Monthly Archives: agosto 2017

Fundo de Marinha Mercante prioriza R$ 1,6 bilhão para indústria naval

Foto: Divulgação Erin

Foto: Divulgação Erin

O Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante (CDFMM) aprovou R$ 1,6 bilhão em prioridades para financiamento de projetos da indústria naval no país. A decisão ocorreu na 35ª reunião ordinária do conselho, realizada na última quinta-feira (24), em Brasília. Na lista de prioridades estão projetos para construção de um estaleiro de reparos, embarcações de carga, apoio marítimo, apoio à navegação e navegação interior, bem como a docagem, modernização e conversão de embarcações.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), os recursos incluem projetos novos e prioridades concedidas anteriormente pelo conselho que tiveram o prazo renovado. Nos próximos dias será publicada a resolução do CDFMM com os projetos que obtiveram prioridade de apoio financeiro do FMM. Com isso, as empresas estarão aptas a contratar o financiamento junto aos agentes financeiros conveniados.

Poderão ser financiados pelo FMM até 90% do valor dos projetos pleiteados. O percentual de financiamento dependerá do conteúdo nacional de cada projeto e do tipo de embarcação, de acordo com a resolução 3828/2009 do Conselho Monetário Nacional.

Novos projetos – Os interessados em apresentar seus projetos para obtenção de prioridade destinada ao financiamento com recursos do FMM, têm o prazo até 9 de outubro. A próxima reunião ordinária (36ª) do CDFMM está prevista para o dia 7 de dezembro.

Fonte: Portos e Navios

Sepetiba Tecon terá serviço combinado da Maersk, CMA CGM e Hamburg Süd

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O terminal Sepetiba Tecon  vai começar a operar um serviço combinado entre a Maersk, CMA CGM e Hamburg Süd, com duas escalas semanais de importação e exportação entre Brasil e norte da Europa e do Mediterrâneo.

A escala em Sepetiba visa tornar mais rápido o trânsito entre os terminais do Rio de Janeiro e os portos europeus.

A primeira embarcação a atracar no porto de Itaguaí será o “CMA CGM Magdalena”, navio de 300 metros de comprimento e 48 de largura, previsto para outubro.

Este serviço é esperado para contribuir com um movimento combinado de 45 mil TEUs de de carga combinada de café, automóveis e produtos químicos, entre outros.

No sentido importação, estão previstos 15 mil TEUs/ano através deste novo serviço.

Fonte: Portos e Navios

De olho em R$ 50 bilhões, governo pode conceder áreas de petróleo

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Para fazer caixa, o governo estuda conceder para a iniciativa privada o direito de exploração de até 7 bilhões de barris de petróleo e gás em blocos vizinhos àqueles hoje em produção pela Petrobras.

A medida deverá trazer mais R$ 50 bilhões ao caixa da União no próximo ano. A equipe econômica e o Ministério de Minas e Energia preveem que a decisão seja tomada com a privatização da Eletrobras, que deve movimentar R$ 13 bilhões.

As duas iniciativas estão entre as principais apostas do governo para cumprir a meta de deficit de R$ 159 bilhões do próximo ano. Nenhuma delas está prevista no Orçamento e, segundo técnicos que participam dos estudos, existem outras em análise.

Inicialmente, o governo pensou em ampliar o contrato firmado em 2010 com a Petrobras. Por ele, a União decidiu autorizar a estatal a explorar diversos blocos no pré-sal, limitando-se a 5 bilhões de barris de óleo e gás por ano e assumindo custos e riscos de produção –modelo conhecido como cessão onerosa.

Mas, diante da reestruturação por que passa a Petrobras, dificilmente haverá uma renegociação do contrato. Por isso, a equipe econômica e os técnicos de Minas e Energia trabalham em um novo modelo de concessão para blocos vizinhos àqueles já em exploração. São eles: Franco, Florim, Nordeste de Tupi, Sul de Tupi, Sul de Guará, Entorno de Iara e Peroba.

Segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia, nessa área já está comprovado que existe muito mais petróleo do que se imaginava. Por isso, o governo agora quer liberar a exploração.

Não está completamente descartada a revisão do contrato de cessão onerosa. Isso porque, União e Petrobras discutem o acerto de contas devido à variação drástica do preço do petróleo desde 2010.

As duas partes estão perto de um entendimento.

PRIVATIZAÇÃO

As conversas sobre o modelo de venda da participação da União na Eletrobras também avançaram. Neste momento, está em avaliação a forma como seria feita a operação financeira que levará à diluição da participação federal na estatal e como suas ações serão convertidas em uma “super-ação”, que dará poderes de veto em assuntos estratégicos.

Outra questão a ser superada é jurídica. A lei que criou a Eletrobras como estatal determina que a União acompanhe qualquer movimento de capitalização da companhia. Mas a lei que define o programa de desestatização afirma o contrário. A AGU (Advocacia-Geral da União) está estudando o caso e ainda não se posicionou.

Fonte: Folha SP

4ª Rodada de licitações tem total de 32 inscritas

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Quatro empresas foram aprovadas hoje (25/8) na última reunião da Comissão Especial de Licitações

A Comissão Especial de Licitações (CEL) aprovou um total de 32 empresas para a 14ª Rodada de Licitações, que será realizada em 27 de setembro, no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira (25/8), a CEL analisou os oito últimos pedidos, dos quais quatro foram aprovados. Outras 28 empresas já haviam sido aceitas nas reuniões realizadas nos dias 9, 16 e 23 de agosto.

Há uma empresa estrangeira entre as quatro aprovadas hoje (25/8), a Petrogal, de Portugal. As demais – Greenconsult Consultoria Empresarial – EPP, Petroil Oleo e Gas Ltda e PetroRecôncavo – são brasileiras. Apenas a Greenconsult não tem contrato de exploração e produção no Brasil.

As empresas Nord Oil Gas S.A., Tarmar Energia e Participações Ltda e Oceangeo Tecnologia de Exploração de Reservatórios do Brasil S.A. não foram inscritas pela CEL. A Petrobal USA Holdings Inc manifestou sua desistência da licitação.

As empresas inscritas cumpriram todos os requisitos previstos na seção 4 do edital e estão aptas a participar da rodada. A inscrição é obrigatória e individual para cada interessada, mesmo para aquelas que pretendam apresentar oferta mediante consórcio. Cumpridas as exigências estabelecidas no edital, e tendo a inscrição julgada e aprovada pela Comissão Especial de Licitação, a empresa poderá apresentar ofertas somente para os blocos localizados nos setores para os quais tenha efetuado o pagamento de taxa de participação e aportado garantia de oferta.

O processo de qualificação das empresas (operadora A, B, C ou não-operadora) só será feito para as empresas vencedoras no dia da sessão pública de apresentação de ofertas, procedimento adotado a partir da 13ª Rodada, realizada em 2015.

A relação das empresas será publicada segunda-feira (28/08) no Diário Oficial da União e também estará disponível na página Brasil Rounds, da ANP.

Fonte: ANP

ANP vê ao menos 10 empresas interessadas em leilões do pré-sal de outubro

A segunda e a terceira rodadas de licitação do pré-sal em regime de partilha acontecerão em 27 de outubro, com a oferta de oito blocos nas bacias de Santos e de Campos.

“Hoje nós temos nove que expressaram interesse no segundo (leilão do pré-sal) e dez que manifestaram interesse no terceiro”, disse o diretor Waldyr Barroso em um evento sobre as licitações no Rio de Janeiro.

O diretor ressaltou, no entanto, que algumas empresas se cadastraram para as duas licitações, sem dar mais detalhes.

Barroso disse que as companhias preencheram um formulário que expressa interesse inicial no leilão, mas ainda não podem ser consideradas oficialmente inscritas até que completem as demais exigências e sejam aprovadas por um comitê.

As empresas têm até 8 de setembro para se registrar. Os documentos e detalhes sobre o leilão foram divulgados na quarta-feira.

Fonte: Terra

Petrobrás retoma navio Vitoria da Schahin

No último fim de semana, dezenas de funcionários da Schahin, hoje com nome de Base Engenharia, tiveram que desembarcar do navio-sonda Vitoria 10000 e entregá-lo às mãos da Petrobras. Era o último ativo da Schahin que gerava alguma receita para a empresa que está em recuperação judicial. Sem o navio, será quase impossível gerar qualquer tostão para pagar seus credores, a quem originalmente devia cerca de R$ 6 bilhões e a empresa reduziu 200 postos de trabalho em função da perda do Vitória. Nos corredores do Fórum João Mendes, onde tramita o processo de recuperação judicial da empresa, já tem se falado que a falência é questão de tempo caso os tribunais de São Paulo ou Brasília não revertam a situação.

A atenção de outras companhias envolvidas na Lava Jato, e que confessaram ter obtido contratos com a Petrobras por meio de atos de corrupção, deve se voltar para o que está acontecendo com a Schahin. Isto porque este foi o primeiro caso em que a Petrobras declarou a nulidade de um contrato em função de crimes confessados e que foi reconhecido pela Justiça.

Fonte: Estadão

Francesa Total compra Maersk Oil por US$ 7,45 bilhões

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A gigante do petróleo Total disse, nesta segunda-feira (21), que vai comprar o negócio de óleo e gás da Maersk, unidade da dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, por US$ 7,45 bilhões.

A companhia disse que o negócio vai transformar a Total na segunda maior operadora do mar do Norte, com operações significativas em Grã-Bretanha, Noruega e Dinamarca.

O pagamento será feito com US$ 4,95 bilhões em ações da Total e US$ 2,5 bilhões em dívidas assumidas da Maersk Oil.

A direção das duas empresas aprovou o negócio.

A Total apontou que a aquisição também vai reforçar sua posição no Golfo do México, na Argélia, no Quênia e no Cazaquistão.

“Essa transação gera uma oportunidade excepcional para a Total adquirir, por meio de uma transação de capitais, uma companhia com ativos de alta qualidade que cabem muito bem com as regiões principais da Total”, disse, num pronunciamento, o diretor-executivo Patrick Pouyanne.

Ele afirmou que ao fim do primeiro trimestre de 2018, esse negócio vai render US$ 400 milhões em economia e outras sinergias ao ano, o que ajudaria imediatamente a ampliar o fluxo de caixa e o lucro por ação do grupo.

“Estamos também muito felizes de termos um novo ponto de ancoragem na Dinamarca, que vai basear nossa unidade de negócios do mar do Norte e supervisionar nossas operações na Dinamarca, na Noruega e na Holanda”, disse Pouyanne.

A Total deu início a uma onda de cortes de gastos há três anos, em resposta à abrupta queda dos preços do petróleo em 2014, mas recentemente sinalizou que já estava preparada para fazer novas aquisições.

Fonte: G1

Transocean adquire Songa Offshore

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A Transocean comprou todo o capital social da Songa Offshore, em uma transação estimada em cerca de US $ 3,4 bilhões.

A empresa provavelmente estabelecerá um Centro de Excelência na Noruega para servir o Mar do Norte e outros mercados ambientais difíceis.

“A combinação de Songa Offshore e Transocean é um ajuste estratégico”, disse Frederik W. Mohn, presidente da Songa Offshore. “Ao adicionar as quatro plataformas Cat-D da Songa Offshore à atual frota de ambiente severo da Transocean, a empresa será o líder desse segmento, que está mostrando sinais de recuperação”.

O CEO da Transocean, Jeremy Thigpen, acrescentou: “A aquisição fortalecerá a posição da Transocean como o principal perfurador offshore com exposição a mercados de águas profundas”.

A empresa operará uma frota de 51 unidades móveis de perfuração offshore (com uma carteira de contrato de US $ 14,3 bilhões), composta por 30 plataformas flutuantes deáguas ultra profundas, 11 plataformas flutuantes de ambientes agressivos, três plataformas flutuantes de águas profundas e sete plataformas flutuantes de águas calmas.

Além disso, a Transocean possui quatro embarcações de águas ultra profundas em construção, incluindo duas contratadas com a Shell por 10 anos cada.

Fonte: Portos e Navios

Petrobras prevê US$ 10 bi para Bacia de Campos

A Petrobras completa este mês 40 anos de produção na Bacia de Campos com uma importante descoberta na região. Poraquê Alto, no pré-sal do campo de Marlim Sul, promete alongar a vida útil de um dos maiores ativos da estatal, num momento em que a companhia se prepara para vender campos históricos e concentra esforços na tentativa de conter o ritmo de declínio da bacia, a partir de investimentos de US$ 10 bilhões em novos projetos e de parcerias em campos maduros.

A expectativa da petroleira é anunciar em 2018 as primeiras parcerias na recuperação de áreas do pós-sal. Gerente-geral da unidade operacional da Bacia de Campos, Marcelo Batalha destaca que a taxa de declínio de 6% ao ano, verificada pela empresa ao fim do primeiro semestre, é um “bom número”, mas que o objetivo da Petrobras é “empurrar esse limite cada vez mais para baixo”.

“Conhecemos muito a Bacia de Campos, temos uma expertise na produção em águas profundas, que é uma referência no mercado, mas há aspectos específicos pelos quais algumas empresas no mundo já passaram… Nossa ideia, principalmente aqui na Bacia de Campos, é ter parceiros estratégicos, trazer alguém que, com aporte de tecnologia, consiga nos ajudar para que esses 6% [de taxa de declínio ao ano] possam ser ainda menores”, disse Batalha ao Valor.

Conter o declínio da produção na região é uma missão que exige investimentos vultuosos

Segundo o gerente, a Petrobras está hoje em fase de discussão com eventuais sócios sobre que ativos e tipos de tecnologia poderiam ser envolvidos num futuro acordo. No ano passado, a companhia chegou a assinar um memorando de entendimentos com a norueguesa Statoil prevendo potenciais parcerias tecnológicas no aumento da recuperação da produção.

Este ano, a produção média da Petrobras na Bacia de Campos é de 1,25 milhão de barris/dia, o que representa uma queda de 25% em relação a 2010. Quando a produção começou a cair mais acentuadamente, em 2012, a então diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, chegou a afirmar que a queda estava “aquém do razoável” e cobrou investimentos por parte da estatal.

Conter o declínio da produção da Bacia de Campos é uma missão que exige investimentos vultuosos. O plano de negócios da estatal prevê US$ 10 bilhões, entre 2017 e 2021, em projetos que visam repor parte das perdas de produção do pós-sal de Campos.

De acordo com Batalha, a Petrobras tem hoje, em carteira, 48 projetos com esse perfil. Ao todo, a empresa prevê construir, até 2021, 80 poços produtores, mais 29 injetores. Esses poços produzirão 450 mil barris diários de petróleo e ajudarão a desacelerar o declínio da região, que concentra hoje 60% da produção nacional, mas que vem perdendo espaço para o pré-sal da Bacia de Santos.

Batalha destaca que esses projetos, no pós-sal, são de rápida implementação, porque as reservas que são alvo dos novos investimentos estão localizadas próximas de plataformas que já operam há décadas na região. A mesma velocidade, segundo ele, vale para as recentes descobertas no pré-sal.

“Mesmo que não tenhamos pré-sal na Bacia de Campos em volumes como na Bacia de Santos, em descobertas como Libra e Lula, temos a vantagem de, por termos infraestrutura já instalada, rapidamente conseguimos desenvolver o projeto. Com o mínimo de investimento nas plataformas já existentes, conseguimos colocar em produção num prazo relativamente rápido”, comentou.

Além de Poraquê Alto, a Petrobras acumula, em Campos, outras descobertas no pré-sal em fase de avaliação, como Brava (Marlim e Voador) e Forno (Albacora). A estatal está hoje, em fase de negociação da extensão do contrato de Albacora e tem a expectativa de que Forno ajude a sustentar o projeto de revitalização do campo. A petroleira já obteve aprovação da ANP para a prorrogação, até 2052, da concessão de Marlim – que produzirá mais 900 milhões de barris de óleo equivalente até lá.

Ao mesmo tempo em que busca sócios para revitalização de campos, a estatal também pretende reduzir sua carteira de concessões na região e anunciou, recentemente, a inclusão de campos históricos, em águas rasas, no programa de venda de ativos. Este é o caso de Enchova, primeiro campo a entrar em produção na bacia. Segundo Batalha, os três polos de produção em águas rasas de Campos colocados à venda (Enchova, Pargo e Pampo) são ativos com “uma economicidade marginal” é que hoje “destoam” do portfólio da estatal.

Fonte: Valor

Petroleiras apostam no mercado brasileiro de GNL

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Em negociações com a Prumo Logística e a Siemens, para investimentos conjuntos no desenvolvimento de termelétrica do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), a britânica BP é a mais nova, porém não única, petroleira interessada em reforçar sua presença no mercado brasileiro de gás natural liquefeito (GNL). Num momento em que a Petrobras começa a reduzir sua participação no setor, as grandes produtoras mundiais de gás natural estão de olho em oportunidades de negócios no país.

A lista inclui empresas como a própria BP, a francesa Total e as norte-americanas ExxonMobil e Delfin LNG. Entre as companhias que miram o mercado brasileiro, há interessadas em entrar no país exclusivamente como fornecedoras de GNL, mas também empresas interessadas em se tornar sócias estratégicas de projetos integrados de geração de energia.

Este é o caso da BP. Segundo o presidente da Prumo, José Magela Bernardes, a companhia de logística está em negociações para que a petroleira britânica entre como sócia da Gás Natural Açu (GNA), responsável pela construção de uma termelétrica de 1.300 megawatts, no complexo portuário. A ideia é que a BP detenha cerca de um terço do capital da sociedade e entre também com o fornecimento de GNL para a usina.

Embora num modelo de negócio diferente, a Total é outra multinacional do setor que aposta na importação de GNL para geração de energia. No final do ano passado, a francesa fechou uma parceria com a Petrobras para compartilhar o uso do terminal da Bahia, de 14 milhões de metros cúbicos diários, e, na mesma ocasião, comprou 50% das usinas baianas Rômulo de Almeida (138 MW) e Celso Furtado (186 MW).

“O Brasil precisa de gás e a Petrobras está abertamente saindo do mercado. As distribuidoras querem expandir volume [contratado] com a Petrobras e têm que buscar fontes alternativas, porque a Petrobras não tem expandido mais [o volume de suprimento]. Existem muitas termelétricas que não conseguem ir a leilão porque a Petrobras não fornece mais contratos de longo prazo. Hoje tem um vácuo nesse mercado de gás natural”, disse o diretor-presidente da Luxburg Energy Group, um dos acionistas da Delfin LNG, Fabrício Mitre, em entrevista ao Valor recentemente.

A Delfin LNG, joint venture recém-formada pela americana Delfin e pela norueguesa Golar, pretende investir entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões no primeiro projeto de liquefação de gás natural offshore dos Estados Unidos, que exportará o “shale gas” dos EUA, e busca potenciais clientes no Brasil. Este é o caso também da ExxonMobil, que fechou no ano passado um acordo para fornecer GNL à termelétrica Porto de Sergipe (1,.5 mil megawatts), sob responsabilidade da Golar LNG e a GenPower.

Embora o Brasil não esteja entre os importadores mais relevantes do mercado global, o interesse das produtoras pelo mercado brasileiro tem aumentado, em meio à sobreoferta de GNL no mundo. Segundo relatório publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Energia, o Brasil se inseriu no contexto geopolítico de oferta e demanda de GNL no mundo, “surfando a onda” dos excedentes de produção mundial do gás.

Fonte: Valor