Monthly Archives: abril 2017

Alta do petróleo faz lucro da Total saltar no primeiro trimestre

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A receita da companhia somou US$ 41,2 bilhões de janeiro a março, avanço de 25,4% na comparação anual.

Os resultados fortes do primeiro trimestre apresentados pela Total dão uma perspectiva positiva à temporada de balanços do setor de petróleo.

Os números foram impulsionados pelo aumento dos preços do petróleo, da produção e pela queda dos custos.

A produção média da companhia foi de 2,57 milhões de barris de óleo equivalentes por dia, um avanço de 4% em relação aos três primeiros meses do ano anterior.

O lucro líquido ajustado de US$ 2,6 bilhões ultrapassou as expectativas dos analistas em US$ 200 milhões.

A companhia disse ainda que está no caminho certo para alcançar suas projeções para este ano e já reduziu sua relação de dívida líquida sobre patrimônio para 23%, contra 27% no final de 2016.

Por segmento de operação, o destaque foi a divisão de exploração e produção, cujo lucro ajustado subiu 258%, para US$ 1,4 bilhão.

O braço de refino, por outro lado, viu seu lucro ajustado recuar 9%, para US$ 1 bilhão, por conta de reestruturações na operação belga da Antuérpia e pela redução das margens a níveis menores do que no ano passado.

Fonte: Valor

Parceria impulsiona novas tecnologias para aumentar a produtividade do pré-sal

Um acordo firmado entre o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Petrobras possibilitará o desenvolvimento de uma tecnologia para expandir a produtividade do Pré-sal. No valor de R$ 5,6 milhões, o projeto será desenvolvido pela Unidade Embrapii INT.

Segundo o coordenador de negócios do INT, Vicente Landim, este acordo com a Petrobras pode significar o início de uma série de projetos de desenvolvimento de soluções para a exploração de petróleo e gás na camada pré-sal no futuro.

“A Petrobras está retomando a execução de projetos de uma forma muito boa. Essa parceria faz parte do nosso plano de ação no âmbito da Embrapii, e esperamos que seja o primeiro de muitos com a Petrobras. Ele traz um valor significativo para o INT, pois é um reconhecimento às nossas competências”, afirmou Landim.

Tecnologia

O acordo prevê o desenvolvimento de metodologias de corrosão com base em técnicas de estimulação ácida, que aumenta a permeabilidade do fundo oceânico com o uso de substâncias ácidas ao redor do poço, esse método amplia a capacidade de extração do óleo.

Dessa maneira, o petróleo e o gás são retirados da rocha com maior facilidade e são canalizados para as plataformas de exploração.

A Unidade Embrapii INT atua na área de tecnologia química industrial, incluindo o desenvolvimento de processos químicos e físico-químicos, além do desenvolvimento de tecnologia química orgânica e inorgânica.

Fonte: Portal Brasil

ANP quer atrair fundos para rodadas de áreas de óleo e gás do Brasil

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda aprimorar os contratos das três grandes rodadas de licitação de blocos exploratórios de óleo e gás previstas para este ano, de forma a atrair investidores diferentes dos encontrados atualmente no país, como fundos de investimentos.

“Nós queremos reduzir os empecilhos para que os fundos de investimentos participem”, afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que conversou na manhã desta quarta-feira com jornalistas da imprensa internacional, no Rio de Janeiro.

A ANP projeta que as duas rodadas do pré-sal, sob regime de partilha de produção, ocorram no segundo semestre, assim como a 14a Rodada de Blocos Exploratórios de óleo e gás, sob regime de concessão.

Sem entrar em detalhes, o diretor-geral afirmou que os contratos vão deixar mais clara a possibilidade de agentes financeiros participarem, com aprimoramento nas garantias, na capacitação técnica e na documentação necessárias para a participação.

A agência acompanhará integrantes do governo em um “road show” para apresentar as rodadas entre maio e junho, nos EUA, Reino Unido, China, Emirados Árabes, Cingapura e Austrália. As apresentações terão início logo após a conferência OTC, em Houston, uma das maiores do mundo do setor de petróleo, no início de maio.

Oddone destacou ainda que é um desejo da ANP que haja empresas asiáticas, com grande capacidade financeira, com interesse em tornarem-se operadoras de áreas no Brasil.

Para ele, as áreas a serem ofertadas neste ano são bastante atrativas e as licitações ocorrem enquanto o setor de petróleo no Brasil vive a maior abertura de sua história.

PUBLICAÇÃO DE EDITAIS

O edital da 14a Rodada deve ser publicado em meados de maio, segundo o diretor-geral da ANP.

Já os editais das duas rodadas do pré-sal ainda dependem da regulamentação do direito de preferência da Petrobras.

Apenas após essa definição, o governo poderá liberar a ANP para realizar os trâmites necessários para a licitação das áreas.

Anteriormente, o governo afirmou que buscava antecipar uma das rodadas do pré-sal em junho.

Fonte: Reuters

Supersafra eleva demanda por armazéns

A supersafra de grãos na temporada 2016/17 acelerou a procura de crédito para armazenagem privada. Com orçamento inicial de R$ 1,4 bilhão para esta safra, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), gerido pelo BNDES, recebeu complementação de R$ 600 milhões. Mesmo assim, o banco oficial esgotou em março sua capacidade de emprestar. Por essa razão, obteve autorização do Tesouro Nacional para oferecer mais R$ 100 milhões. “Os agentes financeiros já nos sinalizaram que a demanda está aquecida e que precisarão de mais [crédito]”, informou Tiago Peroba, gerente de relacionamento institucional e crédito rural do BNDES.

Fonte: Valor

Porto de Açu até fim de abril absorverá 80% da movimentação portuária de Macaé

Macaé, considerada a Capital do Petróleo, em breve enfrentará o esvaziamento já que a empresa Edson Chouest (que desenvolveu e opera a maior base de apoio offshore do mundo no empreendimento), até o final de abril absorverá 80% da movimentação portuária da Petrobras em Macaé, deixando os berços marítimos de Imbetiba apenas para atender emergências. Os representantes do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF) acreditam que a Capital do Petróleo perca toda sua importância e força de trabalho se a atual diretoria da empresa permanecer com a política do “apagão empresarial”. Para dificultar ainda mais a situação de Macaé, o prefeito Aluízio Júnior não publicou a lei de zoneamento urbano que prevê a construção do porto em Barretos, alegando falhas em emendas propostas pelos vereadores, quando a “boca pequena” se fala que o projeto beneficiará apenas uma família latifundiária que detém as terras do local.

Em reunião com empresários locais, em São João da Barra, representantes da Edson Chouest anunciaram o avanço nos trabalhos que os seis berços marítimos oferecem e do incremento nos atendimentos à Petrobras, que desloca o atendimento offshore para Porto de Açu. Em paralelo, a Petrobras já está alugando imóveis em Campos dos Goytacazes para ampliar o atendimento na empresa na região, esvaziando ainda mais as atividades em Macaé.

Para complicar ainda mais a posição de Macaé – que deverá apenas ficar com o administrativo da Petrobras em sua base em Imbetiba – foi autorizado pelo governo federal a construção do Porto Central do Espírito Santo, que ficará localizado no município de Presidente Kennedy, Sul do estado. O porto significa o renascimento das atividades portuárias de container no Estado, criando preços competitivos, reduzindo custos de operações e gerando empregos. Novas vagas surgirão durante depois da implantação. Apesar de ser uma obra em Presidente Kennedy, o impacto positivo será em todo o Sul do Espírito Santo.

Diante da inércia de autoridades diante da recessão que a cidade e região enfrentam devido o enfraquecimento das atividades, a população juntamente com sindicatos criaram o movimento “Macaé Porto JÁ”. Em seu manifesto de apresenta, os representantes explicam que o movimento surgiu da “necessidade de garantir a Macaé a criação de um novo ciclo de prosperidade, acreditando no potencial da cidade em se manter estratégica para o mercado nacional do petróleo, surge a união de forças entre a sociedade civil organizada, grupos de profissionais sindicalizados e agentes públicos com disposição e garra para lutar pelo projeto verdadeiramente capaz de salvar o município do colapso econômico iminente.

Com o propósito de sensibilizar o poder público a representar os interesses do município pela construção do novo porto do São José do Barreto, surge a mobilização que conclama a população para se posicionar de forma favorável ao novo porto, que ainda enfrenta os entraves da burocracia.

Do sucesso do movimento “Porto eu Apoio”, que em 2014 contribuiu para que as primeiras licenças para a viabilização do projeto pudessem ser emitidas, nasce agora em Macaé a manifestação coletiva em busca da construção do terminal marítimo capaz de trazer para a cidade novas empresas offshore, criar novas oportunidades de negócios para as companhias já instaladas na cidade e permitir que milhares de vagas de empregos sejam recriadas, oferecendo ao cidadão macaense, nativo e de coração, a chance de reconstruir as suas vidas na terra abençoada por Deus e privilegiada por ser a única Capital Nacional do Petróleo”.

No próximo dia 25 (terça-feira) às 8 horas, na avenida Rui Barbosa, em frente a Cedae, em Macaé, haverá uma mobilização popular encabeçada pelos sindicatos do comércio, para aumentar a coleta de assinatura em prol da construção do porto de Barretos.

Fonte: Cidade 24hs

Petrobras sai em defesa de ‘perdão’ para Libra

A Petrobras estima que, mesmo obtendo o aval da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para contratar no exterior o afretamento da primeira plataforma do megaprojeto de Libra, cerca de 40% dos gastos com a construção da embarcação ficarão no Brasil. Em meio às críticas da cadeia de fornecedores nacionais, a Petrobras saiu ontem em defesa do pedido de perdão pelo não cumprimento dos compromissos de conteúdo local (“waiver”, em inglês) para contratação da unidade flutuante (FPSO), estimada em US$ 1,5 bilhão.

Numa concorrida audiência pública para tratar do assunto, o gerente-executivo da Petrobras em Libra, Fernando Borges, tentou mostrar que o discurso de que o consórcio (liderado pela estatal em sociedade com a Shell, Total, CNPC e CNOOC) quer “conteúdo local zero” para o projeto, previsto para 2020, é falso.

“Dizer que a Petrobras mudou de postura e quer a desnacionalização é uma inverdade. Um FPSO desse porte envolve investimentos significativos: 40% do dispêndio da construção do valor do bem é gasto no Brasil e assim será feito, se permitido” afirmou Borges.

Ele explicou que a estimativa da companhia toma como base o histórico da construção das últimas oito plataformas afretadas pela companhia. Em média, de acordo com o gerente, 53% do custo dessas unidades foi dispendido no exterior e 47% no Brasil. Embora reconheça que os gastos no país incluam despesas com importação de equipamentos para construção de módulos nos estaleiros brasileiros, Borges argumenta que a maior parte do custo é gasto diretamente com o fornecedor nacional.

A ANP ainda não possui um posicionamento sobre o perdão. O diretor da agência, José Gutman, indicou, no entanto, que o órgão regulador pode vir a conceder um perdão parcial. Ele explicou, contudo, que o contrato de partilha inclui índices de conteúdo local diferentes para cerca de 45 itens que compõem uma plataforma e que a ANP analisará, item por item, a viabilidade de cumprimento dos percentuais de nacionalização.

“No fundo, o que a ANP vai fazer de forma técnica é, para cada item e subitem, analisar se indefere ou não indefere [o perdão] ou ainda se utiliza o instituto contratual do ajuste [do conteúdo local, conforme previsto em contrato]”, afirmou. “Não vai ser necessariamente tudo ou nada”, complementou Gutman, em referência ao pedido para perdão de 100% para o contrato de afretamento da plataforma.

A falta de competitividade dos fornecedores locais é a base do pedido do consórcio de Libra. Durante a audiência, contudo, representantes da cadeia fornecedora contestaram o argumento da Petrobras de que a licitação com os índices originais de conteúdo local gerou um sobrepreço de 40%. O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval) defende que o pedido de perdão é ilegal porque se baseia num sobrepreço nunca comprovado.

Já o presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, ressalvou que a proposta original foi apresentada em agosto de 2016, em meio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“O orçamento foi feito quando o risco Petrobras e do Brasil estava no ápice”, lembra Velloso, que aposta na judicialização do caso.

Fonte: Valor

Governo inicia a privatização das Docas

O governo resolveu mexer em um tabu na área de infraestrutura e deu o primeiro passo para privatizar a administração dos portos. A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) foi escolhida para iniciar esse processo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está sendo acionado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para definir o modelo de concessão à iniciativa privada e conduzir os estudos de viabilidade. A ideia é aproveitar a próxima reunião do conselho de ministros do PPI, ainda sem data marcada, para incluir formalmente a estatal no cardápio de ativos oferecidos ao mercado.

Assessores presidenciais explicam que a privatização no setor começará pela Codesa por um simples motivo: trata-se da única, entre as oito Companhia Docas, sem enorme passivo financeiro e trabalhista. Por isso mesmo, avalia-se no Palácio do Planalto que nenhuma outra despertaria a atratividade de investidores sem um exaustivo trabalho prévio de saneamento das contas. Diante do calendário apertado, não se trabalha com a hipótese de conceder outras Companhias Docas até o fim de 2018.

A Codesa administra os portos de Vitória e Barra do Riacho. Eles já têm terminais arrendados ao setor privado, que opera essas instalações. Os contratos, em caso de privatização, seriam subrogados ao novo administrador dos portos. Não está descartada a possibilidade de conceder apenas um dos dois portos – os estudos vão indicar qual será o modelo. Caberia aos futuros investidores assumir obras de dragagem e de acesso, além de cuidar da gestão portuária em si, que tem histórico de conhecida ineficiência.

O porto de Vitória tem 14 berços de atracação e é capaz de receber navios tipo Panamax. Ele movimenta cerca de 6 milhões de toneladas por ano. As cargas predominantes são contêineres, café, produtos siderúrgicos, cobre, fertilizantes, automóveis, máquinas e equipamentos, celulose, açúcar e granéis líquidos.

Até agora, apenas terminais dentro dos portos organizados vinham sendo concedidos à iniciativa privada, mas a administração portuária foi mantida nas mãos do governo. A ex-presidente Dilma Rousseff fez uma reformulação das regras do setor em 2012 e facilitou a construção de portos privados, acabando com as restrições que eles tinham para movimentar cargas de terceiros. Não houve mudança, porém, no status das Companhias Docas.

A avaliação no Palácio do Planalto é que, diante do sucesso recente dos últimos leilões, pode haver uma aceleração das parcerias com o setor privado. Um novo resultado positivo é esperado para amanhã. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fará a licitação do terminal de trigo do Rio de Janeiro, que receberá investimentos de R$ 93 milhões e terá valor fixo de arrendamento de R$ 428 mil por mês. Uma grande trading agrícola apresentou proposta, o que já afasta qualquer risco de “vazio” no certame. O prazo de arrendamento do terminal é de 25 anos, prorrogável por igual período.

Na segunda-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) leiloará 35 lotes de linhas de transmissão. Houve aporte de garantias financeiras para todos os ativos oferecidos. São 7,4 mil quilômetros de linhas e investimentos previstos de R$ 13,1 bilhões. Alguns lotes tiveram de quatro a seis interessados, segundo fontes oficiais. “É uma sólida demonstração de confiança. Os investidores passaram a olhar o segmento de transmissão como um ativo excelente, seguro, quase como um investimento em renda fixa”, diz uma autoridade.

Para o governo, trata-se de uma tentativa de embalar notícias favoráveis em meio à crise política e às difíceis negociações em torno da reforma da Previdência. Estima-se que, se houver mesmo sucesso nos leilões de transmissão, o PPI terá chegado praticamente à metade de sua carteira de projetos já licitados.

Em março, a disputa por quatro aeroportos – Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis – teve ágio relevante e atraiu megaoperadoras internacionais, como a alemã Fraport, a francesa Vinci e a suíça Zurich Flughafen.

Fonte: Valor

Statoil está confiante que acordo com Petrobras seguirá adiante apesar de suspensão judicial, diz porta-voz

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A Statoil está confiante de que seu acordo com a Petrobras para adquirir fatia no bloco de exploração BM-S-8, na Bacia de Santos, eventualmente seguirá adiante, apesar de uma suspensão judicial, disse nesta terça-feira o porta-voz da empresa norueguesa.

“Estamos confiantes de que o acordo seguirá adiante… Estamos considerando várias opções legais, mas estamos confiantes de que temos um caso forte”, disse o porta-voz da Statoil, Erik Haaland.

A 2ª Vara Federal de Sergipe suspendeu a venda feita pela Petrobras de 66 por cento do bloco BM-S-8, onde está o prospecto de Carcará, na Bacia de Santos, à Statoil, após a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) entrar com ação alegando que deveria ter sido aberto um processo de licitação para venda.

Fonte: Reuters

ANP inicia audiência para pedido de waiver da Petrobras para plataforma de Libra

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou nesta terça-feira, 18, a audiência pública para ouvir o mercado sobre o pedido de exoneração, feito pela Petrobras, do compromisso de aquisição local dos bens e serviços previstos em contrato para a construção da plataforma que irá produzir o primeiro óleo no campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

A Petrobras alega que se fosse cumprir os porcentuais de conteúdo local do contrato pagaria 40% a mais pela plataforma. A indústria fornecedora, no entanto, questiona o levantamento de preços feito pela estatal. O caso foi levado à Justiça pelo Sinaval, representante dos estaleiros nacionais. Em março, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região decidiu permitir que a Petrobras promova a licitação internacional, mas determinou que não contrate as obras até que a ANP se posicione.

“O debate aqui será técnico. O debate político acontece em Brasília”, afirmou o diretor da agência reguladora José Gutman, ao abrir a audiência.

Ele ressaltou que 45 itens e subitens compõem o sistema FPSO. A ANP vai analisar se defere, indefere ou ajusta os porcentuais de conteúdo local de cada um deles. Segundo a agência, 27 entidades se manifestaram durante a consulta pública de Libra e 278 pessoas se inscreveram para participar da audiência desta terça.

A conclusão do corpo técnico da agência será, em seguida, encaminhada à diretoria, à qual caberá decidir se acata o pedido da Petrobras, operadora da área. Também participam do projeto Shell, Total, CNOOC, CNPC e PPSA.

Executivo da Petrobras e representante do consórcio de Libra, Fernando Borges, argumentou que nove estaleiros brasileiros foram consultados na licitação em que foram considerados os porcentuais do contrato.

“Não é verdade que a plataforma será integralmente construída no exterior. O que o consórcio quer fazer é repetir o que tem sido feito no pré-sal. Ela será construída no Brasil nos segmentos em que há competitividade, a semelhança das quatro últimas unidades do pré-sal”, disse Borges, o primeiro expositor na audiência, que deve prosseguir durante toda a manhã.

Fonte: Istoé

Indústria nacional questiona pedido da Petrobras por plataforma no exterior

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Fabricantes de equipamentos do setor petrolífero no país estão questionando o pedido da Petrobras para contratar integralmente no exterior a primeira plataforma para a área de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza nesta terça-feira uma audiência pública para discutir o chamado pedido de waiver feito pela Petrobras – solicitação para dispensar o cumprimento do conteúdo local previsto no contrato assinado em 2013.

A Petrobras alega que o pedido foi feito porque os participantes apresentaram preços 40% acima dos valores esperados nas duas licitações realizadas no ano passado. A estatal, operadora do consórcio que explora a área de Libra, afirma que, com esses preços, o projeto para instalar a primeira plataforma de produção chamada Pioneiro de Libra, se torna inviável.

Já os representantes da indústria garantem que é possível fabricar uma boa parte dos equipamentos no país, e questionam o fato de a Petrobras ter solicitado autorização para contratar 100% dos equipamentos no exterior.

O presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, José Velloso, disse na manhã desta terça-feira, achar estranho esse pedido, levando em consideração a prova de que todos os 16 módulos das sete últimas plataformas contratadas pela Petrobras foram feitos no Brasil.

— Qualquer tipo de módulo é possível ser feito com qualidade no Brasil. A indústria nacional hoje conta com mais de 60% de ociosidade, então, a indústria nacional hoje tem uma situação mais favorável de atender prazos do que tinha no passado. O custo acima de 40% alegado pela Petrobras foi em cima de um orçamento interno, e não de uma consulta ao mercado internacional para comparar os preços aqui e lá fora — sustenta Velloso. — A Petrobras tem errado muito em suas previsões, orçamentos e projetos

Fonte: O Globo