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Com crise no setor naval, governo aprova R$ 3 bi para novos estaleiros

07/03/2008 - ESTALEIRO EISA

07/03/2008 – ESTALEIRO EISA

Apesar da crise que assola o setor naval, o Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante (CDFMM) aprovou nos últimos meses quase R$ 3 bilhões para a construção de novos estaleiros. Os projetos são destinados a reparos de navios de médio e grande porte e não envolvem a construção de embarcações – segmento que hoje enfrenta um colapso por falta de encomendas. O questionamento que alguns especialistas fazem é se os estaleiros que hoje estão parados não poderiam ser aproveitados também para fazer reparos.

O Ministério dos Transportes, que administra o Fundo de Marinha Mercante (FMM), argumenta que são dois negócios distintos e que a mudança do perfil do estaleiro não é algo simples. Segundo o órgão, os estaleiros de reparos no Brasil apenas comportam pequenas embarcações, uma vez que a infraestrutura é limitada, com baixa profundidade do canal de acesso marítimo e restrição no tamanho do cais.

Um dos principais projetos aprovados pelo CDFMM deverá ser construído na Paraíba, na cidade de Lucena, e deverá custar R$ 2,8 bilhões, com R$ 2,15 bilhões financiados pelo fundo. A ideia seria fazer reparos para embarcações de toda a América do Sul. Segundo o Ministério dos Transportes, hoje os reparos em boa parte da frota brasileira são feitos no exterior, em Portugal ou na Ásia.

Apesar disso, especialistas questionam a demanda desse tipo de serviço para sustentar um projeto desse porte. “A frota nacional é pequena e não sei se é suficiente”, afirma o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Rui Carlos Botter, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica. Segundo ele, um estaleiro de reparos precisa de um dique seco (onde é iniciada a construção do navio) e de guindastes, os famosos pórticos gigantes. Os estaleiros de construção de embarcações, que estão parados, têm isso, a exemplo do Estaleiro Rio Grande (RS) e do Enseada Paraguaçu (BA).

Sem encomendas, o Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, já seguiu esse caminho e tem feito reparos de embarcações menores. A atividade, porém, é menos rentável do que a construção. “Mas qualquer negócio é melhor do que não fazer nada. Pelo menos ajuda a fechar a conta”, diz o secretário-geral do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore, Sergio Leal.

Sócios

Hoje no Brasil há 12 estaleiros parados – alguns em recuperação judicial e extrajudicial – sem encomendas. Especialistas dizem que alguns estaleiros poderiam migrar a atividade principal, mas precisariam de recurso novo. O problema é que parte dessa indústria tem como sócias empresas envolvidas na Operação Lava-Jato, que investiga corrupção em contratos da Petrobrás. Nessa situação, o governo não liberaria mais recursos. “Eles também não têm como pleitear novos financiamentos com o governo”, afirma uma fonte em Brasília. Todos eles tiveram recursos do FMM, cuja receita tem várias origens, sendo uma delas o Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante. De 2007 pra cá, o fundo liberou cerca de R$ 45 bilhões para o setor.

O Ministério dos Transportes afirma que, apesar da aprovação dos projetos dos estaleiros pelo conselho diretor do fundo, a liberação dos recursos só é feita após a avaliação da viabilidade econômico do empreendimento pelos bancos. O fundo tem como agente financeiro o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os demais bancos oficiais do País. Num empréstimo, diz o ministério, o risco de inadimplência é do banco. É ele que vai verificar a capacidade de pagamento do investidor e as garantias necessárias.

Fonte: Correio Braziliense

Vard compra participação da PJMR no estaleiro Vard Promar

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A Vard Holdings anunciou a compra do controle do estaleiro Vard Promar, localizado em Pernambuco, adquirindo a participação de 4,85% da PJMR (empresa da qual participa Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval). O valor da transação é de R$ 5,5 milhões.

O grupo Vard, controlado pela estatal italiana Fincantiere, passa a ter 100% do controle do estaleiro local que tem navios gaseiros e navios de apoio marítimo em construção para a Transpetro e a DOFcon.

A transação foi acertada em R $ 5,5 milhões. A avaliação baseia-se em opções de venda acordadas anteriormente, relacionadas com o aumento anterior da participação da Vard Promar SA, anunciada em 5 de Agosto de 2016.

Fonte: Oilpubs.com, por Ivens Consult

Polo naval gera 6,5 mil empregos no Amazonas

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Enquanto a indústria de construção naval no restante do Brasil mergulha cada vez mais em dívidas bilionárias e registra mais de 50 mil empregos perdidos, a principal entidade do setor no Amazonas, Sindicato da Indústria da Construção Naval do Amazonas (Sindnaval) comemora a posição de estabilidade da indústria na região. Atualmente, são quase 6,5 mil empregos diretos que estão sendo mantidos graças às encomendas de empresas da própria região. No ano passado, o setor cresceu 4,5% em comparação a 2015.

Dados de postos de trabalho do setor vão na contramão do restante do país, que já demitiu mais de 50 mil funcionários

O termômetro usado pelos empresários do setor para medir o nível de produção é a quantidade de aço consumida em um ano, tanto de exportações da China e outros países, como até da própria produção local. Quanto a esse dado, o presidente do Sindnaval, Matheus Araújo, informou que estima que o consumo médio de aço do Amazonas é de até 40 mil toneladas por ano, e até o fim de 2017, deve chegar a um crescimento de 8%, podendo alcançar 42 mil toneladas.

”A indústria naval do Amazonas está estabilizada, não sofreu decréscimo e, pelo contrário, estamos com bons resultados em relação ao restante do
país”, comemora.

Araújo conta que 80% da produção do Amazonas é feita em Manaus e explica que a carteira de encomenda do Estado é impulsionada pela produção e transporte de soja. Além disso, são as encomendas de embarcações para o mercado de passageiros que mantêm as construções aquecidas.

A informação aponta que o transporte de grão no Arco Norte tem mobilizado bastante as empresas, principalmente, com a cheia dos rios, entre eles o Madeira, onde ocorre boa parte das importações do Mato Grosso, por meio dos portos de Itacoatiara e Santarém (PA).

A mão de obra se encontra estabilizada por conta da variação percentual equilibrada de contratações e demissões entre 5% e 8%, conforme o Sindnaval-AM

A mão de obra se encontra estabilizada por conta da variação percentual equilibrada de contratações e demissões entre 5% a 8% para mais ou para menos, de acordo com dados do Sindnaval-AM. “O mercado é demandado pelo navegador da Região Norte e mais 15 outros Estados, como Maranhão e Bahia, que fazem encomenda de embarcação dos estaleiros de Manaus”, disse Matheus Araújo.

Cenário nacional

A situação decadente da construção naval pelo restante do país se agravou após uma das maiores clientes de estaleiros das Regiões Sul e Sudeste ser diretamente afetada pela crise política e econômica com o estouro da operação Lava Jato. Matheus contou que o polo naval do Estado do Rio Grande do Sul perdeu mais de 30 mil postos de trabalho, sendo a maioria nos estaleiros do município de Rio Grande. O outro Estado em crise é o Rio de Janeiro com, aproximadamente, 28 mil demissões.

Matheus salientou que nesse setor, os estaleiros que têm um único cliente estão em situação negativa. “Graças a Deus que todos nós temos trabalho. Nós somos o segundo maior polo naval do país em volume. Não temos a Petrobras como nossa única cliente, nossos estaleiros vivem dos empresários da Amazônia”, completa Araújo.

O Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) mantém dados que apontam que, de 40 estaleiros no Brasil inteiro, 12 já estão totalmente paralisados e sem encomendas, enquanto que os demais que continuam operando apresentam baixo ritmo de produção.

Entre os estaleiros que ainda funcionam estão os da Região Norte, impulsionados por encomendas que se diferenciam das predominantes nos demais Estados. Desses estaleiros que já se encontram paralisados, cinco já entraram com medida de recuperação judicial, entre outros fatores, com dívidas acumuladas e seus principais sócios envolvidos nas investigações da operação Lava Jato da Polícia Federal.

Fonte: Em Tempo

Frota de apoio marítimo se manteve estável em abril, aponta relatório da Abeam

Foto: Agência Petrobrás

A frota de apoio marítimo em águas brasileiras totalizava 386 embarcações ao final de abril, ante 387 em março. Do total de abril, 81% (311 unidades) são barcos de bandeira brasileira e 19% (75 embarcações) de bandeira estrangeira. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), foram desmobilizadas 91 embarcações de bandeira estrangeira e acrescentadas 53 de bandeira brasileira em relação ao cenário vivenciado em abril de 2015.

Com 190 embarcações, os PSVs (embarcações para transporte de suprimentos) e OSRVs (combate a derramamento de óleo) representavam 49% da frota total de apoio marítimo em abril, enquanto 18% eram LHs (manuseio de linhas e amarração) e SVs (minissupridores às plataformas de petróleo), somando 70 barcos. Outros 13% referem-se a 52 ATHS (manuseio de âncoras). Crew boats (transporte de tripulantes para plataformas) e FSVs (supridores de cargas rápidas) somavam 26 unidades, o equivalente a 7% do total.

Entre os armadores com mais embarcações listadas, considerando barcos de bandeira nacional e estrangeiras, estão: Bram/Alfanave (55 embarcações), CBO/Oceana (27), Starnav (24), DOF/Norskan (20), Tranship (20) e Wilson Sons Ultratug (22). Na pesquisa deste mês as embarcações da empresa BSCO não constavam mais no site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de acordo com a Abeam. No relatório mensal, a associação informa que foram feitas tentativas de contato com a empresa sem sucesso e que as embarcações foram mantidas no relatório até melhor apuração.

O levantamento da Abeam aponta ainda que 21 embarcações, originalmente de bandeira estrangeira, tiveram suas bandeiras trocadas para bandeira brasileira. Das 386 embarcações listadas em abril, 355 são de empresas filiadas à associação, sendo 284 de bandeira nacional e 71 de bandeira estrangeira. Entre as não associadas, 27 são de bandeira nacional e quatro estrangeiras.

A Abeam ressalta que a mensuração da frota neste relatório inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, que podem estar no mercado spot, em manutenção ou eventualmente fora de operação.

Fonte: Portos e Navios

Petrobras inicia produção da P-66 no Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos

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A Petrobras e seus parceiros do Consórcio BM-S-11 iniciaram, hoje, a produção de petróleo e gás natural na área de Lula Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio do navio plataforma P-66, primeiro FPSO próprio do Consórcio e sétima unidade do campo de Lula.

Localizada a aproximadamente 290 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade de água de 2.150 metros, a P-66 tem capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo, comprimir 6 milhões de m3 de gás e foi inicialmente interligada ao campo de Lula por meio do poço produtor 7-LL-60D.

O sistema de Lula Sul é o primeiro a iniciar produção neste ano e está em linha com o Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da companhia.

Esse sistema se soma aos onze já em operação no pré-sal das Bacias de Santos e Campos. São eles: Piloto de Lula (FPSO Cidade de Angra dos Reis), Piloto de Sapinhoá (FPSO Cidade de São Paulo), Piloto de Lula Nordeste (FPSO Cidade de Paraty), Iracema Sul (FPSO Cidade de Mangaratiba), Sapinhoá Norte (FPSO Cidade de Ilhabela), Iracema Norte (FPSO Cidade de Itaguaí), Lula Alto (FPSO Cidade de Maricá), Lula Central (FPSO Cidade de Saquarema), Lapa (FPSO Cidade de Caraguatatuba), e o FPSO Cidade de Anchieta e a P-58, ambos no Parque das Baleias.

O campo de Lula está localizado na concessão BM-S-11 operada pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil – companhia subsidiária da Royal Dutch Shell plc (25%) e a Petrogal (10%).

Fonte: Portos e Navios

FPSO Pioneiro de Libra chega em águas brasileiras

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O FPSO Pioneiro de Libra, de propriedade da joint venture 50/50 formada pela Odebrecht Óleo e Gás (OOG) e a Teekay Offshore Partners L.P. (Teekay Offshore), chegou na quarta-feira, 17 de maio, em águas territoriais brasileiras. Esse FPSO será o primeiro a produzir óleo no campo de Libra.

A chegada estava prevista anteriormente para o final de maio, mas foi antecipada em 10 dias. A viagem começou com a saída do estaleiro Jurong, em Cingapura, onde o FPSO foi construído. O planejamento rigoroso e as condições climáticas permitiram que a viagem transcorresse com tranquilidade, mesmo em trechos mais sensíveis, e que a embarcação desenvolvesse uma velocidade média aproximadamente 25% maior do que o esperado. A viagem registrou apenas uma parada de 24 horas nas Ilhas Maurício para troca de tripulação e embarque de materiais e equipamentos.

Desde o batismo do FPSO, realizado em dezembro do ano passado, a embarcação passou por testes de comissionamento e de mar. Mais de mil atividades foram realizadas antes do embarque, entre elas, teste de inclinação e do sistema de propulsão. Durante a viagem ao Brasil, outros testes foram realizados e, após a chegada ao Brasil, a embarcação passará por processos de aprovação de entidades e órgãos fiscalizadores e da Petrobras. Em seguida, inicia-se a ancoragem e a conexão dos risers. O primeiro óleo está previsto para julho.

A embarcação será afretada e operada pela joint-venture OOGTK e realizará Testes de Longa Duração no Bloco de Libra, para o Consórcio formado pelas empresas Petrobras (Operadora, com 40%), Total (20%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%) que tem como gestora a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), por um período de 12 anos.

Construção

A construção do FPSO Pioneiro de Libra começou no final de 2014 no estaleiro Jurong, em Cingapura. A unidade poderá atuar em lâmina d’água de até 2.400 metros de profundidade e terá capacidade de produção de 50 mil barris de óleo por dia e de compressão e reinjeção de quatro milhões de metros cúbicos de gás/ dia.

Ao longo de mais de dois anos, aproximadamente quatro mil pessoas estiveram envolvidas no projeto, incluindo as atividades no estaleiro, com mais de 19 milhões de homens/horas trabalhadas, sem registro de nenhum acidente de trabalho com afastamento.

“Temos imenso orgulho de registrar a chegada do FPSO Pioneiro de Libra às águas territoriais brasileiras porque ele é um marco para a produção de petróleo no Brasil. Para nós, demonstra competência, capacidade de entrega, mesmo com cenário adverso, além de reforçar a parceria com a Teekay, uma vez que este é o segundo projeto que desenvolvemos juntos”, afirma Jorge Mitidieri, Diretor Superintendente de Serviços Integrados da Odebrecht Óleo e Gás.

Negócio

Os contratos de afretamento e operação do FPSO Pioneiro de Libra foram celebrados em outubro de 2014. No ano seguinte, a joint-venture formalizou o contrato de financiamento com bancos internacionais para a construção do navio.

O FPSO (Floating Production Storage and Offloading) é um tipo de navio utilizado pela indústria petrolífera para a produção, armazenamento de petróleo e/ou gás natural e escoamento da produção por navios cisterna (petroleiros). São empregados em locais de produção distantes da costa com inviabilidade de ligação por oleodutos ou gasodutos.

Sobre a Teekay Offshore Partners L.P.

A Teekay Offshore Partners L.P. é uma fornecedora internacional de serviços de transporte marítimo, produção e armazenamento de petróleo, reboque de longas distâncias, instalação e manutenção offshore e serviços de segurança para a indústria petrolífera, focada principalmente nas atividades relacionadas à produção de petróleo dos seus clientes, operando nas regiões offshore do Mar do Norte, Brasil e Costa Leste do Canadá. A Teekay Offshore é estruturada como uma companhia aberta de responsabilidade limitada com ativos consolidados de aproximadamente US$ 5,7 bilhões, compostos por 64 ativos offshore, incluindo unidades FPSO, navios-petroleiros, unidades FSO, unidades de manutenção e segurança (UMS), reboques de longa distância, navios de instalação offshore e navios-tanque convencionais. A maior parte da frota da Teekay Offshore possui contratos estáveis de prazo médio. As ações da Teekay Offshore são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo “TOO”.

Fonte: Portos e Navios

Sepetiba Tecon recebe o navio Hyundai Loyalty, de 340m

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No último dia 13/05, o Sepetiba Tecon recebeu o maior navio da história do terminal: o Hyundai Loyalty. Com impressionante LOA de quase 340 metros de comprimento, o Hyundai Loyalty chegou com calado de entrada de 13,5m e 7.000 TEUs a bordo, vindo da Ásia. É a primeira viagem que esse navio faz ao Brasil e o Porto de Itaguaí foi o primeiro a recebê-lo. A operação foi um sucesso e mostra mais uma vez que o canal de acesso e os berços de grande profundidade do terminal estão aptos à receber navios de grande porte.

Fonte: Portos e Navios

Portos devem receber R$ 23 bi de investimentos após novo decreto

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Com a publicação do Decreto de Modernização do Marco Regulatório dos Portos (nº 9.048) na última quinta-feira, o Governo Federal deve receber para análise uma “grande” quantidade de projetos, inclusive de terminais do Porto de Santos, ainda neste ano. A estimativa é de que esses novos pedidos de renovação antecipada de contrato e os cerca de 17 pleitos deste tipo, que já estão em análise em Brasília, somem cerca de R$ 7 bilhões. Outros R$ 16 bilhões devem ser investidos no setor em até três anos.

A projeção é do diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wagner Moreira. Mas, segundo ele, esses investimentos dependem da agilidade das análises do Governo Federal para se tornar realidade.

“Também há a necessidade de adaptação das normas da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Ganhamos uma importante janela de oportunidades, investimento e renda para ajudar o Brasil a sair da crise”, destacou o executivo da ABTP.

O consultor portuário Fabrízio Pierdomênico acredita que, nos próximos dias, devem ser publicados detalhes sobre os procedimentos descritos no Decreto dos Portos.

“Antaq e Ministério (dos Transportes, Portos e Aviação Civil) terão que publicar portarias e resoluções esclarecendo alguns pontos que não são objeto do decreto. É a liturgia, como vai funcionar, quais são os documentos necessários na hora de uma entrega de renovação, por exemplo, para cumprir o saldo de 70 anos? Como será feito o aditivo que vai permitir que os contratos vigentes sejam adequados ao novo decreto? Precisa de detalhes”, destacou o consultor.

Pierdomênico também aponta a necessidade de que o poder concedente cumpra os prazos de análise de projetos descritos no decreto. Mas, por outro lado, ele adverte que é preciso que a iniciativa privada encaminhe os estudos em conformidade com as novas normas para acelerar os processos.

“Espero que o poder público cumpra os prazos de análise que estão ali no decreto, principalmente das renovações. Hoje, a gente vê processos que fazem aniversários de anos na mesa do poder público. Investidor não pode esperar tanto tempo uma posição. Ele tem pressa e quer que a sua demanda seja analisada rapidamente”, destacou o consultor portuário.

Retomada

O diretor da empresa V2PA Engenharia e Consultoria, Marcos Vendramini, dá como certa a retomada dos investimentos no setor. Segundo ele, agora, muitas empresas passarão a rever seus estudos e adequá-los ao novo marco regulatório do setor. “Todos esperavam o decreto para saber as condições que estavam por vir”.

De acordo com o consultor, eles são, em maioria, projetos que serão encaminhados ao Governo, solicitando a renovação antecipada de contratos de arrendamento. “Muita gente está preparando a renovação. Agora, as condições vão ter que ser adequadas ao decreto. O prazo e os valores serão revistos. Será preciso avaliar o que o decreto mudou no que estava feito”.

Vendramini também destaca a adequação que deverá ser feita nos editais que serão lançados pelo MTPAC para o arrendamento de áreas portuárias em todo o Brasil. Tratam-se dos empreendimentos que deverão ser leiloados dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

“O próprio Governo está fazendo os estudos das próximas licitações, que já vão sair conforme o novo decreto”, destacou Vendramini.

Prazo maior de arrendamento é principal benefício, diz consultor

Para o consultor portuário Fabrízio Pierdomênico, a ampliação do prazo de arrendamento de terminais portuários é o carro-chefe do decreto de regulamentação do setor. A opinião é compartilhada por empresários do setor, que consideram ter mais segurança para investir. A flexibilização de regras para a implantação dos Terminais de Uso Privado (TUPs) também foi bem vista.

Até a última quinta-feira, os contratos de arrendamento eram firmados por 25 anos, podendo ser renovados pelo mesmo período. Mas este tempo de exploração foi ampliado para 35 anos, também renováveis por igual prazo.

“A adequação dos contratos à nova formatação de prazo é, para mim, uma grande mudança, que vai trazer conforto, segurança para o investidor porque ele não vai ter que fazer aqueles exercício malucos que eram renovar um contrato antecipadamente e ter que prever o que investir nos 35 anos. Isso é um exercício de futurologia enorme, com grande margem de erro”, destacou Pierdomênico.

O presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), que opera contêineres no cais santista, também considera a medida importante. Além disso, para ele, o esforço entre empresários e o poder público pode ser aplicada em outros pleitos do setor, como a concessão da dragagem à iniciativa privada.

“A determinação federal também combate a burocratização, na medida em que permite o investimento – pelos operadores portuários – em melhorias de infraestrutura essenciais ao negócio. É uma relação ganha-ganha, pois dá segurança jurídica aos investidores ao mesmo tempo em que promove a geração de emprego, em prol do desenvolvimento do País”, destacou.

Ao contrário do pedido da iniciativa privada, os terminais que foram arrendados antes de 1993, quando foi promulgado o primeiro marco regulatório do setor, a Lei nº 8.630, deverão passar por nova licitação. Mas, para o diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wagner Moreira, esta é uma questão que ainda pode ser resolvida pelo governo.

Tups

Com a redução do prazo para a aprovação da instalação de terminais de uso privado (TUPs), de um ano para apenas três meses, a expectativa do presidente da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, é de que os cerca de 60 processos de novos TUPs que estão em análise na Antaq devem ser acelerados.

“O contrato de adesão reunia condições que espantavam o investidor estrangeiro. Artigos diziam que qualquer mudança de lei, de resolução, poderiam ter implicação imediata e isso, de certa forma, apavora um pouco o investidor financeiro que nunca sabe o que pode vir. Não ganhamos tudo, mas conseguimos dar um pouco mais de segurança”, destacou.

Fonte: A Tribuna

Starnav recebe prioridade de R$ 238 milhões do FMM para construção de 8 rebocadores

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A Starnav obteve prioridade do conselho diretor do Fundo da Marinha Mercante para construção de oito rebocadores azimutais de 80 TTE (tração estática). O apoio, aprovado na 34ª reunião ordinário do conselho realizada no último dia 4 de maio, totaliza R$ 238,4 milhões.

No segmento de apoio marítimo, a Brasbunker conseguiu prioridade do fundo para suplementação, no valor de R$ 33,28 milhões, para construção de três PSVs 4.500, originalmente priorizados em dezembro de 2009.

Na reunião também foi aprovada a alteração das especificações técnicas do projeto da Baru Offshore para embarcação FSV UT 4.000 (casco ETP-043), sem alteração de valor em relação à prioridade original concedida em setembro de 2014. Na época a empresa obteve apoio para construção seis FSVs no total de R$ 156,4 milhões.

O conselho do FMM também concedeu prioridades para docagem e reparo de 14 PSVs da Wilson Sons Ultratug com valor total de R$ 106,26 milhões. A Magallanes Navegação Brasileira S/A obteve prioridade para docagem e reparo de quatro PSVs no valor total de R$ 37,3 milhões.

Fonte: Portos e Navios