Monthly Archives: março 2019

Witzel pede estadualização do Porto do Rio em primeiro encontro com Bolsonaro

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Em seu primeiro encontro com o presidente Jair Bolsonaro após a posse, o governador Wilson Witzel entregou um documento em que pede ao governo federal a transferência da administração do Porto para o estado. Segundo ele, a medida é para tentar melhorar as condições de negócios no Rio.

— O Porto do Rio é muito importante para o estado, para o ambiente de negócios, para o turismo. Por isso, fiz um pedido ao presidente para que o Porto seja entregue ao estado ou que nós possamos ter uma maior parceria na sua gestão — anunciou Witzel.

No documento, o governo alega que, com a estadualização, o Porto vai atrair novas atividades econômicas, por meio de Parcerias Público-Privadas e Programas de Parceiras de Investimentos. Com isso, diz o texto, novos investimentos na construção de hotéis, por exemplo, vão fomentar o turismo na região que é “belíssima”, aumentando a arrecadação de tributos estaduais e federais. O pedido feito a Bolsonaro menciona o decreto 2.184/97, que autoriza o Ministério dos Transportes a delegar a estados ou a municípios, mediante convênio, a exploração de portos.

A proposta de Witzel pode se tornar um novo embate entre estado e prefeitura. Isso porque em dezembro o prefeito Marcelo Crivella sugeriu a municipalização do Porto a Paulo Guedes, que, na época, já tinha sido escolhido para ser ministro da Economia. A prefeitura chegou a divulgar que havia um investidor americano interessado em construir um grande resort com cassino na região. Hoje, a gestão do Sambódromo está no centro de uma disputa entre Witzel e Crivella.

Outro assunto da agenda com Bolsonaro, da qual também participou o senador Flávio Bolsonaro, foi a licitação do Santos Dumont. Ele pediu para um representante do estado acompanhar esse processo, a fim de evitar “um conflito” com o Galeão. O objetivo, segundo ele, é não sucatear “uma estrutura grande” como a do aeroporto internacional.

— Pedi que o nosso secretário de Transporte (Robson Ramos) tivesse maior proximidade com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Achei importante pontuar isso com o presidente, porque há uma preocupação muito grande dos empresários com o Galeão — disse o governador, sem dar detalhes do que poderia acontecer.

Mais recursos

Witzel ressaltou que seu governo melhorou a segurança nas vias de acesso ao Galeão, com um reforço da Polícia Militar na Linha Vermelha e na Linha Amarela:

— É fundamental que nós tenhamos um aeroporto fortalecido.

Além da reunião com o presidente, Witzel também participou em Brasília de um encontro com os governadores, durante o qual falou com Paulo Guedes sobre a importância do processo de recuperação fiscal dos estados.

— O Rio de Janeiro está no Regime de Recuperação Fiscal, mas, infelizmente, isso não é suficiente. A crise foi profunda, e os estados precisam de recursos. A cessão onerosa (parte da receita do leilão do pré-sal ficaria com os estados) é uma possibilidade, mas nós temos outras opções de financiamento para conseguir fechar os nossos compromissos até o fim do ano — disse.

Fonte: O Globo

Primeiro leilão de petróleo sob Bolsonaro vai oferecer 36 blocos com preço mínimo de R$ 3,2 bilhões

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Marcado para o dia 10 de outubro, o primeiro leilão de áreas para exploração e produção de petróleo do governo Jair Bolsonaro oferecerá ao mercado 36 blocos. Se todos forem vendidos pelo preço mínimo, a arrecadação será de R$ 3,2 bilhões.

O leilão será realizado sob o modelo de concessão, no qual não há participação do governo nos consórcios. O governo projeta para este ano também um leilão sob o modelo de partilha, que prevê a entrega de parte da produção à União.

Nos leilões de concessão, vence a empresa ou consórcio que apresentar a maior oferta por cada bloco, o que abre a possibilidade de arrecadação superior ao valor mínimo das áreas, mesmo que nem todas sejam concedidas —como é comum ocorrer.

No leilão de outubro, a área com maior preço mínimo, de R$ 1,3 bilhão, está localizada na Bacia de Campos. Ela fica ao lado de descoberta do pré-sal chamada de Pão de Açúcar. A segunda mais valiosa fica na Bacia de Santos, com bônus mínimo de R$ 372 milhões.

A lista de blocos privilegia regiões com alto potencial de descobertas nas bacias de Campos e Santos, onde estão 24 das áreas que serão oferecidas ao mercado. As restantes estão divididas entre as bacias de Camamu Almada (7), na Bahia, e Pernambuco-Paraíba (5).

A maior parte dos blocos está colada no chamado polígono do pré-sal, área delimitada no governo Lula onde vigora o regime de partilha. A oferta de blocos próximos ao pré-sal em contratos de concessão, preferidos das petroleiras, foi inaugurada pelo governo Temer em 2016.

O edital e a minuta do contrato de concessão foram divulgados nesta segunda (25) pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O governo planeja ainda dois leilões do pré-sal em 2019. O primeiro, já anunciado, terá cinco blocos dentro do polígono e está previsto para novembro. Todos serão contratados sob o regime de partilha.

O segundo, ainda em elaboração, inclui descobertas já feitas pela Petrobras em blocos cedidos pelo governo Lula em troca de ações da companhia em 2010, num processo chamado de cessão onerosa. A estatal ganhou o direito de produzi 5 bilhões de barris nessas áreas, mas descobriu volumes maiores.

O leilão dos excedentes da cessão onerosa é visto pelo governo como fundamental para ajudar a reduzir o déficit fiscal. A expectativa de arrecadação gira em torno de R$ 100 bilhões, com a concessão do direito de produzir em quatro blocos: Atapu, Búzios, Itapu e Sépia.

Os vencedores se tornarão sócios da Petrobras e terão que ressarcir a estatal por investimentos já realizados na exploração e em sistemas de produção já instalados. Em Búzios, por exemplo, já há quatro plataformas instaladas.

O governo ainda não definiu os valores dos bônus de assinatura nem quais os percentuais mínimos de petróleo para a União —em leilões de partilha, vence a empresa ou consórcio que se comprometer a entregar mais petróleo. A expectativa é que o leilão seja realizado no fim de outubro.

Fonte: Folha SP

Petrobras reavalia parceria com chineses na refinaria do Comperj

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A parceria entre a Petrobras e a chinesa CNPC para construção da refinaria do Comperj, em Itaboraí (RJ), está sendo reavaliada pela estatal brasileira, em meio às discussões internas sobre o novo modelo de desinvestimentos no refino. Segundo uma fonte da administração da empresa, o pré-acordo com os chineses, costurado nas gestões de Pedro Parente e Ivan Monteiro, está desalinhado com o que pensa o presidente Roberto Castello Branco, que prega um movimento mais agressivo de redução da participação da petroleira no refino.

Em outubro, a Petrobras e a CNPC assinaram o acordo integrado definindo o modelo da parceria. Pelo acerto, a empresa asiática assumiria fatia de 20% da joint venture a ser formada para conclusão e operação do primeiro trem (módulo) da refinaria do Comperj, que terá capacidade para processar 165 mil barris/dia de petróleo. As duas partes se comprometeram, então, a avançar com os estudos de viabilidade e de planejamento dos investimentos para conclusão das obras. Desde então, ainda não houve um acordo definitivo para a sociedade, discutida desde julho de 2017.

O modelo proposto para a parceria no Comperj está desalinhado com a estratégia de Castello Branco para o refino. Segundo declarações recentes do executivo, a Petrobras não tem a intenção de vender pequenas fatias nos ativos. “Se vendermos [uma refinaria], vamos vender 100% do ativo especifico”, disse Castello Branco, em teleconferência com investidores, há três semanas.

O governador do Rio, Wilson Witzel, disse que dará todo o apoio necessário para a retomada das obras

A Petrobras está revendo todo o modelo de parcerias e desinvestimentos no refino. O plano original, lançado por Pedro Parente e que previa a venda de 60% de participação em dois polos regionais (um no Sul e outro no Nordeste), também não agrada o comando atual da petroleira. A estatal pretende definir ainda no primeiro semestre o novo modelo dos desinvestimentos no refino.

Castello Branco já disse que pretende mudar o modelo original para aumentar o número de potenciais compradores. O projeto original de desinvestimento veta a participação de empresas que tenham como principal atividade a comercialização global de petróleo e derivados de terceiros, conhecidas como tradings.

“Não concordamos [com o modelo atual], porque ele exclui compradores. Não queremos excluir ninguém”, afirmou o executivo, durante coletiva de imprensa, há três semanas.

Na segunda-feira, o executivo esteve reunido com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, para conversar sobre, entre outros assuntos, a retomada das obras do Comperj. No encontro, Witzel disse que o governo fluminense se coloca à disposição da Petrobras para “todo apoio necessário para a retomada” das obras da refinaria.

A Petrobras acredita ser possível concluir em dois anos as obras do Comperj, a partir do momento em que fechar o acordo para retomada do projeto. As obras da refinaria foram interrompidas em 2015 com mais de 80% de avanço. A Petrobras já investiu cerca de US$ 13 bilhões e condicionou a conclusão das obras à busca de um sócio.

O setor de refino é o grande pilar do programa de desinvestimentos da petroleira brasileira

As estimativas atuais para colocar a refinaria de pé superam US$ 3 bilhões, de acordo com um analista de um importante banco de investimentos. Enquanto as obras da refinaria aguardam uma solução de financiamento, a Petrobras investe, sozinha, cerca de R$ 1,95 bilhão na conclusão das obras da unidade de processamento de gás natural do Comperj.

O setor de refino é o grande pilar do programa de desinvestimentos da estatal, que espera anunciar em 12 meses até US$ 40 bilhões em venda de ativos. A Petrobras possui 13 unidades, que respondem por 98% da capacidade de refino do país. Castello Branco, porém, vê espaço para que a empresa reduza sua fatia no mercado para cerca de 50%.

No curto prazo, a grande expectativa gira em torno da venda da participação de 90% na Transportadora Associada de Gás (TAG). A Petrobras marcou para 2 de abril a segunda rodada de ofertas pelo ativo, que reúne uma rede de gasodutos de 4,5 mil quilômetros de extensão nas regiões Norte e Nordeste do país. O negócio é avaliado em cerca de US$ 8 bilhões.

Na primeira rodada, o grupo francês Engie – em sociedade com o fundo de pensão canadense CDPQ – apresentou a melhor oferta pelo negócio, no valor de US$ 8 bilhões, segundo uma fonte. Por uma exigência prevista na sistemática de desinvestimentos da Petrobras, firmada com o Tribunal de Contas da União (TCU), quando a diferença de valores entre as ofertas é relativamente pequena, a companhia deve realizar uma segunda rodada de ofertas.

Como a Engie apresentou a melhor oferta na primeira fase, a empresa pode negociar aspectos contratuais do negócio, como o valor e o contrato de operação dos gasodutos. É com base nesses pontos que os concorrentes farão a segunda rodada. Além do grupo francês, o ativo também interessa ao consórcio formado pelo Mubadala e pela EIG.

Este ano, a companhia já anunciou a venda da refinaria texana de Pasadena, para a Chevron (US$ 562 milhões), e do campo de Maromba, na Bacia de Campos, para a BW Offshore (US$ 90 milhões).

Fonte: Valor

Petrobras espera receber mais de US$18 bilhões como pagamento por reservas de petróleo

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Petrobras pode receber uma notícia positiva em breve. Isso porque a petroleira espera receber mais de US$ 18 bilhões do governo e da iniciativa privada como forma de pagamento pelas reservas de petróleo. Segundo fontes, a ideia é que a questão, que se arrasta desde 2013, chegue finalmente a um desfecho. As informações são da Bloomberg.

Do lado público, o governo brasileiro pretende chegar a um acordo até o fim deste mês sobre a compensação que irá pagar à petroleira. Na reclamação, a Petrobras diz que o governo deve dinheiro à ela quando a estatal comprou do governo o direito de produzir bilhões de barris de petróleo.

O ponto é que, durante o processo de exploração, foi feita a descoberta de uma quantidade maior de petróleo. Isso fez com que o governo saísse com mais vantagens e a Petrobras ficasse apenas como a única companhia autorizada a explorar o campo. Por causa disso, a estatal e o governo devem entrar em acordo até o final do mês, antes de que ocorra leilão de parte dos 15 milhões de barris estimados.

O governo brasileiro antecipou também que há companhias que estão de olho em participar de projetos de exploração profunda e que essas empresas estariam dispostas a pagar mais de US$ 9 bilhões à Petrobras para fazer parte da iniciativa. Segundo as fontes, isso acrescentaria cerca de US$ 9 bilhões ao valor que o Estado estaria disposto a pagar à petroleira.

Leilões à vista

Para resolver a questão, o governo planeja realizar um leilão em 28 de outubro com grandes companhias como a Exxon Mobil e a Royal Dutch Shell Plc, que são duas das maiores petrolíferas dos Estados Unidos e do Reino Unido, respectivamente.

Ambas já manifestaram interesse em fazer uma licitação e parceria com a Petrobras, segundo informações já ditas pelo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, e o presidente da própria Petrobras, Roberto Castello Branco.

Olha o dinheiro

O pagamento que a empresa espera receber de terceiros vai compensar especialmente os investimentos que a Petrobras já fez. No caso do campo de Búzios, um dos maiores e que pode ir a leilão, a companhia gastou mais do que US$ 10 bilhões com a produção de dois sistemas. Hoje, a petroleira possui 3 bilhões de barris de reservas de petróleo, mas o governo estima que haja ao menos mais 3 bilhões a mais que possam ser explorados.

De acordo com a Bloomberg, a ideia de trazer parceiros internacionais para explorar campos ajuda a Petrobras a chegar a um acordo mais próximo com o governo.

Fonte: Seu Dinheiro

Shell inicia exploração em novas áreas do pré-sal este ano

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Depois de uma investir R$ 2,17 bilhões na aquisição de ativos exploratórios nos leilões dos últimos dois anos, a Shell quer começar este ano a perfurar nas áreas recém-adquiridas. O presidente da companhia no Brasil, André Araujo, disse que o plano da empresa é perfurar quatro poços em 2019.

A campanha exploratória inclui poços nas áreas de Sul de Gato do Mato e Alto de Cabo Frio Oeste, ambos no pré-sal, e poços também na revitalização de campos maduros.

Nesse sentido, estão previstos investimentos na exploração do Parque das Conchas, no pós-sal da Bacia de Campos. O objetivo é encontrar novas descobertas na concessão e, assim, estender o prazo de vida útil da área.

“Achamos que dá para extrair mais dessa área”, disse o executivo ao Valor, após participar do evento de pré-estreia da feira Brasil Offshore, em Macaé (RJ).

Nos últimos anos, a empresa investiu em novas tecnologias de produção e conseguiu estender a vida útil dos campos de Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos, em cinco anos, para entre 2022/2023.

Fonte: Valor

Governo quer pagar R$ 35 bilhões para Petrobras em acordo sobre áreas do pré-sal

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O governo federal espera pagar US$ 9 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões) à Petrobras na renegociação de um acordo sobre exploração de petróleo em blocos do pré-sal. O acordo entre a União e a estatal, que envolve também o Tribunal de Contas da União (TCU), está perto de ser fechado e o número final deve ficar próximo a esse valor, segundo fontes que acompanham as conversas.

É preciso assinar o acordo para o governo confirmar o megaleilão de petróleo com o qual espera arrecadar R$ 100 bilhões. A Petrobras será paga com a arrecadação desse leilão do pré-sal. A licitação já está marcada para outubro. O dinheiro é fundamental para o governo fechar as contas em 2019. A equipe econômica trabalha para divulgar o acordo final com a Petrobras nesta semana.

Em uma das últimas versões do acordo, o governo previa pagar US$ 14 bilhões para a estatal. O ministro da Economia, Paulo Guedes, porém, decidiu recomeçar as negociações e conseguiu reduzir esse valor.

A equipe econômica discute ainda como incluir estados e municípios nos resultados da produção no pré-sal. Não está nos planos do governo, neste primeiro momento, dividir com os entes parte dos recursos que serão arrecadados com o leilão. Esse dinheiro chegou a ser prometido por Guedes a governadores. Ele esbarrou, porém, na restrição imposta pelo teto de gastos — regra que limita as despesas da União.

Está em discussão, por outro lado, a divisão de recursos do petróleo com os governadores e prefeitos por meio do Fundo Social do Pré-Sal. Esse fundo reúne recursos arrecadados com a exploração da área. O valor do fundo até o fim do ano estará em cerca de R$ 26 bilhões, segundo estimativas do governo. A intenção é destinar 30% do valor para os estados e municípios.

Acordo da cessão onerosa

O leilão e o acordo fazem parte da cessão onerosa, contrato assinado entre a Petrobras e o governo federal. Por esse contrato, a União cedeu à Petrobras o direito de explorar e produzir cinco bilhões de barris de óleo em seis blocos do pré-sal da Bacia de Santos, em 2010. A Petrobras pagou R$ 75 bilhões naquele ano por este direito. A medida foi parte do processo de capitalização da companhia, no qual a Petrobras levantou recursos para fazer frente aos investimentos previstos para o desenvolvimento dos campos do pré-sal.

Ao ceder os cinco bilhões de barris à Petrobras, foi fixado um preço de US$ 8,51 por barril, considerando o preço de reserva (sem custo de exploração). O contrato previa que o valor seria revisto quando os campos já contassem com a declaração de comercialidade, ou seja, quando houvesse mais segurança a respeito do volume de petróleo. Isso ocorreu em 2014. A partir daí, começaram as negociações entre Petrobras e União.

As conversas se arrastam há anos e, agora, estão próximas de um desfecho. A Petrobras saiu credora da disputa porque, entre outros fatores, o preço do barril de petróleo caiu nos últimos anos.

Fonte: O Globo

EBNs e Antaq criam ‘agenda positiva’ para alavancar cabotagem

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Representantes da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) apresentaram um estudo sobre o fomento do modal à diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O encontro aconteceu na última sexta-feira (15), na sede da Agência, em Brasília. O objetivo da reunião foi discutir a cabotagem e apresentar um estudo sobre os desafios para o desenvolvimento desse tipo de navegação no Brasil. O trabalho defende a garantia da estabilidade regulatória às empresas brasileiras de navegação (EBNs), potencialização dos investimentos na formação da frota de cabotagem e a permissão de custos competitivos.

A associação propõe a aplicação do marco regulatório (Lei 9432/1997), mantendo a cabotagem restrita às EBNs, além de garantias de que o preço do combustível da cabotagem seja igual ao preço do bunker da navegação de longo curso, conforme estabelece a Lei 9432. O estudo também aponta necessidade de garantir que o bunkerde baixo teor de enxofre, estabelecido pelas normas da Organização Marítima Internacional (IMO) para início de 2020, não onere ainda mais o custo da cabotagem já a partir do final de 2019. O estudo apresentado à Antaq destaca que a navegação de cabotagem emite quatro vezes menos poluentes que o transporte rodoviário, além de representar potencial de economia de R$ 1,7 bilhão por ano no frete. O documento aponta ainda que poderia haver redução de dez mil acidentes nas estradas brasileiras ao ano a partir do efetivo uso da cabotagem.

Procurada pela Portos e Navios, a Abac informou que a reunião faz parte das tratativas que a entidade tem feito com os principais stakeholders do setor para promover um crescimento mais vigoroso da cabotagem no Brasil. De acordo com o levantamento mostrado pela associação, existe um potencial equivalente a 9,7 contêineres nas rodovias para cada contêiner empregado na cabotagem. “Para o período entre 2018 e 2022, a meta é captar 4,8 contêineres entre os potenciais que estão nas rodovias”, disse o presidente da Abac, Cleber Lucas, na reunião.

Ao final do encontro, o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, disse, que estabelecerá uma ‘agenda positiva’ com o setor de cabotagem, com primeira reunião prevista para abril. Além de Povia, participaram da reunião: o diretor da agência, Adalberto Tokarski; o superintendente de regulação, Bruno Pinheiro; o superintendente de outorgas, Alber Furtado; a chefe de gabinete, Jacqueline Wendpap, entre outros servidores da agência.

Em nota enviada à redação, a Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ) voltou a criticar o que chama de ‘concentração do mercado’ e defendeu que, antes de tomar qualquer posição a respeito do estudo, a agência reguladora deve ouvir todos os players do segmento. A associação declarou que espera que todo mercado participe da agenda positiva, alegando que a associação presente à reunião representaria menos de 10% do número de empresas outorgadas à cabotagem. “O mencionado grupo nunca trabalhou em prol da cabotagem, mas apenas pela concentração de mercado em defesa de seus próprios interesses e o resultado disso todos já conhecem: uma cabotagem com contornos de cartel”, afirmou na nota Abrahão Salomão, secretário para assuntos de transportes marítimos da Usuport-RJ.

O Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) e a Abac consideram a cabotagem e o feeder serviços promissores que devem continuar a alavancar o transporte marítimo no Brasil. No ano passado, as entidades contrataram um estudo para identificar as principais deficiências competitivas nos mercados brasileiros de cabotagem. De acordo com dados da gerência de estatística e avaliação de desempenho da Antaq, a cabotagem transportou 229 milhões de toneladas entre 2010 e 2018, apresentado crescimento de 26% no período.

 

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

Frota de apoio marítimo permanece estável em fevereiro

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A frota de apoio marítimo em águas brasileiras encerrou fevereiro com 366 embarcações, das quais 326 de bandeira brasileira e 40 de bandeira estrangeira. A quantidade se manteve estável em relação a janeiro, quando 367 embarcações (328 de bandeira brasileira e 39 de bandeira estrangeira) estavam em operação ou disponíveis aguardando contratação. Ao todo, cerca de 31 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para bandeira brasileira. Em comparação com fevereiro de 2015, foram desmobilizadas 138 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 74 de bandeira brasileira. Os dados constam no relatório de fevereiro da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo. A Abeam esclarece que nem todas unidades estão operando, pois ao menos 70 barcos de apoio estão parados aguardando contrato.

Os números demonstram que atualmente 89% da frota no Brasil é composta por barcos de bandeira brasileira e 11% estrangeira. De acordo com o relatório da Abeam, 48% dessas embarcações são PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo), totalizando 177 barcos. Outros 19% são LH (manuseio de linhas e amarrações) e SVs (mini supridores), que correspondem 69 barcos. Os AHTS (manuseio de âncoras) somaram 47 unidades no período, enquanto 25 barcos de apoio eram FSVs (supridores de cargas rápidas) e crew boats (transporte de tripulantes), 16 PLSVs (lançamento de linhas) e 11 RSVs (embarcações equipadas com robôs).

Ao final de fevereiro, a empresa de navegação com mais embarcações, em operação ou aguardando contratação, foi a Bram Offshore/Alfanave, com 53 unidades (50 brasileiras e três estrangeiras), seguida pela CBO (33 embarcações) e pela Starnav (32) — nestes dois casos com todos barcos de apoio de bandeira brasileira. Segundo o relatório, a Wilson Sons Ultratug tinha nesse período 23 unidades em sua frota, todas de bandeira brasileira, enquanto 22 embarcações faziam parte da frota DOF/Norskan, sendo 17 brasileiras e cinco estrangeiras.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

Petrobras inicia produção da P-77, quarta plataforma do Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos

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A Petrobras informa que iniciou hoje a produção de petróleo e gás natural da P-77, quarta plataforma a entrar em produção no campo de Búzios.

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, foi descoberto em 2010, é o principal campo sob o contrato da Cessão Onerosa. O campo teve seu início de produção em abril de 2018 e conta atualmente com 4 plataformas em produção.

Em linha com o Plano Estratégico da Petrobras, a P-77 é a terceira plataforma a entrar em produção em 2019, do total de quatro plataformas previstas para entrar em produção este ano.

Com capacidade para processar diariamente até 150 mil barris de óleo e comprimir até 6 milhões de m³ de gás natural, a P-77 contribui para o crescimento previsto da produção da Petrobras em 2019.

A plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), está localizada a aproximadamente 200 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade de água de 1.980 metros. O projeto prevê sua interligação a nove poços produtores e oito poços injetores. O escoamento da produção de petróleo será feito por navios aliviadores, enquanto a produção de gás será escoada pelas rotas de gasodutos do pré-sal.