Monthly Archives: julho 2018

Sem Comperj, ferrovia Rio-Vitória é inviável, diz Moreira Franco

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, admitiu nesta segunda (30) que a ferrovia Rio-Vitória, um dos projetos estudados pelo programa de concessões de governo, não tem viabilidade econômica. Segundo ele, a obra depende da conclusão do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que teve as obras suspensas em 2015.

Em encontro com empresários do setor de energia no Rio, Moreira Franco sugeriu que os presentes “façam pressão unto à Petrobras para que decida o mais rápido possível a retomada daquele complexo”. A estatal negocia concluir parte do projeto com a chinesa CNPC.

Durante o encontro, o ministro assinou a outorga da térmica GNA 2, que será implantada no Porto do Açu, projeto idealizado por Eike Batista e hoje controlado pela Prumo. Antes de discursar, ouviu o presidente da Prumo, José Magela, um apelo pela construção da ferrovia.

“Nós contávamos com o Comperj. Infelizmente, o empreendimento não se viabilizou e, consequentemente, não tivemos as condições materiais para que essa alternativa ferroviária fosse posta de pé”, respondeu o ministro.

O Comperj foi desenhado como um grande polo petroquímico, mas tem hoje apenas duas instalações previstas: uma unidade de tratamento de gás natural, já em obras, e a primeira etapa da refinaria, em negociação entre Petrobras e chineses.

A Prumo conta com a ferrovia para apresentar o porto do Açu, localizado no Norte-Fluminense com alternativa para o escoamento de grãos. “Esperamos que seja prioridade”, disse Magela, em entrevista após o evento.

A empresa espera que o projeto seja incluído no processo de extensão da concessão da FCA (Ferrovia Centro Atlântica), hoje em negociação com o governo.

GÁS

Atualmente, o Porto do Açu tem operações principalmente com minério de ferro e petróleo. O terminal de minério, porém, está paralisado devido à suspensão das operações da Anglo American em Minas Gerais, após dois rompimentos na tubulação que leva a produção ao porto, em março.

A Prumo está construindo uma térmica no local, com capacidade para gerar 1,3 mil megawatts (MW) e espera começar no início de 2019 as obras da segunda, cuja outorga foi assinada nesta segunda, com potência de 1,6 mil MW.

Juntos, os dois projetos consumirão R$ 8 bilhões em investimentos. Inicialmente, vão consumir gás importado, mas a ideia da empresa é ligar o porto a campos de petróleo e gás na costa brasileira.

Fonte: Folha

17 terminais portuários vão a leilão somando R$ 2,5 bi em investimento

180618-porto-de-santanaO governo pretende licitar até o fim de 2018 mais 17 áreas portuárias que somam R$ 2,5 bilhões em investimentos. Os próximos leilões serão em setembro, sendo uma área em Santos (SP) para granéis líquidos, uma no porto de Santana (AP) para cavaco de madeira, e uma em Miramar (PA) para GLP. Esta última licitação está a cargo da Companhia Docas do Pará (CDP).

 

Em novembro, o governo leiloa a área em Santos hoje ocupada pela Pérola destinada à movimentação de granéis como fertilizantes e sal. A empresa tem entre os acionistas a Rodrimar, alvo do inquérito que apura irregularidades na edição do Decreto dos Portos.

Outras três áreas serão colocadas em consulta pública e nos próximos dias o governo encaminha ao Tribunal de Contas da União (TCU) mais dez áreas para arrendamento. Diante da greve dos caminhoneiros, que expôs a carência de armazenagem de combustíveis no país, o governo vai se debruçar sobre a licitação de terminais que estocam esse tipo de carga, disse o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski. Por isso, três das áreas que vão para o TCU são para líquidos, no porto de Cabedelo (PB).

 

Além disso, o governo está negociando a prorrogação antecipada de três contratos mediante novos investimentos.

Moreira diz que pedirá para Petrobras adiar manutenção de plataformas

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O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, deve se reunir amanhã com o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, para pedir que a manutenção de algumas plataformas da petroleira seja adiada. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira pelo próprio ministro antes do leilão da Cepisa, distribuidora da Eletrobras no Piauí, ocorrido na capital paulista.

A paralisação das plataformas obrigará o governo a acionar usinas térmicas mais caras. Segundo Moreira Franco, o momento “não é oportuno” para a manutenção das plataformas. Mesmo assim, ele afirmou que não acredita em um desabastecimento por causa da paralisação das unidades.

Fonte: Valor

Aliança batiza seu quinto rebocador, o Aliança Levante, em Itajaí (SC)

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A Aliança Navegação e Logística batizou nesta quarta-feira (25), no Estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC), seu quinto rebocador portuário, o “Aliança Levante”. Assim como nos batismos anteriores, a embarcação, que integra uma série de sete, também recebeu o nome de um vento. O Levante, por exemplo, sopra do leste, próprio das ilhas Baleares, um arquipélago do Mediterrâneo ocidental, e do sudeste da Península Ibérica. Caracteriza-se por ser úmido e suave. Além do “Aliança Levante”, outros quatro rebocadores já foram batizados. São eles: “Aliança Minuano”, “Aliança Aracati”, “Aliança Pampeiro” e “Aliança Mistral”.

Os sete rebocadores são de última geração e possuem 32 metros de comprimento e capacidade de tração estática de 70 toneladas bollard pull. Os quatro últimos da série possuem um nível superior de automação (classe ‘Automatic Bridge Centralized Control Unmanned’), permitindo que os controles do sistema de propulsão sejam inteiramente comandados e monitorados pelo passadiço. A empresa espera receber as duas últimas embarcações até o final de 2018.

Para Martin Susemihl, diretor executivo da Aliança, rebocadores modernos oferecem mais versatilidade e segurança nas operações. “Os novos rebocadores têm mais tecnologia embarcada e irão atuar em diversos portos brasileiros para apoio portuário, assistindo atracações de navios de diversos armadores, entre eles Maersk, Hamburg Süd e Aliança. Os primeiros já estão em Santos e Itapoá”, afirma.

Para batizar o “Aliança Levante”, a companhia escolheu Rosilene Carvalho de Senna como madrinha. Rosi, como é carinhosamente chamada por todos, ingressou na Aliança  em 1986, como programadora. Passou pelo Financeiro, Documentação e Controladoria, até chegar à gerência da área de Recursos Humanos, na qual atua desde 2012.

“Ter sido escolhida como madrinha do ‘Levante’ foi uma surpresa muito boa. A Aliança foi uma escola nesses 32 anos de trabalho. Aqui, todos os dias tenho a oportunidade de aprender, opinar e participar das decisões da empresa. Também consegui realizar e conquistar muitos sonhos”, comenta Rosilene. Para celebrar o momento, ela irá à cerimônia  acompanhada do marido, Luís, e dos filhos Lucas e Clara.

Governo deixa de investir R$ 14,3 bilhões em portos do País

Seaport; freight traffic; the Container terminal

Os portos públicos brasileiros deixaram de receber R$ 14,3 bilhões em infraestrutura nas últimas duas décadas. Isto é o que aponta um levantamento produzido pela consultoria R. Amaral & Associados. Ele mostra que as companhias docas do País executaram apenas 36,64% do orçamento previsto no período. O Porto de Santos foi um dos mais prejudicados, deixando de receber .

O levantamento foi encomendado pela Associação Brasileira de Terminais Portuários (Abtra). Aponta que, entre 1995 e 2017, dos R$ 22,6 bilhões previstos nos orçamentos das sete estatais do País que administram 18 portos públicos, apenas R$ 8,3 bilhões foram executados. Os valores foram retirados dos sites oficiais do Governo Federal atualizados para dezembro de 2017, com base no índice da inflação oficial.

“Imagine o que poderíamos ter feito com quase R$ 4 bilhões que não vieram para o Porto de Santos. Ele não seria só o maior porto brasileiro, mas ele se tornaria o melhor porto”, analisa o presidente da Abtra, Bayard Freitas Umbuzeiro Filho.

A ideia da entidade é transformar o estudo em um livro, que deve ser lançado no início do próximo mês, com detalhamento anual, por Docas e com um histórico da situação dos Portos, além das conquistas da iniciativa privada e uma pauta de reivindicações do setor.

O material deve ser entregue aos candidatos à Presidência da República, além dos postulantes aos governos de Estado, deputados, representantes de entidades de classe, sindicalistas e universitários.

Uma das avaliações do presidente da Abtra é a de que a iniciativa privada fez a sua parte nos últimos anos, possibilitando o aumento da movimentação de carga nos portos. “Mas o Governo Federal não fez com que a situação avançasse. Precisamos que, agora, eles nos ajudem, inclusive com regulamentações”.

O consultor em finanças públicas Rodolfo Amaral, autor do levantamento, explica que “enquanto a execução orçamentária das outras estatais de outros segmentos realizam em média 85%, a média das companhias Docas é de 35%” .

Para o diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), José Di Bella Filho, a baixa aplicação de recursos nos portos públicos leva a uma reflexão sobre o funcionamento do setor portuário daqui para frente.

“É preciso rever o modelo de gestão. Os portos têm que ser autossuficientes e ter recursos a tempo e na hora que existe a demanda”, avalia o executivo. Entre as dificuldades enfrentadas pelo setor público, ele dá como exemplo a contratação de serviços. “Isso nem sempre é o adequado. A (extinta) Secretaria de Portos tenta fazer uma licitação de readequação do calado de Santos e isso leva quatro anos para se resolver. É um reflexo importante para se repensar a concessão da administração para a iniciativa privada”, defende.

Outro lado

Procurada para comentar o levantamento da Abtra, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, informou que trata-se de assunto de competência do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC).

Para a Secretaria Nacional de Portos (SNP), ligada ao MTPAC, existem “questões transversais nas companhias docas que afetam os investimentos como um todo” e diminuem o ritmo de execução orçamentária. Entre elas estão a “judicialização excessiva” e o “intrincamento da malha normativa”.

A briga jurídica para a contratação da dragagem do cais santista também é usada pelo poder público como exemplo pela pasta.

Outro problema apontado pelo órgão é a demora para o acerto de contas, que faz com que as empresas prestadoras de serviços acabem embutindo o custo do atraso no valor dos contratos assinados com a União.

Planejamento

Por nota, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão explica que a execução das dotações orçamentárias aprovadas pelo Congresso Nacional depende de “diversas variáveis, como performance da arrecadação tributária, manutenção da priorização do projeto frente a outros projetos financiados com recursos da União; licenças ambientais junto a diversos órgãos estaduais e federais, o que muitas vezes provoca a paralisação de obras por tempo indeterminado, bem como a necessidade de se seguir os processos licitatórios para contratação de produtos e serviços, o que faz com que, caso sejam detectados problemas nas contratações, alguns projetos sejam suspensos mesmo após início”.

Fonte: A Tribuna

Com barcos novos sem contrato, empresas de apoio têm risco de inadimplência

Arquivo/Agência Petrobras

Arquivo/Agência Petrobras

Empresas brasileiras de apoio marítimo alertam para o risco de inadimplência no financiamento de embarcações recém-construídas e que se encontram sem contrato de operação. São embarcações com menos de oito anos de construção, encomendadas no Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo da Petrobras (Prorefam). A Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) afirma que os contratos de afretamento das embarcações, originalmente de até oito anos e prorrogáveis por igual período, não estão sendo renovados.

Com o impacto da crise do setor de petróleo e gás nos últimos anos, há uma grande preocupação com o número expressivo de embarcações novas nessa situação. “Caso não haja uma ação imediata e efetiva da Petrobras e dos agentes financeiros, amparados pelo FMM [Fundo da Marinha Mercante], vislumbramos risco real de inadimplência nos pagamentos dos financiamentos dessas embarcações”, informa o presidente da Abeam, Ronaldo Lima.

De acordo com a Abeam, essas embarcações foram construídas com recursos do FMM, com investimentos de mais de US$ 6 bilhões. A associação lembra que o Prorefam foi baseado em uma política governamental de fomento à indústria naval e modernização da frota de embarcações de bandeira brasileira, cujos contratos de operação, assinados com a Petrobras, lastrearam os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica.

O diretor da Edison Chouest Offshore, Ricardo Chagas, considera injusto para o setor ter mais de 30 embarcações construídas no Brasil e sem contrato, enquanto há embarcações “abandeiradas”, com bandeira brasileira, que não foram construídas no país. Ele diz que essas embarcações gozam dos mesmos privilégios das que foram construídas em estaleiros nacionais. “As autoridades deveriam se sensibilizar e priorizar a contratação destas embarcações, e não tratar o tema com igualdade. Afinal, a empresa brasileira de navegação ainda tem que pagar o financiamento adquirido junto aos agentes financeiros aprovados pelo FMM, enquanto essas embarcações que encontram-se no REB [registro especial brasileiro] gozam de benefícios providos por outros países”, aponta Chagas.

A Abeam acredita que devem ocorrer encomendas para construção de novas embarcações nos próximos anos, sobretudo a partir de 2021. A demanda ocorrerá na medida em que os investimentos previstos pela Petrobras e operadoras estrangeiras em exploração e produção se confirmarem. Dessa forma, haverá aumento da quantidade de sondas e unidades de produção em operação, demandando principalmente AHTS (manuseadores de âncoras) e PSV (transporte de suprimentos).

A associação se baseia nos resultados dos últimos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e no plano de negócios e gestão da Petrobras (2018-2022). “Há que se considerar também que a parcela da frota brasileira que está momentaneamente paralisada, aguardando contratação, deverá voltar a operar, o que pode ter impacto no número de construções de embarcações de apoio marítimo”, ressalta Lima.

Em 2018, deverão ser entregues dois AHTS e um PLSV (lançamento de linhas rígidas e flexíveis), embarcações remanescentes do Prorefam. A demanda futura deverá ser na sua maioria de PSV e AHTS e, em menor escala, de alguns tipos de embarcações especiais, em função do aumento da demanda de serviços e substituição de embarcações existentes, seja por idade, seja por tecnologia. A Abeam também percebe um movimento atual para conversão de PSVs 3000 em OSRV (combate a derramamento de óleo), o que permitirá utilização destas embarcações por tempo adicional.

No final de junho, a frota de apoio marítimo em águas brasileiras totalizava 365 embarcações, mesmo número apurado pela Abeam em maio. Desse total, 321 eram de bandeira brasileira e 44 de bandeira estrangeira. Em comparação com junho de 2015, foram desmobilizadas 127 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 66 de bandeira brasileira. Em torno de 27 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para bandeira brasileira.
Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

Operação de novas plataformas dá impulso à Petrobras

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Depois de quatro anos praticamente estagnada, a produção da Petrobrás vai dar um salto expressivo em 2019, com o início da operação das seis plataformas que estão chegando este ano. A mais recente, a P-67, partirá em três semanas da Baía da Guanabara, no Rio, para o campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

O campo de Lula já responde por quase metade da produção nacional de petróleo e gás natural, com 1,1 milhão de barris diários. A produção total é de 2,6 milhões de barris diários. Lula também receberá até o fim do ano a P-69, completando o sistema definitivo de produção do campo de Lula, informou o diretor de Desenvolvimento de Produção e Tecnologia da Petrobrás, Hugo Repsold.

As unidades estão sendo destinadas aos campos do pré-sal porque a região tem custos mais baixos de extração, por causa do grande volume produzido em comparação aos campos do pós-sal, que até 2006, quando o pré-sal foi descoberto, eram o foco da companhia.

Em alta

“O ano de 2019 vai ser espetacular para a Petrobrás. A produção do pré-sal continua subindo e vai compensar a queda que está sendo verificada nos campos maduros, que precisam ser vendidos pela empresa”, diz o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) Adriano Pires.

A Petrobrás anunciou um plano de desinvestimento que inclui a venda de parte de alguns campos produtores, o que, com o declínio da produção de campos antigos, reduz a produção total da companhia.

Segundo Pires, enquanto no primeiro semestre a produção do pré-sal subiu 7,5%, a queda de produção dos campos maduros foi da ordem de 12,5%. Com a chegada das novas plataformas, esse declínio deverá afetar menos a companhia, avalia.

Fonte: Terra

Brasfels construirá e fará integração de módulo topside do FPSO ‘Carioca MV30′

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A Keppel Fels Brasil foi contratada pela Modec Sistemas de Produção Offshore (Cingapura), parte do grupo Modec, para realizar a fabricação e integração do módulo topside do FPSO “Carioca MV30″, uma embarcação flutuante de armazenamento e descarregamento de produção (FPSO, Floating Production Storage and Offloading). Esta é a sexta colaboração do FPSO entre a Keppel FELS Brasil e a Modec.

Em Cingapura, a Keppel Shipyard (Estaleiro Keppel) foi encarregada da conversão de um navio de GNL em uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU) por um operador global líder de navios de produção de petróleo e gás.

Chris Ong, CEO da Keppel O & M, disse: “A Keppel O & M tem um forte histórico em produção, armazenamento, gaseificação ou navios de liquefação, tendo entregado com sucesso mais de 130 dessas unidades ao longo dos anos.

“O FPSO “Carioca MV30″ é o nosso 11º projeto de FPSO para o Brasil e, como o estaleiro mais estabelecido no Brasil, a BrasFels está bem posicionada para entregá-lo. Enquanto isso, para o estaleiro Keppel, esta é a nossa quarta conversão e faz parte do nosso conjunto abrangente de soluções para a cadeia de valor do gás.”

O estaleiro BrasFels, unidade da Keppel Fels Brasil em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil, iniciará a fabricação dos módulos do FPSO no quarto trimestre deste ano.

Quando concluído, o FPSO “Carioca MV30″ terá capacidade para processar 180 mil barris de petróleo bruto por dia (bpd) e 212 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A capacidade de armazenamento da unidade é de 1,4 milhão de barris de petróleo bruto.

O FPSO será implantado no campo Sepia, localizado na região do pré-sal na Bacia de Santos, a cerca de 250 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, Brasil.

Sateesh Dev, presidente e CEO da Modec, disse: “O Brasil continua a aumentar sua capacidade de produção para explorar suas significativas reservas de petróleo e gás. A Modec está comprometida em apoiar as aspirações de energia do país e está feliz em ter um bom parceiro. A BrasFels tem sido nosso estaleiro de escolha no Brasil por causa de sua confiabilidade, custo-eficiência e capacidade para atender às nossas necessidades.”

Para o projeto de conversão da FSRU, além dos trabalhos de reparo e extensão de vida, a Keppel Shipyard realizará engenharia, instalação e integração de estaleiros do módulo de regaseificação e modernização do sistema de movimentação de carga. Com entrega prevista para o final de 2018, a FSRU será capaz de regaseificar até 750 milhões de pés cúbicos padrão de gás natural por dia.

A Keppel Shipyard já entregou três FSRUs, incluindo a primeira conversão FSRU do mundo. Com o aumento na demanda por GNL na geração de energia, as FSRUs são uma solução de armazenamento, regaseificação e proteção rápida, flexível, econômica, segura e que é adequada para implantação em áreas remotas com menores necessidades de energia.

Com retomada da Petrobrás, Macaé dá sinais de recuperação após 3 anos de crise

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A volta dos leilões de petróleo, a alta do preço da commodity e a recuperação financeira da Petrobrás deram novo fôlego à cidade de Macaé, no norte do Estado do Rio de Janeiro. O município foi um dos primeiros a sentir a queda na arrecadação de royalties e a redução das atividades da estatal, que desde a década de 1980 movem a economia da cidade.

Segundo o prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, alguns sinais já apontam para a retomada, como a volta, mesmo que tímida, da geração de empregos. Mais de mil vagas foram abertas no primeiro semestre do ano e, aos poucos, a cidade vai ganhando novos restaurantes, academias e hotéis. O prefeito espera a abertura de mais oportunidades nos próximos anos com a revitalização dos campos maduros da Petrobrás e a desativação de plataformas de petróleo da estatal na Bacia de Campos, um negócio que demanda a contratação de empresas de serviço da cadeia petrolífera.

Em dez anos, por causa do pré-sal e da redução natural de produção dos seus campos, a bacia que banha e sustenta o município de Macaé perdeu a liderança da produção de petróleo no Brasil para a Bacia de Santos, hoje responsável por 50% do total produzido no País, ante 44% da Bacia de Campos.

Na visão da estatal, a região se mantém como um dos maiores complexos petrolíferos marítimos do mundo e o interesse por ela nos últimos leilões de petróleo do governo mostraram que ainda há bastante apetite pelo norte do Estado do Rio. Ao todo, foram leiloados 11 blocos apenas na Bacia de Campos.

A estatal também está investindo na revitalização de campos maduros, sendo o caso mais adiantado o de Marlim, cujo contrato de concessão foi estendido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) até 2052, junto com o do campo de Voador.

“É fundamental investir na Bacia de Campos. Por isso é importante que se aumente o fator de recuperação dos campos (hoje em 24%, ante média mundial de 35%) e que a produção volte a aumentar”, disse o prefeito, referindo-se a campos já muito explorados pela Petrobrás e que exigem esforço extra para que o óleo seja retirado.

Vale-refeição. Bares e restaurantes cheios, gente circulando pela orla e os navios trafegando no mar calmo de Macaé era tudo o que o gerente do restaurante Picanha do Zé, Jackson Lima, 29 anos, queria voltar a ver. Há três anos com as mesas praticamente vazias, ele comemora a volta do vale-refeição pagando as contas nos últimos meses, o que evitou que o estabelecimento fechasse as portas.

Hoje, durante a semana, a ocupação das mesas dobrou, atingindo 60%, e nos fins de semana chega a ter fila na porta. “Antes o pessoal estava rachando os pratos, a conta, pendurando, mas aos poucos o vale-refeição está voltando e o pessoal lota isso aqui”, diz Lima.

Com essa perspectiva é que trabalha Israel Silva, garçom desempregado de 25 anos. Ele conta que há três anos o mar ficava lotado de navios indo e vindo das plataformas e que agora quando vê um barco se enche de esperança. “Na minha visão, a retomada do emprego não está sendo tão rápida. Teve um pequeno crescimento sim, mas não está tão fácil”, avalia.

A desativação de plataformas da Petrobrás também promete ajudar na reativação da economia da cidade. A estatal tem provisionados US$ 14,3 bilhões para aplicar no desmonte dos sistemas de produção de plataformas, um negócio que pode reerguer a indústria de prestação de serviços no entorno de Macaé.

O processo de desativação de plataformas envolve a desmontagem de todo o sistema submarino (cabos, fechamento de poços), obedecendo regras ambientais e lançando mão de avanços tecnológicos.

Investimento. Vivendo há décadas em torno da indústria do petróleo e gás natural, Macaé atraiu ao longo dos anos empresários como o pai de Leonardo Dias, que em 2003 transformou uma fazenda em parque industrial para atender à demanda da crescente indústria petrolífera. Desde a abertura do setor no Brasil, em 1997, a cidade começou a atrair também a iniciativa privada, que correu para garantir uma área no parque industrial Bella Vista. O pai chamou o filho para assumir o negócio, em 2011, no auge da retomada do preço do petróleo, depois da crise de 2008.

Animado com o preço da commodity, Dias decidiu triplicar o espaço, oferecendo ao mercado 3 milhões de metros quadrados. “No início estava muito otimista, começou muito bem, tinha muita procura, e depois passou para a crise. Um pouco antes da expansão tinha bastante procura de empresas grandes, que estavam ganhando contratos”, contou.

A Petrobrás e a Schlumberger são algumas das empresas que já estão no local. Para atrair mais clientes, Dias está criando um novo tipo de condomínio industrial, com estrutura compartilhada entre as empresas, como vestiário e restaurante, áreas e equipamentos adequados à prestação de serviços do setor, entre outras facilidades. Todos os terrenos já são licenciados, o que facilita a instalação das empresas. “Vamos pegar essa onda da retomada e investir primeiro”, diz Marcos Daher, sócio no empreendimento.

Fonte: Estadão

FPSO construída na China chega ao Rio de Janeiro

Plataforma FPSO P-67 na Baía de Guanabara.

Plataforma FPSO P-67 na Baía de Guanabara.

A FPSO P-67 chegou à Baía de Guanabara na última quarta-feira (18). A plataforma foi construída no estaleiro da China Offshore Oil Engineering Corporation
(COOEC), na cidade chinesa de Qindao, de onde saiu em maio. O transporte da unidade foi realizado por um navio operado pela Boskalis. Após o desembaraço aduaneiro e término das inspeções, a P-67 seguirá para compor o sistema de produção do campo de Lula Norte, no pré-sal da Bacia de Santos. O sistema de produção de Lula Norte é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a Shell (25%) e a Galp (10%), previsto para entrar em produção no quarto trimestre de 2018.

A P-67 tem capacidades de produção de 150 mil barris de óleo por dia, de compressão e tratamento de seis milhões de metros cúbicos de gás por dia e de armazenamento de 1,6 milhões de barris. A P-67 é uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transporte (FPSO) e possui sistemas de tratamento de água produzida, sistema de injeção de água, além de sistemas de remoção e reinjeção de CO2.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)