Monthly Archives: junho 2017

Investidores estrangeiros não se abalam com a crise política no Brasil

O Brasil nunca foi para principiantes, mas ultimamente tem desconcertado até os mais escolados observadores estrangeiros. Diante de questionamentos em seus países de origem, diplomatas sofrem para explicar a situação política no país. Alguns confessam que está difícil convencer seus conterrâneos de que não há instabilidade no Brasil, apesar de tudo.

Mas os investidores estrangeiros de longo prazo –aqueles que constroem fábricas, compram empresas, ganham concessões de energia e infraestrutura– esses continuam impávidos.

Em meio à incerteza, o investimento estrangeiro direto no Brasil entre janeiro e maio ficou em US$ 32,4 bilhões, 8,3 % acima dos US$ 29,9 bilhões do mesmo período no ano passado.

Está certo, a delação de Joesley Batista só foi revelada em 17 de maio. Mas ainda assim, o último relatório Focus do BC, de 23 de junho, já precificando o impacto da crise política até aqui, mostra que a expectativa do mercado é de investimento estrangeiro direto de US$ 75 bilhões neste ano, mais que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente, que anda em US$ 18 bilhões no acumulado de 12 meses até maio.

Para o novo embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, tanto o Reino Unido quanto o Brasil não vivem instabilidade: os países mostram que são duas democracias com instituições fortes que estão lidando bem com percalços.

“Os investidores britânicos continuam apostando no Brasil, confiam nas instituições sólidas e esperam que as reformas sejam aprovadas”, diz Rangarajan.

Para Roberto Simon, diretor de risco político para a América Latina da FCI Consulting, o investidor olha para os países “pares” do Brasil, emergentes como África do Sul, Turquia, Rússia, Indonésia, e vê que a situação institucional é tão ou mais complicada que a brasileira. O risco é maior e, às vezes, o retorno menor.

“O Brasil tem vários problemas, mas tem um Judiciário que funciona e não existe risco de expropriação, o grande temor de investidores estrangeiros”, diz.

A crise afeta de forma diferente os diversos tipos de investidores, diz Simon. A instabilidade pode assustar o investidor de um hedge fund, por exemplo, mas não um investidor de longo prazo.

Na área de energia, por exemplo, o novo marco regulatório de exploração e, recentemente, a mudanças nas regras de conteúdo nacional deixaram o setor de petróleo muito atraente para os investidores estrangeiros.

Fonte: Folha SP

Aliança batiza seu primeiro rebocador portuário, o Aliança Minuano

170630-alianca-minuano-rebocador

A Aliança Navegação e Logística batizou na última sexta-feira (23), no Estaleiro Detroit Brasil, em Itajai – Santa Catarina, seu primeiro rebocador portuário, o “Aliança Minuano”. Considerada de última geração e adequada para navios cada vez maiores, a embarcação com 32 metros de comprimento tem uma capacidade de tração estática de 70 toneladas bollard pull.

Até o final deste ano, o Estaleiro Detroit entregará dois outros rebocadores da mesma série: “Aliança Aracati” (setembro) e “Aliança Pampeiro” (dezembro). Mais quatro embarcações de uma série ainda mais moderna estarão disponíveis ao longo de 2019. Todos os rebocadores serão operados diretamente pela Aliança.

Segundo José Roberto Salgado Sobrinho, diretor da Aliança Navegação e Logística, o mercado demanda rebocadores de maior porte e há oportunidades interessantes para expandir no Brasil. “Como é uma área em que não atuamos diretamente, a Aliança está trabalhando em acordos operacionais com empresas já estabelecidas no mercado, na comercialização dos serviços destas embarcações”, explica o executivo.

Os três rebocadores da Aliança, que estarão disponíveis até o final do ano, custarão R$ 90 milhões.

Batismo

O “Aliança Minuano” foi batizado pela funcionária Dalva Negretti, coordenadora na Aliança Navegação e Logística. Ela atua na empresa há 35 anos e foi indicada pela diretoria como uma homenagem à dedicação da funcionária, que se aposenta em outubro.

Os demais rebocadores também serão batizados por funcionárias com mais tempo de casa e com histórias que servem de inspiração para toda a empresa.

Fonte: Portos e Navios

Governo vai prorrogar incentivo fiscal à indústria petroleira

Diante da grave crise política, o governo do presidente Michel Temer  aposta em medidas de estímulo ao investimento em infraestrutura em mais uma iniciativa para criar uma agenda positiva. Antigos entraves para a expansão do setor de petróleo e gás e para o financiamento de concessões pelo BNDES começam a sair do papel. Nos próximos dias, o governo federal deve publicar decreto que prorroga, por mais 20 anos, as regras do Repetro, um regime aduaneiro que facilita a importação e exportação de bens para a indústria de petróleo e que tinha vencimento previsto para 2019. A renovação do programa enfrentava resistência do Ministério da Fazenda, que via o incentivo com cautela por representar uma renúncia fiscal para o governo. O receio era que outros setores da indústria reivindicassem tratamento similar. Em outra frente, o BNDES fechou acordo com os principais bancos públicos e privados para que eles compartilhem garantias financeiras com o banco de fomento, de modo a reduzir o custo dos empréstimos em novas concessões.

No caso do Repetro, em meio à crise política, que deixou o governo federal fragilizado e foi agravada com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, tanto a Fazenda quanto o Ministério de Minas e Energia querem sinalizar aos investidores internacionais que ações para garantir mais certeza e previsibilidade para as concessões não acabaram. A renovação do programa era uma bandeira antiga das empresas de petróleo, que cobravam a renovação do incentivo de modo a viabilizar investimentos de longo prazo. Empresários alegavam que, caso o incentivo não fosse renovado, a demanda pelos leilões de petróleo previstos para setembro e outubro deste ano poderia ser afetada.

Até 65% dos investimentos

Técnicos do Ministério de Minas e Energia vinham pressionando a Fazendo pelo anúncio da prorrogação do Repetro antes dos leilões. O argumento é que os benefícios concedidos pelo programa são fundamentais para os lances nos leilões. Além de mobilizarem investimentos bilionários, os leilões são aguardados pelo governo como forma de incrementar a arrecadação neste ano. A previsão é que os certames resultem em arrecadação de ao menos R$ 8,5 bilhões em outorgas, no momento da assinatura dos contratos. Estão previstas para este ano a 2ª e a 3ª rodadas de leilão de áreas do pré-sal, em 27 de outubro; e a 14ª rodada de licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural, em 27 de setembro.

O Repetro suspende a cobrança de tributos federais na importação e exportação de equipamentos do setor de petróleo. Sem ele, cálculos do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) indicam que os tributos representam entre 45% e 65% dos investimentos totais dos empreendimentos. Ao pedir ao governo definição sobre o tema, as empresas argumentaram que poderiam abandonar as licitações ou incorporar aos preços o custo da incerteza quanto à continuidade do programa.

“Esse mecanismo tributário é muito importante para ter projetos competitivos. Quem compra um bloco exploratório pode começar a investir só daqui a alguns anos. Por isso é importante trazer essa certeza antes do leilão, porque, na hora de valorar o ativo, o investidor vai poder colocar um valor melhor para o leilão”, disse o secretário executivo de exploração e produção do IBP, Antônio Guimarães.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, disse ontem em palestra a empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que o destravamento de projetos em carteira das petroleiras na área de exploração e produção no pré-sal pode viabilizar investimentos de R$ 240 bilhões, além da instalação de ao menos 20 novas plataformas. Alguns dos empreendimentos que enfrentam dificuldades são os dos campos de Libra e Sépia, nos quais a ANP deve analisar pedido de não cumprimento do percentual de conteúdo local.

“A impressão que a gente traz é que, independentemente da situação política do Brasil, o interesse pelas áreas oferecidas nas rodadas no país neste ano é grande”, disse. “Estamos confiantes que os leilões serão um sucesso.”

Segundo Oddone, os leilões previstos até 2019 vão gerar investimentos de US$ 83 bilhões nos próximos 35 anos, dos quais US$ 30 bilhões seriam em projetos no litoral do Estado do Rio, conforme o GLOBO antecipou.

No BNDES, em outra frente para alavancar investimentos, as garantias, que se mostraram um entrave na liberação de crédito de longo prazo do banco para concessões, vão ganhar mais flexibilidade. Acordo fechado com instituições públicas e privadas prevê que os bancos que oferecerem fianças equivalentes a, pelo menos, 40% do total do financiamento terão direito a compartilhar garantias com o BNDES. Caso um pool de bancos tenha interesse em oferecer as fianças, cada um deles terá de arcar com garantias de, no mínimo, 20% do valor do financiamento.

Entre os bancos que acertaram o acordo estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Bradesco, Itaú e Safra. Segundo o diretor da área de crédito e financeira do BNDES, Claudio Coutinho Mendes, nesse novo desenho, o BNDES pode ser o único financiador, dependendo do projeto e das garantias.

Perguntado por que os bancos privados teriam interesse em assumir mais risco do que costumam assumir — em geral, eles demonstravam interesse em participar com até 15% das garantias —, Coutinho disse que a clareza nas regras do novo modelo seria um fator de atratividade:

“O produto fiança fica mais atraente na medida em que as condições de compartilhamento ficam mais claras.”

Segundo Coutinho, as condições para novas operações de crédito devem ser aplicadas a empreendimentos licitados recentemente, como os aeroportos de Florianópolis e Salvador e algumas rodovias paulistas.

Fonte: Época

Wilson Sons assina contrato de financiamento com BNDES para construção de 6 rebocadores

Divulgação Wilson Sons

Divulgação Wilson Sons

A Wilson Sons assinou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contrato de financiamento no montante de até US$ 54 milhões para construção de seis novos rebocadores. A operação com o agente financeiro do Fundo da Marinha Mercante (FMM) foi feita através da Saveiros Camuyrano, subsidiária integral da Wilson Sons.

As embarcações, que contarão com sistema de propulsão azimutal, serão construídas no estaleiro da Wilson Sons, localizado noGuarujá (SP). O projeto dos rebocadores foi elaborado pela Damen Shipyards, parceira da Wilson Sons no Brasil há mais de 20 anos.

Em comunicado ao mercado, a Wilson Sons informou ainda que a  construção de novos rebocadores faz parte da estratégia da companhia de aumentar e renovar sua frota para atender os maiores navios que operam no Brasil e facilitar o fluxo comercial do país.

“Atualmente, somos líderes no segmento, com 75 embarcações próprias que operam em toda a costa do Brasil, e esse investimento nos permitirá continuar oferecendo serviços de qualidade para nossos clientes”, acrescentou o diretor de operações da Wilson Sons Rebocadores, Marcio Castro.

Fonte: Portos e Navios

ANP: Projetos de petroleiras podem liberar R$ 240 bi em investimentos

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, disse que as petroleiras que operam no Brasil possuem em carteira uma série de projetos que podem destravar investimentos de R$ 240 bilhões em até sete anos.

A estimativa, segundo ele, contempla projetos pendentes em áreas já contratadas, em contratos da cessão onerosa, ou áreas unitizáveis, por exemplo. A lista inclui tanto empreendimentos engavetados quanto aqueles que ainda não receberam a aprovação interna das equipes técnicas das petroleiras, por diversos motivos.

“[Criar condições para] destravar esses investimentos é nossa prioridade absoluta no curtíssimo prazo”, disse Oddone, durante apresentação na Federação das Indústrias do Estado de Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo ele, caso saiam do papel, esses projetos poderiam gerar esses investimentos na fase de desenvolvimento da produção, em cinco a sete anos, e demandar a instalação de cerca de 20 plataformas.

Para além dos recursos a serem aplicados em áreas já contratadas, a ANP estima que as novas rodadas, previstas até 2019, possam gerar investimentos de US$ 80 bilhões no longo prazo. Só as áreas que fazem limite com o Estado do Rio de Janeiro podem demandar aportes de US$ 30 bilhões.

Fonte: Valor

ANP diz que cenário é de otimismo pela 14ª rodada de licitações de áreas de petróleo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou nesta terça-feira (27) que a 14ª Rodada de Licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural tem cenário otimista no mercado. A agência realizou nesta manhã uma audiência pública sobre o tema, com o objetivo de debater sugestões para redação do texto final do edital e da minuta do contrato de concessão.

O diretor da ANP, Waldyr Barroso, disse que não pode adiantar o número de empresas inscritas no certame até o momento. Mas, adiantou que “está um cenário bastante otimista”. As inscrições tiveram início no dia 18 de maio e seguem até 4 de agosto.

Segundo Barroso, a 14ª rodada desperta interesse não apenas de grandes empresas do setor petroleiro. “Temos empresas de porte médio e menor com interesse na rodada de blocos inclusive com foco onshore”, destacou. Ele ressaltou ainda que esta rodada “é bastante relevante no cenário mundial”.

A 14ª Rodada será realizada em 27 de setembro. De acordo com a ANP, serão ofertados 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo, totalizando uma área de 122,6 mil quilômetros quadrados.

Segundo a ANP, a oferta em bacias de elevado potencial, de novas fronteiras e bacias maduras permite oportunidades para grandes, médias e pequenas empresas participarem da exploração e produção de petróleo e gás no país.

O pré-edital e a minuta do contrato de concessão foram submetidos a consulta pública pelo período de 30 dias. Durante este período, segundo a ANP, 24 interessados apresentaram suas manifestações, com críticas e sugestões aos dois documentos. A publicação do edital final e do contrato de concessão está prevista para o dia 20 de julho.

Durante audiência pública realizada nesta terça, seis inscritos apresentaram suas observações acerca do certame. Entre eles, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), representado pelo diretor Mauro Andrade. O instituto defendeu mudanças na redação do edital e do contrato “para que ele se torne mais atrativo”.

Conteúdo local

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), defendeu na audiência pública que o edital deixe claro a divisão do conteúdo local entre bens e serviços. O texto destaca apenas o percentual global que deve ser empregado, chegando a 50% em algumas etapas.

De acordo com Alberto Machado Neto, representante da entidade, a maior parte do conteúdo local empregada acaba sendo de serviços “alijando a indústria nacional produtora de equipamentos”. Ele enfatizou que esta rodada de licitações “tem como objetivo desenvolver a indústria nacional”.

Segundo o diretor da ANP, Waldyr Barroso, a demanda vai ser analisada pelos técnicos da área de coordenadoria de conteúdo local da agência. “Se [a sugestão] for de encontro à política ela vai ser apreciada”, disse.

Fraturamento hidráulico

A audiência pública foi marcada ainda por manifestações de duas entidades de defesa do meio ambiente, a 350.org e a Coesus. Ambas denunciaram que o edital prévio da 14ª rodada de licitações de áreas de petróleo dá margem para a exploração de gás não convencional por meio da tecnologia fracking, apelido em inglês para fraturamento hidráulico.

Segundo o diretor da ANP, Waldyr Barroso, as áreas que serão licitadas nesta rodada não são propícias à exploração não convencional. “Elas foram ofertadas com a características dos reservatórios convencionais”, disse.

Barroso admitiu, no entanto, que podem haver situações pontuais de áreas que permitam a exploração não convencional. “Isso vai ser uma coisa que não é prevista, pontual, e que vai ser analisada caso a caso”, ressaltou.

Fonte: G1

Brasil produz mais petróleo que Venezuela e México

161204-opep-oleo-exploracao

Com a queda de produção de petróleo na Venezuela e no México, o Brasil se tornou o maior produtor de petróleo da América Latina. Desde o ano passado, a produção nacional tem superado a dos principais países exportadores de petróleo da região. Essa tendência deve se reforçar neste ano.

Segundo a edição de 2017 do “BP Statistical Review of World Energy”, lançada na semana passada, o Brasil superou a produção da Venezuela e do México em 2016. Enquanto o Brasil registrou média diária de 2,6 milhões de barris/dia, a Venezuela encerrou o ano em 2,41 milhões, e o México em 2,45 milhões. Em 2015 a produção venezuelana era de 2,64 milhões de barris/dia e ainda superava a do México (2,58 milhões) e do Brasil (2,52 milhões).

Essa troca de posições ocorreu tanto pelo aumento da produção brasileiro quanto principalmente pela queda de produção venezuelana e mexicana. E a tendência é o Brasil continuar liderando o ranking regional neste ano.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Brasil produziu 2,53 milhões de barris/dia em média em abril. Já a produção da Venezuela caiu para 2,19 milhões de barris/dia, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com base em dados do governo. A produção do México ficou em 2,012 milhões de barris/dia, segundo a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

Os dados sobre a produção na Venezuela são controversos. O Ministério de Petróleo e Mineração não divulga estatísticas oficiais desde 2014. O relatório da Opep cita fontes secundárias que estimam uma produção venezuelana ainda menor, de 1,97 milhão de barris/dia em abril. Já a consultoria Oxford Economics estima que a produção neste ano deve ficar em 2,1 milhões de barris/dia.

“A perda da liderança da Venezuela em termos de produção é algo novo. O país sempre foi o principal produtor e exportador de petróleo na América Latina”, diz Francisco Rodríguez, economista-chefe da consultoria Torino Capital. Ele observa que, apesar de ter as maiores reservas do mundo (estimadas em 300,9 bilhões de barris), o país produz muito abaixo da Arábia Saudita, dona das segundas maiores reservas (266,5 bilhões de barris) e que em 2016 teve produção de 12,3 milhões de barris/dia.

Dentre as razões por trás da queda da produção venezuelana ele aponta a falta de investimentos e a nacionalização de empresas de serviço petroleiro, o que impediu a estatal Petróleo de Venezuela (PDVSA) de manter o nível de produtividade – em 2006, por exemplo, a média foi de 3,3 milhões de barris/dia. “Enquanto empresas que operam com a PDVSA têm dificuldades para importar insumos e problemas logísticos, a própria PDVSA tem de decidir entre utilizar os recursos para bens de capital ou para pagar sua dívida externa.”

A produção no México vive um problema semelhante de falta de investimentos. Ao lembrar que a produção mexicana há 12 anos era de 3,5 milhões de barris/ dia, Severo López-Mestre Arana, da consultoria Galo Energy, afirma que o México demorou para abrir o setor petrolífero para investidores estrangeiros e para perceber que a Pemex não podia dar conta da nova produção em águas profundas.

Moises Kababie, da consultoria Control Risks, diz que a Pemex depende de um número limitado de campos maduros, como o de Cantarell. “A produção da Pemex dependia em mais de 60% desse campo, que está se esgotando. Paralelamente, houve queda dos preços da commodity, limitando os recursos da estatal para explorar, produzir e investir.” Ele avalia que a produção mexicana deve fechar o ano em 1,94 milhão de barris/dia.

Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, enquanto “a falta de investimentos em exploração no México e na Venezuela explica a queda da produção, no Brasil os grandes projetos seguram e aumentam a produção.”

A produção no Brasil cresce desde 2013 devido aos campos do pré-sal. “A área do pré-sal é a única parte da Petrobras que continua a se expandir, apesar da crise da empresa”, diz Ricardo de Azevedo, especialista em produção petroleira da USP. Para ele, o pré-sal seguirá nesse nível, ou até crescerá.

Fonte:  Valor

Movimentação de carga nas navegações de longo curso, cabotagem e interior cresce no primeiro trimestre

Das 2.230 TEU-Containerschiff Aliança Ipanema wird im Cabotage-Dienst der Aliança zwischen brasilianischen Häfen eingesetzt. Dieser Dienst darf nur von brasilianischen Reedereien und Schiffen unter brasilianischer Flagge abgewickelt werden darf. The 2,230 TEU container ship Aliança Ipanema is deployed in Aliança’s cabotage service between Brazilian ports. This service may only be operated by Brazilian shipping companies and vessels under the Brazilian flag.

A navegação de longo curso movimentou no primeiro trimestre 73,5% do total das cargas. A navegação de cabotagem ficou com 21,1%. A navegação interior, 5%. Já os apoios marítimo e portuário, 0,4%. Os dados são do Boletim Informativo Aquaviário da ANTAQ.

A navegação de longo curso teve 5,4% de aumento na movimentação comparada com o primeiro trimestre de 2016, com 180,3 milhões de toneladas. Esse acréscimo se deve principalmente à exportação de sementes e frutos oleaginosos, com aumento de 23,6%, e a importação de fertilizantes, com incremento de 30,3% em relação a 2016.

As exportações corresponderam a 81,4% da movimentação de longo curso no primeiro trimestre de 2017, tendo o grupo de minérios como responsável por 62,8% desse volume. No caso das importações, houve alta de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destinatário principal da exportação de mercadorias brasileiras é a China, que ocupa também o quarto lugar nos principais importadores de mercadorias do Brasil.

A navegação de cabotagem teve alta de 2,3% na movimentação no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano anterior, tendo os combustíveis e óleos minerais como principais mercadorias movimentadas em 2017, ocupando 62,1% da movimentação total, apesar do decréscimo de 5,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Na navegação interior, a movimentação teve alta de mais de 12%, movimentando 12,2 milhões de toneladas. Isso se deve ao crescimento de 58,4% no grupo de sementes e grãos e ao aumento de 54,8% no grupo de minérios em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Fonte: Antaq

Triunfo vende sua fatia na Portonave

170620-portonave

A Triunfo Participações e Investimentos fechou acordo para vender sua participação de 50% no terminal portuário Portonave (SC), o segundo maior em movimentação de contêineres do país, para sua sócia Terminal Investment Limited (TIL) por R$ 1,3 bilhão. A transação, assinada ontem, ainda terá de ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários e do Cade.

É o primeiro passo para reduzir o pesado endividamento da empresa. A dívida bruta da Triunfo encerrou o primeiro trimestre em R$ 3,8 bilhões, ante R$ 234,2 milhões de disponibilidades. A maior parte dos compromissos, mais de R$ 1,8 bilhão, vence neste ano.

O grupo atua em rodovias, porto, aeroporto e energia e enfrenta dificuldades operacionais e financeiras em alguns projetos, em particular no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Está em busca de compradores para sua participação em Viracopos; na concessionária Tijoá, que opera a usina hidrelétrica de Três Irmãos; e para um terreno em Santos, ativos que estão fora de seu principal negócio, as concessões rodoviárias.

Fonte: Valor

Petrobras: Produção de petróleo no Brasil avança em maio

170619-plataforma

A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil foi de 2,18 milhões de barris por dia (bpd) em maio, o que representa uma alta de 0,9% ante maio de 2016 e de 3,9% na comparação com abril deste ano, segundo dados operacionais divulgados nesta segunda-feira (19) pela estatal.

De acordo com comunicado, o resultado se deve principalmente ao início da produção de mais um projeto da empresa, no sul do campo de Lula, na Bacia de Santos, por meio da plataforma P-66, em 17 de maio.

Além disso, colaborou para o desempenho o retorno à produção das plataformas P-37 (campo de Marlim na Bacia de Campos) e FPSO Cidade de Angra dos Reis (campo de Lula), depois de parada para manutenção, “assim como a entrada de um novo poço produtor no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos”, informou a empresa.

A produção total de petróleo e gás natural foi, também em maio, de 2,80 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), recuo aproximado de 1% ante igual mês do ano passado e crescimento de 2,9% na comparação com abril. Do total do mês, 2,69 milhões de boed foram produzidos no Brasil e 120 mil boed, no exterior.

Pré-sal

A produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras na camada do pré-sal, o que inclui parcela própria e de parceiros, foi de 1,57 milhão de barris de óleo equivalentes por dia (boed) em maio, alta de 5,1% em relação a abril.

O resultado, segundo a estatal, decorre especialmente do início da produção do projeto Lula Sul, por meio da plataforma P-66, e do retorno à produção após parada para manutenção da plataforma FPSO Cidade de Angra dos Reis.

Em relação a maio do ano passado, a Petrobras registrou aumento de 37% na produção da camada do pré-sal, segundo comunicado.

Gás

A produção de gás natural da Petrobras no Brasil, excluído o volume liquefeito, atingiu 78,9 milhões de metros cúbicos por dia em maio, 0,5% acima do mês anterior.

No exterior, a produção de petróleo nos campos da estatal foi de 65 mil barris por dia (bpd), volume 1% acima do mês anterior, devido à entrada em produção de um novo poço no campo de Saint Malo, nos Estados Unidos.

Já a produção de gás natural fora do Brasil foi de 9,3 milhões de metros cúbicos, queda de 3% na comparação com abril deste ano, em consequência da menor demanda da produção de gás na Bolívia.

Fonte: Valor