Monthly Archives: abril 2019

Governo admite dividir com Estados arrecadação de megaleilão do pré-sal

Espírito Santo: primeiro poço a extrair petróleo da camada pré-sal

Espírito Santo: primeiro poço a extrair petróleo da camada pré-sal

Na tentativa de angariar apoio na negociação pela reforma da Previdência, o governo admite agora dividir com Estados e municípios recursos que arrecadará com o bônus de assinatura do mega leilão de petróleo do pré-sal, marcado para 28 de outubro. Durante a transição, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a prometer dividir esses recursos, mas, diante de dificuldades legais, tentou repartir apenas as receitas futuras, por meio do Fundo Social do pré-sal.

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, reconheceu que o governo precisará de medidas legais aprovadas pelo Congresso Nacional, incluindo uma emenda constitucional, para pagar à Petrobras o acordado na revisão do contrato de cessão onerosa. Isso sinaliza que o processo poderá ser mais demorado do que o esperado pelo governo, que prevê o pagamento à Petrobras para o início de dezembro, no mesmo dia do recebimento dos recursos do leilão.

Na semana passada, depois de seis anos de negociação, a União fechou os termos da revisão do contrato da cessão onerosa com a Petrobras e pagará US$ 9,058 bilhões à estatal, aproximadamente R$ 33,6 bilhões. Em 2010, a União e a Petrobras assinaram o acordo da “cessão onerosa”, que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo na bacia. À época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões. A estimativa do governo federal, porém, é que a área pode render mais 6 bilhões de barris, e, diante disso, a União pretende fazer um megaleilão do volume excedente, o que poderia render até R$ 100 bilhões aos cofres públicos.

Será necessária uma proposta de emenda constitucional para alterar o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas da União à inflação. Neste ano, as depesas da União já estão muito próximas do limite estabelecido e o teto não comporta os cerca de R$ 33 bilhões que serão pagos à Petrobras. Além disso, como não há previsão orçamentária, haverá necessidade de abertura de crédito adicional por meio de projeto de lei ou medida provisória. Também precisa de uma mudança legal para permitir a divisão dos recursos arrecadados com o leilão do pré-sal com Estados e municípios.

A ideia do governo é empacotar todas as alterações legais para que andem em conjunto no Congresso– o que pode ajudar na tramitação, já que há pressão dos governadores para receberem mais recursos. A discussão também está sendo feita paralelamente ao plano de auxílio para estados em crise que está sendo elaborado no Ministério da Economia.

“Estamos conversando com o Congresso semanalmente, diariamente sobre o tema. A intenção é fazer o pagamento de uma só vez. Entendemos que é possível em 2019”, afirmou.

O governo entende que só não será necessário projeto de lei para ratificar o acordo firmado com a Petrobras e que a alteração contratual é suficiente para isso. Isso contraria, no entanto, a avaliação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que vem defendendo a necessidade de que, também o acordo com a Petrobras, passe pelo Congresso Nacional.

No ano passado, chegou a tramitar no Congresso um projeto para fechar o acordo que, segundo Rodrigues, tinha parâmetros mais favoráveis à Petrobras e levaria ao pagamento de R$ 14 bilhões pelo governo. “Felizmente o projeto não foi aprovado naqueles termos”, afirmou.

Rodrigues fez uma crítica ao acordo da cessão onerosa, firmado em 2010 com a Petrobras durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Resolvemos esse problema, que foi a cessão onerosa, que foi colocado de maneira indevida, sem licitação, e foi uma das causas da deterioração institucional da Petrobras”, afirmou. “Temos forte convicção de que o leilão será realizado no dia 28 de outubro e terá forte procura”, concluiu.

Fonte: Estadão

FPSO ‘Cidade de Itajaí’ alcança marca de 100 milhões de barris produzidos

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Com seis anos de operação, o FPSO “Cidade de Itajaí” alcançou na semana passada (07/04) a marca de 100 milhões de barris de óleo produzidos no Campo de Baúna, na Bacia de Santos. Operado pela joint-venture 50/50 TK-Ocyan (parceria entre a Ocyan e a Teekay Offshore), o navio-plataforma apresenta índices de segurança e performance que reforçam o sucesso da embarcação.

O ativo é capaz de atuar em lâmina d’água de até 1.000 metros de profundidade, tem capacidade para produzir 80 mil barris de petróleo diários e comprimir e reinjetar dois milhões de metros cúbicos de gás por dia. O FPSO se destaca por um excepcional desempenho de uptime (índice de eficiência) operacional desde o início da operação. Atualmente, o FPSO Cidade de Itajaí está afretado para a Petrobras até 2022, com opção de renovação do contrato por até 6 anos adicionais.

Outro indicador favorável do FPSO é a marca de um ano sem acidentes registráveis (com ou sem afastamento) a bordo, atingido no final de fevereiro o que reforça a qualidade do planejamento desde o início do projeto. “Estamos há mais de 400 dias sem acidentes registráveis. Nosso recorde anterior foi de 1.052 dias. Esse resultado é fruto de um trabalho extenso e contínuo, de engajamento da equipe desde o início da operação, demonstrando a seriedade do trabalho e o comprometimento de todo o time da TK-Ocyan”, destaca Clarice Romariz, diretora da joint-venture TK-Ocyan.

Construído no estaleiro Jurong, em Singapura, o FPSO Cidade de Itajaí chegou ao Brasil em 29 de dezembro de 2012. O início da operação foi em 16 de fevereiro de 2013. O Cidade de Itajaí é a primeira unidade de produção operada pela joint-venture TK-Ocyan, que hoje conta ainda com o FPSO Pioneiro de Libra, locado no Campo de Mero, no Bloco de Libra, maior reserva do pré-sal brasileiro.

Cabotagem da Aliança Navegação e Logística cresce 16%

Das 2.230 TEU-Containerschiff Aliança Ipanema wird im Cabotage-Dienst der Aliança zwischen brasilianischen Häfen eingesetzt. Dieser Dienst darf nur von brasilianischen Reedereien und Schiffen unter brasilianischer Flagge abgewickelt werden darf. The 2,230 TEU container ship Aliança Ipanema is deployed in Aliança’s cabotage service between Brazilian ports. This service may only be operated by Brazilian shipping companies and vessels under the Brazilian flag.

Das 2.230 TEU-Containerschiff Aliança Ipanema wird im Cabotage-Dienst der Aliança zwischen brasilianischen Häfen eingesetzt. Dieser Dienst darf nur von brasilianischen Reedereien und Schiffen unter brasilianischer Flagge abgewickelt werden darf.
The 2,230 TEU container ship Aliança Ipanema is deployed in Aliança’s cabotage service between Brazilian ports. This service may only be operated by Brazilian shipping companies and vessels under the Brazilian flag.

A Aliança Navegação e Logística encerrou 2018 com um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo desempenho do mercado de cabotagem como um todo e, também, pelas iniciativas da empresa para ampliar os volumes de cargas em atuais clientes e conquistar empresas que ainda não utilizavam o serviço

A empresa estima que o modal gere economia de cerca de 20% se comparado ao modal rodoviário em rotas mais longas. Com o alto custo do frete rodoviário após o tabelamento, houve uma migração de cargas para a cabotagem, que deve manter o ritmo de crescimento neste ano em 10%.

De acordo com Marcus Voloch, diretor de Cabotagem e Mercosul da Aliança, a empresa conquistou 192 clientes ao longo do ano, com forte impulso após a greve dos caminhoneiros, finalizando o ano com uma carteira acima de 1,4 mil clientes. “Com a conversão, conseguimos superar a meta inicial de crescimento que era de 8%. Além disso, os 50 maiores clientes aumentaram, em média, 15% no volume de cargas transportadas com a Aliança”, destaca o executivo.

No ano passado, as rotas mais procuradas foram da região Sul para o Nordeste e também no sentido contrário. Do Ceará para a Bahia, o incremento da cabotagem foi de 300%. O volume triplicou do estado da Bahia para São Paulo. “Da região Sul para a Norte, o transporte por cabotagem chega a ser 40% mais econômico do que o rodoviário”, comenta o diretor, que ressalta a segurança e o baixo índice de avarias como os principais diferenciais do serviço, que também conta com a adesão de pequenas e médias empresas. “Na realidade, o transporte por navio é apenas uma parte da corrente. O que fazemos é transporte multimodal, explorando a eficiência dos modais disponíveis (rodoviário, ferroviário, fluvial). O navio é o grande elo que conecta as longas distâncias, entregando confiabilidade, regularidade e economias de escala”, complementa.

A Aliança, que completa 20 anos de operação na cabotagem desde a sua aquisição pela Hamburg Süd, agora do grupo Maersk, transportou pela primeira vez, em 2018, frutas como laranja, melancia, melão e tangerina, de São Paulo para Manaus (AM). Outra novidade é o transporte de materiais de construção de grande porte, como caixas d’água de Santa Catarina para o Nordeste, bem como de cacau do Pará para a Bahia, demonstrando a versatilidade do transporte por cabotagem.

Ao todo, a cabotagem da Aliança movimentou 310 mil contêineres no ano passado, considerado o maior volume nas últimas duas décadas. “Isso equivale a 200 mil caminhões a menos nas estradas brasileiras e, consequentemente, redução das emissões de CO2 na atmosfera”, completa Marcus Voloch.

Leilões já arrecadaram R$ 7 bilhões em investimentos, diz ministro

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Os 23 leilões realizados pelo governo federal nas últimas semanas somam R$ 7 bilhões em investimentos previstos e R$ 3,3 bilhões em outorgas pagas à vista, segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Considerando outorgas variáveis, a arrecadação superou R$ 8 bilhões.

O ministro concedeu entrevista coletiva hoje, em São Paulo, após o leilão de seis terminais portuários localizados no Pará.

Ele comemorou os resultados das últimas semanas e lembrou que a realização dos 23 leilões havia sido estabelecida como meta para os primeiros cem dias de governo. “Adoro cumprir metas”, disse.

Para este ano, ainda estão previstos os leilões das rodovias BR-364 e BR-365, dos portos de Suape (PE), Santos (SP) e Paranaguá (PR) e das ferrovias Oeste-Leste (Fiol) e Ferrogrão. Para o ano que vem, devem ficar o leilão de 22 aeroportos e rodovias como Nova Dutra, Rio-Teresópolis e nova BR-140.

O ministro falou também que a próxima reunião do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) está próxima de acontecer, mas o governo federal vem atuando de maneira paralela a fim de atrair novos investimentos.

“Acredito que a reunião do PPI para qualificar projetos está próxima”, disse. Mesmo assim, ele afirmou que “não vamos esperar reunião do PPI para avançar em projetos”.

Fusão de agências

O Ministério da Infraestrutura ainda está avaliando se será o melhor caminho a fusão entre a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), disse  Freitas.

Segundo ele, o objetivo da ideia seria criar uma estrutura mais forte e independente com foco multimodal. “A grande questão é que isso precisa ser muito debatido com a sociedade, mercado, servidores e as próprias agências”, disse.

Hoje, com o resultado bem sucedido do leilão de seis terminais portuários no Pará, a Antaq deu “uma excelente resposta”, disse o ministro, lembrando também do leilão realizado há duas semanas pela agência, na qual todos os quatro terminais foram arrematados. “A Antaq está respondendo os desafios à altura”, disse.

Se for decidido que o melhor para o país é a fusão das agências, será enviado um projeto de lei para o Congresso. Caso contrário, se não for o melhor caminho, “daremos um passo para trás, não temos pressa”, disse.

Fonte: Valor

Brasil e Noruega debatem desafios no mercado marítimo

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As novas oportunidades na indústria marítima brasileira, as perspectivas de investimentos no setor de oil&gas e as mudanças recentes no cenário nacional estão entre os temas em debate durante a 3ª edição do Brazil@NorShipping. O seminário acontece dentro da programação da feira Nor-Shipping  nos dias 5 e 6 de junho, em Oslo, na Noruega. O Brasil é o único país a ter uma agenda exclusiva na Feira.

“O país está em um novo cenário. A retomada dos leilões, as mudanças regulatórias, a aprovação do Repetro e as perspectivas de redução da burocracia são alguns dos fatores que contribuem para o otimismo.  A agenda offshore do país está muito boa e o objetivo do seminário é fazer com que o interesse pelo Brasil seja reaquecido” afirma Ricardo César Fernandes, diretor-executivo da  Associação Brasileira dos Armadores Noruegueses .  Na opinião dele, o movimento é de retomada dos negócios e intenção é apresentar as oportunidades . “Brasil e Noruega tem parceria muito importante e de longa data.  Estamos vendo com muito otimismo a realização do evento. É uma chance de mostrar o potencial de investimentos e ajudar a traze não só recursos mas também empregos de qualidade para o país.

O evento não estará pautado somente no ambiente de negócios.  Novas tecnologias para combustíveis, design e automação, digitalização, soluções sustentáveis para embarcações e marco regulatório também estarão em foco nas palestras.

Entre os participantes do seminário Brazil@NorShipping estão o diretor-geral da ANP, Decio Odonne, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, Lucas Tristão, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Geração de Emprego e Renda do Rio de Janeiro e a Sub-secretária de petróleo da mesma pasta, Cristina Pinho, gerente executivo da  Petrobras, Claudio Araujo,  diretor de Portos e Costas, Vice-alte. Roberto Gondim e o presidente do Tribunal Marítimo, Vice-alte. Wilson de Lima Filho, além de representante da petroleira Equinor, do banco DNB e de empresas de apoio marítimo norueguesas.

Da Redação

‘Marinha não vai parar em 4 corvetas’, afirma diretor de projetos

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A Marinha avalia que existe uma grande demanda reprimida por novos navios nos próximos anos. A força naval afirma que vem estabelecendo ‘janelas de oportunidades’ e que espera um cenário mais favorável para renovação de sua esquadra. A leitura é que os novos projetos de navios militares ainda precisam esperar um pouco decisões e políticas setoriais que viabilizem novas unidades, inclusive ampliando o envolvimento da academia e indústria. Além de um navio de apoio Antártico, cujo processo de aquisição foi iniciado em fevereiro, o mercado especula sobre a possibilidade de novos projetos para construção, por exemplo, de navios-patrulha e navios de pesquisa.

“A Marinha não pensa em parar em quatro corvetas. Não faz sentido pensar nisso, inclusive porque a necessidade das forças armadas é muito maior do que isso com tamanho do Atlântico que nós temos”, afirmou o diretor de gestão de programas da Marinha e gerente do projeto das corvetas, vice-almirante Petrônio, durante entrevista coletiva na LAAD 2019, feira do setor de defesa e segurança, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Petrônio lembrou que existem outras iniciativas em andamento, como o projeto de lei que prevê até 10% do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para embarcações da Marinha. A força naval aguarda definição do PL que tramita no Congresso, onde passará por algumas comissões. “Pode dar mais fôlego para Marinha e Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) tocarem novos projetos”, disse.

Atualmente, a Marinha tem 11 navios-escolta, sendo oito deles com 40 anos de idade. Segundo a força naval, além de os navios ficarem obsoletos, os gastos com itens sobressalentes se tornam mais caros com o passar do tempo. A idade avançada também cria dificuldades para o patrulhamento da Amazônia Azul e gera maior esforço para mantenção da missão no Líbano. Outro problema são as condições de preparo dos oficiais, que ficam prejudicadas ou exigem mais deslocamentos dos alunos.

A Marinha afirma que, após diversos debates com entidades como Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore) e Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), concluiu que os percentuais de conteúdo local estabelecidos para as corvetas estão bem equilibrados. A meta firmada com o consórcio construtor é de 31,6% na primeira corveta e média de 41% nas demais unidades. “Também temos noção da realidade e não podemos gastar todos recursos públicos e não ter um ótimo navio. Não adiantava pedir 65% ou 70%. Possivelmente, teríamos alguns tipos de problemas”, ponderou.

A força naval alega que se preocupou com conteúdo local, desde a concepção do projeto, de forma a contribuir com o trabalho de empresas brasileiras. Para Petrônio, é natural começar a rodar com 30%, considerando que a indústria está parada. Ele destacou que existe um memorando de entendimento com 53 empresas brasileiras, distribuídos por seis estados, e que esse número deve crescer.”Hoje não se faz, está parado, então garantimos a qualidade do produto final, mas também estamos contribuindo para as empresas, divididas em seis estados. Provavelmente teremos mais”, projetou.

Petrônio revelou ainda que, conforme desenvolvimento do processo, nenhum consórcio propôs construir as corvetas em estaleiros no exterior. A request for propose (RFP) dava possibilidade de construção da primeira unidade fora do Brasil desde que o consórcio desse justificativas e cumprisse alguns pré-requisitos estabelecidos pela Marinha. O diretor garantiu que as quatro corvetas serão construídas no Brasil, no estaleiro Oceana (SC), que é parceiro do consórcio vencedor da concorrência.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

Enriquecidas, Niterói e Maricá esperam criar fundo bilionário

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Beneficiadas pela produção do pré-sal, Maricá e Niterói, municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro, viram suas arrecadações com royalties e participações especiais mais que quadruplicarem em apenas dois anos (entre 2016 e 2018) e romperem, no ano passado, pela primeira vez, a casa do bilhão de reais. As cidades decidiram, então, criar fundos para poupar parte das arrecadações e já acumulam um patrimônio de R$ 100 milhões cada uma.

Royalties do petróleo criam ilhas de riqueza em 17 cidades

Para as próximas décadas, são esperadas poupanças bilionárias, já que os tempos são de bonança. Só Maricá estima que entrarão, nos cofres do tesouro municipal, nada menos do que R$ 14 bilhões em oito anos, em royalties e participações especiais.

Maricá e Niterói aproveitam as riquezas para aumentar os investimentos públicos, mas ainda vivem a realidade da dependência das receitas petrolíferas para bancar seus custeios. Em Niterói, metade das receitas petrolíferas previstas na Lei Orçamentária Anual de 2019 será destinada para custeio e um terço para investimentos. Cerca de R$ 132 milhões de royalties, por exemplo, devem ser destinados ao fundo de previdência, e R$ 53 milhões, para a companhia de limpeza da cidade.

“Mas é importante lembrar que as atividades típicas de um município estão atreladas a custeio, como limpeza, conservação, saúde básica, educação fundamental – até mesmo a segurança pública virou questão municipal. Temos um escopo de atuação no município que impacta as pessoas. Temos que equilibrar o que é necessidade urgente e o que temos condições de poupar”, diz a secretária da Fazenda de Niterói, Giovanna Victer.

Giovanna destaca que a gestão está preocupada em encontrar uma equação de equilíbrio entre os gastos com serviços e investimentos em infraestrutura, como em mobilidade urbana e drenagem e pavimentação. Ela afirmou ainda que o município tem planos de zerar seus precatórios até 2020 e busca formas de diversificar sua economia (uma das pretensões é transformar a cidade numa referência no setor audiovisual).

O Fundo de Equalização de Receita de Niterói recebe, por lei, 10% de cada repasse das participações especiais. A poupança acumula R$ 102 milhões, mas a previsão é ter R$ 2,5 bilhões em depósito até 2040. Já Maricá deposita, mensalmente, entre 1% e 5% da arrecadação de royalties e espera conseguir poupar R$ 1,8 bilhão em dez anos. O fundo municipal acumula R$ 106 milhões.

Segundo o secretário de Planejamento de Maricá, Leonardo Alves, a intenção é que o fundo ajude a manter, no futuro, os investimentos e os programas sociais – a prefeitura administra, por exemplo, um programa de transferência direta de renda e quer universalizar um sistema de transporte público gratuito. A ideia também é utilizar o fundo como garantidor de parcerias públicas privadas. “Investidores que queiram entrar em Maricá terão a oportunidade de ter no município um parceiro”, disse.

Ele também destaca que a gestão municipal tem se empenhado em diversificar suas fontes de arrecadação, por meio de iniciativas de inteligência fiscal para regularização do comércio local. O município também quer aproveitar o momento favorável para a instalação de novos empreendimentos. Nos últimos anos, Maricá investiu cerca de R$ 10 milhões, por exemplo, na revitalização de um aeroporto, que servirá como base para o transporte de empregados das plataformas da Petrobras.

Maricá também tem planos de universalizar o saneamento básico, em até 15 anos. A prefeitura criou uma estatal para investir na rede de esgoto, que hoje só atende a 4% da população, e firmou um convênio com a Cedae para investir na distribuição de água – hoje 35% da população é atendida.

Fonte: Valor

RJ e SP ficam com 85% de royalty recorde

Em 2018, a receita de Estados e municípios com royalties e participações especiais da produção de petróleo chegou ao recorde de R$ 26,7 bilhões. No caso dos municípios, a arrecadação superou R$ 10 bilhões pela primeira vez, alta de 37% em relação a 2017. Os Estados produtores receberão R$ 15,9 bilhões, um aumento de 51%. Segundo a InfoRoyalties, os governos do Rio Janeiro e de São Paulo ficarão com 85% dos recursos.

Do total arrecadado para municípios, dois terços vão para 20 prefeituras. As cidades fluminenses de Niterói, Maricá, Saquarema, Araruama e Arraial do Cabo têm direito a 30% do total.

Fonte: Valor

Contrato da Marinha com estaleiro de Itajaí pode gerar até oito mil empregos

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O Município de Itajaí provou mais uma vez seu potencial para receber investimentos e conduzir grandes projetos. O Estaleiro Oceana, instalado aqui na cidade, é uma das empresas participantes do Consórcio Águas Azuis, vencedora da licitação para construir quatro corvetas para a Marinha do Brasil. O investimento é cerca de R$ 6,4 bilhões (U$ 1,6 dólares, previstos no edital) com a geração de até oito mil empregos, sendo dois mil diretos e seis mil indiretos.

O Consórcio Águas Azuis também é formado pela empresa alemã Thyssenkrupp Marine, que no início deste ano esteve em Itajaí com representantes do consulado germânico. “Conheceram nosso Porto, se interessaram sobre os investimentos na prevenção das cheias, observaram o potencial da cidade, a qualidade da nossa mão de obra e a força da nossa recuperação econômica”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Giovani Testoni. Ele ainda destaca a qualidade e a disponibilidade da mão de obra do setor naval em Itajaí.

“Já somos o Polo Náutico do Brasil e a Capital Catarinense da Construção Naval e Turismo Náutico e agora seremos referência em toda a América do Sul”, comenta o prefeito de Itajaí Volnei Morastoni. “Esse é mais um passo da retomada da nossa economia, com o Porto, a pesca e a construção naval”, ressalta Morastoni.

“O importante em trazer esse projeto de construção das corvetas para Itajaí é o legado que fica e as portas que se abrem”. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, outros investimentos deverão surgir na esteira desse novo projeto. Uma das áreas em crescimento e com potencial de novos investimentos em Itajaí é a logística, segmento em que a cidade também é referência nacional.

O Porto de Itajaí também será outro beneficiado. A importação dos equipamentos estrangeiros utilizados na construção e desembarcarão aqui. “São barcos específicos com tecnologia avançada e inclusive com segredos de Estado, já que são navios de guerra”, detalha Giovani.

O projeto

O projeto de U$ 1,6 bilhão (aproximadamente R$ 6,4 bilhões) e mais de dois mil novos empregos diretos e seis mil indiretos é da Marinha do Brasil. Um processo licitatório de mais de 200 itens reconheceu o Consórcio Águas Claras como vencedor para a construção de quatro corvetas da classe Tamandaré.

O Estaleiro Oceana aguarda os detalhes de sua participação com a Embraer, principal responsável pelo projeto. As embarcações terão 107,2 metros de comprimento, 15,95 de boca (largura) e 5,2 metros de calado (profundidade). Cada corveta contará com quatro motores, canhões, metralhadores, sistemas de lançamento de mísseis, torpedos e despistamento.

O estaleiro de Itajaí

O Estaleiro Oceana em Itajaí utiliza uma área de 310 mil m². Utiliza os mais modernos processos de construção e instalação para empregar mais de 1000 funcionários na construção de até seis navios por ano. De acordo com o Grupo CBO, dono do estaleiro, Itajaí foi escolhida por sua notável vocação para construção naval, disponibilidade de mão-de-obra treinada e localização privilegiada em relação à cadeia de fornecedores e clientes.

O grupo é uma empresa de navegação com foco na construção e operação de embarcações de apoio offshore de médio porte, além de embarcações de inspeção e construção submarina. A empresa tem sede em Niterói e unidades em Macaé e Itajaí.

Fonte: Folha do Litoral