Monthly Archives: dezembro 2016

Petrobras lidera lista de empresas que mais ganharam valor na Bolsa em 2016

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Apesar de amargar, em 2016, resultados financeiros desanimadores grande parte das maiores empresas brasileiras de capital aberto teve pelo menos um motivo para comemorar. Se, por um lado, muitas registraram prejuízo recorde, por outro, elas não só recuperaram o valor de mercado perdido em 2015, como foram além. No ano passado, as companhias listadas haviam se desvalorizado em R$ 253,5 bilhões, segundo levantamento da Economática. Neste ano, entretanto, elas ganharam R$ 563 bilhões, com a Petrobras sendo responsável por quase 20% desse total.

O valor de mercado da petroleira passou de R$ 101,3 bilhões no fim de 2015 para R$ 209,4 bilhões, incremento de 106,7% – apesar de um prejuízo líquido de R$ 17,3 bilhões nos nove primeiros meses do ano, o maior da bolsa brasileira no período em valores absolutos. Como o resultado das companhias em valor de mercado é uma projeção que se faz de caixa futuro, os investidores indicaram neste ano que esperam melhoras para os próximos meses, mesmo diante de prejuízos como o da estatal, diz Ricardo Rocha, professor do Insper.

Vendas de ativos, alta no preço das commodities e nomes no governo federal e no comando das companhias mais bem vistos pelo mercado financeiro estão entre os fatores que favoreceram a recuperação da Bolsa. A Petrobras, por exemplo, foi beneficiada por uma relativa recuperação do valor do petróleo, cujo barril chegou a custar US$ 25 e agora passa dos US$ 55, e pela expectativa de um avanço ainda maior no preço decorrente da decisão da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) de diminuir a oferta do produto. De acordo com o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Paulo Gomes, a política de preços “mais transparente” adotada neste ano e a mudança no comando da petroleira também ajudaram no desempenho da companhia.

“O nome do Pedro Parente (atual presidente) fez diferença. É um gestor mais profissional”, acrescenta Rocha. Parente, que foi ministro de Fernando Henrique Cardoso e passou por companhias como o grupo de comunicação RBS e a multinacional Bunge, tem levado adiante o projeto de desinvestimento da Petrobras. De acordo com o plano de negócios da estatal, a meta é vender US$ 21 bilhões em ativos até 2018. Por enquanto, já foram US$ 13,6 bilhões. “As empresas estavam precisando melhorar a produtividade. Estavam com um monte de ativos que não eram seu ‘core’ (negócio principal da companhia) e, agora, com as vendas, equalizaram o endividamento”, avalia Oscar Malvessi, da FGV.

A Vale e a Eletrobrás também apareceram no ranking das dez que mais se valorizaram em termos absolutos ao longo dos últimos 12 meses. O valor de marcado da mineradora deu um salto de R$ 61,7 bilhões no fim do ano passado para R$ 127,7 agora, impulsionado pelo aumento no preço do minério de ferro e pelos desinvestimentos. A companhia reduziu seu patrimônio líquido em 23% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2015, mas registrou um lucro líquido de R$ 11,7 bilhões, ante um prejuízo de R$ 11 bilhões até setembro do ano passado.

Privatizações
Já o valor da Eletrobrás avançou 250,6%, apesar de a estatal estar em uma situação financeira dramática – sua alavancagem chegou a 8,7 vezes no fim de setembro. A mudança na presidência para um nome que agrada o mercado, o de Wilson Ferreira Júnior (ex-CPFL), e o anúncio de privatização de sete distribuidoras até o fim do próximo ano ajudaram a melhora do preço dos papéis da empresa.

O presidente da Eletrobrás afirmou ao Estado, por e-mail, que credita os ganhos da empresa na Bolsa ao fato de o governo estar determinado a reduzir suas intervenções no setor elétrico e a medidas adotadas para diminuir a dívida.

Para Rodrigo Zeindan, da Fundação Dom Cabral, os riscos macroeconômicos no País diminuíram neste ano, o que impactou positivamente nas apostas dos investidores nas companhias, sobretudo nas estatais ou nas que estão sob influência do governo, como a Vale, através dos fundos de pensão. “O valor de mercado depende do risco da empresa e da economia. A volatilidade macro foi muito maior em 2015. As incertezas se resolveram nos últimos meses”, diz ele. “O mercado não acredita que (a nova crise política) derrube (Michel) Temer nem paralise o governo”, destaca.

O setor financeiro também avançou com o novo panorama político e econômico estabelecido depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil figuram no mesmo ranking em que estão Petrobrás, Vale e Eletrobrás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Diário de Pernambuco(PE)/AE

Wilson Sons recebe financiamento para docagem de embarcações

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O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou prioridade para que a Wilson Sons Rebocadores invista US$ 9,4 milhões em docagem – processo de revisão e manutenção de todos os componentes de uma embarcação. Ao todo, 12 rebocadores passarão pela docagem entre 2017 e 2018. A decisão do Conselho Diretor do FMM foi publicada no Diário Oficial em 9 de dezembro. A Wilson Sons, agora, dará seguimento ao processo de contratação dos recursos junto a um dos agentes financeiros do Fundo.

“Esta aprovação é um marco para o mercado de rebocagem e estaleiros do país, já que é a primeira vez que uma empresa de apoio portuário obtém financiamento para esse tipo de serviço. Isso demonstra a confiança do FMM na Wilson Sons e a credibilidade da companhia no mercado”, destaca o CFO e Relações com Investidores do Grupo Wilson Sons, Fernando Salek.

O trabalho será executado pela Wilson Sons Estaleiros, no Guarujá (SP). O primeiro rebocador a parar para docagem será o CNL Rubi, em abril de 2017. Cada Docagem levará cerca de 20 dias e o estaleiro receberá uma embarcação por vez, para não causar impacto às operações de apoio portuário, sempre obedecendo aos prazos estatutários. Além do CNL Rubi, também passarão pelo mesmo procedimento os rebocadores “Atlas”, “Hercules”, “Hydrus”, “Marte”, “Pollux”, “Plutão”, “Mercurius”, “Corona”, “Delphinus” e “Telescopium”.

“A docagem ocorre obrigatoriamente a cada cinco anos nas classes de rebocadores de nossa frota, e é um processo que engloba toda a conservação e reparos de itens submersos – casco, anodos e propulsores – bem como revisões preventivas nos motores principais, sistemas elétricos, tubulações, sistemas de navegação e combate a incêndio”, explica o diretor Operacional da Wilson Sons Rebocadores, Marcio Castro. “Após esse processo, o Lloyds Register, classificadora contratada pela Empresa, realiza uma inspeção detalhada de toda a embarcação, para garantir que todas as intervenções realizadas estejam dentro dos padrões de qualidade previstos pela autoridade marítima.”

Fonte: Portos e Navios

Wilson Sons recebe dois rebocadores

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Mais duas embarcações chegam à frota da Wilson Sons Rebocadores. A companhia recebeu em dezembro o “WS Polaris” e o “WS Sagitarius”, ambos construídos pela Wilson Sons estaleiros, no Guarujá (SP). Com isso, a empresa recebeu seis rebocadores em 2016.

“Tivemos uma atuação forte em 2016 e a chegada desses novos rebocadores fortalecem nossas operações. Nossas embarcações estão entre as mais modernas do país e nos permitem, em conjunto com a Central de Operação de Rebocadores (COR), realizar manobras mais seguras e eficientes”, comenta o diretor Operacional da Wilson Sons Rebocadores, Marcio Castro.

Os dois rebocadores têm propulsão azimutal, com 24 metros de comprimento e 11 metros de boca. O WS Polaris tem 62,7 toneladas de tração estática (bollard pull), enquanto o WS Sagitarius conta com tração de 63,7 toneladas. Fazem parte de uma série de 12 que visa à continuidade de renovação e modernização da frota de rebocadores da companhia.

Fonte: Portos e Navios

Investimento em infraestrutura e as bases para a retomada

A precariedade da infraestrutura é um grave obstáculo à competitividade da economia nacional. O cenário de deterioração econômica desarticula a produção, eleva os custos e prejudica o desempenho dos produtos brasileiros, tanto aqui como no exterior. Em diversos rankings internacionais, o Brasil figura, tristemente, entre os últimos países na avaliação da qualidade da infraestrutura. No estudo mais recente do Fórum Econômico Mundial, estamos na 120ª posição, entre 144 países avaliados.

A indústria brasileira reforça a importância de discutir soluções para o aumento da competitividade da nossa economia. Nesse sentido, realizou, em parceria com o Valor o seminário “Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil”. No evento, ficou claro que ainda temos um longo caminho pela frente. Em alguns poucos segmentos da infraestrutura existem cadeias logísticas de padrão internacional. Como exemplo, pode­se citar as Ferrovias Vitória­Minas e de Carajás, e a hidrovia do Rio
Madeira, que liga o terminal graneleiro de Porto Velho ao porto de Itacoatiara no Rio Amazonas.

Esses trechos logísticos praticam preços e apresentam nível de serviço de classe mundial. Mas essa não é a regra, é a exceção. Na grande maioria dos corredores de transporte do país, a situação é inversa. O tempo de espera para atracar um navio em nossos portos públicos é muito superior ao do mercado internacional. A burocracia portuária demanda, em média, 146 horas com a gestão de documentação de contêineres no comércio exterior, ante apenas 18 horas no México, por exemplo.

O Brasil possui um total de 1.024 quilômetros de estradas pavimentadas por milhão de habitantes, contra 6.438 na Rússia. Nossas ferrovias movimentam cargas a uma velocidade média de 28 km/h, enquanto a média nos Estados Unidos é de 64 km/h. Em outros setores, como o de saneamento básico, a situação é ainda dramaticamente pior.

Para tentar solucionar os problemas é necessário investir mais, mobilizando recursos públicos e principalmente privados, e executar projetos de modo mais eficiente. O baixo investimento em infraestrutura é resultado direto da limitada capacidade de execução do Estado brasileiro, que tem grande dificuldade de planejar, elaborar e escolher os projetos com maior relação benefício/­custo, contratar sua execução e fiscalizar e assegurar sua integridade.

No atual contexto de restrição fiscal, a privatização se impõe como um importante instrumento de modernização da infraestrutura, com a transferência de empresas e ativos do Estado, para serem operadas sob uma nova governança e gestão.

A parceria entre o poder público e o setor privado é decisiva para elevar o nível de investimentos e para que os recursos disponíveis sejam alocados onde há maior carência, maximizando ganhos para a economia.

Duas palavras foram reforçadas no seminário: confiança e previsibilidade. Para garantir a atração de agentes privados, além de um retorno que cubra o custo de capital do investidor, é necessário minimizar riscos legais, contratuais, regulatórios e relativos ao ambiente de negócios. É imprescindível contar com um quadro legal que proporcione segurança jurídica, com regulação bem definida e com um ambiente de negócios que gere confiança na estabilidade das regras do jogo. De acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), 76% dos empresários afirmam que é arriscado investir em infraestrutura no país.

A mobilização de recursos privados (de bancos comerciais, mercado de capitais, seguradoras e fundos de pensão) é um desafio que já está sendo enfrentado com reformas que vão melhorar o nosso ambiente de negócios. A aprovação da PEC dos gastos no Senado Federal e a modernização da legislação sobre a exploração dos blocos de petróleo e gás, paralelas a um robusto programa de privatizações e concessões de rodovias, aeroportos, portos, ferrovias e energia, fazem parte de uma agenda positiva para que o país consiga atravessar a atual crise econômica com o menor impacto social possível.

O risco regulatório pode ser reduzido, assegurando­se às agências autonomia decisória e financeira. Em hipótese nenhuma elas podem ser usadas, a exemplo do que ocorreu no passado, como objeto de escambo político. As agências reguladoras são órgãos do Estado, logo, por definição, não pertencem a nenhum governo, partido ou grupo político. Regras transparentes e condutas previsíveis são absolutamente essenciais nessas instituições. A CNI apoia as propostas do PL 52/2013, que dão maior autonomia financeira e administrativa às agências e priorizam o caráter técnico de seus dirigentes.

Os problemas que atrasam a conclusão das obras e elevam o seu custo são há muito tempo conhecidos e podem ser enfrentados. Seja em projetos de saneamento, energia ou transportes, os atrasos nas obras de infraestrutura têm origens recorrentes: a má qualidade dos projetos básicos, e a demora na obtenção de licenças ambientais e na realização de desapropriações. O país precisa conferir maior agilidade e racionalidade às obras de infraestrutura. Também é necessário garantir um planejamento eficiente e projetos que remunerem adequadamente os investidores.

O Programa de Parceria em Investimentos (PPI) veio para resolver algumas dessas questões, acelerando as concessões e aumentando a participação do setor privado na infraestrutura. Ele apresenta importantes avanços, como a definição dos projetos como prioridade nacional, a exigência de licença ambiental prévia para a licitação, a criação do Fundo de Apoio à Estruturação de Parcerias para dar suporte técnico para estruturação de projetos e, especialmente, a menor intervenção na definição dos retornos financeiros dos empreendimentos.

O Brasil está tomando as medidas certas para superar o grave momento que enfrenta. Após a mais longa e profunda recessão da nossa história recente, podemos sair mais fortalecidos e em melhores condições para crescer. Mas tudo depende do que fizermos agora. O caminho passa, necessariamente, pela maior participação da iniciativa privada nos investimentos e na gestão da infraestrutura.

(Fonte: Valor Econômico/Robson Braga de Andrade é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Plataforma P-68 chega em estaleiro no ES para montagem

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Na última quarta (21), o estaleiro de Jurong Aracruz recebeu em seu porto o casco da P-68, que é uma unidade offshore arrendada pela Petrobras. Antes, esse casco estava no Rio Grande do Sul e acabou vindo para o Espírito Santo para a montagem de equipamentos e periféricos de produção.

Com a crise desses últimos dos anos, o ES vêm sofrendo muito no setor de metalurgia, naval e petróleo. O estado agora está um pouco aliviado, já que as atividades de montagens da P-68 movimentarão a #Economia do Espirito Santo o EJA, não ganha mais concessões de montagem para outras unidades.

Na verdade, com o estaleiro ainda em atividades operacionais no ES, garantirá a continuidade de empregos na região, que por causa da crise, a baixa no preço do barril do óleo cru e as denúncias de corrupção na Petrobras, fizeram o EJA sofrer muito e consequentemente reduzir as operações no estaleiro.

Tomando como exemplo os estados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, que vem sofrendo as mesmas dificuldades na industria naval, que por conta do cancelamento de projetos da Petrobras passam as mesmas dificuldades, inclusive demitindo e pedidos de recuperação judicial, essa noticia é ótima do ponto de vista de profissionais e especialistas do ramo.

A empresa Ecovix localizada no Rio Grande do Sul é quem estava de posse desse casco, mas como houve demissão de cerca de 3 mil e duzentos trabalhadores por conta de uma dívida de 8 bilhões de reais, a montagem dessa unidade acabou vindo para o ES.

O presidente da Sindmetal-ES disse que a chegada da P-68 na EJA traz otimismo e alívio, caso contrário, as atividades em Jurong estariam comprometidas e provavelmente aconteceria aqui, o que vem acontecendo em outros lugares, devido a BR não está cumprindo as normas de conteúdo local desde que a crise chegou ao seu ápice.

Durval Freitas, executivo da DVF, diz que Jurong recebeu a somatória de investimentos que chegam a 1,5 bilhão de reais, e que não seria nada produtivo se esses investimentos estivessem parados, sem giro de capital. Ele ainda endossou que a montagem da P-68 aqui vai gerar demanda dos fornecedores e estimulará a economia local.

A P-68 na verdade é um FPSO que irá ser operado na produção do pré-sal na Bacia de Santos. Sua capacidade produtiva pode chegar a 150 barris diariamente.

De fato, esse trâmite de transferência do casco da P-68 do RS para o ES é tratado já faz alguns meses, tanto que os módulos de montagem já estavam sendo confeccionadas onshore, antes da saída dela no Rio Grande do Sul.

O casco mede duzentos e oitenta e oito metros de comprimento, cinquenta e quatro de largura e trinta e um metros de altura e pesa trezentos e cinquenta e três mil toneladas.

Fonte: BlastingNews/Paulo Nogueira

Petrobras recebe US$5 bi referente a empréstimo com banco chinês

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RIO DE JANEIRO – A Petrobras recebeu nesta quinta-feira os 5 bilhões do China Development Bank (CDB), referentes ao contrato de financiamento anunciado na semana passada, informou a petroleira em nota ao mercado.

Com isso, a empresa destacou que não há necessidade de novas captações líquidas para o biênio 2017-2018, em linha com as premissas estabelecidas no Plano de Negócios e Gestão 2017-2021.

“Contudo, continuará avaliando novas oportunidades de funding de acordo com a sua estratégia de gerenciamento de passivos, que visa à melhora do perfil de amortização e à redução do custo da dívida”, afirmou a empresa na nota.

Anteriormente, ao anunciar o contrato, a empresa explicou que o prazo do empréstimo era de 10 anos.

(Fonte: Reuters/Marta Nogueira)

Petrobras e Total avançam na aliança estratégica com a assinatura de novos acordos

A Petrobras informa que assinou nesta quarta-feira (21/12) com a empresa francesa Total um Acordo Geral de Colaboração (Master Agreement) relacionado à Parceria Estratégica estabelecida no Memorando de Entendimentos, firmado em 24/10/2016, conforme comunicado ao mercado.

A realização de parcerias estratégicas é uma parte importante do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da Petrobras, pois contribui para mitigação dos riscos, fortalecimento da governança corporativa, compartilhamento de informações, experiências e tecnologias além de melhoria na financiablilidade da companhia através da entrada de caixa e desoneração dos investimentos.

A Total e a Petrobras possuem forte similaridade na área de exploração e produção, compartilhando uma relevante base comum de ativos de E&P e a busca de desenvolvimento tecnológico em temas similares.

As empresas já são parceiras em 19 consórcios de exploração e produção no Brasil e no exterior, com projetos importantes como a área de Libra, na camada pré-sal, sendo o primeiro projeto de partilha de produção, e áreas de exploração na Margem Equatorial, na Bacia do Espírito Santo e na Bacia de Pelotas. Além disso, são sócias no gasoduto Bolívia-Brasil.

Com o novo acordo, as duas empresas elevam substancialmente o nível de cooperação tecnológica nas áreas de geociências, sistemas submarinos e estudos conjuntos em áreas de mútuo interesse, visando à redução de riscos dos investimentos e aumento da probabilidade de sucesso exploratório nos próximos anos. As companhias também se tornarão parceiras nos campos de Iara e Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos e em duas usinas térmicas, com compartilhamento de infraestrutura do terminal de regaseificação, localizados na Bahia.

As companhias se comprometem também a aprofundar suas atividades conjuntas no exterior, tendo a Petrobras a opção de assumir uma participação na área de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México.

A transação tem o valor global estimado de US$ 2,2 bilhões, incluindo entrada de caixa à vista, pagamentos contingentes e um carrego de investimentos no desenvolvimento da produção de ativos comuns às duas empresas, a ser pago pela Total à Petrobras e suas subsidiarias, conforme o caso.

A assinatura dos principais contratos de compra e venda (Sale and Purchase Agreements – SPA) referentes aos ativos deste acordo estão sujeitos às aprovações internas e dos órgãos de controle e fiscalizadores externos, incluindo o Tribunal de Contas da União, ao potencial direito de preferência dos atuais parceiros de Iara, além de outras condições precedentes. As duas empresas têm o compromisso de realizar os esforços necessários para a assinatura de todos os contratos em até 60 dias.

Os principais termos e condições estabelecidos neste Acordo são os seguintes:

– cessão de direitos de 22,5% para a Total, na área da concessão de Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu) no Bloco BM-S-11. A Petrobras continuará como operadora e a deter a maior participação dessa área, com 42,5% do total;

– cessão de direitos de 35% do campo de Lapa no Bloco BM-S-9 com a transferência da operação para Total, ficando a Petrobras com 10% de participação nesta concessão;

– opção da Petrobras de assumir 20% de participação no bloco 2 da área de Perdido Foldbelt no setor mexicano do Golfo do México, adquiridos pela Total em parceria com a Exxon, na rodada de licenciamento promovida pelo governo do México, em 05/12/2016;

– compartilhamento do uso do terminal de regaseificação da Bahia, com capacidade de 14 milhões de m3/dia;

– parceria, com 50% de participação da Total, nas térmicas Rômulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia, com capacidade de geração de 322 MW de energia;

– estudos conjuntos nas áreas exploratórias da Margem Equatorial e na área sul da Bacia de Santos, aproveitando a sinergia existente entre as duas companhias, já que cada uma detém destacado conhecimento geológico nas bacias petrolíferas situadas nas duas margens do Atlântico;

– acordo de parceria tecnológica nas áreas de processamento geológico e sistemas de produção submarinos, onde as empresas detêm conhecimentos complementares e que podem potencializar os ganhos da aplicação de novas tecnologias nas áreas em parceria.

Seguem abaixo informações relacionadas às concessões estabelecidas no Acordo:

Concessões em Exploração & Produção (E&P)

Na concessão de Iara a Petrobras detém 65% e é a operadora. A Shell, com 25% e Galp, com 10%, são parceiros nessa área, que faz parte do Bloco BM-S-11. Os reservatórios nesta concessão são de maior complexidade e encontram-se em fase de desenvolvimento da produção. A parceria com a Total trará como benefícios a desoneração de investimentos e a incorporação de soluções tecnológicas para o seu desenvolvimento, maximizando a rentabilidade e o volume de óleo a ser recuperado.

Os limites deste consórcio se estendem para a área denominada Entorno de Iara, da cessão onerosa, na qual a Petrobras detém 100% de participação. Os campos de Berbigão, Sururu e Oeste de Atapu deverão celebrar Acordos de Individualização da Produção (unitização) com esta área da cessão onerosa.

No campo de Lapa, a Petrobras detém 45% e é a operadora. A Shell, com 30% e a Repsol, com 25% são parceiros nesse campo, que faz parte do Bloco BM-S-9. O desenvolvimento do campo de Lapa encontra-se em fase avançada, com recente entrada em produção, conforme divulgado em 20/12/2016, e apresenta características geológicas e de qualidade do óleo distintas dos demais campos do pré-sal. A Total, como futura operadora deste campo, trará benefícios para o consórcio, ao incorporar sua experiência e conhecimento na continuidade de seu plano de desenvolvimento.

As parcerias tecnológicas para as áreas de Iara e Lapa irão desenvolver e aplicar, de forma pioneira no Brasil, algumas tecnologias submarinas. O esforço para reduzir os riscos e aumentar a probabilidade e sucesso da atividade de exploração irá contar com aplicação de sísmica 4D no contexto de reservatórios carbonáticos, com estudos específicos sobre a migração de CO2 e estudos geomecânicos, além de desenvolvimento de uma metodologia para construção de modelos de suporte à decisão de investimentos.

Concessões de Gás & Energia (G&E)

Na área de G&E, Petrobras e Total estão formando uma parceria inovadora no mercado térmico brasileiro. Essa iniciativa está alinhada às estratégias da Petrobras para o segmento de gás e de energia no PNG 2017-2021, que prevê a reestruturação dos negócios de energia e maximização da geração de valor da cadeia de gás, e também a evolução regulatória, que vem sendo discutida pelas autoridades federais, prevendo o aprimoramento das regras de contratação e acesso à malha de gasodutos e terminais de regaseificação de GNL.

A parceria com a Total inclui duas usinas térmicas (Rômulo Almedia e Celso Furtado), ligadas ao terminal de regaseificação localizado em São Francisco do Conde, na Bahia.

Fonte: Portos e Navios

BP fecha acordo de US$ 2,2 bi por fatia de 10% em campos de petróleo

A petroleira BP negociou uma fatia de 2% da própria empresa em troca de uma fatia de 10% em uma das últimas grandes concessões de exploração de petróleo disponíveis no Oriente Médio, anunciou a companhia neste sábado. Com isso, a BP encerrou um impasse de anos sobre os termos para obter acesso ao negócio nos Emirados Árabes Unidos.

O acordo que envolve apenas a troca de ações, avaliado em cerca de 1,8 bilhão de libras (US$ 2,2 bilhões), dá à BP acesso a campos que contêm entre 20 e 30 bilhões de barris de petróleo equivalente, durante a duração de 40 anos do contrato. O negócio dará à BP 165 mil barris de petróleo equivalente ao dia, bem como perspectivas de mais longo prazo e de crescimento com baixo custo.

A iniciativa é fechada no momento em que o petróleo começa a dar sinais de recuperação, depois de dois anos de fraqueza, diante de um acordo entre grandes produtores – entre eles os Emirados Árabes – para cortar a produção.

O acordo entre o país e a BP é o mais recente sucesso de Abu Dabi nas negociações entre os Emirados Árabes e as petroleiras internacionais pelos direitos de exploração. A Total fechou um acordo no ano passado, após a petroleira francesa concordar em pagar US$ 2,2 bilhões em troca de 10% na concessão e também US$ 2,85 por cada barril de petróleo vendido. Na ocasião, vozes do setor não viram o acordo como favorável à empresa, particularmente com os preços baixos da commodity. A BP e a Royal Dutch Shell hesitavam em fechar acordos similares. Desde então, a japonesa INPEX e a sul-coreana GS Energy chegaram a acordos similares, porém em menor escala.

A BP deve ter recebido uma taxa por barril similar à da Total, embora a companhia não tenha revelado detalhes do negócio. Ela receberá uma fatia de 10% das ações da Onshore Petroleum Operations Limited, ou Adco, companhia de Abu Dabi que explora essa concessão.

Fonte:Estado de Minas

Petrobras assina contratos com o Banco de Desenvolvimento da China

Petrobras informa que assinou ontem com o China Development Bank (CDB) um contrato de financiamento no valor de US$ 5 bilhões pelo prazo de 10 anos. O financiamento é resultado do Termo de Compromisso celebrado entre as partes, conforme divulgado em 26 de fevereiro de 2016.

Na mesma data, a Petrobras também assinou um contrato comercial com cada uma das seguintes empresas chinesas: China National United Oil Corporation, China Zhenhua Oil Co. Ltd. e Chemchina Petrochemical Co. Ltd. Os três contratos, em conjunto, estabelecem o fornecimento preferencial a estas empresas, de um volume total de 100 mil barris de óleo por dia, atendidas as condições de mercado, pelo prazo de 10 anos.