Monthly Archives: outubro 2016

Nova fase da Petrobras aumenta confiança dos empresários do setor de petróleo e gás

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Num momento de mudanças regulatórias, o setor de petróleo e gás é considerado, tanto pelo governo quanto pelos investidores, o carro-chefe da esperada recuperação econômica do país. Mesmo com o barril do petróleo valendo cerca de US$ 50, metade do valor alcançado em 2008, os empresários do ramo acreditam que as medidas tomadas nos últimos meses apontam para um cenário de retomada do crescimento a partir do segundo semestre do ano que vem. O diretor da empresa E-Conservation e vice-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Leonardo de Castro, é um dos que estão confiantes na melhora. Ele faz consultoria para licenciamento e monitoramento ambiental para petroleiras e teve uma queda na demanda nos últimos dois anos. Porém, segundo ele, as medidas propostas pelo governo mudaram as expectativas.

“Nós temos uma expectativa muito positiva para os próximos dois anos. Minha empresa teve uma redução de demanda e teve que se adequar ao momento crítico, no ano de 2015. Mas nós já percebemos uma retomada dos projetos, estão voltando com maior intensidade. O setor de óleo e gás é muito dinâmico e tem o maior potencial de alavancar a economia brasileira”.

A Master Automação, empresa que aluga equipamentos para o setor de petróleo e gás, entrou no mercado em 2013, quando o cenário era bem diferente. O sócio-diretor da companhia, Carlos Lemoigne, disse que, na época, o plano era investir mais de R$ 3 milhões por ano no negócio. Mas o preço do barril do petróleo despencou. Para sobreviver, ele teve que suspender os investimentos e diversificar incluindo a assistência técnica nos seus serviços. Apesar das dificuldades, Lemoigne também vê novas chances voltar a crescer já no ano que vem.

“Como a crise veio e veio muito forte, nós diversificamos nosso setor. Por conta da crise, o volume de locações caiu bastante. Eu vejo o momento com muito otimismo, porque a iniciativa privada é muito mais ágil e dinâmica. Agora temos a esperança de que possa melhorar, com mais empresas vindo investir, aumentam as nossas possibildades de parceiros.”

O otimismo dos empresários se deve às novidades envolvendo a Petrobras, o que pode impulsionar todo o setor. Endividada e envolvida em escândalos de corrupção, com a prisão de diretores na Operação Lava-jato, a estatal está passando por um processo de reorganização. Além do plano de desinvestimentos que deve render quase US$ 35 bilhões até 2018, um projeto de lei em fase de aprovação que facilita a exploração do pré-sal por companhias estrangeiras e novas parcerias internacionais mostram que o governo brasileiro está tentando dar um sinal positivo aos investidores. É nisso que acredita o secretário-geral no Instituto Brasileiro de Petróleo, Milton Costa Filho. Para ele, a entrada de novos investidores no país é fundamental para que o petróleo e o gás natural sejam mais bem aproveitados o quanto antes.

“A forma com que o governo passou a mensagem de apoio, todos estavam muito alinhados, as notícias boas para tornar nossa indústria mais competitiva. O Brasil tem o que todos países gostariam de ter: reservas espetaculares de petróleo. Temos que aprender a desenvolver essa riqueza a favor da sociedade. O pré-sal é muito grande para uma empresa só. A Petrobras tem uma competência incrível para desenvolver o pré-sal, mas ela levaria muitos anos, décadas. Simplesmente estamos numa nova abertura do setor de petróleo. A gente não pode esperar”.

O sinal de confiança emitido pelo governo não poderia ser mais claro. Esta semana, o presidente Michel Temer participou da abertura a conferência Rio Oil and Gas, evento mais importante do setor na América Latina. Em seu discurso a centenas de empresários, ele garantiu que o apoio ao setor é uma prioridade.

“Nosso objetivo é desafogar a Petrobras, favorecer a entrada da iniciativa privada no setor e, com isso, gerar mais empregos. Eu digo isto para gerar uma expectativa cada vez maior de otimismo no país. E esta expectativa de otimismo, está muito presente neste Congresso que aqui se realiza. A ideia de que nós vamos prosperar muito nessa área que desempenha um papel central, estratégico na economia de qualquer país. Particularmente na nossa economia.”

Mas há quem critique os novos rumos que a Petrobras está tomando. O professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, vê o novo processo de abertura da estatal como uma continuidade da política de privatizações adotada nos anos 1990. Para ele, a mudança de orientação da Petrobras é perigosa, já que o petróleo é um recurso estratégico do país. O professor diz ainda que o desinvestimento deveria ser feito em menor escala, preservando os ativos nacionais.

“O problema é tirar a Petrobras e não a entrada de empresas estrangeiras. Elas já entraram. No caso da Petrobras, eu acho que cabe mais um nacionalismo. Ela é uma empresa com a característica de controlar uma reserva estratégica para o país, que é o petróleo. É uma política de abertura que não leva em conta uma visão estratégica de longo prazo. A Petrobras não pode deixar de ser o ator principal no jogo do petróleo nacional”.

A abertura do país para novos agentes econômicos interessados em explorar o setor de petróleo e gás anima os empresários que veem nas novidades chances de oferecer seus produtos e serviços a uma quantidade maior de petroleiras. Variar o mercado é justamente a intenção dos novos leilões, que podem se tornar mais frequentes, sendo realizados anualmente e não a cada dois anos como é feito desde 2013. Mas, antes disso, os novos planos já estão fazendo efeito. Em junho, a Petrobras anunciou a primeira venda de um campo do pré-sal. A área de Carcará, na Bacia de Santos, foi comprada por US$ 2,5 bilhões pela norueguesa Statoil. Para o ano que vem, já há pelo menos três leilões de áreas exploratórias confirmados. Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, as reservas têm um potencial de investimentos de US$ 420 bilhões até 2030, o que segundo a Firjan, pode gerar um milhão de empregos.

Fonte: CBN/Bárbara Souza

Governo reforça caixa de investimento da Petrobras em R$ 577 milhões

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O Ministério do Planejamento reforçou o Orçamento de Investimento da Petrobras e da Petrobras Netherlands com um crédito suplementar de R$ 577,412 milhões. A portaria com o detalhamento da aplicação dos recursos está publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Desse total, a Petrobras ficará com R$ 440 milhões para obras como implantação de dutos de escoamento de GLP e modernização do sistema de produção da Refinaria Presidente Bernardes (SP). Já a Petrobras Netherlands receberá R$ 137 milhões para a construção de unidades estacionárias de produção na Holanda.

Fonte: Istoé Dinheiro

Hidrovia do Tietê receberá R$ 473 milhões de investimentos federais em obras para garantir navegabilidade

Divulgação: DNIT

Divulgação: DNIT

O governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), prevê investimentos de R$ 473,4 milhões em obras e serviços na hidrovia do Tietê. Na última semana, técnicos do órgão estiveram no Departamento Hidroviário de São Paulo (DHSP), com o objetivo de discutir convênios celebrados entre as duas instituições.

Na pauta, ajustes para garantir o andamento das obras na nova ponte ferroviária Ayrosa Galvão, a construção do atracadouro de Bariri, a proteção de pilares em pontes e a reforma de flutuantes. De acordo com o DNIT, todos esses empreendimentos visam garantir e melhorar a navegabilidade no rio.

O próximo passo é concluir a licitação das obras do Canal de Nova Avanhandava. Atualmente, o canal que dá acesso ao dispositivo tem operado com restrições, pois o reservatório da hidrelétrica de Três Irmãos tem apresentado níveis abaixo da cota esperada. A ampliação permitirá que a eclusa de Nova Avanhadava atenda embarcações com 2,5 metros de calado, a dimensão prevista no projeto original da hidrovia.

(Da Redação)

Uma chance para o setor naval

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Após um longo período de crise, o setor naval se prepara para entrar numa perspectiva de retomada no próximo ano, a partir de mudanças do mercado como as propostas para a política de conteúdo local e para a exploração do pré-sal.

O próprio aquecimento da economia nacional também abre novas perspectivas para o setor, que já chegou a ter 82 mil pessoas empregadas em 2014 e, agora, chega a pouco mais de 40 mil no País.

Com dois estaleiros de terceira geração, mais modernos, Pernambuco pode sair na frente para conquistar encomendas de grande porte. É o que defende o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Thiago Norões. De acordo com o gestor, os empreendimentos, apesar de relativamente jovens, já atingiram um bom padrão de competitividade e, com o fechamento ou sucateamento de muitas plantas navais no País, os estaleiros Atlântico Sul (EAS) e Vard Promar, em Suape, sairiam na frente. “A produtividade deles está aumentando. Temos notícias de que as últimas entregas atingiram um desempenho muito positivo”, argumentou o secretário.

Os dois principais estaleiros do Estado são bastante diferentes em porte e em objetivo. O EAS é um estaleiro de grande porte para a construção de navios petroleiros. Já o Vard Promar está dedicado à construção de navios gaseiros e agora começou a apostar no setor de reparos. Ambos foram construídos recentemente. Considerando essas diferenças, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, considerou que há boas perspectivas. “A demanda atual aponta para a necessidade de navios petroleiros e navios gaseiros, exatamente o tipo de construção naval que os estaleiros de Pernambuco vêm aperfeiçoando nos últimos anos”, disse.

De modo geral, o Brasil tem uma base industrial satisfatória para a construção naval, capaz de atender um futuro crescimento da demanda, na visão do representante do setor. A competitividade ainda é, entretanto, um desafio. “Os equipamentos de última geração necessitam de operadores qualificados e processos produtivos testados”, lembra.

Rocha ainda argumenta que a crise naval não está totalmente superada no Brasil e no mundo. “A carteira atual prevê obras até 2018, em média, mas o planejamento deveria contemplar pelo menos quatro anos à frente porque o ciclo de produção é longo”, avalia. “No próximo ano devemos ter mais definidos os impactos das mudanças vivenciadas pelo setor nos últimos anos”, acrescenta.

Estaleiros dão sinais de melhora

Mesmo antes de uma recuperação geral do setor naval no Brasil, os estaleiros pernambucanos já começaram a mostrar sinais de melhora. No começo deste mês, depois de perder várias encomendas desde 2014, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) fechou um novo contrato para a construção de cinco navios petroleiros a partir de 2019, garantindo atividades até 2022. Os navios Suezmax para a South American Tankers Company (Staco) estão orçados em US$ 1,67 bilhão (R$ 5,4 bilhões). A notícia foi um alívio para os cerca de três mil funcionários, que temiam demissões.

Este ano, o Vard Promar também fechou dois novos contratos no valor de R$ 415,5 milhões. As embarcações de apoio marítimo Plataform Supply Vessel – PSV 4500 trouxeram alívio para a empresa, do grupo italiano Fincantieri, que havia perdido dois contratos dos oito navios gaseiros encomendados pela Transpetro, um prejuízo de quase R$ 300 milhões.

Fonte: Folha de Pernambuco

Terminal Portuário de Macaé amplia área e terá terminais de apoio offshore, multiuso e de granéis líquidos

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O Tepor – Terminal Portuário de Macaé vai ampliar sua área offshore. Além do terminal de apoio logístico ao segmento de petróleo e gás – o primeiro na cidade de Macaé (RJ) totalmente privado –, o projeto terá um terminal multiuso para cargas em geral e um terminal de granéis líquidos, capaz de receber unidades flutuantes de regaseificação. O Tepor ingressará no Inea (Instituto Estadual do Ambiente) com o pedido da alteração da licença ambiental Prévia (LP) obtida em junho, com a respectiva inclusão da ampliação na licença ambiental.

A estrutura offshore do Tepor será interligada à retroárea do terminal por uma ponte de aproximadamente 2,2 mil metros de extensão (a extensão anterior à ampliação era de 1.600 metros) e terá quebra-mar e plataforma marítima, numa área total de 280 mil metros quadrados. O terminal de apoio, com 12 metros de profundidade, vai contar com dez berços de atracação para supply boats e área para docagem e manutenção, enquanto o terminal multiuso, com 480 metros de cais e 18 metros de calado, poderá receber navios de longo curso, para transporte de cargas gerais, e também sondas e embarcações de variados tipos para manutenção e apoio.

Já o terminal de granéis líquidos terá dois cais específicos, de 400 metros de extensão e 18 metros de profundidade, capazes de receber até quatro navios simultaneamente. Além disso, o terminal poderá abrigar unidades flutuantes de regaseificação, o que irá permitir o recebimento de cargas de gás natural liquefeito (GNL) na região. Por isso, contará também com um gasoduto exclusivo para escoar o gás, bem como com dutos para escoamento de líquidos para a unidade de tancagem onshore.

O Tepor será instalado no bairro de São José do Barreto, no norte de Macaé, bem próximo à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Cabiúnas, da Petrobras. Sua localização é estratégica para atender a projetos de Exploração e Produção (E&P) instalados nas bacias de Campos e de Santos.

Com investimentos previstos da ordem de R$ 2,2 bilhões, o Terminal Portuário de Macaé terá suas obras iniciadas em 2017, gerando mais de 1.100 empregos diretos e indiretos. O início da operação do Tepor está previsto para 2020, quando a expectativa é gerar, no pico, cerca de 7,5 mil postos de trabalho diretos e indiretos, sendo 800 apenas na gestão do terminal.

A EBTE Engenharia detém o controle acionário integral do Tepor desde março deste ano. O projeto começou a ser estudado em 2012 e atualmente vem sendo conduzido exclusivamente pela subsidiária BR-Rio Engenharia Especializada.

Atividades previstas na Retroárea

A parte onshore do Terminal Portuário de Macaé – Tepor ocupará uma área de 400 mil metros quadrados, onde serão construídos pátios para estocagem e armazéns alfandegados. Também será instalado um pólo para tancagem de derivados de petróleo, com capacidade para cerca de 300.000 m3. A exemplo da estrutura offshore, a retroárea poderá ser ampliada.

O Tepor é parte de um empreendimento intermodal conjunto do Grupo EBTE Engenharia, que conta ainda com o CLIMA – Complexo Logístico & Industrial de Macaé. Com 6,3 milhões de metros quadrados (sendo 4,15 milhões de m² de área privativa de terrenos, destinados a empresas e indústrias de variados setores econômicos, e 1,5 milhão de m² em áreas verdes), o CLIMA contará com um sistema exclusivo de captação, adução e tratamento de água, unidades de tratamento de esgoto e até um helicentro para helicópteros de grande porte. Além disso, terá grande oferta de energia elétrica e disponibilidade de gás natural.

O complexo será instalado em uma área altamente estratégica, localizada na RJ-168, a principal via de acesso a Macaé, dentro da Zona Industrial ZI4. O loteamento está a apenas quatro quilômetros da BR-101 e a cerca de cinco quilômetros da área urbana de Macaé.

Fonte: Ascom

Rio está à disposição para retirar entraves do setor de óleo e gás, diz Pezão

Nesta terça-feira, 14, foi realizada cerimônia de viagem inaugural do Navio José Alencar, no Estaleiro Mauá, em Niterói-RJ.

O governador licenciado do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse nesta segunda-feira, 24, que o governo local está “à disposição” do setor de petróleo e gás para retirar qualquer entrave. Ao lado do presidente Michel Temer, Pezão defendeu as mudanças na gestão da Petrobras e nas regras do pré-sal, para retirar a obrigatoriedade de a estatal ser operadora única.

“As empresas e o governo do Rio têm um objetivo comum”, afirmou Pezão, em discurso na abertura do Rio Oil & Gas, principal evento do setor de petróleo e gás no País. “Estamos à disposição do setor para retirar qualquer entrave”, disse o governador.

No primeiro semestre, o governo do Rio enfrentou críticas após anunciar aumentos de impostos para o setor de petróleo e gás, como uma tentativa de ampliar a receita em meio a crise fiscal do Estado. Segundo Pezão, a queda nas cotações do petróleo fez o governo estadual perder cerca de R$ 5 bilhões em receitas com royalties e participação especial.

“Essa queda é um dos principais motivos para que a crise do Rio seja ainda mais grave”, afirmou Pezão, citando a queda dos investimentos da Petrobras como mais um motivo de redução na arrecadação de impostos.

Ainda assim, Pezão, que foi um dos aliados da ex-presidente Dilma Rousseff no PMDB que manteve seu apoio por mais tempo, comemorou os “novos ventos sobre o setor de petróleo, com a revisão da lei pré-sal e a política de preços realista da Petrobras”.

Fonte: DCI / Estadão Conteúdo

Petrobras e Total formam aliança estratégica nas áreas de Exploração & Produção e Gás & Energia

Petrobras e Total informam que seus respectivos presidentes, Pedro Parente e Patrick Pouyanné, estão assinando, hoje, no Rio de Janeiro, um memorando de entendimento para consolidação de uma aliança estratégica nos segmentos de Exploração & Produção (E&P) e Gás & Energia (G&E) no Brasil e oportunidades potenciais no exterior.

A partir desse memorando, as empresas se comprometem a avaliar conjuntamente oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas reconhecidas experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás.
Na primeira fase do acordo, as companhias pretendem focar nas áreas de E&P e G&E.

No segmento de E&P, a Petrobras irá oferecer parcerias em projetos no Brasil, enquanto a Total irá propor oportunidades de parceria no exterior. Essa nova aliança permitirá que as duas companhias potencializem suas experiências e competências técnicas no desenvolvimento de águas profundas, visando otimizar a produção e desenvolver essas atividades no Brasil e em outras províncias promissoras de óleo e gás, compartilhando custos e riscos em projetos de alta complexidade e elevados investimentos.
No segmento de G&E, as companhias desenvolverão atividades conjuntas na área de gás natural e energia elétrica no Brasil.

Numa segunda fase, o memorando prevê, ainda, a extensão da parceria estratégica para todos os segmentos da área de refino e gás natural.
Atualmente, a Petrobras e a Total são parceiras em 15 consórcios de exploração e produção, sendo nove no Brasil e seis no exterior. No Brasil, são parceiras na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos. No exterior, são parceiras no campo de Chinook, no Golfo do México nos EUA, no campo de águas profundas Akpo, na Nigéria, e nos campos de gás de San Alberto e San Antonio/Itau, na Bolívia, além de serem sócias no gasoduto Bolívia-Brasil.

Fonte: Petrobras

Setor de petróleo do Brasil vive momento de abertura comparável a 1997, diz Petrobras

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A indústria de petróleo do Brasil passa por um momento de abertura para novos investimentos comparável ao visto há quase dez anos, afirmou o diretor de Estratégia da Petrobras, Nelson Silva, ao participar de evento sobre o setor de infraestrutura que reuniu empresários e autoridades do governo nesta sexta-feira em São Paulo.
“O que está ocorrendo agora é muito importante, historicamente falando… a Petrobras começa a desinvestir em várias áreas, abre espaço para novos players… e (haverá) mudanças no marco regulatório… vemos esse momento agora como uma nova abertura do mercado, podemos comparar aí talvez com 1997″, afirmou Silva, em referência ao ano que a Lei do Petróleo estabeleceu o fim do monopólio da Petrobras na exploração e produção da commodity no país.

Fonte: Extra / Reuters

EAS lança nova embarcação ao mar

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O Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, lançou ao mar a sua nona embarcação – o navio Milton Santos. O petroleiro está no cais 1 do empreendimento naval. Ele faz parte do pacote de encomendas da Transpetro (subsidiária da Petrobras), dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

Todos os navios suezmax têm as mesmas dimensões: capacidade de carregar cerca de um milhão de barris de petróleo e 247 metros de comprimento. Seu porte bruto é de 157,7 mil toneladas. Eles recebem essa denominação por ter o tamanho máximo para passar pelo canal de Suez, entre a Europa, Ásia e África.

A empresa não informou a previsão de entrega da embarcação – que é lançada ao mar para testes finais antes de partir para a sua primeira missão.

Homenagem

Assim como os navios entregues anteriormente, a nona embarcação recebeu um nome que homenageia um personagem negro da história brasileira. O baiano Milton Santos é considerado um dos maiores pensadores da Geografia mundial. Em 1994, ele conquistou o Prêmio Vautrin Lud – o Nobel da Geografia.

O oitavo navio, batizado de Machado de Assis, entrou em operação no começo deste mês. De acordo com a Transpetro, atualmente, nove navios do Promef estão em fase de construção. No Estaleiro Atlântico Sul estão sete embarcações: dois suezmax (incluindo o Milton Santos ) e cinco aframax. Mais dois gaseiros estão no Vard Promar. A previsão de entrega de todas essas embarcações é até 2019.

Fonte: Folha de Pernambuco

Petrobras vende refinaria no Japão por US$ 129,3 milhões

A Petrobras informou nesta segunda (17) que concluiu negociações com a japonesa Taiyo OIl Company para a venda de 100% da refinaria de Okinawa, no Japão. A estatal receberá US$ 129,3 milhões.

A refinaria foi adquirida pela Petrobras em 2008, por US$ 71 milhões, com o argumento de que poderia agregar valor ao petróleo exportado para a Ásia.

Em 2015, porém, a companhia declarou não ter mais interesse no ativo. No balanço de 2014, traz baixa de R$ 343 milhões no valor da refinaria.

Localizada na ilha de Okinawa, a unidade tem capacidade para processar 100 mil barris por dia de petróleo e tem 36 tanques de armazenagem de combustíveis.

Em nota, a Petrobras disse que a venda foi negociada em processo competitivo. “O preço foi avaliado por três instituições financeiras”, disse a companhia.

A operação faz parte do plano de desinvestimentos da Petrobras, que tem como meta arrecadar US$ 15,1 bilhões até o final de 2016.

Até agora, a companhia vendeu US$ 9,8 bilhões, incluindo operações na Argentina e no Chile, a malha de gasodutos do Sudeste, participações em distribuidoras de gás e o campo de Carcará, no pré-sal.

Com a refinaria de Okinawa, o valor se aproxima de US$ 10 bilhões. A companhia ainda negocia campos de petróleo na Bacia de Campos, a distribuidora de gás de botijão Liquigás e a BR Distribuidora.

Em setembro, o novo plano de negócios da estatal trouxe uma meta adicional de US$ 19,5 bilhões em vendas de ativos para o período entre 2017 e 2018.

Fonte: Folha de São Paulo/NICOLA PAMPLONA DO RIO