasil. A Companhia possui escritórios estratégicos em Caetité, Ilhéus, Belo Horizonte e sua matriz está localizada em Salvador.

 

O controle acionário da BAMIN é da Eurasian Resources Group (ERG). Com mais de 25 anos de sucesso na área de mineração, a empresa tem um portfólio de ativos de produção e projetos de desenvolvimento em 15 países, cruzando quatro continentes. A ERG é a maior produtor mundial de ferrocromo, uma importante produtora de minério de ferro, uma das dez principais produtoras de alumina e uma das maiores produtoras de cobalto e cobre.

 

Fonte: pnoticias

22 empresas se interessam em apresentar projetos de investimento à CDRJ

Encerrado o prazo do chamamento público da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), no dia 7, 22 empresas se mostraram interessadas em apresentar projetos para os portos do Rio de Janeiro e Itaguaí. Além dessas, outras empresas demonstraram interesse em uma eventual licitação das áreas.

Seis avisos foram publicados no Diário Oficial da União em abril e todos receberam manifestações de interesse dos investidores. Com o chamamento público, a CDRJ tem buscado maior celeridade nos processos de arrendamento e maior interação com o mercado, mostrando as oportunidades de investimentos nos portos e entendendo sua demanda.

Segundo o gerente de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Eduardo Miguez, mesmo com o cenário de crise gerado pela pandemia da Covid-19, o número de manifestações de interesse nos projetos reforça a boa perspectiva de retomada econômica. “Nossos portos são fundamentais para propiciar esse ambiente de investimentos, aumentando a arrecadação da companhia, de impostos para o governo, gerando emprego e renda para a sociedade e viabilizando a operação de toda a cadeia logística de comércio exterior”, ressaltou.

Para o Porto de Itaguaí, os projetos são referentes às seguintes áreas: Terminal de Granel Sólido 2 em área “greenfield”; terminal de Granel Sólido 3; Terminal de Granel Líquido; Operação de Transbordo de Granel Líquido (ship to ship); e área de apoio à operação portuária. Já para o Porto do Rio de Janeiro, o projeto é para elaboração e doação de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para um terminal de granel líquido.

Ao final do processo, todas as manifestações de interesse serão encaminhadas à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA).

Porto de Santos bate recorde em junho e no semestre

Movimentação mensal cresce 6,2% e atinge 12,3 milhões de toneladas

O Porto de Santos registrou em junho o quinto recorde consecutivo mensal ao movimentar 12,3 milhões de toneladas, alta de 6,2 % sobre igual período de 2019. O resultado foi impulsionado pelo bom desempenho dos embarques, que avançaram 14,6%, para 9,4 milhões de toneladas, puxados especialmente pelas exportações de commodities agrícolas, o que compensou o recuo de 14,3% nos desembarques no mês.

Entre os embarques, destaque para o complexo soja, cujas exportações aumentaram 54,8%, para 3,9 milhões de toneladas, e para os embarques de açúcar, que saltaram 58,6%, para 2 milhões de toneladas. Outra carga que teve bom desempenho em junho foi a celulose, com alta de 26,2%, para 492,7 mil toneladas.

Já a movimentação de contêineres recuou 13,5%, para 309 mil TEUs, refletindo o impacto da pandemia nas trocas comerciais internacionais. Movimento que ainda não foi suficiente para afetar o comportamento da carga no primeiro semestre. No acumulado do ano, foram movimentados 2 milhões de TEUs, avanço de 4,3% na comparação com igual período de 2019.

“Os bons números do porto refletem a pujança do agronegócio e o efeito favorável do câmbio para as exportações. No acumulado do ano, também o contêiner, que movimenta as cargas de maior valor agregado e as mais afetadas pela pandemia, registra avanço importante. Isso não seria possível sem os ganhos de eficiência que o porto vem apresentando a partir dos investimentos na infraestrutura pública, pela SPA, e privada, pelos terminais”, disse Fernando Biral, presidente da Santos Port Authority (SPA).

No cômputo geral de cargas do primeiro semestre, o porto também bateu recorde ao atingir a marca histórica de 70,3 milhões de toneladas, avanço de 10,6% sobre janeiro-junho de 2019, resultado das altas de 13,9% e de 2,6% das exportações e importações, respectivamente.

Entre os destaques, estão o aumento de 40% nos embarques de açúcar, para 8,7 milhões de toneladas; de 27% no complexo soja, para 22,8 milhões de toneladas; e de 17,7% na celulose, para 2,8 milhões de toneladas.

Na mão inversa, cresceram os desembarques de adubos, com 2,7 milhões de toneladas, alta de 30,2%, e óleo diesel e gasóleo, com 1,4 milhão de toneladas, crescimento de 30,1%.

Em junho, o número de navios atracados somou 398, ligeiramente (-1%) inferior na comparação anual. No semestre, chegou a 2,3 mil embarcações, aumento de 1,4%.

 

VLI se compromete em ter mais mulheres na liderança

A VLI acaba de firmar compromisso “Equidade é Prioridade”, uma iniciativa promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio do Pacto Global, que tem como objetivo promover a equidade de gênero dentro das empresas. O compromisso, lançado em 8 de março, data em que é celebrado anualmente o Dia Internacional das Mulheres, estabelece uma meta mínima de 30% de mulheres em posições de alta liderança – a partir de gerentes ou cargos equivalentes – até 2025 e, opcionalmente 50%, até 2030.

A VLI possui hoje cerca de 15,7% de mulheres, nos cargos de gerência à diretoria. Com o compromisso, a empresa pretende quase dobrar esse número até 2025.

“A equidade de gênero é um assunto que precisa ganhar consistência e relevância no mundo dos negócios. Acreditamos que uma equipe mais diversa, com mais mulheres, é um fator de prosperidade para a sociedade e para as empresas. A assinatura do compromisso Equidade é Prioridade converge com nosso objetivo de contar cada vez mais com o público feminino. Mais mulheres na liderança é também um símbolo de mais inclusão, oportunidades para elas e mais resultados para o negócio”, explica o presidente da VLI, Ernesto Pousada. Em 2019, a VLI já havia aderido às WEPs (Women Empowerment Principles), os Princípios do Empoderamento da Mulher, promovido pela ONU Mulheres.

 

SPA conclui retirada de água de navio histórico

Risco de naufrágio foi afastado; próxima etapa é retirada do óleo

A Santos Port Authority (SPA) concluiu nesta terça-feira (14) a operação emergencial de retirada de água de dentro do casco do navio oceanográfico Prof. W. Besnard, atracado no Porto de Santos. A embarcação histórica poderia afundar e, com o término do trabalho, o risco de naufrágio fica afastado neste momento.

A operação de retirada da água da casa de máquinas do navio começou no início da semana passada, após, em uma vistoria conjunta realizada pela SPA e pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), ter sido observada a situação de adernamento. A Autoridade Portuária determinou ao Instituto do Mar (Imar), entidade proprietária da embarcação, a tomada de providências urgentes. Como o Imar alegou não possuir recursos financeiros para a adoção das medidas necessárias, a SPA mobilizou seus recursos de atendimento a emergências.

Foram retirados aproximadamente 130 mil litros de água acumulados devido ao estado de abandono da embarcação. O serviço foi feito visando salvaguardar o meio ambiente estuarino e a segurança à navegação do Porto de Santos, que seriam afetados caso o Prof. W. Besnard viesse a afundar. Além disso, haveria a perda do navio histórico, que foi um dos recursos utilizados pelo Brasil em operações na Antártica.

De acordo com o Superintendente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da SPA, Mauricio Bernardo Gaspar Filho, “esta etapa da operação foi bem-sucedida devido à competência e dedicação das equipes da Autoridade Portuária e Ibama responsáveis pela condução dos trabalhos, que atuaram de forma tempestiva e acertada mesmo diante dos riscos envolvidos.”

O serviço, que contou com o apoio do Ibama e da Marinha do Brasil, será complementado nos próximos dias, quando serão efetuadas tentativas de remoção da camada fina de óleo que sobrou no interior da casa de máquinas.

Os recursos dispendidos para a operação, bem como a retirada da embarcação do cais, serão cobrados do Instituto do Mar. A entidade também deverá se responsabilizar pela adequada destinação de todos os resíduos gerados.

Construção do navio

No ano de 1959, foi lançado o projeto do navio Prof. W. Besnard, o primeiro do curso de Construção Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), feito a pedido do Instituto Oceanográfico da USP e idealizado pelo professor Wladimir Besnard, pesquisador, primeiro diretor do Instituto e homenageado com o nome da embarcação. Fabricado no estaleiro A/S Mjellem Karlsen, em Bergen, Noruega, o navio chegou ao Brasil em 1967, anos depois da morte de seu idealizador. Durante os primeiros 23 anos o navio navegou sem interrupções, totalizando centenas de viagens científicas.

Porto de Paranaguá vai leiloar área de veículos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou que a Portos do Paraná faça o leilão de arrendamento de uma nova área de veículos, no Porto de Paranaguá.

A autoridade portuária paranaense é a primeira do Brasil a obter a autorização para leiloar um terminal em seu porto.

A área PAR12 fica no lado leste do cais, na retaguarda do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Destinado para movimentação de veículos, o projeto prevê área de 74 mil metros quadrados e arrendamento no modelo greenfield, ou seja, sem estrutura física.

“O projeto foi revisto, após ter a licitação deserta em 2018. A nova proposta prevê área menor, com capacidade estática para 4 mil veículos. A estimativa de custos de investimento (Capex) é de R$ 22,2 milhões”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) foi feito pela Empresa de Planejamento e Logística S.A, vinculada ao Ministério da Infraestrutura. Agora, a Portos do Paraná deve seguir os ritos para publicação, com apoio do Ministério e da Antaq.

PIONEIRISMO – Para o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, a autorização é um passo importante na descentralização do setor portuário. “Mais autonomia de gestão é fundamental. A autoridade local está mais próxima das empresas e conhece todas as particularidades da região. O Paraná demostrou que conta com estrutura organizacional, física e funcional para gerir com segurança e competência a exploração das instalações portuárias”, afirma.

A direção dos portos do Paraná recebeu autonomia para administrar contratos de exploração de áreas dos portos organizados, em agosto de 2019. O convênio de delegação de competência 001/2019 foi formalizado depois de um extenso processo de análise e validação.