Monthly Archives: outubro 2018

Antaq prorroga prazo de testes do Sistema de Desempenho da Navegação – módulo Apoio Portuário

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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq prorrogou o prazo para a realização de testes e recebimento de contribuições das empresas usuárias do Sistema de Desempenho da Navegação (SDN) – Módulo Apoio Portuário. O prazo antes definido entre 4 e 26 de outubro, para que os regulados enviassem sugestões para melhorias e tivessem prévio conhecimento da ferramenta, agora vai até 25 de novembro próximo.

O SDN é um sistema informatizado, mantido pela Antaq, destinado a receber, pela internet, informações de natureza técnica e operacional a serem prestadas pelas empresas brasileiras de navegação. Essas informações incluirão dados de frota em operação, bem como sobre as operações realizadas, entre elas portos de atuação, tipos de atividades realizadas e valores cobrados.

Durante o lançamento do módulo Apoio Portuário, no último dia 4 de outubro, o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, afirmou que o objetivo do SDN é conhecer o setor “e não controlar preços. Nossa defesa é por uma política de preços livres em quaisquer instâncias. Esse é o modelo que julgamos adequado, com concorrência, economia de escala, serviço adequado. Esse sistema é mais um importante passo para o aprimoramento de dados. A ideia é obter conhecimento a partir de inovações reguladoras”.

superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Antaq, Samuel Ramos, por sua vez, destacou a fase de testes do sistema. “É fundamental que se descubra as eventuais correções a serem feitas e, para isso, é necessária a participação do setor regulado, que nos informará o que precisa ser melhorado no sistema”, destacou.

Serviço

A solicitação de acesso ao sistema será realizada por meio do e-mail sdnap@antaq.gov.br. O interessado deve informar no e-mail nome da pessoa e instituição/empresa vinculada. É necessário colocar no assunto do e-mail “acesso ao sistema” ou “sugestão de melhoria”. O acesso ao sistema se dará pelo site www.antaq.gov.br, no canto direito, no link “sistemas”.

Fonte: Ascom Antaq

Petro Rio adquire empresa que detém participação no campo de Frade

A Petro Rio anunciou nesta segunda-feira que fechou um acordo para adquirir a Frade Japão Petróleo, petroleira que detém participação de 18,26% na concessão do campo de Frade, localizado na Bacia de Campos, a 120 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. O valor do acordo não foi divulgado.

Segundo a companhia, a aquisição aumenta em aproximadamente 25% sua produção e 150% suas reservas de petróleo. “Com esta a transação, a Petro Rio reafirma mais uma vez a sua estratégia de crescimento através de aquisição de ativos em produção, além de representar uma diversificação de seu portfólio de ativos e de fontes geradoras de receita”, diz trecho do comunicado.

A Frade Japão Petróleo é uma subsidiária da petroleira japonesa Inpex, fundada em 1999 e sediada no Rio de Janeiro. A empresa atua em Frade em parceria com a Chevron, que possui 51,7% do campo, e com a Petrobras, que detém 30%.

O campo de Frade recebeu a declaração de comercialidade em 1998 e iniciou a produção em 2009. Com 154 quilômetros de extensão, registrou produção de 17 mil barris de óleo equivalente por dia em agosto, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: Valor

Consulta por conteúdo local para corvetas ainda é considerada baixa

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Fornecedores de equipamentos nacionais esperam interesse maior por parte dos finalistas da concorrência para construção das corvetas classe Tamandaré para Marinha em relação ao conteúdo local. Um fornecedor de equipamentos que manteve conversas com representantes dos consórcios da ‘short list’ revelou que as cotações por equipamentos locais ainda estão tímidas nesta reta final.

Um dos motivos alegados pelos consórcios seria a dificuldade de encontrar cotações localmente, seja por conta das demissões na indústria, seja pela falta de engenharia de projetos, ambas fruto da ociosidade no setor de O&G nos últimos quatro anos.”O mercado quer cotar itens de prateleira. Eles [proponentes] não estão cotando”, diz um fornecedor que preferiu não ser identificado.

A fonte observa que alguns dos proponentes da ‘short list’ das corvetas estão declinando da cotação e afirma que há fornecedores dispostos a apresentar conteúdo local para os finalistas. As empresas acreditam que a indústria brasileira consegue atender parte da demanda de equipamentos para as corvetas.

Os fabricantes temem que os proponentes deixem de lado o conteúdo local por considerar os itens nacionais mais caros, e peçam isenção de atendimento ao índice (waiver) à Marinha. Eles tentam a evitar a importação de alguns itens, como ocorreu na construção dos submarinos da força naval, sob argumento de não haver itens similares no Brasil. “Os fornecedores querem desmistificar a questão e provar que podem atender parte da demanda”, diz a fonte.

Procurada pela Portos e Navios, a Marinha negou a existência de pedidos de isenção de conteúdo local por parte dos proponentes à construção das corvetas. A força naval afirmou que as principais dúvidas apresentadas pelos consórcios no processo das corvetas foram esclarecidas. Segundo a Marinha, a primeira fase do processo (análise das propostas) teve estabelecidos dois períodos de questionamentos: o primeiro de 22 de janeiro a 27 de abril de 2018 e o segundo de 13 de agosto a 13 de setembro. “As proponentes apresentaram 284 solicitações variadas, as quais foram satisfatoriamente esclarecidas”, diz a Marinha em nota.

A ‘short list’, anunciada no último dia 15, é formada pelos consórcios: “Águas Azuis”, “Damen Saab Tamandaré”, “FLV” e “Villegagnon”. Com a decisão, a construção desses navios está entre os estaleiros: Enseada (BA), Oceana (SC), Vard (PE) e Wilson Sons (SP). Os investimentos previstos para construção das quatro unidades são da ordem de US$ 1,6 bilhão. De acordo com a Marinha, a decisão sobre a melhor proposta, que estava prevista para ser anunciada em dezembro de 2018, deve ocorrer até o final de março.

 

Danilo Oliveira
(Da Redação)

Petrobras inicia produção da P-69, no pré-sal da Bacia de Santos

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A Petrobras iniciou nesta terça-feira (23) a produção da área de Lula Extremo Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio do navio-plataforma P-69, oitava unidade instalada no campo de Lula. Do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), a P-69 tem capacidade para produzir até 150 mil barris por dia de óleo por dia e comprimir até seis milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

Localizada a aproximadamente 290 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade d’água de 2.150 metros, a P-69 irá produzir por meio de oito poços produtores, tendo também sete poços injetores. A construção do casco da P-69 foi finalizada no estaleiro Cosco, na cidade chinesa de Zhoushan. A integração dos módulos e o comissionamento final da unidade foram feitos no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

A P-69 contribuirá para o aumento da produção da Petrobras no horizonte do Plano de Negócios e Gestão 2018-2022.

A Petrobras é a operadora e tem uma participação de 65% no consórcio Lula. A Shell tem 25% e a Galp, através da sua subsidiária Petrogal Brasil, detém os restantes 10% de participação.

Campo de Lula

O campo de Lula, descoberto em 2006, é o maior em produção do país, responsável por 30% da produção nacional. O escoamento do petróleo é feito por meio de navios aliviadores, enquanto o gás é escoado pelas rotas de gasodutos do pré-sal.

Lula está localizado na concessão BM-S-11, operada pela Petrobras (65%), em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda.(25%) e a Petrogal Brasil S.A.(10%).

Petrobrás recupera R$ 3 bi após acordos de leniência e delações premiadas

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A Petrobrás ultrapassou a marca de R$ 3 bilhões em valores recuperados a título de ressarcimento de danos, por meio de acordos de leniência e delações premiadas.

A companhia informou nesta segunda-feira, 22, que recebeu a devolução de R$ 549 milhões como parte do acordo de leniência assinado em julho com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU), a SBM Offshore N.V. e a SBM Holding Inc S.A.

Petrobras

Além deste pagamento, o acordo ainda prevê o abatimento de US$ 179 milhões de pagamentos futuros, devidos pela Petrobrás à SBM, com base em contratos vigentes, conforme divulgado na assinatura do acordo.

Com o acordo, a SBM ficou apta a participar das licitações em curso e de contratações futuras. Nesse caso, a SBM terá de passar por todos os controles de conformidade a que estão submetidos os fornecedores da Petrobrás.

Além do acordo com a SBM, a Petrobrás já havia recuperado R$ 2,5 bilhões no âmbito da Operação Lava Jato. A companhia atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 16 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 54 ações penais.

A companhia seguirá adotando as medidas cabíveis contra empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos.

Fonte: Estadão

Holandesa SBM devolverá R$ 1,22 bi à Petrobras em acordo de leniência

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A empresa holandesa SBM Offshore pagará cerca de R$ 1,22 bilhão à Petrobras, entre valores de multa e ressarcimento de danos, conforme o acordo de leniência assinado entre a empresa, o Ministério da Transparência e CGU (Controladoria-Geral da União), a AGU (Advocacia-Geral da União) e a Petrobras, resultado de um processo de negociação iniciado em março de 2015.

O acordo prevê o pagamento de R$ 549 milhões pela SBM à Petrobras, em até 90 dias, sendo R$ 264 milhões relativos à multa, prevista na Lei de Improbidade Administrativa, e R$ 285 milhões em antecipação de danos.

Também está previsto no acordo o abatimento do valor nominal de US$ 179 milhões — cerca de R$ 667 milhões, na cotação de hoje — em pagamentos futuros, devidos pela Petrobras à SBM, com base em contratos vigentes.

Com a assinatura, a SBM fica apta a participar das licitações em curso e de contratações futuras na Petrobras. Para isso a empresa holandesa terá de passar por todos os filtros e controles de conformidade a que estão submetidos os fornecedores da estatal brasileira.

A SBM também fica obrigada a cooperar com os processos que poderão ser conduzidos pela CGU como desdobramentos do caso.

Hoje existem 13 acordos de leniência em andamento na CGU e cinco deles têm previsão de conclusão até o final do ano.

Fonte: Notícias R7

Petrobras reduz frota de navios, mas vê demanda por novas contratações

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Diante do crescimento da produção e exportação de petróleo previsto para 2019, a Petrobras terá que voltar ao mercado para contratação de novas embarcações que fazem o escoamento da produção das plataformas para a costa, os chamados navios aliviadores, depois de cortar sua frota a partir de um programa de eficiência operacional implementado nos últimos dois anos.

“A produção de petróleo hoje é superior à capacidade de refino. Com o aumento da produção, portanto, haverá um crescimento da exportação, o que exigirá mais aliviadores”, disse o gerente-geral de programação de refino, transporte e comercialização da Petrobras, Roberto Ken Nagao, ao Valor.

Segundo ele, a companhia conseguiu cortar em 27%, a sua frota de embarcações desse tipo, neste ano, por meio de iniciativas de integração de sistemas. A otimização da frota, que caiu de 37 navios para 27, a permitiu à companhia economizar cerca de US$ 66 milhões entre janeiro e setembro.

Essa economia com o aluguel das embarcações foi possível graças a uma melhoria operacional nas operações de ‘offloading’ (transferência do óleo), por meio da integração de sistemas, de acordo com a Petrobras. Nagao explica que o corte da frota de aliviadores foi feito por meio da otimização das operações. Segundo ele, o programa de eficiência operacional reduziu a ociosidade dos navios. “Com isso, conforme os contratos de aluguel das unidades foram vencendo, optamos por não renová-los. Não houve rompimento de contratos, foi um processo”, disse.

Segundo o gerente, o processo de integração de sistemas teve início em 2016, mas só neste ano passou a ser plenamente utilizado para otimizar as operações. “O planejamento das operações de offloading ficou mais integrado ao sistema de planejamento de abastecimento de cada refinaria. Adotamos um sistema com algorítimos que considera os níveis de estoque, a programação de alocação às refinarias, a gestão a bordo dos navios, as datas de alívio e de abastecimento às refinarias”, contou Nagao.

Fonte: Valor

BNDES Giro aprova R$ 10 mi para Navegação Aliança

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 10 milhões, na modalidade BNDES Giro, para a Navegação Aliança, empresa que atua no transporte hidroviário de carga. Os recursos buscam garantir capital de giro para aumento da competitividade da companhia, inclusive com perspectivas de ampliação da frota. O prazo total da operação será de 60 meses.

A Navegação Aliança é considerada uma das principais operadoras logísticas da bacia hidroviária do Rio Grande do Sul, com atuação em diversos portos e terminais, principalmente nos municípios gaúchos de Rio Grande, Porto Alegre, Estrela e Taquari. A empresa tem como foco o transporte de fertilizantes, soja, farelo de soja, trigo, clínquer, carvão mineral, celulose e toras de madeira. A Navegação Aliança conta com a maior frota própria em atividade na Bacia do Sul, com 18 embarcações e capacidade estática de 53 mil toneladas de carga, o equivalente a mais de 2.500 caminhões.

BNDES Giro – O programa BNDES Giro está disponível a empresas de todos os setores e portes com necessidade de financiamento de capital de giro. Pode ser obtido diretamente com o BNDES ou através da rede de agentes financeiros credenciados a repassar recursos do Banco.

As operações podem ser atreladas à Taxa de Longo Prazo (TLP) ou à taxa fixa BNDES (esta última somente para micro, pequenas e médias empresas, com faturamento até R$ 300 milhões por ano).

Short list para corvetas tem Enseada, Oceana, Vard e Wilson Sons

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A Marinha selecionou quatro das nove propostas apresentadas pelos consórcios que disputam a construção de quatro corvetas classe Tamandaré para a força naval. A ‘short list‘, anunciada nesta segunda-feira (15), é formada pelos consórcios: “Águas Azuis”, “Damen Saab Tamandaré”, “FLV” e “Villegagnon”. Com a decisão, a construção desses navios está entre os estaleiros: Enseada (BA), Oceana (SC), Vard (PE) e Wilson Sons (SP). Os investimentos previstos para construção das quatro unidades são da ordem de US$ 1,6 bilhão. A Marinha informou que a decisão sobre a melhor proposta está prevista para dezembro de 2018.
Confira abaixo as empresas que compõem os consórcios que passaram para próxima etapa:


Consórcio “Águas Azuis”
 – Atech Negócios em Tecnologias S.A,Embraer S.A e Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Ares Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação Ezute, Oceana EstaleiroS.A, Omnisys Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A;

Consórcio “Damen Saab Tamandaré” – Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V e Saab AB, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Consub Defesa e Tecnologia S.A, Weg equipamentos elétricos S.A, e Wilson Sons Estaleiros Ltda;

Consórcio “FLV” – Fincantieri S.p.A, Leonardo S.p.A e Vard Promar S.A., contando com as seguintes empresas subcontratadas: Fundação Ezute e Ares Aeroespacial e Defesa S.A;

Consórcio “Villegagnon” – Naval Group (antiga DCNS), Enseada Indústria NavalS.A e Mectron S.A;

A escolha foi feita por intermédio da diretoria de gestão de programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). De acordo com a Marinha, as avaliações das propostas e o processo decisório observaram as práticas de governança e princípios aplicáveis à administração pública, com base nos critérios definidos na RFP 40005/2017-1.
Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

ANP aprova mais três empresas para oferta permanente de petróleo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou nesta segunda-feira os nomes de mais três empresas aprovadas pela Comissão Especial de Licitação (CEL) para a oferta permanente de campos de petróleo. São elas: DEA Deutsche Erdoel AG, Petrol Serviços de Sondagem Ltda. e Ubuntu Engenharia e Serviços Ltda.

As informações foram publicadas no “Diário Oficial da União”. No total, dez empresas já estão inscritas e a relação completa está disponível na internet, no site da ANP.

Conforme regras do edital, a partir da aprovação da solicitação de inscrição pela CEL, as licitantes poderão apresentar a qualquer tempo a declaração dos setores de interesse, acompanhada de garantia, iniciando um ciclo da oferta permanente.

A agência informou que, até o momento, 22 empresas procuraram a ANP para obter informações sobre o processo, que consiste na oferta contínua de campos devolvidos (ou em processo de devolução) e de blocos exploratórios ofertados em licitações anteriores e não arrematados.

De acordo com a autarquia, foram selecionados para a primeira etapa 884 blocos em 14 bacias sedimentares e 14 áreas com acumulações marginais, sendo cerca de 80% em bacias terrestres e 20% em bacias marítimas.

Do total, 158 já estão disponíveis, com a publicação do edital, para declaração de interesse pelas empresas. Os blocos e áreas previstos para a primeira etapa da oferta permanente serão incluídos no edital, à medida em que os demais pareceres ambientais forem emitidos e após a realização de audiência pública específica sobre a inclusão das áreas.

Fonte: Valor