Monthly Archives: dezembro 2017

Petroleira Statoil vai pagar US$2,9 bi para triplicar produção no Brasil

A norueguesa estatal Statoil vai triplicar a sua produção no Brasil depois de assinar nesta segunda-feira um acordo para comprar uma participação de 25% no campo de Roncador, um dos maiores produtores do país, da Petrobras, em um negócio de US$ 2,9 bilhões.

O acordo está em linha com a estratégia da Statoil de reforçar sua presença no Brasil, enquanto a empresa norueguesa procura adicionar barris novos que estão se tornando cada vez mais difíceis de obter perto de casa, na plataforma continental do país nórdico.

“Esta transação agrega material e atrativa produção de longo prazo ao nosso portfólio internacional, fortalecendo ainda mais a posição no Brasil como área central para a Statoil”, disse o presidente da empresa, Eldar Saetre.

O acordo pode elevar a Statoil para a terceira posição no ranking nacional de produção de petróleo e gás, atrás apenas da própria Petrobras e da Shell.

Em troca, a Petrobras terá acesso ao conhecimento exclusivo da Statoil sobre como produzir mais barris de campos maduros, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, com tecnologias aperfeiçoadas no setor marítimo norueguês.

A transação consiste em um pagamento inicial de US$ 2,35 bilhões, mais “pagamentos contingentes adicionais” de até US$ 550 milhões, disse a Statoil, em comunicado.

O pagamento adicional, relacionado aos investimentos da Statoil em projetos específicos de recuperação de petróleo, será acordado mais tarde, disse Saetre, em uma entrevista coletiva.

A estrutura do negócio mostrou que Statoil está apostando no aumento da recuperação do campo maduro, disse o analista da Sparebank 1 Markets Teodor Sveen-Nilsen, em uma nota.

“Com o forte histórico da Statoil na plataforma continental norueguesa para aumentar as taxas de recuperação, acreditamos que a perspectiva de aumentar a taxa de recuperação para Roncador é boa”, acrescentou.

Roncador, o terceiro maior campo de produção do Brasil, tem aproximadamente 10 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) “in place” e uma expectativa de volume recuperável remanescente superior a 1 bilhão boe.

As empresas anunciaram que vão buscar aumentar em conjunto o fator de recuperação do campo, para um total recuperável de cerca de 1,5 bilhão de boe.

A produção do campo, que começou em 1999, situou-se em cerca de 240 mil barris de petróleo por dia em novembro.

Após a transação, a produção da Statoil no Brasil aumentará para 110 mil barris de boe por dia, ante cerca de 40 mil boe por dia, disse a empresa.

A Petrobras continuará a operar o campo e deterá uma participação de 75%.

Parceria estratégica

Parente disse que espera que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise o acordo, como aconteceu com outras vendas de ativos anteriores que não foram lançadas para licitação aberta, mas disse que estava confiante de que o acordo seria aprovado.

“Esta é uma parceria estratégica… Não faz sentido ter um processo competitivo, porque o que queremos apenas a Statoil tem”, acrescentou, referindo-se ao compartilhamento de conhecimento.

Fonte: Época Negócios

Total aprova investimentos para nova fase no campo de Libra

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O grupo francês Total anunciou nesta segunda-feira (18) a aprovação de investimentos para uma nova fase de desenvolvimento do Campo gigante de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos, que é operado pela Petrobras e cuja exploração começou em novembro.

Petrobras inicia produção no bloco de Libra com a entrada em operação da plataforma FPSO Pioneiro de Libra.

Libra, considerada uma das áreas mais promissoras do Brasil, foi leiloada na primeira rodada do pré-sal sob regime de partilha de produção, em 2013.

Esta fase, que representa a implementação de uma plataforma flutuante para a produção e armazenamento, com capacidade de 150 mil barris de petróleo diários e 17 poços, será desdobrada ao noroeste do bloco, que está localizado em águas profundas a 180 quilômetros do Rio de Janeiro, explicou a Total em comunicado.

A empresa francesa (que tem 20% no consórcio de Libra) destacou que junto com a Petrobras (40%) e os outros parceiros (Shell com 20%, CNOOC com 10% e CNPC com 10%), conseguiram que os custos técnicos de exploração fossem “inferiores a US$ 20 por barril”.

O diretor-geral da atividade de exploração e produção, Arnaud Breuillac, afirmou que após a fase inicial de extração aberta em novembro, esta decisão de investimento reforça a sua carteira de projetos em construção e apoia o crescimento de sua produção depois de 2020.

Nesta fase inicial já em funcionamento, essa plataforma “pioneira” tem capacidade de 50 mil barris diários. Está previsto que se acrescentem outras três fases posteriormente para superar os 600 mil barris diários.

Segundo as estimativas publicadas no final de novembro pela Petrobras, as reservas recuperáveis nas áreas exploradas na área nordeste do campo de Libra (Mero) são de 3,3 bilhões de barris.

No total, Libra representa entre 8 e 12 bilhões de barris, o que se for confirmado se tonaria um dos campos de hidrocarbonetos mais importantes do mundo.

Fonte: G1

Petrobras e Statoil assinam contratos relacionados à parceria estratégica

A Petrobras assinou hoje, 18/12, com a empresa norueguesa Statoil, os contratos relacionados aos ativos da parceria estratégica, em continuidade ao acordo preliminar firmado e divulgado em 29/09/2017.

Os principais contratos assinados são:

(i)    Strategic Alliance Agreement (“SAA”) – acordo que descreve todos os documentos e iniciativas relacionadas à parceria estratégica, abrangendo todas as iniciativas negociadas;

(ii)    Sale and Purchase Agreement (“SPA”) – cessão de 25% da participação da Petrobras no campo de Roncador para a Statoil, pelo valor total de US$ 2,9 bilhões, sendo US$ 2,35 bilhões no fechamento da operação e US$ 550 milhões em pagamentos contingentes relacionados aos investimentos dos projetos que visam o aumento do fator de recuperação do campo. Dessa forma, os investimentos futuros neste campo serão realizados na proporção 2:1, com a Statoil assumindo 25% adicionais, limitados a US$ 550 milhões, além da sua participação adquirida. A Petrobras continuará como operadora do campo, com a participação de 75%;

(iii)    Strategic Technical Alliance Agreement (“STAA”) – acordo estratégico de cooperação técnica visando a maximização do valor do ativo e com foco em aumentar o volume recuperável de petróleo (fator de recuperação), incluindo a extensão da vida útil do campo de Roncador;

(iv)     Gas Term Sheet – opção para a Statoil contratar uma determinada capacidade de processamento de gás natural no terminal de Cabiúnas (TECAB) para o desenvolvimento da área do BM-C-33, onde as companhias já são parceiras, sendo a Statoil a operadora da área.

A operação ainda está sujeita ao cumprimento de todas as condições precedentes previstas no SPA, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Geração de valor

A parceria estratégica com a Statoil está fundamentada num alinhamento de interesses estratégicos das duas companhias e no potencial de geração de valor para as partes, em função de seus conhecimentos e experiências nos segmentos de exploração e produção em águas profundas e de gás natural. A Statoil tem reconhecida experiência na otimização de campos maduros offshore com foco tanto na maximização dos fatores de recuperação bem como na extensão da vida útil desses campos. Tem destacada atuação no segmento de gás natural, sendo o segundo maior fornecedor de gás para o mercado europeu e larga experiência e conhecimento em logística, comercialização e regulação do setor.

Atualmente, a Petrobras e a Statoil são parceiras em 13 áreas, em fase de exploração ou de produção, sendo que 10 estão localizadas no Brasil e 3 no exterior.

As companhias possuem acordos de cooperação tecnológica desde 2004, com importantes resultados na área de reservatórios, particularmente com as tecnologias de sísmica 4D. A experiência da Statoil e suas melhores práticas na aplicação dessa tecnologia nos campos do Mar do Norte, em declínio de produção desde a década de 90, foram importantes para a Petrobras na implantação da sísmica 4D em Marlim e em outros campos da Bacia de Campos.

A transação faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos para o biênio 2017-2018 e está alinhada ao Plano de Negócios e Gestão da Petrobras, que busca priorizar o desenvolvimento da produção em águas profundas, atuando prioritariamente em parcerias estratégicas, congregando competências técnicas e tecnológicas. Além disso, contribui para mitigação dos riscos, fortalecimento da governança corporativa e melhoria na financiabilidade da companhia, através de mitigação dos riscos, entrada de caixa e desoneração dos investimentos.

Seguem abaixo informações relacionadas aos ativos que fazem parte dos contratos:

Roncador

O campo de Roncador, localizado na área norte da Bacia de Campos, a cerca de 125 km do Cabo de São Tomé, em lâmina d’água que varia de 1.500 a 1.900 metros, foi descoberto em outubro de 1996, com a perfuração do poço 1-RJS-436A. Possui uma área de aproximadamente 400 km², tendo sido instaladas quatro unidades de produção: P-52, P-54, P-55 e P-62. A produção média  deste campo, em novembro, foi de aproximadamente 240 mil barris de óleo  por dia e 40 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia de gás associado. O campo de Roncador tem aproximadamente 10 bilhões boe de volume “in place” e uma expectativa de volume recuperável remanescente superior a 1 bilhão boe. A ambição é aumentar o fator de recuperação, por meio dessa parceria com a Statoil, em pelo menos 5%, o que pode trazer um volume adicional de aproximadamente 500 milhões boe.

Os sistemas de coleta da produção do campo são compostos por poços satélites, interligados diretamente às unidades estacionárias de produção através de dutos flexíveis. O escoamento da produção de petróleo se dá através de um oleoduto conectando a P-52 e a P-55 à plataforma de rebombeio autônoma (PRA-1), que envia a produção de óleo para uma plataforma do tipo FSO. O escoamento da produção de petróleo das plataformas se dá através de navio aliviadores. A produção de gás é escoada através de gasodutos flexíveis e rígidos, até a plataforma de Namorado 1 (PNA-1) ou à plataforma de Garoupa 1 (PGP-1), onde se mistura com o gás exportado da Bacia de Campos e segue para terra.

Terminal de Cabiúnas (TECAB)

Localizado em uma posição geográfica privilegiada, na cidade de Macaé, no Norte Fluminense, o terminal de Cabiúnas (TECAB), operado pela Transpetro, passa por novo processo de ampliação para atender as demandas do pré-sal. A unidade, que é hoje o maior polo de processamento de gás natural do Brasil, terá sua capacidade expandida e poderá processar até 25 milhões de m³/dia de gás natural – o equivalente ao consumo diário de sete cidades do porte do Rio de Janeiro – e cerca de 70 mil bpd de condensado de gás natural. Dessa capacidade total, 13 milhões de m3/dia se destinam ao pré-sal da Bacia de Santos e 12 milhões de m3/dia continuam atendendo à Bacia de Campos.

Fonte: Petrobras

Consórcio de Libra contrata FPSO para o campo de Mero

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A Petrobras, operadora do Consórcio de Libra, assinou, no dia 14 de dezembro, contrato com o Grupo Modec para o afretamento do primeiro sistema de produção definitivo do campo de Mero, que será utilizado no projeto Piloto de Mero. O projeto contempla a interligação de até 17 poços à plataforma, do tipo FPSO, e o início da produção está previsto para 2021. FPSO é a sigla, em inglês, para a unidade que produz, armazena e transfere óleo e gás,

O FPSO terá capacidade de processar até 180.000 barris por dia (bpd) de petróleo e 12 milhões de m³/dia de gás. A unidade será instalada em profundidade d’água de 2.100 metros, no campo de Mero, localizado na área noroeste do bloco de Libra, a cerca de 180 km da costa do Rio de Janeiro, no pré-sal da bacia de Santos.

A unidade será operada pela Modec, empresa responsável pela construção, e afretada por 22 anos. Parte da construção será realizada no Brasil, nos mesmos moldes da experiência da Petrobras com outros afretamentos já realizados.

Até o momento, foram perfurados 12 poços no bloco de Libra. Por sua magnitude, potencial de produção, boa qualidade do óleo e alto valor comercial, Libra abre uma nova oportunidade de negócios na indústria offshore.

A produção no bloco de Libra teve início em 26 de novembro deste ano, com a entrada em operação do FPSO Pioneiro de Libra, dedicado a testes de longa duração e sistemas de produção antecipada. O consórcio declarou comercialidade da acumulação de petróleo localizada na porção noroeste do bloco no último dia 30 de novembro, conforme divulgado ao mercado. Com a declaração de comercialidade, a porção noroeste de Libra tornou-se oficialmente um campo e passou a se chamar Mero.

Fonte: Portos e Navios

Petrobras e ExxonMobil formam Aliança Estratégica

A Petrobras e a ExxonMobil assinaram, na quinta-feira (14/12), um Memorando de Entendimento referente a uma aliança estratégica para identificar e avaliar potenciais oportunidades de negócios.

O Memorando de Entendimento foi assinado no Rio de Janeiro pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, pelo presidente da ExxonMobil Upstream Ventures, Brad Corson, e pelo presidente da ExxonMobil Exploration Company, Stephen Greenlee.

Petrobras e ExxonMobil avaliarão áreas de interesse mútuo onde possam somar suas experiências de classe mundial em todos os setores da cadeia de valor da produção de petróleo e gás, incluindo oportunidades de cooperação em exploração, produção, gás e produtos químicos, dentro e fora do Brasil.

Para a Petrobras, a realização de alianças é uma estratégia importante do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, que podem trazer benefícios significativos como o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa.

Esse acordo exemplifica e reforça o relacionamento estratégico da ExxonMobil com a Petrobras e a contínua ênfase no crescimento desta relação e de seus negócios no Brasil, fortalecendo sua presença de mais de 100 anos no país.

Em setembro, a Petrobras e a ExxonMobil adquiriram conjuntamente seis blocos offshore na Bacia de Campos na 14ª rodada de licitações da ANP.

Fonte: Petrobras

BR Distribuidora protagoniza maior IPO do país desde 2013

Foto: Petrobras/Geraldo Falcão

Foto: Petrobras/Geraldo Falcão

A Petrobras Distribuidora, subsidiária de postos de combustível da Petrobras, arrecadou cerca de 5 bilhões em sua oferta inicial de ações, maior valor desde 2013.

A maior distribuidor de combustível do país vendeu ações ordinárias por R$ 15 cada, no piso da faixa indicativa de R$ 15 a R$ 19 previsto em seu prospecto, de acordo com informações do website da CVM. Os R$ 5 bilhões incluem vendas de lotes adicionais. Ação começa a ser negociada na bolsa brasileira na sexta-feira.

O IPO da subsidiária, conhecida como BR Distribuidora, é o maior passo da Petrobras em seu plano de dois anos para vender US$ 21 bilhões em ativos para reduzir a dívida e agilizar as operações. As alienações ficaram paralisadas no início deste ano em meio a desafios legais e a Petrobras só vendeu um campo de petróleo por US$ 55 milhões antes do IPO da BR Distribuidora.

Pedro Parente, presidente da Petrobras, gostaria de acelerar as vendas antes que a incerteza política aumente em meados de 2018 quando a campanha presidencial se aproximar.

IPO da BR Distribuidora é o maior desde o da BB Seguridade, que levantou R$ 11 bilhões em abril de 2013. As duas ofertas foram conduzidas por Ivan Monteiro, atual diretor financeiro da Petrobras e em 2013 diretor financeiro do Banco do Brasil. Monteiro deixou o BB rumo à Petrobras em 2015.

As empresas brasileiras estão testando a demanda por ofertas públicas iniciais depois que o principal índice de ações do país aumentou 21% este ano, quando a economia emergiu de sua recessão mais profunda da história. Além da BR Distribuidora, o operador local da Burger King e a empresa de energia Neoenergia, a unidade brasileira da Iberdrola, possuem IPOs programados para esta semana.

A BR Distribuidora controla a maior rede de estações de gasolina no Brasil, com 8.212 unidades e mais de 1.000 lojas de conveniência. O Brasil tem o sexto maior mercado globalmente para produtos refinados, representando 3% da demanda global, de acordo com a Petrobras.

O Citigroup Inc foi o principal coordenador da oferta, enquanto o Bank of America Corp, o Banco do Brasil, o Banco Bradesco, o Itaú Unibanco Holding, o JPMorgan Chase & Co., o Morgan Stanley e o Banco Santander Brasil também participaram da transação.

Fonte: Bloomberg News

EAS obtém prioridade de R$ 400 milhões para construção de dois graneleiros

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Arquivo/Divulgação EAS

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) obteve prioridade no valor de R$ 401,6 milhões para construção de dois graneleiros de 95.000 TPB. A decisão foi tomada na 36ª reunião ordinária do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, realizada no último dia 7 de dezembro, em Brasília. Na ocasião, o conselho concedeu à Transpetro prioridade R$ 33,7 milhões, como suplementação, para construção de dois petroleiros Suezmax no EAS, anteriormente priorizada em dezembro de 2015.

A Baru Offshore recebeu aprovação de R$ 1,7 milhão, como suplementação, para seis embarcações de apoio marítimo modelo UT-4000 presentes na carteira do estaleiro ETP, no Rio de Janeiro. A Internacional Travessias Salvador obteve prioridade de R$ 50,22 milhões para construção de dois ferry boats.

Reparo Naval
A Navship e a Brasil Basin Drydock obtiveram mais 120 dias para conseguir apoio financeiro para seus projetos de estaleiros de reparo. A Brasil Basin Drydock pretende construir um estaleiro de reparos em Lucena (PB), anteriormente priorizado em dezembro de 2016, com o valor de R$ 2,15 bilhões. A Navship, do grupo Edison Chouest, possui projeto de um estaleiro de reparos no complexo portuário e industrial do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O valor de R$ 294,4 milhões havia sido priorizado em agosto de 2017.

Conversão de embarcações
A Wilson Sons Offshore recebeu prioridade de R$ 29,4 milhões para conversão de dois PSVs (Albatroz e Gaivota), com validade de 360 dias. Já Marlin Navegação recebeu prioridade de 120 dias para conversão do PSV Skandi Flamengo para OSRV, anteriromente priorizada em dezembro de 2016, com valor total de R$ 15,1 milhões.

Fonte: Portos e Navios

South American Tanker recebe mais 120 dias para tentar financiar 5 Suezmax

A South American Tanker recebeu nova pioridade do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) para construção de cinco petroleiros Suezmax DP2 de 157.000 TPB, anteriormente obtida em dezembro de 2016, com valor de R$ 3,18 bilhões. Com a decisão, a empresa tem mais 120 dias de prazo para obtenção do financiamento.

A Bram Offshore também recebeu mais 120 dias para obter crédito referente à construção de três PSVs 4.500 na carteira do estaleiro Navship (SC). O valor total de R$ 507,4 milhões havia sido priorizado anteriormente em agosto.

A Agemar Transportes também tem mais quatro meses para contrair empréstimo para construção de um navio para transporte de derivados de petróleo de 482 DWT. O montante, priorizado anteriormente em dezembro de 2016, totaliza R$ 6,94 milhões. Já a Internacional Marítima, terá essa mesma extensão de prazo para conseguir financiamento para construção de dois catamarãs, anteriormente prioirizada em dezembro de 2016, no valor total de R$ 6,5 milhões.

Fonte: Portos e Navios

Petrobras ganha R$ 5,024 bilhões com IPO da BR

A Petrobras deverá colocar R$ 5,024 bilhões em seu caixa com a abertura de capital da BR Distribuidora, na esteira de seu processo de desalavancagem. Com a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que atraiu forte demanda de investidores locais e estrangeiros, a petroleira se desfez de 30% da companhia. O primeiro pregão da BR será amanhã, quando a ação será listada no Novo Mercado, segmento de mais elevadas exigências de governança corporativa da B3.

O preço da ação da BR foi precificada em R$ 15,00, no piso da faixa indicativa de preço, que foi estabelecida entre R$ 15,00 e R$ 19,00. A demanda dos investidores superou a oferta em cerca de três vezes, mas as ordens predominaram com o preço mais baixo. Foram vendidas 334.937.500 ações, o que indica que além do lote principal foi alocado o lote adicional, devido à demanda. O valor da oferta ainda poderá crescer caso seja exercido o lote suplementar. Foram os coordenadores da oferta o Citi, Bank of America Merrill Lynch, BB Investimentos, Bradesco BBI, Itaú BBA, JP Morgan, Morgan Stanley e Santander.

A oferta da BR marca a maior operação na Bolsa brasileira desde 2013, quando a oferta da BB Seguridade movimentou cerca de R$ 11 bilhões. Neste ano o maior IPO era, até aqui, do Carrefour Brasil, com um giro de R$ 4,9 bilhões.

Com essa oferta, o volume neste ano de emissão de ações já se aproxima dos R$ 40 bilhões. Hoje, serão precificadas ainda as ações de Burger King Brasil, que está com elevada demanda, e a Neoenergia, mas que deve suspender sua oferta, visto que até o momento não conseguiu atrair os investidores.

Os banqueiros passaram o dia em Nova Iorque para concluir a operação, finalizando as conversas com os investidores estrangeiros, que, como é comum nas grandes operações, acabam levando uma fatia relevante das ofertas iniciais de ações no Brasil.

A BR chegou perto de fazer seu IPO em 2015, mas o agravamento da crise política e econômica fez com que a empresa voltasse atrás. Depois disso, a tentativa foi de uma venda direta. O ativo chamou muito a atenção de investidores financeiros e estratégicos nacionais e estrangeiros, mas houve uma pressão para que a Petrobras vendesse o controle da BR, o que não era seu desejo. Além disso, o processo chegou a ser atrasado por conta de bloqueio pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Com essa venda, a Petrobras começa a dar ritmo para atingir sua meta de desinvestimento de US$ 21 bilhões para o biênio de 2017 e 2018. Para o final do ano que vem, a meta é sair do índice de alavancagem de 5,3 vezes anotados em 2015, quando a petroleira estava no epicentro da crise, para 2,5 vezes, conforme a métrica da razão da dívida líquida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Fonte: JCRS

Petrobras tem interesse em direito de preferência para três áreas da quarta rodada

A Petrobras apresentou hoje (14/12) ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) manifestação de interesse em exercer o direito de preferência para a 4ª Rodada de Licitação de blocos exploratórios sob o regime de partilha de produção.

Após análise técnica e aprovação pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração da companhia, a Petrobras concluiu por manifestar interesse em exercer o direito de preferência nas áreas de Dois Irmãos, Três Marias e Uirapuru. O percentual mínimo requerido é de 30% em cada área e a escolha tem foco na maximização de valor do seu portfólio.

O valor correspondente ao bônus de assinatura a ser pago pela companhia, considerando que os resultados dos leilões confirmem apenas as participações mínimas acima indicadas em cada bloco, é de R$ 945 milhões.

O posicionamento da Petrobras nestas licitações está alinhado aos fundamentos do seu Plano Estratégico, que prevê a sustentabilidade da produção de óleo e gás, com a continuidade do fortalecimento do portfólio exploratório e atuação em parcerias.

É importante destacar que a Petrobras poderá ampliar o percentual de 30% indicado para as áreas onde está exercendo seu direito de preferência, formando consórcios para participar das licitações.

Em relação às áreas em que a Petrobras não exerceu o seu direito de preferência, a companhia poderá participar em condições de igualdade com os demais licitantes, seja para atuação como operador ou como não-operador.

Com a conclusão desta rodada, prevista para ocorrer em junho de 2018, a companhia comunicará tempestivamente ao mercado os resultados de sua participação, em cumprimento à legislação vigente.

Fonte: Ascom Petrobras