Monthly Archives: dezembro 2018

Pré-Sal Petróleo arrecada R$ 1,13 bilhão para a União em 2018

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A Pré-Sal Petróleo (PPSA) encerra 2018 com arrecadação de R$ 1.133.571.478,87 para a União. Os recursos já foram depositados na Conta Única do Tesouro Nacional e são referentes à comercialização da parcela de petróleo da União (R$ 286 milhões) na Área de Desenvolvimento de Mero, na Bacia de Santos, e à Equalização de Gastos e Volumes (EGV) do Campo de Sapinhoá (R$ 847 milhões), também na Bacia de Santos.

“Quando começamos o ano, tínhamos uma projeção de contribuir com R$ 1 bilhão para a arrecadação federal. Encerramos 2018 superando o valor projetado”, afirmou, em nota, Ibsen Flores Lima, presidente da companhia. “De agora em diante, a empresa seguirá uma rotina de comercialização de petróleo, contribuindo anualmente para a arrecadação federal. Em 2028, nossos estudos apontam que a União terá direito a 250 mil barris de petróleo por dia referente somente à produção dos 14 contratos de partilha de produção em vigor hoje no país, gerando uma contribuição anual para a arrecadação federal estimada em R$ 20 bilhões”, continua o comunicado.

A EGV é resultado do Acordo de Individualização da Produção (AIP) realizado em Sapinhoá. O consórcio BM-S-9, liderado pela Petrobras (45%) e os parceiros não operadores Shell (30%) e Repsol Sinopec (25%), iniciou a produção em 2010 e pouco tempo depois identificou que a jazida de petróleo ultrapassava os limites geográficos do contrato, indo em direção a uma área não contratada. Nesses casos, por meio de um AIP, a União, representada pela PPSA, passa a ter direito a uma parcela da produção e responsabilidade equivalente sobre os gastos.

Em Sapinhoá, ficou acordado entre as partes que 3,7% da produção é de titularidade da União. Foi realizado um acerto de contas considerando as receitas desde o início da produção e, na mesma proporção, os investimentos e despesas do período. Essa conciliação resultou no saldo credor de R$ 847 milhões.

Até o momento, a PPSA já celebrou seis Acordos de Individualização da Produção. Além de Sapinhoá, a União também já assinou os AIPs de Tartaruga Verde, Lula/Sul de Lula, Nautilus, Atapu e Brava. A companhia também espera celebrar em breve a assinatura do Acordo de Individualização da Produção em Mero. Há ainda outros 17 potenciais casos de individualização da produção em análise pela empresa.

Além de representar a União nos AIPs, a estatal faz a gestão dos contratos de partilha de produção e é responsável pela comercialização do petróleo e gás da União. A companhia já comercializou a produção de petróleo da União da Área de Desenvolvimento de Mero e do Campo de Sapinhoá por 36 meses e do Campo de Lula por 12 meses.

Fonte: Valor

Transporte por navios em portos do país cresce 27,6%

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Uma das alternativas às estradas, a cabotagem já é impulsionada pelas consequências da greve dos caminhoneiros e do tabelamento do frete. O volume de cargas transportadas no terceiro trimestre foi 27,6% superior ao mesmo período do ano passado, segundo números da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac). O dado considera apenas cargas destinadas ao mercado doméstico. Isso consolida a tendência de crescimento que vem ocorrendo nos últimos anos. O número de contêineres transportado pela cabotagem cresceu 11,7% ao ano entre 2008 e 2017.

Fonte: O Globo

STF suspende decreto que agiliza venda de áreas de petróleo da Petrobras

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O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira  atender a  um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) e suspendeu os efeitos  do decreto que define  regras de governança para a chamada cessão de direitos de exploração e desenvolvimento da produção de  petróleo e gás natural pela Petrobras.

Para o advogado Hali Hage da Veirano Advogados a, decisão  do STF é ruim pois traz de volta questionamentos que existiam anteriormente  e a insegurança jurídica em relação à venda das participações da Petrobras em blocos ou campos  exploratórios de forma direta, sem licitação.

Segundo ele, outro ponto negativo  é que com a suspensão do decreto,  não poderá fazer compras de bens e equipamentos de forma direta, sem licitação, nas áreas onde é operadora com parceria de terceiros.

– É ruim, se dá um passo à frente, dá dois para trás. A decisão traz de volta a insegurança jurídica sobre as vendas de participações já feitas pela petrobras, como para os campos que estão atualmente sendo negociados  – destacou Ali Hage.

Marco Aurélio Mello decidiu submeter a decisão individual para referendo do plenário do STF.

O advogado Giovani Loss, do Mattos Filho Advogados,  também considerou que a decisão, além de ser ruim para a Petrobras, vai trazer insegurança jurídica para o o processo de venda de ativos da estatal.  Giovani disse que a decisão do ministro surpreende o mercado, uma vez que está previsto que o plenário do STF analise o assunto no dia 27 de fevereiro.

– A decisão do ministro surpreendeu o mercado e  é muito ruim.  A Petrobras trabalha na redução do seu endividamento com a venda de ativos, e na medida que o judiciário vem recorrendo contra a venda desses ativos  complica a estratégia da empresa de se reorganizar estrategicamente  – destacou Loss.

Na sua decisão, o ministro Marco Aurélio Mello afirma que cabe ao Congresso Nacional legislar sobre normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, a alcançarem as sociedades de economia mista  “gênero do qual a Petrobras é espécie”.

“A conclusão é única: o chefe do Executivo Federal disciplinou matéria constitucionalmente reservada a lei em sentido formal”, ressaltou Marco Aurélio.

O advogado Ali Hage acredita que a suspensão do decreto não invalida futuras vendas de participações em blocos ou campos de petróleo pela Petrobras, mas traz novamente a insegurança jurídica que existia anteriormente. Isso porque o decreto foi feito, inclusive, após o entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU), sobre o processo de vendas de ativos da estatal.

– A Petrobras fica prejudicada com essa decisão. isso vai influenciar as negociações atuais em andamento, e mesmo para os processos já fechados,  levando mais insegurança jurídica para o setor – destacou Ali Hage.

Giovani Loss também lembrou que o decreto foi resultado justamente de todas as conversas e negociações da Petrobras com o TCU para tornar o processo de venda de ativos da estatal mais transparente e competitivo.

Fonte: O Globo

Com financiamento da Petrobras, Coppe/UFRJ inaugura sistema que simula correntes marinhas

O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coppe/UFRJ inaugurou nesta quarta (19/12), no Parque Tecnológico do Rio, na Cidade Universitária, um novo sistema capaz de reproduzir correntes marinhas com alta precisão. Com investimento de 18,8 milhões da Petrobras e R$ 3,2 milhões da Finep, o simulador

contribuirá para estudos necessários à exploração de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, como as do pré-sal.

Capaz de reproduzir as características da correnteza em águas brasileiras, o equipamento é composto por seis motores e seis bombas hidráulicas operados de modo independente. O sistema permite que a velocidade e o direcionamento de cada uma das seis correntes geradas sejam modificados, sem que se altere as demais.

Com o sistema de correnteza, será possível realizar ensaios experimentais incorporando todas as características ambientais offshore, inclusive a correnteza, o que antes não era possível. Isso permite o desenvolvimento e aperfeiçoamento de cálculos de dutos, por exemplo, e visa a otimização de custos da elaboração, da instalação e da intervenção em equipamentos submarinos.

Para o Orlando Ribeiro, gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras, “o sistema de geração de correnteza do LabOceano colocará o país em destacada liderança no desenvolvimento de pesquisas tecnológicas na área de engenharia naval e oceânica, dando suporte às atividades estratégicas de exploração e produção de óleo e gás em águas profundas e ultra-profundas.”

O professor Paulo de Tarso Esperança, coordenador executivo do LabOceano, explica que o sistema amplia a capacidade do laboratório para reproduzir, da melhor maneira possível, a diversidade das correntes marinhas. “Tanto para simulações nos campos do pré-sal como nas águas menos profundas, as correntes são importantes, por exemplo, para representar a dinâmica dos risers, estruturas que conectam o poço de petróleo à plataforma”.

Investimento em pesquisa otimiza projetos

O sistema de correnteza foi instalado em um prédio anexo ao LabOceano, que possui o tanque mais profundo das Américas (15m), e o segundo do mundo.  Lá são realizados ensaios experimentais com modelos de plataformas em escala reduzida, reproduzindo o seu comportamento dinâmico, para avaliar e otimizar projetos.

No laboratório, a Petrobras realizou estudos das plataformas P-55, P-66 e do Terminal de Gaseificação da Baía de Todos os Santos. Neste último, foi utilizado o fundo móvel do LabOceano, implantado em 2010, também com recursos da companhia.

A Petrobras já realizou mais de 80 ensaios no LabOceano, que contribuíram para o alcance de maturidade tecnológica para a exploração e desenvolvimento da área do pré-sal, com segurança e disciplina de capital. “O conjunto de informações geradas pelos ensaios realizados contribuiu significativamente para o aperfeiçoamento das estruturas projetadas, permitindo avaliar suas características em laboratório antes da instalação no mar, minimizando riscos, aumentando a segurança e reduzindo custos dos empreendimentos”, relata Rodrigo Barreira, um dos representantes da Petrobras em projetos com o LabOceano.

Aportes em universidades

Os investimentos da Petrobras no laboratório fazem parte da estratégia tecnológica da companhia, que mantém parceria com cerca de cem instituições de ciência e tecnologia, com investimentos em pesquisas e em laboratórios. Nos próximos cinco anos, a Petrobras investirá R$13 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e metade deste valor será destinado a instituições de ensino superior no país.

Desenvolvimento do setor de petróleo vai gerar R$ 400 bi em tributos em 2030

O desenvolvimento da indústria de petróleo no país vai permitir uma geração de cerca de R$ 400 bilhões anuais em tributos, royalties, e Imposto de Renda em 2030. A informação foi dada na tarde desta quinta-feira pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) , Décio Oddone, ao destacar que o setor mudou de patamar no país.

Segundo o executivo, em 2030 o Brasil estará produzindo cerca de 7,5 milhões de barris por dia, contra os atuais 2,6 milhões de barris diários. Por sua vez, as exportações brasileiras de petróleo vão pular dos atuais 1,2 milhão de barris por dia para algo em torno de 4 milhões de barris diários.

Toda essa produção será possível por meio de 170 plataformas, conta as 107 unidades atuais.

Décio Oddone participa do lançamento do Programa de Formação de Recursos Humanos (PRH-ANP) em conjunto com a Finep. Já no próximo ano o PRH-ANP vai oferecer 880 bolsas de estudos em várias áreas do setor em pós-graduação, e outras categorias. O programa prevê recursos iniciais da ordem de R$ 178 milhões, e espera oferecer 2.650 bolsas em quatro anos. Os recursos são obtidos com a aplicação de 1% do faturamento das petroleiras que são obrigadas a investir em P&D.

Fonte: O Globo

Shell firma parceira de US$ 1,5 milhão para manutenção de plataformas na Bacia de Campos

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A Shell – que atua na Bacia de Campos – anunciou acordo de US$ 1,5 milhão com o ABS, a SBM Offshore e a Coppe/UFRJ para desenvolver ferramentas para avaliação, em tempo real, do impacto das operações e condições ambientais na degradação de unidades FPSO.  Com esses dados serão desenvolvidas novas técnicas para a estimativa do tempo remanescente na operação segura da plataforma. Atualmente, essa estimativa de envelhecimento do local é feito somente no final das operações.  As novas técnicas permitirão racionalizar os custos de manutenção para prolongamento da vida operacional das plataformas.

Além da redução dos custos, o novo sistema aumentará a segurança dos profissionais embarcados, diminuindo sua exposição às intervenções de reparo e inspeção, redução do risco de incidentes estruturais e de desvios das condições operacionais normais. A idéia vai de encontro aos reclames dos sindicatos dos petroleiros e as centrais trabalhistas que, vêem com preocupação o crescimento dos acidentes e com registros fatais. As pressões e insegurança que atingem os trabalhadores estão aumentando os casos de depressão e ansiedade. Os sindicalistas querem da atual gestão da Petrobras um olhar mais específico no afastamento gerado por doenças mentais, depressão e ansiedade. O desmonte da empresa e o descaso da política de SMS estão matando o trabalhador aos poucos, atingindo também sua família.

Falado sobre esse acordo, o gerente de Tecnologia da Shell Brasil, José Ferrari, disse que “entender a condição atual e saber prever as alterações na integridade estrutural de unidades FPSO ao longo de sua vida útil é fundamental para suportar a decisão sobre o momento adequado para descomissionamento ou substituição. Esta parceria com a ABS, SBM Offshore e a Coppe/UFRJ é crucial para garantir a entrega de algo de valor para a indústria offshore”.

Fonte: CliqueDiário

Vazamento de petróleo atinge Baía de Guanabara após tentativa de furto em duto

Um vazamento de ao menos 60 mil litros de petróleo atingiu a Baía de Guanabara no sábado, após uma tentativa de furto em oleoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras, informou a empresa.

A Transpetro informou nesta segunda-feira que suas equipes de emergência já recolheram cerca de 45 mil litros de óleo, do total que vazou na região do município de Magé, Baixada Fluminense. O duto já foi reparado e voltou a operar.

A companhia pontuou que um sobrevoo de helicóptero realizado na manhã desta segunda-feira “somente constatou a presença de vestígios de óleo contidos na foz e nas margens do rio Estrela, em decorrência do furto de petróleo ocorrido sábado”.

“A companhia continua trabalhando nas ações de limpeza e recuperação da área atingida e instalou uma unidade de atendimento à fauna no local, com atuação de médica veterinária e especialistas em meio ambiente”, disse a empresa em nota.

Pescadores que trabalham na Baía de Guanabara publicaram imagens do vazamento nas redes sociais mostrando a camada de óleo que tomou conta de parte do local.

“Foi um vazamento de grandes proporções, com impacto em manguezais, e a mancha já está chegando à Ilha de Paquetá”, disse a jornalistas o analista ambiental Maurício Muniz, do Instituto Chico Mendes.

A Transpetro disse ainda que são 413 profissionais mobilizados, 24.600 metros de barreiras absorventes e de contenção, 19 caminhões, 22 embarcações de apoio, uma aeronave, três drones, dentre outros recursos.

Na véspera, a empresa disse que “ao detectar a ação criminosa, imediatamente interrompeu as operações do duto, acionou equipes de emergência e conteve o vazamento do oleoduto”.

A Petrobras e a Transpetro têm sido alvos frequentes de ações criminosas de furto de óleo e derivados em suas instalações.

“A companhia esclarece que é vítima de ações criminosas de furto de óleo e derivados e colabora com as investigações das autoridades”, disse a empresa, destacando que “intervenções criminosas nos dutos podem trazer riscos como vazamentos, incêndios e explosões.”

A Transpetro tem contado com a colaboração de moradores vizinhos para realizar denúncias, por meio de canais de atendimento.

Em 2000, um vazamento de óleo na Baía de Guanabara provocado pelo rompimento de um duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) derramou cerca de 1,3 milhão de litros de óleo no local e afetou fauna e flora da região.

Fonte: Reuters

FMM prioriza R$ 2,54 bilhões em novos projetos da construção naval

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O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou R$ 2,54 bilhões em prioridades para novos projetos da construção naval. Outros R$ 4,16 bilhões foram destinados a projetos que já haviam sido aprovados em reuniões anteriores e obtiveram novo prazo para contratação. As reapresentações equivalem a 62% dos projetos que obtiveram prioridade na 39ª reunião ordinária, realizada na última quinta-feira (6), na sede do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

No apoio marítimo, foram concedidas prioridades de R$ 92,9 milhões para construção de duas embarcações do tipo SDSV (apoio a mergulho) e R$ 66,6 milhões de suplementação para construção de um PLSV (lançamento de linhas). Na cabotagem, R$ 522,8 milhões para construção de dois porta-contêineres. Na navegação interior, 68,4 milhões para construção de 15 empurradores fluviais e barcaças graneleiras. Outros 144,7 milhões são destinados para construção de um terminal flutuante, empurradores, lancha de apoio e balsas, além de R$ 26,2 milhões de atualização monetária do financiamento para um navio gaseiro.

O conselho priorizou ainda R$ 1,46 bilhão para construção, expansão e modernização de instalações do Estaleiro Jurong, em Aracruz (ES), R$ 25 milhões para construção de um estaleiro em São Luís (MA) e R$ 24,2 milhões para modernização do Estaleiro Wilson Sons, no Guarujá (SP). O CDFMM concedeu prioridade de R$ 92 milhões para reparo de 16 PSVs (transporte de suprimentos) e R$ 14,6 milhões para  reparo de um CSV (suporte à construção offshore).

A próxima reunião do CDFMM está prevista para 21 de março de 2019. Os interessados tem até o próximo 21 de janeiro para apresentar projetos para obtenção de prioridade para financiamento com recursos do fundo. O FMM pode financiar até 90% do valor dos projetos pleiteados. O percentual de financiamento dependerá do conteúdo nacional e do tipo de embarcação

 

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

‘Pioneiro de Libra’ completa um ano de operação com mais de 9 milhões de barris produzidos

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O FPSO “Pioneiro de Libra” completa um ano de operação no campo de Mero e a conclusão do primeiro Teste de Longa Duração, processo para avaliar o comportamento do reservatório de petróleo, do Bloco de Libra. Índices de segurança e meio ambiente reforçam o sucesso da embarcação, que superou a marca de nove milhões de barris de petróleo produzidos desde o primeiro óleo, em novembro do ano passado.

Neste período, o navio-plataforma chegou a produzir mais de 58 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). O ativo, que é capaz de atuar em lâmina d’água de até 2.400 metros de profundidade, tem capacidade para produzir 50 mil barris de petróleo diários e comprimir e reinjetar 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

“Atingir a produção 58 mil boed com 1 poço em águas ultra profundas é um marco na indústria offshore, temos muito orgulho deste sucesso alcançado ainda no primeiro ano de operação”, comemora Clarice Romariz, diretora da Joint-venture TK-Ocyan.

Outro indicador favorável é a marca de um ano sem acidentes com afastamento registráveis a bordo, o que reforça a qualidade do planejamento desde o início do projeto. “Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo, de engajamento da equipe desde o início do projeto e da operação. Nossa Taxa de Frequência de Incidentes Registráveis (TFIR) é igual a zero neste período, o que demonstra a seriedade do trabalho e o comprometimento de todo o time da TK-Ocyan”, destaca a executiva.

Clarice informa que a segurança, o principal valor da TK-Ocyan, foi crucial para o projeto desde o início da construção do FPSO, no final de 2014, no estaleiro Jurong, em Cingapura. Ao longo de mais de dois anos, aproximadamente quatro mil pessoas estiveram envolvidas no projeto, incluindo as atividades no estaleiro, com mais de 19 milhões de homens/horas trabalhadas, sem registro de nenhum acidente de trabalho com afastamento.

Com relação ao meio ambiente, a embarcação alcançou diversos resultados positivos, registrando índice de queima de gás abaixo de 3% e nenhum vazamento de óleo ou químicos ao mar. Atualmente, está em curso uma parada de produção programada para troca/interconexão de um poço injetor para dar início à nova campanha de testes da unidade.

Parceria TK Ocyan

Fruto de um investimento de US$ 1 bilhão, o FPSO “Pioneiro de Libra” é de propriedade da “joint venture” 50/50 formada pela Ocyan e pela Teekay Offshore e tem contrato de doze anos a serviço do consórcio formado pelas empresas Petrobras (Operadora, com 40%), Total (20%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%).

A parceria com a Teekay foi iniciada com o projeto de construção do FPSO Cidade de Itajaí, que possui capacidade de produção de 80 mil barris de óleo/dia.