Monthly Archives: setembro 2016

Petroleiras voltam a animar-se com Brasil

Mesmo com os baixos preços internacionais do petróleo e a crise econômica no Brasil, a indústria petrolífera mudou o humor com relação ao país. A troca de governo, o avanço no Congresso do projeto de lei que retira a exclusividade da Petrobras na operação do pré-sal e os sinais de flexibilização nas exigências de conteúdo local, entre outros fatores, estão animando as petroleiras. O Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) estima que os investimentos anuais em exploração e produção no país podem dobrar para US$ 50 bilhões se as mudanças ocorrerem.

A avaliação no setor é que o Brasil tem excelentes recursos petrolíferos e necessita apenas de um empurrão regulatório para a retomada dos investimentos. “O Brasil representa uma das oportunidades mais promissoras e atraentes em águas profundas para a Shell”, afirma seu presidente no país, André Araujo.

Para Pat Eitrheim, presidente da Statoil no Brasil, a extensão do Repetro é a medida mais importante no curtíssimo prazo. Os mercados brasileiro e dos EUA são os dois com maior atratividade para a norueguesa hoje, diz Eitrheim.

Fonte: Valor

Executivos da Petrobras falam da importância das parcerias na área de exploração e produção

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A parceria e colaboração entre as empresas de petróleo são cada vez mais importantes para a evolução da área de Exploração e Produção (E&P) no mundo, em particular em meio ao cenário atual de crise econômica e de baixos preços do petróleo. Essa foi a tônica do painel Collaboration 2.0 – Reinventing the E&P Industry, que a gerente executiva de Aquisições e Desinvestimentos da Petrobras, Anelise Lara, moderou no segundo dia da SPE Annual Technical Conference and Exhibition, maior evento da área de engenharia de petróleo mundial, nesta terça-feira (27/6), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O painel, formado pelos sócios da Petrobras na área de Libra, focou na experiência dos que dividem o dia a dia do bloco. O gerente executivo da área de Libra, Fernando Borges, da Petrobras, destacou a diversidade de empresas que compõem o consórcio, tanto com relação à localização, quanto ao perfil. Ele explicou que o projeto é um exemplo de construção de uma forte parceria, com compartilhamento de talentos, conhecimento, experiências, além dos custos de financiamento. “Este ambiente colaborativo pode ser muito proveitoso para novas ideias, beneficiando o projeto de Libra”, afirmou.

Borges mostrou exemplos em que a cooperação tecnológica e troca de experiências entre os sócios do projeto gerou economia de investimentos. Um deles foi a adoção de um sistema de injeção alternada de água e gás através da mesma linha flexível, além da redução do diâmetro da linha de serviço, que reduz em US$ 400 milhões o investimento necessário. Outro foi a simplificação no sistema de completação inteligente de um dos poços do projeto, que também barateia o investimento, em US$ 150 milhões.

Libra é o primeiro projeto concebido sob o modelo de partilha de produção (regime de exploração e produção pelo qual uma ou mais companhias firmam um contrato com uma empresa estatal, que prevê a compensação das partes por meio da partilha da produção de um campo de petróleo) no Brasil. Nesse projeto a Petrobras tem como sócias as empresas Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e a CNPC (10%). A Petróleo Pré-Sal S.A (PPSA ) é a representante do Governo Federal. Até o momento, foram concluídas as perfurações de sete poços e o oitavo, na área noroeste do bloco, está em perfuração. O sistema de produção antecipado de Libra está previsto para iniciar a operação em 2017.

O bloco não é o primeiro caso de parceria bem sucedida na companhia. Atuamos com êxito em sociedade com diversas outras petroleiras na exploração e no desenvolvimento de ativos terrestres e marítimos, o que se intensificou com o pré-sal. Essa estratégia possibilitou uma intensa troca de experiências e transferência de tecnologia, incrementando a competitividade da Petrobras em nível global. Hoje, apenas dez anos após a primeira descoberta, a camada pré sal já produz mais que um milhão de barris de petróleo por dia.

O novo Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da companhia tem como uma de suas bases estender a colaboração entre empresas e a Petrobras. A ideia é que a companhia possa reduzir os riscos na participação dos projetos e dividir os investimentos com outras empresas, reduzindo sua necessidade de capital para desenvolver os projetos. A Petrobras planeja investir US$ 74,1 bilhões nesse período. Com a realização de parcerias e desinvestimentos, estima alavancar investimentos adicionais de US$ 40 bilhões por parte de outras empresas do setor no Brasil nos próximos dez anos.

Participaram ainda do painel o vice presidente da Shell Brasil, German Burmeister, o presidente e CEO da Total E&P Américas, Michel Hourcard, o vice-presidente da CNPC Latin America, Wang Yinxi e o Vice-presidente da CNOOC International Limited, Hongbo Zo. Representando o governo, falou o presidente da Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA), Oswaldo Pedrosa.

Empregados da Petrobras receberam prêmio por contribuições à indústria

Quatro empregados da Petrobras foram premiados com o 2016 SPE Regional Award – South America and Caribbean, prêmio concedido pela Society of Petroleum Engineers (SPE), uma das mais importantes entidades da indústria mundial de petróleo e gás. A distinção foi conferida aos engenheiros Flávio Vianna (gerente geral de Implantação de Projetos), Cezar Paulo (gerente de Elevação, Escoamento e Processamento), Adalberto Rosa (consultor master em Engenharia de Reservatórios) e Márcia Lisboa (consultora sênior em Segurança de Processos, aposentada no final do ano passado) por suas contribuições para a indústria do petróleo.

Coreanas miram terminal de GNL

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Em meio aos riscos de desativação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) da Petrobras, em Pecém, empresas internacionais estão mapeando oportunidades de investimentos na construção de uma nova unidade de regaseificação no Ceará. As coreanas Korea Gas Corporation (Kogas) e o Grupo Posco E&C e Daewoo já sinalizaram interesse em investir US$ 600 milhões num projeto para substituir a atual unidade da estatal.

O terminal de GNL de Pecém está sob reavaliação desde que o Ministério Público do Estado entrou com uma ação civil pública pedindo a desmobilização da base da BR Distribuidora do Porto de Mucuripe – uma área densamente povoada, em Fortaleza.

Com a decisão, a Petrobras estuda liberar o berço ocupado pelo navio de regaseificação, no complexo portuário de Pecém, para as novas instalações da BR. As obras exigiriam a mudança de local da unidade de gás e, consequentemente, novos investimentos da Petrobras, num momento em que a empresa aperta o cinto para reduzir custos. A petroleira ainda não definiu o futuro da unidade.

O terminal de regás de Pecém chegou a ser oferecido pela petroleira, dentro de seu programa de venda de ativos, mas o presidente da estatal, Pedro Parente, já sinalizou que o imbróglio envolvendo as operações da unidade tem afetado a venda do ativo – que possui capacidade para transferir 7 milhões de metros cúbicos diários de gás natural dos navios importadores para a malha de gasodutos.

“Tem uma demanda para mudar [o atracamento do navio de regaseificação], mas isso tem custos. A questão que se coloca é como os custos serão cobertos. Enquanto não se resolve isso, não teremos como fazer [a venda do terminal de GNL]”, disse o executivo, a jornalistas, após apresentação do novo plano de negócios da Petrobras, a empresários, em São Paulo, na segunda-feira.

Diante das incertezas em torno da operação do terminal, representantes do governo cearense assinaram, este mês, na Coreia do Sul, um memorando de entendimento com a Kogas para a instalação de uma unidade de regaseificação em terra, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Além da Kogas, participam da elaboração do projeto a distribuidora cearense de gás canalizado (Cegás) e o Grupo Posco E&C e Daewoo.

O próximo passo será a realização de um estudo de viabilidade do projeto. O novo terminal terá capacidade para 12 milhões de m3/dia – que possivelmente será desenvolvida em duas fases de 6 milhões de m3/dia.

Fonte: Valor

Porto de Santos lidera no Brasil e até internacionalmente

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O Porto de Santos desempenha um papel fundamental nas cidades da Baixada Santista (é a principal fonte de empregos e riquezas da região) e, principalmente, na economia do Brasil. Em relação a sua importância nacional, ela se deve à participação do complexo marítimo na balança comercial brasileiro, a sua liderança na operação de diversas mercadorias e à capacidade de seus terminais de movimentar os mais variados tipos de carga.

De janeiro a julho deste ano, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Porto movimentou 67,96 milhões de toneladas de mercadorias, entre aquelas importadas, as exportadas e as transportadas entre outros complexos marítimos e Santos. Considerando o valor dos produtos de importação e exportação (ou seja, os de comércio exterior), esse total chegou a US$ 53,4 bilhões no período, o equivalente a 28,9% do valor das trocas comerciais do País nesses sete meses.

Com esse percentual, o cais santista se mantém como a principal porta de entrada e saída de cargas do País. Em segundo lugar, está Paranaguá (PR), com 7,9% – pouco mais de um quarto do que o índice atingido na região.
Complexo santista responde por 40% dos contêineres que passam pelo País (Foto: Arquivo)
O Porto de Santos também se destaca nacionalmente na operação de cargas específicas. O complexo é o principal exportador de café, suco de laranja, açúcar, álcool e complexo soja (soma de grãos e farelo) do Brasil. Em relação ao café, quase quatro quintos dos embarques nacionais passam pelos terminais locais. Quanto ao açúcar, a participação chega a dois terços e, no caso do suco de laranja, quase a totalidade dos carregamentos da Nação ocorre nas instalações do complexo.

E Santos ainda tem um papel estratégico internacionalmente. O Porto é o que mais embarca café, açúcar e suco de laranja no mundo. Em relação ao açúcar, de cada três sacos movimentados no planeta, um passa pelos terminais do cais santista. E quanto ao suco, de cada cinco copos da bebida consumidos no globo, três foram exportados pela região.

Outro motivo de destaque para o complexo santista é a diversidade de suas operações. É o principal na movimentação de contêineres (utilizados principalmente no deslocamento de cargas industrializadas). Cerca de 40% dos contentores transportados pela costa brasileira passam pelos terminais locais.

E essas instalações ainda conseguem operar granéis sólidos vegetais (grãos) e minerais (fertilizantes e outros compostos químicos), líquidos, produtos siderúrgicos e equipamentos industriais.

Fonte: Tribuna online

Terminal Açucareiro vai começar a funcionar em Suape para exportação

 

O Terminal Açucareiro do Porto de Suape (empreendimento da Odebrecht TransPort com a Agrovia) começa a operar no próximo mês, aproveitando o início das exportações da safra 2016/2017.O funcionamento-piloto será realizado inicialmente com duas usinas pernambucanas e depois vai ser ampliado. Localizado na retroárea do cais 5, o terminal recebeu investimento de R$ 130 milhões e tem capacidade para movimentar 750 toneladas de açúcar por ano. O local será dedicado aos embarques de açúcar refinado, deixando para o Porto do Recife as exportações de VHP (antigo demerara).

“A principal vantagem do terminal será garantir eficiência às exportações de açúcar. O produto sofria com a pouca disponibilidade de cais e o embarque chegava a demorar até 15 dias (com o novo equipamento poderá diminuir para cinco dias). Suape também poderá servir de plataforma de exportação para outros Estados”, acredita o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente do Porto de Suape, Thiago Norões.

O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar e a região do Centro-Sul ao lado de Pernambuco são os principais fornecedores internacionais do produto refinado. Em 2015, o açúcar apareceu no topo das principais mercadorias embarcadas pelo Estado, respondendo por 10,69% da pauta. A expectativa para este ano é que a produção de açúcar alcance 900 mil toneladas. Desse total, 600 mil toneladas seguem para o mercado externo, sendo aproximadamente metade de refinado e a outra metade de VHP.

“A operação do terminal é um sintoma de que a condição logística de Pernambuco é favorável e diferenciada no Nordeste. Esse terminal dedicado vai consolidar Suape como um exportador de açúcar refinado. O porto é credenciado na Bolsa de Valores de Londres, estando apto a realizar entregas técnicas”, explica o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. O terminal tem localização privilegiada para atender às principais regiões consumidoras do Mediterrâneo, Costa da África, Oriente Médio e Europa. “A África é um mercado-alvo, principalmente países como Nigéria, África do Sul e Gana”, observa Cunha.

Em 2015 foram embarcadas 103,9 mil toneladas de açúcar pelo Porto de Suape (como carga solta) e outras 91,6 mil toneladas por contêiner. “No futuro, além de exportar um dos principais produtos da economia pernambucana, que é o açúcar, o terminal poderá servir para exportação de importação de outros grãos, a exemplo de malte, cevada, milho, farelo e soja”, adianta Norões.

INVESTIMENTO
Nos últimos anos, as usinas pernambucanas vêm investindo na reformulação das fábricas para produzir açúcar refinado, que tem maior valor agregado, mas também têm custos de fabricação mais elevados. Alguns exemplos são Trapiche, Ipojuca, Olho D’Água, Trapiche, Santa Tereza e Petribú.

O Terminal Açucareiro também poderá operar com navios de maior porte, passando de embarcações com capacidade de 10 mil toneladas para 35 mil toneladas. O terminal ocupa uma área de 72,5 mil metros quadrados e tem um berço de atracação de 355 metros de extensão.

Fonte: Jornal do Comercio (PE)/Adriana Guarda

Produtividade do pré-sal sobe e dá alívio à Petrobras

Mesmo com corte de investimento, a Petrobras tem conseguido evitar uma queda maior na produção de petróleo e gás graças ao aumento significativo da produtividade dos campos do pré-sal. Em 2017, a produção diária de barris de petróleo vai cair de 2,145 milhões para 2,070 milhões, mas, nos anos seguintes, a curva de produção vai crescer, apesar dos desinvestimentos e do declínio da extração na Bacia de Campos.

A expectativa é que, em 2021, a produção atinja 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que colocará a Petrobras entre as maiores do mundo. “A produtividade está bem maior. Em média, antecipava-se que [no campo de Lula, da camada pré-sal] seria de 15 mil barris diários por poço. O que estamos encontrando são 25 mil barris por dia, chegando 40 mil barris”, disse, em entrevista ao Valor PRO, o presidente da companhia, Pedro Parente.

A estatal conseguiu reduzir, de 330 dias para algo inferior a cem, o tempo de perfuração e estabilização dos poços do pré-sal. “Para chegar ao topo da capacidade de cada plataforma, estimava-se a necessidade de oito poços. Entretanto, hoje só precisamos de seis. Então, são menos plataformas para a produção total de um campo. Isso significa uma redução de custos importante”, revelou.

Parente informou que a estatal pretende encontrar sócios privados para as suas refinarias, novas e antigas, e que uma futura ampliação da capacidade dependerá disso. Nesse segmento, há uma concentração muito forte na Petrobras, o que, observou o executivo, não é bom nem para a empresa nem para o país.

O interesse de sócios privados dependerá da política de preços da estatal, que, segundo confirmou Parente, caminhará para a paridade com os preços internacionais. Ao enfatizar que a perda de mercado é uma variável importante na definição dos preços dos combustíveis, ele sinalizou que a Petrobras deverá reduzir os valores atuais, como espera o mercado.

A companhia não quer se desfazer do parque de termelétricas, mas tenta convencer o governo a colocar essas usinas na base do sistema integrado de energia. “Hoje, somos remunerados apenas quando produzimos [quando o sistema precisa dessa energia]. Há uma tremenda incerteza nisso”, explicou. “A disponibilidade da capacidade de geração não é remunerada adequadamente.”

Fonte: Valor

Petrobras deve continuar altamente alavancada, avalia Fitch

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Apesar de o novo plano de negócios da Petrobras para 2017 a 2021 ajudar a companhia em seus esforços de desalavancagem, uma redução significativa do endividamento continua a depender da habilidade da estatal em executar sua meta de desinvestimentos, avalia a agência de classificação de risco Fitch Ratings, em relatório divulgado nesta quarta-feira.

O novo plano de negócios reduz a meta de investimentos da Petrobras para os próximos cinco anos em cerca de 25%, para US$ 74,1 bilhões, ou US$ 15 bilhões por ano, ante estimativa do plano anterior de US$ 98,4 bilhões, ou US$ 20 bilhões por ano.

O planejamento mais recente pretende reduzir a alavancagem em quase 50% para 2,5 vezes em 2018, abaixo das 4,8 vezes de junho de 2016, considerando a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês). O plano de negócios anterior da Petrobras propunha a redução da alavancagem para 3 vezes em 2018 e 2,5 vezes em 2020.

A nova meta implica numa redução de dívida em cerca de US$ 50 bilhões nos próximos dois anos, presumindo que os atuais níveis de Ebitda e caixa permaneçam constantes. “Esse nível de redução do endividamento se compara a uma expectativa de desinvestimentos total de US$ 35 bilhões durante o período, o que explicita a necessidade de a Petrobras gerar fluxo do caixa livre significativo para atingir sua meta”, escreve a Fitch.

Fluxo de caixa livre

O plano de desinvestimentos da Petrobras gerou até o momento US$ 4,6 bilhões; sendo US$ 727 milhões em 2015 e US$ 3,9 bilhões até o momento em 2016.

A Fitch acredita que o fluxo de caixa livre da Petrobras será limitado, à medida em que o volume de recursos advindo das operações está projetado para pouco mais do que o necessário para cobrir o investimento e despesas com juros. Como resultado, a agência espera que a companhia continue a depender do mercado de capitais para refinanciar o principal de suas dívidas em vencimento.

O caso-base da Fitch presume que a Petrobras deve permanecer altamente alavancada, vai depender de financiamento externo para cumprir o pagamento de principais, e que a redução do endividamento vai depender de desinvestimentos, que são incertos.

Fonte: Valor

Venda da BR não deve entrar nos desinvestimentos de 2016, diz Parente

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A venda da BR Distribuidora não deverá compor os US$ 15,1 bilhões de desinvestimentos previstos pela Petrobras entre 2015 e 2016, afirmou na noite desta quarta-feira o presidente da estatal, Pedro Parente. Segundo ele, a tendência é que, pelo andamento do processo, a venda de uma participação na distribuidora de combustíveis integre o plano de desinvestimento de 2017-2018, de US$ 19,5 bilhões.

“A gente não acha que isso [venda da BR Distribuidora] vai entrar nos US$ 15,1 bilhões deste ano”, afirmou Parente, após apresentar o plano de negócios 2017-2021 para integrantes do setor petrolífero brasileiro, em evento realizado pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), no Rio.

Parente explicou que, inicialmente, a Petrobras contava com a BR na formação dos US$ 15,1 bilhões do plano de desinvestimentos de 2015-2016. A mudança na modelagem da venda do ativo, porém, fez o processo ser adiado.

O presidente da Petrobras disse que em breve vai concluir a modelagem para a venda da BR Distribuidora. Com isso, a empresa chamará os interessados para apresentarem suas propostas.

“Esse modelo foi discutido no âmbito do conselho [de administração da Petrobras]. Ele está sendo finalizado para convidarmos os possíveis candidatos, o que vai acontecer proximamente”, completou Parente.

Segundo Parente, o novo modelo de venda da participação na BR está mantido. A ideia é que o sócio privado fique com 51% das ações ordinárias. A Petrobras, por sua vez, ficará com 49% das ações ON, porém terá a maioria das ações preferenciais.

Com relação à renegociação dos contratos da cessão onerosa, Parente afirmou que acredita que a Petrobras será credora, ao fim da discussão com o governo. “Nós achamos que seremos credores.” Questionado sobre o prazo para a conclusão da negociação, ele disse que “isso depende do governo”.

Fonte: Valor

Porto de Paranaguá movimenta 32,3 milhões de toneladas em oito meses

O Porto de Paranaguá movimentou 32,3 milhões de toneladas, entre janeiro e agosto, de acordo com dados divulgados pelo Governo do Paraná na sexta-feira (16). O volume representa um crescimento de 5%, em relação ao mesmo período de 2015.
A exportação de carros, de acordo com o Porto de Paranaguá, ganhou destaque nos oito primeiros meses do ano por ter apresentado crescimento de 142%. A variação está atrelada ao câmbio favorável e ao baixo desempenho do mercado nacional. De janeiro a agosto, 58.518 veículos foram exportados via Porto de Paranaguá.
A movimentação para fora do país no Porto de Paranaguá subiu 28% quando se fala em cargas gerais e de 36% na exportação de granel líquido.
Importação
Quando se analisa a quantidade de material que entrou no país pelo porto paranaense, percebe-se que a importação de trigo aumentou 268%, em relação ao ano anterior.

A importação de metanol aumentou 44%; o sal apresentou alta de 87% e a cevada e o malte apresentaram alta de 115%.

A importação de granéis líquidos aumentou 75% no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Ao todo, foram movimentadas 2,5 milhões de toneladas. Os derivados de petróleo tiveram aumento de 104% na importação.

Fonte: Do G1 PR

Marintec tem início hoje no Rio de Janeiro

A Marintec South America tem início hoje (19). Em cenário incerto para a indústria naval, os organizadores comemoram as mais de 370 marcas expositoras nacionais e internacionais.

Para a organização, os números indicam que nichos importantes do setor mantêm atividade produtiva, com boas perspectivas de negócios. Até quarta-feira, o principal evento do setor naval e offshore da América Latina deve receber mais de 16 mil profissionais.

Além da feira, a Marintec realiza o Fórum de Líderes e eventos técnicos como o seminário Frota Pesqueira, o fórum de carreiras, as sessões de inovações e as sessões de treinamentos, entre outros.

As inscrições são gratuitas. A 13ª Marintec será realizada no Centro de Convenções Sul América, no Centro do Rio de Janeiro.

Fonte: Portos e Navios