Monthly Archives: junho 2018

Estaleiros temem ficar sem encomendas a partir de 2019

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A atual situação dos estaleiros de grande e médio porte tem dado ao setor a perspectiva de redução cada vez maior do número de encomendas. Sem novas contratações previstas a partir do ano que vem, grande parte deles está voltada para manutenção de embarcações e uso das instalações como base de apoio logístico e offshore. Um levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) aponta que 12 de seus 28 estaleiros associados não estão operando.

O Estaleiro Atlântico Sul (PE), que tem quatro navios em carteira, deve entregar o último da série de cinco petroleiros Aframax encomendados pela Transpetro em meados de 2019. O Vard Promar (PE) está com um gaseiro em construção e a construção de um PLSV para DOFCON, joint-venture entre a DOF e a Technip.

O BrasFels (RJ), que está finalizando a integração da P-69, pode ficar sem novos projetos após a entrega da plataforma. O Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) realiza a integração dos módulos da P-68. O Mauá (RJ) segue com reparos de pequenas embarcações e tem seu cais e carreira ocupados por casco de navios da Transpetro que tiveram contratos cancelados.

O QGI e o EBR, ambos no Rio Grande do Sul, estão sem atividades. Os estaleiros Rio Grande (ERG), também no Rio Grande do Sul, e Eisa (RJ) seguem em processo de recuperação judicial. Enquanto não fecham novos negócios, estaleiros como Enseada (BA) e Brasa (RJ) estão oferecendo as instalações como base de apoio, já que possuem autorizações de terminais de uso privado.

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No grupo de estaleiros voltados para embarcações de médio porte, o Grupo CBO e a Wilson Sons (SP) possuem embarcações em suas carteiras de construção. Assim como o Aliança (RJ), também fazem manutenções e conversões de embarcações de seus grupos controladores. Nessa faixa de projetos estão sem atividades de construção naval estaleiros como: Arpoador (SP), ETP (RJ), Naproservice (RJ), Rionave (RJ) e Sermetal (RJ). Em Santa Catarina, o Intecnial foi outra empresa do setor a entrar em recuperação judicial.

Entre os estaleiros militares, a Itaguaí Construções Navais (ICN) está construindo cinco submarinos, sendo quatro convencionais (propulsão diesel-elétrica) e um de populsão nuclear. O Arsenal de Marinha (RJ) realiza a manutenção e reparos de navios da própria força naval. Os números constam agenda do Sinaval para as eleições deste ano, cujo documento será entregue aos candidatos que concorrerão à presidência da república. (Clique aqui para conferir as propostas na íntegra)

Nos bastidores, o Sinaval tenta novos incentivos para que os estaleiros consigam oportunidades de negócios o quanto antes. “Vamos ver essa indústria reduzida a quase nada se não houver mudanças de rumo”, disse o vice-presidente executivo do Sinaval, Ivan Fonseca, durante painel na Rio International Defense Exhibition (Ridex 2018), nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro.

Na ocasião, ele acrescentou que a construção naval brasileira não conseguirá ser competitiva em termos de preços se o governo não mudar seu sistema tributário. Fonseca defendeu que sejam adotados índices de conteúdo local que de fato deem condições para construção de novas unidades de produção de petróleo no Brasil.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)

Norma do TCU dificulta megaleilão de petróleo

Uma mudança feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) deve inviabilizar a realização de um megaleilão de petróleo do pré-sal neste ano. A licitação já estava com a data pré-agendada para 29 de novembro e poderia render até R$ 100 bilhões aos cofres públicos.

Mas, em decisão da semana passada, o tribunal alterou a sistemática de acompanhamento de desestatizações e concessões, e passou a exigir o envio de um extrato com todas as informações relacionadas a qualquer licitação com antecedência mínima de 150 dias da data da publicação do edital. A medida obriga o Executivo a enviar os dados pelo menos seis meses antes da data marcada para a disputa, incluindo o prazo do edital.

A realização do leilão ainda depende de um acordo entre União e Petrobras em torno do contrato de cessão onerosa (acordo pelo qual a empresa adquiriu o direito de explorar cinco bilhões de barris na camada pré-sal). Nos campos negociados, existe mais petróleo do que o volume acertado com a União. É esse excedente que o governo quer leiloar. O problema é que há divergências em torno da revisão do contrato da cessão onerosa, e isso tem de ser resolvido antes de se discutir o restante do petróleo. As negociações se estendem há meses.

Tanto para se chegar a um acordo sobre o contrato com a Petrobras, quanto para fazer o leilão, o governo precisa aprovar no Congresso um projeto de lei que cria parâmetros para a licitação e para as negociações. Essa proposta teve o texto principal aprovado na Câmara na semana passada. Mas os deputados ainda precisam analisar destaques (possíveis alterações no projeto) para, em seguida, enviar o texto ao Senado.

A nova orientação do TCU é mais um revés para o governo na tentativa de viabilizar o leilão. A instrução normativa com as novas regras do Tribunal foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Pelas novas diretrizes, o Executivo deve enviar ao órgão um “extrato do planejamento da desestatização prevista, em que conste a descrição do objeto, previsão do valor dos investimentos, sua relevância, localização e respectivo cronograma licitatório, com antecedência mínima de 150 dias da data prevista para publicação do edital”.

Mesmo que o governo enviasse as informações para o TCU hoje, só poderia publicar o edital em 26 de novembro. Entre a publicação do edital e a realização do leilão, o intervalo padrão seguido pelo governo é de 45 dias. Ou seja, se tudo ocorresse sem atrasos, a licitação só poderia ser marcada para janeiro, após a posse do novo presidente da República.

Fontes ligadas ao Ministério de Minas e Energia admitem que a instrução normativa pode inviabilizar o leilão do excedente da cessão onerosa neste ano. O governo precisa da arrecadação com a licitação para ajudar a tapar o rombo nas contas públicas.

Fonte: O Globo

Movimentação de contêineres em Santos tem novo recorde

Nos últimos 12 meses, foram registrados recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres no Porto de Santos. Em maio, o crescimento em relação ao mesmo período do ano passado atingiu 13,5%, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). No mês, passaram pelo cais santista 349.960 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 308.442 TEU no mesmo período de 2017.

Em unidades, o crescimento foi da ordem de 6,6%, já que 217.933 caixas metálicas foram movimentadas no cais santista em maio. No mesmo mês do ano passado, os terminais do cais santista receberam 204.464 cofres.

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Exportações pelo cais santista caem 8,2% após greve dos caminhoneiros

No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 15,6%, totalizando 1,6 milhão de TEU, superando os 1,4 milhão de TEU movimentados no mesmo período do ano passado.

No quinto mês do ano, 407 embarcações atracaram no Porto de Santos. No mesmo mês de 2017, o cais santista recebeu apenas uma embarcação a menos.

No acumulado do ano, constata-se um acréscimo de 3,8% no número de embarcações, com o registro de 2.043 atracações no período. Em 2017, foram 1.969 atracações de janeiro a maio, segundo dados da Codesp.

Fonte: A Tribuna

TRF-2 nega recurso da Petrobras e mantém R$ 600 milhões de royalties para o RJ

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A definição sobre se certa área deve ser considerada como um ou dois campos de extração de petróleo não pode ser feita por tribunal arbitral. Com esse entendimento, a 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES) manteve decisão que obrigou a Petrobras a continuar recolhendo integralmente os valores de royalties e participação especial sobre o Campo de Lula e Cernambi. Assim, o estado do Rio de Janeiro evitou a perda de R$ 600 milhões anuais dessas verbas.

O Campo de Lula e Cernambi fica localizado na Bacia de Santos, a 280 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, e é o maior do país, com reservas de 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), na camada do pré-sal, a 2.200 metros de profundidade. Os poços produzem, desde 2010, óleo leve de alto valor comercial e grande quantidade de gás natural.

A Petrobras solicitou à ANP que Lula e Cernambi fosse considerado como dois campos distintos, o que resultaria numa redução dos valores pagos ao Rio de Janeiro título de royalties e participação especial sobre a produção de petróleo. A ANP decidiu que o campo é um só. A Petrobras pretendeu discutir a questão em um tribunal arbitral, mas a agência alegou que, por se tratar de direitos regulatórios, o assunto não estaria sujeito à arbitragem.

Insatisfeita com a decisão, a Petrobras moveu ação no Tribunal de Justiça fluminense para garantir a decisão na arbitragem. A resposta da ANP foi ingressar com uma ação ordinária anulatória. A Petrobras, então, entrou com uma cautelar para garantir que os R$ 600 milhões em discussão fossem depositados em juízo e conseguiu uma liminar.

Como o embate entre Petrobras e ANP envolvia diretamente o estado do Rio, que deixou de receber parte dos royalties e participação especial sobre a produção de petróleo do Campo de Lula e Cernambi, a PGE-RJ ingressou no processo como assistente da ANP e conseguiu que a sentença fosse reformada pelo juiz de primeira instância, garantindo o retorno do recebimento do valor em discussão. Com informações da Assessoria de Imprensa da PGE-RJ.

Fonte: Conjur

Projeto do pré-sal favorece Petrobras

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O projeto de lei aprovado nesta semana na Câmara que autoriza a Petrobras a vender até 70% das áreas de cessão onerosa na Bacia de Santos (SP) mostra que várias das arestas que impediam a assinatura da revisão do contrato firmado entre governo e a petroleira há oito anos foram eliminadas. Os pontos em que não havia acordo tiveram critérios claros estabelecidos na lei e apontam quem ganhou ou perdeu em cada uma das disputas.

O acordo da cessão onerosa foi fechado pela Petrobras com a União em 2010 e permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal, sem licitação. Em troca, a empresa pagou R$ 74,8 bilhões. Nos anos seguintes, porém, a cotação do barril de petróleo caiu muito, motivada por tensões geopolíticas e preocupações quanto ao desempenho da economia, entre outros fatores.

Em razão disso, a Petrobras alega que pagou à União um valor muito alto no acordo de 2010 e argumenta ter direito de ser ressarcida. O projeto trata exatamente das condições da revisão desse acordo.

Embora ambas as partes tenham cedido, o saldo é mais positivo para a Petrobras. A posição da Petrobras, desde o início, era mais confortável: caso o impasse da revisão persistisse, a União só poderia leiloar o óleo excedente (que ultrapassa os 5 bilhões de barris) ao fim do contrato da cessão onerosa, em 2050.

A lei deixa claro que a revisão do contrato vai considerar a existência de prejuízos fiscais acumulados pela Petrobras. Isso significa que a União terá de compensar a empresa pelas perdas que teve com essa operação até agora. Também foi atendida a demanda da Petrobras pelo abatimento do bônus de assinatura pago pela companhia para ter direito a explorar os barris da cessão onerosa.

Tributos

O bônus pago pela Petrobras será considerado um custo, o que diminui a quantidade de imposto que a empresa vai pagar à Receita. Ao permitir o abatimento do bônus ao longo dos anos, o contribuinte devolverá o valor que a Petrobras pagou pelas áreas na forma de desconto de impostos.

Em dois pontos de grande divergência e que envolviam grande impacto no valor a ser pago, prevaleceu a posição da União. A data da retirada do primeiro óleo e data de comercialização eram pontos-chave para marcar o início do cálculo do fluxo de caixa descontado.

A Petrobras queria que fossem consideradas as datas referentes ao último campo. Já a União queria a individualização das datas de cada um dos campos, pois isso faria com que o tempo entre a assinatura do contrato e a revisão fosse menor. Quanto menor o prazo, menor a desvalorização do dinheiro aplicado pela União e, consequentemente, menor o saldo a ser ressarcido à Petrobras.

Outro ponto resolvido no projeto de lei é a divergência no cálculo de gasto incorrido na exploração das áreas. O contrato foi feito de forma a garantir certa rentabilidade à Petrobras. Por isso, os custos da companhia deveriam ter ressarcimento.

A Petrobras alegava custos superiores aos calculados pela certificadora contratada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Como não houve acordo, a lei estabelece que será usada a média de estimativas de gastos constantes.

Porém, essa média da estimativa de gastos será ponderada pelo escopo da curva de produção a ser adotada na revisão. Isso significa que a curva de produção original, prevista no contrato, não será usada. Então, nem mesmo eventuais atrasos da Petrobras na exploração do óleo serão descontados.

Conteúdo local

A revisão do contrato da cessão onerosa vai usar como base as normas de conteúdo local editadas pela ANP na data de sua assinatura. Isso favorece a Petrobras, pois as regras para conteúdo local (obrigação de contratar produtos e serviços de empresas nacionais) vigente em 2010 eram mais rígidas do que as atuais. Isso significa que a companhia terá mais liberdade para contratar bens e serviços, independentemente da origem.

O projeto de lei permite que a Petrobras seja ressarcida caso devolva áreas para a União, algo que não estava previsto no contrato original. A proposta atende aos dois lados. Se a Petrobras quiser devolver uma das áreas, terá garantido os 5 bilhões de barris originais. Já o governo poderá leiloar uma área limpa, sem a presença da Petrobras, para outro operador.

Ao optar por um substitutivo de um projeto de lei de autoria dos deputados, a União fez uma aposta arriscada, mas certeira para a revisão do contrato, segundo apurou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado). Não foi à toa que o relator escolhido foi o deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro de Minas e Energia, que trabalhou de forma alinhada com o governo na elaboração do texto final.

Para que a alternativa desse certo, o governo necessariamente teria de contar com o apoio do Congresso para dar respaldo aos critérios da revisão do contrato, correndo o risco de que esses itens fossem alterados por um Congresso desmobilizado e preocupado com as eleições.

Editar uma Medida Provisória exigiria uma justificativa técnica de difícil instrução por parte da União e poderia expor os servidores que assinassem os documentos a processos futuros. Como o Congresso é soberano, esse risco foi eliminado com o projeto de lei.

Após duras negociações com a companhia feitas por um comissão interministerial, há uma preocupação do governo em legitimar a negociação via Congresso. O texto foi costurado a sete chaves com Ministério da Fazenda.

Além disso, o governo busca enfrentar as resistências políticas ao projeto com a sinalização de que a outorga do leilão será paga em parcelas. O próximo presidente será beneficiado pelas receitas do pré-sal. O TCU deu demonstração de que não será fácil a negociação. Em nota, negou que tenha dado apoio ao acordo do novo texto.

Fonte: Exame

Venda de refinarias já tem cinco interessados, diz Petrobras

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A Petrobras diz que cinco empresas já assinaram termos de confidencialidade para avaliar a compra de participações em suas refinarias. Nesta segunda-feira (18) a estatal anunciou ampliação do prazo para assinatura dos termos, alegando dar tempo para novas empresas participarem.

A estatal está vendendo 60% de duas empresas de refino, cada uma com duas refinarias, terminais e dutos de movimentação de petróleo e combustíveis. Criticado por sindicalistas ligados à estatal o processo repassará à iniciativa privada 25% da capacidade nacional de refino.

A companhia não divulgou os nomes dos interessados. Em nota divulgada nesta segunda, diz que estenderá o prazo de assinatura dos termos de confidencialidade até o próximo dia 2. Com isso, diz a Petrobras, “outras empresas que já manifestaram interesse também poderão participar do processo, ampliando a competitividade”.

As empresas à venda concentram os ativos de refino e logística das regiões Sul e Nordeste. Na primeira, foram incluídas as refinarias Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e Presidente Getúlio Vargas, no Pará. Na segunda, estão as refinarias Landulpho Alves, na Bahia, e Abreu e Lima, em Pernambuco.

Analistas do mercado avaliam, porém, que as subvenções e intervenções no preço dos combustíveis após o início da paralisação dos caminhoneiros são um obstáculo à venda dos ativos, ao indicar novamente risco de ingerência federal no mercado de combustíveis.

Em acordo com caminhoneiros, o governo federal concedeu subvenções de R$ 0,46 por litro no preço do diesel no país, que passará a ser reajustado mensalmente após 60 dias de congelamento. Há duas semanas, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) anunciou uma consulta pública para estudar periodicidade mínima de reajustes nos preços dos demais combustíveis.

Fonte: Folha

Wilson Sons Estaleiros conclui conversão de OSRV

A Wilson Sons Estaleiros, empresa de construção naval do Grupo Wilson Sons, concluiu a conversão do “Gaivota”, agora um OSRV (Oil Spill Recovery Vessel). O ano de construção da embarcação é 2003, quando iniciou suas operações como um PSV (Platform Supply Vessel). Este é o primeiro OSRV da frota da Wilson Sons Ultratug Offhore, “joint venture” da Wilson Sons com o Grupo Ultramar.

“A operação realizada foi bastante complexa, as modificações e modernizações transformaram o “Gaivota” em um OSRV com padrão de excelência para esse mercado. A execução do projeto foi um sucesso, entregamos a embarcação dentro do prazo e com alto nível de satisfação percebida pela WSUT”, comenta o diretor executivo da Wilson Sons Estaleiros, Adalberto Souza.

O trabalho de conversão começou em março. Com as mudanças, o “Gaivota” deixa de operar como PSV especialista para granéis sólidos, para atuar no recolhimento de óleo em caso de vazamento, com capacidade de armazenar até 760 metros cúbicos de óleo. A embarcação passou por modificação na estrutura de redes e tubulações, os tanques foram adaptados para recebimento de óleo recuperado, e novos equipamentos foram instalados: bombas de alta capacidade, barreiras de contenção, skimmer, barco de trabalho para reboque e posicionamento das barreiras. Além de todo esse processo, o OSRV também passou por docagem na Wilson Sons Estaleiros, processo que envolve procedimentos de manutenção e reparos para preservar a integridade estrutural, mecânica, elétrica e estética.

‘Aliança Mistral’, rebocador da Aliança Navegação e Logística, é batizado em Itajaí

A Aliança Navegação e Logística batizou, hoje, no Estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC), seu quarto rebocador portuário, o “Aliança Mistral”. Entre o segundo semestre de 2017 e o início deste ano, a Aliança recebeu três embarcações do mesmo estaleiro: “Aliança Minuano”, “Aliança Aracati” e “Aliança Pampeiro”. Todos os rebocadores, inclusive os novos, levam nomes de ventos que atingem o território brasileiro. O “Mistral”, por exemplo, é um vento que desce colinas e transporta ar de alta densidade com a ação da gravidade. Além disso, também é conhecido como “vento de outono” e se caracteriza por ser seco e frio, soprando do Norte para o Sul da França.

Os sete rebocadores da Aliança, cada um com 32 metros de comprimento e capacidade de tração estática de 70 toneladas “bollard pull”, são considerados de última geração, pois possuem um nível superior de automação (classe ‘Automatic Bridge Centralized Control Unmanned’), permitindo que os controles do sistema de propulsão sejam inteiramente comandados e monitorados pelo passadiço. A empresa espera receber as três últimas embarcações até o final de 2018.

Para batizar o “Aliança Mistral”, a companhia escolheu como madrinha Rosa Maria Honorato, uma das funcionárias mais antigas da companhia. Há quase 30 anos na Aliança, Rosinha, como é conhecida, trabalha na copa e esbanja um sorriso largo por onde passa. Para a cerimônia de batismo, Rosa fez questão de levar os netos, Natália (17) e Igor (12 anos).

Segundo Julian Thomas, diretor superintendente da Aliança Navegação e Logística, os navios que escalam os portos brasileiros são cada vez maiores e necessitam de rebocadores robustos como os da Aliança.

“O mercado precisa de rebocadores de grande porte e, por isso, a Aliança investiu na construção de sete unidades no Brasil. O estaleiro Detroit provou ser um grande parceiro, construindo produtos de excelente qualidade e respeitando os prazos de entrega”, afirmou o executivo.

PPSA quer fazer novo leilão da produção da União no pré-sal

180103-plataformaA Pré-Sal Petróleo (PPSA) vi repetir na B3 o leilão de contratos referentes à produção futura de petróleo nos campos de Mero (ex-Libra), Lula e Sapinhoá realizado dia 30 de maio e que não recebeu propostas. Naquele dia a PPSA ofereceu três contratos para comercialização da fatia da União nessas áreas, mas a Shell, única empresa inscrita, não fez oferta.

Pelo modelo do leilão, iria ganhar quem oferecesse o maior oferta de ágio sobre o preço de referência do petróleo calculado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Se não houvesse nenhuma oferta de ágio, o que acabou acontecendo, a regra previa que seriam aceitas propostas de deságio, vencendo quem oferecesse o menor em relação ao preço de referência. Mas nesse momento a PPSA informou que o deságio seria de zero e não teve oferta.

Procurada, a Shell informou que não iria comentar. O diretor de gestão de contratos da PPSA, Hércules Silva, afirma que a empresa está procurando entender as razões do insucesso. “Pode ter sido a logística, o volume pequeno ou algum impacto negativo de tributos. São coisas que estamos avaliando para fazer um novo leilão ainda este ano”, disse.

Outro ponto importante diz respeito à impossibilidade de o petróleo ser vendido por um preço menor que o de referência da ANP, que ainda está abaixo do mercado internacional e corrigido gradualmente. Quando o edital foi publicado, o texto da MP 811 permitia a venda do petróleo com deságio. Mas na Câmara essa possibilidade foi retirada. A PPSA afirma que não tinha como prever isso e decidiu não aceitar o deságio no leilão “para atuar em linha com a legislação que será sancionada em breve pelo presidente da República”.

O presidente Michel Temer ainda não sancionou o projeto de lei de conversão nª 9, antiga MP 811, que autoriza a PPSA a comercializar diretamente o petróleo da União. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, que preside o conselho de administração da PPSA, disse ao Valor que o projeto deve ser sancionado até o fim da semana.

No ano passado, quando tentou vender para “tradings” especializadas, a PPSA também teve problemas. As companhias não aceitaram informar o valor da venda para terceiros, o que é exigido da PPSA pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Com leilões na B3 a empresa pretendia dar mais transparência ao processo. A expectativa da PPSA era arrecadar R$ 1 bilhão em 2018. Desses, R$ 300 milhões se referiam à venda da fatia da União sobre a produção de petróleo em campos e R$ 700 milhões com o pagamento de petróleo produzido onde foi feita a individualização da produção.

Com o avanço dos leilões de áreas para exploração no sistema de partilha de produção, a PPSA, passou a administração a parcela da União em dez contratos de partilha assinados por três operadores: Petrobras, Shell e Equinor (antiga Statoil).

É possível imaginar que a empresa chegue ao final da próxima década comercializando uma produção na casa de milhões de barris de petróleo por dia, já que a União terá direito a uma fatia expressiva da produção dos campos leiloados a partir do ano passado, quando foram realizadas duas rodadas do pré-sal, e deste ano, com ofertas de percentuais elevados da produção para a União, como a de Peroba (76,96% do excedente em óleo), Alto de Cabo Frio Central (75,80%).

Os últimos contratos, ainda não assinados, são para os campos de Uirapuru (que teve oferta de 75,49% do excedente), Dois Irmãos e Três Marias, leiloadas na 4ª rodada do pré-sal. A atribuição da PPSA cresce à medida que as áreas para exploração no sistema de partilha são adquiridas. O próximo leilão está marcado para setembro.

A missão da empresa é acompanhar os investimentos feitos pelas companhias, já que eles serão deduzidos do petróleo a que a União tem direito relacionada à produção desses campos.

Silva é cuidadoso quando fala sobre as estimativas de volumes de petróleo que a empresa vai gerenciar nas próximas décadas. “Não dá para quantificar volumes no momento, porque a maioria das áreas ainda está em fase de exploração”, diz ele. “A PPSA será importante geradora de receitas para a União e o último leilão mostra que as empresas acreditam no potencial brasileiro. Quem já está [no pré-sal] quer reforçar a posição e quem está fora quer entrar”, afirma o diretor.

Além de acompanhar os investimentos nos campos que operam sob o sistema de partilha – até o ano passado o único nesse modelo era Libra, no pré-sal da Bacia de Santos – a PPSA também representa a União em 23 acordos de individualização da produção (AIPs) em campos em fase de desenvolvimento ou já em produção em áreas relevantes e que estão atualmente em estágios distintos.

Esses acordos são necessários quando um campo de petróleo tem parte do reservatório fora da área concedida para uma empresa ou consórcio, seja no pré-sal ou fora dele.

Em 2018 a empresa já comercializou 1,25 milhão de barris de petróleo da União produzidos no campo de Mero.

Fonte: Valor

Falta de infraestrutura na Zona Portuária do RJ afasta moradores e empresários

Quando escolhemos essa região encontramos um atrativo muito interessante. Estamos perto dos dois aeroportos, da rodoviária, das zonas Sul e Norte, além do Cristo e Pão de Açúcar. No entanto, sofremos com a falta de alguns atrativos, como comércio variado para os nossos hóspedes. A nossa expectativa é crescer, mas para isso precisamos de investimentos dos órgãos públicos. A fala é da gerente de uma rede de hotéis, a Intercity Porto Maravilha, Paloma Silva, referindo-se à situação da Zona Portuária do Rio de Janeiro, destaca o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

Para os visitantes de primeira viagem, a surpresa com a falta de infraestrutura da região é grande. “Pela televisão o local é mais cativante. Cheguei aqui e não tem nada. Sem comércios e sem ninguém para nos dar informações. Fiquei frustrada”, contou a administradora Priscila Berçot, durante passeio no Boulevard.

Felipe Montoro Jens reporta que, em geral, o que se encontra pela Zona Portuária são ruas desertas, galpões abandonados, obras paradas e empreendimentos fechados. Ainda, conforme levantamento da Apsa — empresa de gestão condominial e negócios imobiliários — a região é a que tem o maior número de imóveis desocupados.

A pesquisa da Apsa indica também que 81% dos imóveis corporativos de alto padrão, construídos dentro do projeto do Porto Maravilha, estão vagos. A vacância é de 40%, se forem considerados os imóveis antigos. O estudo apontou que um dos prédios novos da região possui 21 andares vazios desde maio do ano passado, explica Felipe Montoro Jens.

O especialista em Projetos de Infraestrutura reproduz, ainda, que, entre os anos de 2012 e 2016, mais de dez hotéis de grande e pequeno portes se instalaram na região. A expectativa era de que houvesse uma revitalização da área. Contudo, dois anos após os Jogos Olímpicos, muitos empresários deixaram o local.

E não são só os imóveis comerciais que estão vazios. Conforme o levantamento da Apsa, quase 90% das residências também encontram-se vagas. A baixa procura torna a área a mais barata do Rio de Janeiro para aluguel — R$ 88 o metro quadrado.

Sinais de melhora

Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (CDURP), o mercado imobiliário já dá sinais de melhora. O percentual de ocupação da área portuária deve subir em breve. Com a compra do edifício Port Corporate pela Bradesco Seguros, que deve migrar para a região já no segundo semestre de 2018, a expectativa, destaca Felipe Montoro Jens, é a de que a taxa de vacância nos novos empreendimentos caia para 63%.

“E o Aqwa Corporate, prédio em frente à Cidade do Samba, já movimenta suas negociações com a ida de um grande escritório de advocacia norte-americano para o edifício”, argumentou em nota a CDURP.

Ainda, para tentar revitalizar a região, já foram consumidos mais de R$ 10 bilhões no que é considerada a maior Parceria Público-Privada (PPP) do país. “Estes gastos não vieram da prefeitura e sim da compra de Certificados do Potencial Adicional de Construção, os CEPACS (títulos usados para financiar operações urbanas consorciadas que recuperam áreas degradadas nas cidades)”, informou, em nota, a prefeitura carioca.

O especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens, informa que, de acordo com o município, já foram investidos R$ 6,3 bilhões no desenvolvimento da região, sendo que ainda serão investidos outros R$ 4,1 bilhões na região portuária até o fim da operação, que tem duração prevista até o ano de 2026.

Fonte: Terra