Monthly Archives: julho 2016

Porto do Pecém atrai novas empresas

O Porto do Pecém será o porto escoador de toda a produção da nova empresa instalada na Zona de Processamento de Exportação do Piauí (ZPE-Parnaíba), a Ecopellet. Segundo empreendimento da ZPE-Parnaíba, a empresa vai atuar na produção de pallets e briquetes, para geração de energia renovável.

Devido à infraestrutura diferenciada, o Porto do Pecém foi escolhido como local de exportação da produção. “O Porto é muito conhecido, então achamos que seria o melhor local para exportar nossa produção, além de estar situado em uma localização estratégica”, declarou o diretor da empresa, Mário Josino Neto. Ainda segundo ele, os serviços regulares de navios para diversos portos do mundo saindo do Pecém também justificam a escolha. “Toda nossa produção tem como destino, principalmente, a Europa e a Ásia, então isso é muito importante para nós”, ressaltou. A expectativa é de que a indústria comece a funcionar em agosto, com produção inicial média de 120 toneladas/dia.

Outra empresa beneficiada com a infraestrutura do Porto do Pecém e que exporta toda sua produção também pelo Ceará é a espanhola Bollo Brasil Tropical Fruits. Com filial em Mossoró – RN, a empresa é considerada hoje uma das maiores produtoras de melão (pele de sapo) do mundo. Para o administrador da Bollo no país, Juan Puchades, o Porto do Pecém atende todas as necessidades da empresa. “O Pecém com seu amplo pátio, toda sua infraestrutura, pessoal e localização permite que o processo de envio da nossa mercadoria para fora seja realizado com agilidade”, declarou.

Além dessas empresas, o Porto do Pecém possui um extenso hall de indústrias do Nordeste que se utilizam do Porto cearense para escoar inúmeros segmentos de produtos. Com escalas semanais e quinzenais para Estados Unidos, Europa e outros, o Porto se destaca por sua periodicidade e celeridade no envio de cargas. “Quando comparado a outros pontos de escoamento de mercadorias do país, os produtos chegam ao local de destino mais rápido, quando saem do Pecém. Além das outras vantagens, isso influencia diretamente a qualidade do próprio produto”, ressaltou a diretora comercial da Cearáportos, Rebeca Oliveira.

Ao longo dos anos, o Pecém adaptou-se às necessidades dos clientes e hoje atua com um amplo mix de cargas. “Exportamos frutas frescas, além de produtos siderúrgicos e eólicos. Com certeza isso influenciou o crescimento do Porto do Pecém e contribui para a atração de novos investimentos para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Estamos no Ceará e queremos atender todo o país, levando mercadorias brasileiras para fora e trazendo mercadorias também”, conclui Rebeca.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cearáportos/Luiza Dantas

EBR encaminha plano de operações para chegada da plataforma P-74

Uma nova esperança toma conta dos trabalhadores do setor naval. Nos últimos dias, imagens da Plataforma P-74 têm sido repassadas através das redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. Nas imagens divulgadas, as informações são de que a mesma está vindo em direção a São José do Norte para o Estaleiro EBR, o qual será responsável pela obra. Desde que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) a Operação Lava Jato, em março de 2014, um mercado de incertezas ronda o setor naval, pois a ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo a Petrobras.

Na operação, a PF investiga grandes empreiteiras suspeitas de pagarem propina para executivos da estatal e para outros agentes públicos. Entretanto, com a chegada da P-74, uma nova luz surge para os trabalhadores da cidade vizinha do Rio Grande e de outras regiões. Em contato com o setor de comunicação do Estaleiro EBR, na tarde desta segunda (25), a equipe do Agora recebeu a informação de que somente a Petrobras poderia falar sobre a obra. A equipe fez contato com a assessoria da estatal, com perguntas a respeito das contratações previstas e demais informações do processo. No entanto, até o fechamento desta edição, não recebeu nenhuma confirmação sobre a possível chegada da Plataforma.

Por outro lado, conforme informações da Capitania dos Portos, o Estaleiro EBR já encaminhou para apreciação o Plano de Operações para a chegada da Plataforma. Ainda segundo dados da Capitania, nos próximos dias, a Praticagem da Barra deve encaminhar o Plano de Manobra. Após receber os planos, a Capitania dos Portos realiza a avaliação e dá o parecer favorável ou desfavorável quanto à manobra. A previsão, de acordo com informações que constam no Plano de Operações encaminhado pelo Estaleiro, é que a P-74 chegue no EBR na primeira quinzena de agosto.

Fonte> Jornal Agora (RS)/Aline Rodrigues

Porto de Porto Murtinho reativado em MS recebe primeira carga de aço com destino a Bolívia

Reativado no fim do ano passado com o intuito de aumentar as exportações, auxiliando no escoamento da produção de MS, o porto de Porto Murtinho ­ distante 431 km de Campo Grande, recebeu nesta semana a primeira carga de aço para transporte com destino a Bolívia.

A empresa Arcelor Mittal descarregou na terça­feira no município, a primeira carga de um total de 4.500 toneladas do aço bruto que serão exportados para a cidade boliviana de Puerto

Quijarro. No total, 20 carretas que saíram de Piracicaba, no interior paulista, chegaram a cidade com com 35 toneladas cada.

A primeira carga exportada pelo porto foi de 6 mil toneladas de açúcar a granel, comercializada pela usina Eldorado MS em outubro do ano passado, com destino ao Uruguai.

A unidade também deve importar produtos, sendo que a expectativa é que só a Bunge, passe por Porto Murtinho 300 mil toneladas de fertilizantes vindos da Argentina anualmente, segundo previsão da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho).
Por lá foram abertos 20 empregos diretos e outros 50 postos indiretos. Para o prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda (PT), os avanços alcançados pela Agência Portuária são evidentes e impulsionam o desenvolvimento econômico da cidade. “O porto desenvolveu muito e tem sido parceiro da cidade e da sua população”, disse.

Fonte: Campo Grande News/Priscilla Peres

Inace construirá 3 embarcações pelo total de R$ 100 mi

Com 39,6 metros de comprimento, 18 metros de largura e 6.400 hp de potência, os novos empurradores têm capacidade para transportar mais de 20 barcaças.
Após entregar dois empurradores fluviais no primeiro semestre para deste ano à Cargill Agrícola S/A, a Indústria Naval do Ceará (Inace) fechou, no início deste mês, um contrato para construção de outros três modelos com a multinacional Louis Dreyfus Company Brasil S/A. O valor das três embarcações é estimado em cerca de R$ 100 milhões e a entrega está prevista para o final de 2018. Os cinco empurradores fluviais foram encomendados pelas empresas para realizar o transporte de grãos nos rios da região Norte do País.

Com 39,6 metros de comprimento, 18 metros de largura e 6.400 hp de potência, os três novos empurradores têm capacidade para transportar mais de 20 barcaças, contendo aproximadamente 50 mil toneladas de grãos, como milho e soja, destinados à exportação.

Atualmente, o setor do agronegócio brasileiro, responsável por 40% das exportações e por cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), é um dos mais têm demandado embarcações dos estaleiros nacionais, sobretudo os do Norte e Nordeste.

“Graças a esse mercado de soja e milho os estaleiros estão ocupados”, diz Elisa Gradvohl, diretora da Inace.

Operação

Os dois empurradores entregues à Cargill Agrícola, com 28 metros de comprimento e 10,5 metros de largura, irão operar em Santarém, no Pará. Atualmente, a Inace está construindo quadro rebocadores para operação em terminais portuários brasileiros, encomendados pela dinamarquesa Svitzer, do Grupo Maersk, ao custo de aproximadamente R$ 30 milhões cada um e entrega prevista para 2017.

Novas demandas

Se até pouco tempo atrás eram as atividades relacionadas à exploração de petróleo e gás que impulsionavam a indústria naval do País, hoje são as demandas do setor do agronegócio e de operação portuária.

Mercado

“Hoje há mercado certo para rebocadores e empurradores, para commodities. O mercado de embarcações offshore (para operações em alto mar) caiu muito com esses problemas da Petrobras”, ela diz.

Além disso, Gradvohl diz que as empresas brasileiras estão praticamente paradas, sem demandar novas embarcações, devido, dentre outros fatores, ao crédito mais caro. “Hoje nós estamos trabalhando com empresas internacionais”, ela diz.

Atualmente, a Inace gera cerca de 900 empregos diretos e 1.800 Indiretos.

Fonte: Diario do Nordeste (CE)/Bruno Cabral

Porto público disponibiliza áreas para contratos de uso temporário em Porto Velho

O Porto de Porto Velho, através da Resolução Normativa nº 07, de 31 de maio de 2016, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que regula a exploração de áreas e instalações portuárias sob gestão da administração dos Portos, tornou público áreas disponíveis para interessados que queiram utilizar as instalações no local. As formas de ocupação serão possíveis através de arrendamento ou contrato de uso temporário.
Segundo o presidente da Sociedade dos Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Leudo Buriti, o arrendamento de uma área pública no porto é uma das formas de privatização das operações portuárias, seguindo a regulamentação. “Os arrendamentos de bem público ou a contratação de uso temporário destinado à atividade portuária são possíveis a partir da celebração contratual, precedida de prévia licitação”, salientou Leudo.

O coordenador de gestão portuária, Edemir Brasil, esclareceu como é feito o processo. “Os contratos de uso temporário são exclusivos para cargas que nunca passaram pelo Porto Público, como minérios, produtos manufaturados e produtos agrícolas, tais como arroz, cacau e café. Trata-se de uma movimentação de carga não consolidada neste poligonal”, reforçou Edemir.

Ao todo, as áreas disponíveis para a iniciativa privada contabilizam 85 mil m². A intenção da diretoria executiva da Soph, juntamente com o Governo de Rondônia, é atrair novos investidores e empresários que buscam reduzir os custos com transporte e estocagem de produtos que são exportados. “Apresentar a alternativa da rota do Arco Norte é nossa prioridade. Empresários de Rondônia que utilizam outras rotas, através de portos localizados em São Paulo e Paraná, desconhecem da estrutura disponível aqui em Porto Velho, que conta ainda com um posto alfandegado, para escoar esses produtos”, reforçou Buriti.

Atualmente, o porto tem registrado em média a movimentação de 300 mil toneladas de cargas/mês e com capacidade de até 5 milhões de toneladas/ano.

Fonte:Rondonia Agora

Sistema Firjan adota medidas para reaquecer indústria naval

A indústria naval vive um cenário complexo, onde seu principal demandante, a indústria de petróleo e gás, encontra-se em meio a um turbilhão de acontecimentos que vão desde a queda substancial do preço do petróleo aos desdobramentos da operação Lava Jato, segundo a gerente de petróleo, gás e naval do Sistema Firjan, Karine Fragoso. Com isso, para contornar essa situação e reaquecer a indústria naval, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro adotou algumas medidas.

Essa retração do mercado acabou por diminuir o número de encomendas do setor, o que paralisou uma série de empresas do encadeamento produtivo, inclusive os estaleiros. De acordo com Karine, “no Brasil e em especial no Rio de Janeiro a indústria naval é altamente dependente das demandas do mercado offshore. Com as quedas significativas nas encomendas do setor e a diminuição do número de empregos, hoje o que temos visto é a necessidade de um reposicionamento dessa indústria, mudando seu foco para uma maior atuação com serviços de reparação e manutenção”, afirma.

Para ela, uma vez que a indústria offshore está com seus esforços concentrados mais no OPEX (Operation Expenditure – capital utilizado para manter uma empresa) do que no CAPEX (Capital Expenditure – montante destinado para investimentos) e a vida útil das embarcações está sendo estendida, ao operarem em condições extremas e sob estritas normas de segurança, faz sentido que o setor mude sua direção. “Outro desafio está relacionado às questões logísticas e de dragagem dos portos para dar celeridade aos processos de carga e descarga além de aduaneiros, por exemplo. Com os cortes nos orçamentos de instituições federais, como a Marinha do Brasil, há ainda que se avaliar um modelo de negócios que contemple a participação da iniciativa privada nos projetos dessas instituições”, reforça.

Para superar esses desafios, o Sistema Firjan, que será uma das entidades parceiras na realização do Fórum de Líderes da Construção Naval — que acontece em setembro durante a 13ª Marintec South America —, vem desenvolvendo uma série de iniciativas, que para surtirem efeito precisam ser realizadas de forma coordenada, com o envolvimento de todas as partes interessadas.

Em maio, por exemplo, a entidade realizou o Seminário Naval Brasil-França em parceria com a Marinha do Brasil, que reuniu os principais agentes do setor de ambos os países para discutir as tendências do segmento e apresentar projetos visando parcerias. “Vale destacar também as ações do Seian para o desenvolvimento de programas de qualificação de mão de obra específicos, com o Centro de Treinamento Seian Barreto, instalado em Niterói, dedicado ao setor naval. Além disso, no ano passado, durante a Marintec 2015, lançamos o Mapeamento da Indústria Naval, em que foram propostos 20 projetos que devem ser implementados em conjunto com os agentes deste setor, como o desenvolvimento e a implantação do Comitê de Desenvolvimento da Economia do Mar (Codemar) e a promoção de intercâmbios técnicos e comerciais”, pondera a gerente do Sistema Firjan.

Por outro lado, Karine ressalta que a recuperação do setor, de fato, deverá ocorrer em médio e longo prazo. “Para nós, o objetivo é que o estado do Rio de Janeiro, em 2020, seja novamente referência como centro de excelência em engenharia, construção, reparação naval e apoio offshore, com competência para construção e integração de módulos, até porque o berço dessa indústria é aqui. Ainda hoje, mais de 50% das atividades do setor se concentram nessa região”, conclui.

A Marintec South America – Navalshore é a principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. Ponto de encontro da indústria, reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores, nacionais e internacionais em prol do aumento da produtividade, da qualificação profissional, do fomento de novas tecnologias, investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia. Em 2016, acontece de 19 a 21 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).

São 11 mil metros quadrados, mais de 370 marcas expositoras, 17 países e oito pavilhões internacionais. Paralelamente à feira, também serão realizadas a Conferência Fórum de Líderes, o Seminário de Renovação da Frota Pesqueira e ações de capacitação profissional, além do espaço para inovações de expositores.

Clima é de confiança na retomada da indústria de petróleo e gás

São Paulo – Novas reuniões com membros do governo interino de Michel Temer ampliaram o clima de confiança e a sensação do setor de petróleo e gás de que a indústria pode se recuperar com mais velocidade e, inclusive, puxar a retomada do crescimento econômico, na avaliação do secretário-geral do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), Milton Costa Filho. As informações são da Agência Brasil.

Costa Filho citou o exemplo do novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e do novo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix. “O próprio novo ministro [Fernando Coelho Filho] está se mostrando muito interessado na indústria, fazendo uma interlocução muito positiva. Isso cria um clima de otimismo e de confiança”, disse Costa Filho, após participar de evento com representantes do Rio Convention & Visitors Bureau sobre as oportunidades criadas na área de turismo do Rio de Janeiro pelo setor de petróleo e energia.

Outro ponto considerado positivo para o futuro da indústria petrolífera foi a aprovação pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), na semana passada, da continuidade dos estudos sobre campos e blocos de petróleo e gás que poderão ser oferecidos na 14ª rodada de licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis). “A gente espera que venha uma rodada que possa realmente atrair investidores”.

A possibilidade de aprovação na Câmara dos Deputados do projeto do então senador José Serra que retira da Petrobras a obrigatoriedade de ser operadora única dos campos do pré-sal constituirá, segundo o secretário-geral do IBP, “um sinal maravilhoso para atrair novos investidores e empresas para a nossa indústria”. O IBP reivindica também que a política de conteúdo local no setor de petróleo e gás seja mais realista, de modo a beneficiar a cadeia nacional de fornecedores de produtos e serviços.

A indústria está concentrando agora sua atenção no anúncio do próximo plano de negócios da Petrobras, previsto para o final deste mês, que deixará claro o posicionamento da companhia daqui para a frente. A expectativa é que a estatal vai investir menos nas áreas de refino, logística e distribuição de gás e se concentrar mais na parte de geração. “Se for feito dessa forma, vai gerar uma série de oportunidades”. A indústria aguarda ainda o anúncio de diversas medidas do governo para retomada do setor. “O clima é de confiança”.

Costa Filho aposta no potencial de recuperação não só da Petrobras, mas da indústria de petróleo e gás como um todo. Segundo dados do IBP, o Brasil é o 13º maior produtor de petróleo do mundo e o 5º maior mercado consumidor de derivados global, representando 3% de toda demanda mundial. A indústria de petróleo e gás é responsável, também, pela geração de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e por 30% do PIB do estado do Rio de Janeiro. “Tem oportunidades imensas aqui. Os empresários estão aguardando decisões para ver se direcionam seus investimentos no Brasil, ou não”.

Fonte: Valor Economico/FOLHAPRESS

Comissão aprova PL de Serra que retira pré-sal da Petrobras

Sob forte resistência de parlamentares da oposição, foi aprovado o Projeto de Lei 4.567/16 que retira a obrigatoriedade da Petrobras participar da extração de petróleo da camada pré-sal. O placar ficou em 22 votos favoráveis e 5 contrários.

Com o resultado na comissão especial que analisa o assunto desde março, a proposta segue para o plenário da Câmara. O colegiado ainda analisa destaques apresentados ao projeto.
O parecer do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) altera as regras atuais que determinam que a estatal brasileira é a única operadora da exploração nesta camada, garantindo exclusividade sobre decisões como a definição de critérios para avaliação de poços, equipamentos de produção e compras.

A proposta, que foi costurada ainda no Senado pelo atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, também restringe a obrigação de a Petrobras participar, com no mínimo de 30% dos investimentos, de consórcios para exploração do pré-sal apenas para áreas estratégicas.
– Pelo bem do Brasil, por um futuro de investimentos fortes, para manter o papel estratégico que tem a Petrobras no desenvolvimento de um setor industrial fundamental, temos que fazer o oposto do que está propondo a base golpista de Temer – protestou Henrique Fontana (PT-RS).

Segundo o petista, o interesse das empresas na operação do pré-sal reflete a lucratividade da camada.
– Temos aqui, como Parlamento, o dever de manter esta exploração nas mãos da Petrobras. Agora que o filé mignon está na mesa para ser servido, vossas excelências querem retirar esta lucratividade da mão da Petrobras – completou.

Glauber Braga (PSoL-RJ) engrossou o coro contrário ao parecer, ao alertar que a produção passará a ser computada “por interesses privados”, caso a matéria avance.
Por outro lado, tucanos e peemedebistas defenderam a iniciativa. Para o grupo favorável ao texto, a mudança das regras do atual sistema de partilha vai ampliar os investimentos no setor.
Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA) afirmou que a Petrobras não será retirada do jogo.
– Estamos dando oportunidade – afirmou ao destacar que a estatal precisa “recuperar sua imagem”.

Segundo ele, a Petrobras continuará sendo “a grande empresa” neste setor mas não tem condições, neste momento, de manter as atuais competências.
– É fundamental para os estados, como o meu, ter investimentos – completou.

Fonte: Monitor Mercantil/Agência Brasil

Serra defende menos impostos sobre a exportação e diz que China é ‘prioridade’

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, defendeu ontem, durante evento em São Paulo, a aproximação comercial brasileira com China, África e Irã e a menor tributação sobre as exportações. Serra definiu a China como “prioridade” e disse que criará uma área específica dentro da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) para negociar com os chineses.

“A China deslocou a curva de demanda por alimentos para cima. Vamos dar ênfase para isso”, disse o ministro, durante discurso no Global Agribusiness Forum. “A África Subsaariana, entre 2000 a 2010, cresceu a uma taxa que foi o dobro da América do Sul. Entre 2010 e 2016, foi três vezes maior. É um mercado muito importante”, afirmou, citando a Nigéria como um país do qual o Brasil compra “muito petróleo, mas para quem vendemos quase nada”.

O Irã, segundo ele, “tem um potencial imenso” depois do fim das sanções comerciais. Serra disse que no mês passado foi enviada uma missão formada por membros do BNDES e do Ministério de Relações Exteriores para iniciar uma maior aproximação comercial. O ministro elogiou a transferência da Apex para o Itamaraty e a da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para a Presidência da República, classificando-as como “mudanças importantes”.

Falando para uma plateia de representantes do agronegócio brasileiro, elogiou a agricultura brasileira, responsável por 20% do PIB e 40% das exportações. O ministro disse aos empresários que “não há contradição” entre incentivar a venda para o exterior de produtos agrícolas e diversificar a pauta de exportação.

“Nosso dilema não é exportar manufaturados, produtos agrícolas ou minerais. Isso é perfeitamente compatível. Os Estados Unidos são um exemplo nesse sentido. Temos que exportar aviões e soja”, disse.

Para alcançar esse objetivo, Serra defendeu que haja menos impostos sobre as exportações brasileiras. A menor incidência de tributos, segundo ele, já traria efeitos positivos no curto prazo. “Precisamos diminuir o custo Brasil”, disse. Ele não detalhou, no entanto, quais mudanças poderiam ser essas.

O ministro fez elogios à produtividade do agronegócio brasileiro, mas disse que é possível diminuir os custos, principalmente por meio de melhoras no transporte e armazenamento. O índice de perda do agronegócio nacional, segundo o ministro, é de 10%, acima da média mundial. “Mas isso gera uma oportunidade para a gente. ”

Fonte: Valor Economico/Estevão Taiar e Camila Souza Ramos | De São Paulo

Transpetro coloca em operação terceiro navio gaseiro

O navio Darcy Ribeiro foi entregue à Transpetro nesta sexta-feira (1º), no  Estaleiro Vard Promar, em Niterói. Este é o terceiro gaseiro a integrar a frota da companhia em menos de um ano, sendo a 15ª embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a entrar em operação. A primeira viagem do gaseiro Darcy Ribeiro será para o Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), no Espírito Santo, onde fará programação de carregamento para o porto de Fortaleza.

O Darcy Ribeiro é o 56º navio a compor a frota da Transpetro. Com capacidade para transportar 7 mil m³ de gás liquefeito de petróleo (GLP), a embarcação está preparada para operar em todas as regiões do Brasil e na América do Sul. A Transpetro ressalta que o aumento do número de embarcações modernas possibilita uma melhora na eficiência logística para o escoamento da produção da Petrobras.

Ficha técnica do navio Darcy Ribeiro:

Tipo: Gaseiro
Capacidade de transporte: 7 mil metros cúbicos
Comprimento total: 117,63 metros
Largura: 19,20 metros
Altura: 34 metros
Calado: 5,80 metros
Pontal (distância entre o fundo e o convés): 8,60 metros
Velocidade: 15 nós
Autonomia: 11 mil milhas náuticas
Número de tanques: 2 (dois)

(Da Redação)