Monthly Archives: maio 2016

Novo cais vai desafogar operações no Porto de Aratu

Uma das principais usuárias do Porto de Aratu e empresa âncora do Polo Industrial de Camaçari, a Braskem se prepara para investir R$ 600 milhões na ampliação da área para atracação de embarcações e de armazenagem na Baía de Aratu, além de preparar as linhas de produção no polo para receber matéria-prima importada dos Estados Unidos.

Segundo a Braskem, o projeto de construção do novo cais para atracação é a saída para garantir a continuidade das operações no Polo de Camaçari, importante gerador de emprego e renda da Bahia.

Empresas buscam investimentos para melhorar Porto de Aratu; espera causa prejuízos de US$ 517 mi

A empresa pretende construir o cais na Prainha, em área ao lado do Porto de Aratu e a poucos metros de tubulações utilizadas para o transporte de produtos químicos em alta pressão. Para a implantação do porto, estão previstos investimentos de R$ 120 milhões e a geração de 200 empregos durante a fase de implantação do projeto, que deve durar um ano, a partir da conclusão do processo de licenciamento. Os outros R$ 380 milhões serão divididos entre a ampliação da área para receber produtos químicos em Aratu e na modernização do polo.

Nos próximos dias 8 e 9 de junho, serão realizadas audiências públicas em Ilha de Maré, como parte do processo de licenciamento do cais. O projeto “segue as regulamentações e normas vigentes, considerando as exigências dos órgãos públicos envolvidos, tais como a Secretaria Especial de Portos (SEP), Codeba, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Marinha brasileira e o Ibama, além do governo do estado da Bahia”, informa a empresa.

A área é considerada como propícia à expansão da atividade portuária, ou para a implantação de empreendimentos industriais, diz o coordenador de Acompanhamento de Infraestrutura da Casa Civil estadual, Eracy Lafuente. Segundo ele, a área é tratada pelo governo estadual como de “expansão” para atividades do setor produtivo. “O governo apoia o desenvolvimento econômico e vai analisar o uso da área nesta perspectiva”, afirma, lembrando que a estrutura no entorno da área é voltada para operações da indústria.

Segundo o secretário do Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eugênio Spengler, a responsabilidade pelo licenciamento ambiental do cais que está sendo proposto pela Braskem é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). Ele diz que o Inema, órgão estadual de licenciamento, manifestou-se a respeito do assunto no passado porque foi questionado. “Pelo plano diretor que existe para aquela área, ela não é recomendada para o lazer. É imprópria, independente da implantação, ou não, de um equipamento industrial ali”, ressalta. “O governo está conversando com empresas interessadas na ampliação das operações no Porto de Aratu”, disse. O parecer mais recente do Ibama indica que os estudos apresentados para o projeto são satisfatórios.

Fonte:Correio da Bahia/Donaldson Gomes

Ministro quer novo código mineral com menos interferência

O novo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, pretende tirar da letargia a reforma do código de mineração. Parado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei enviado pela presidente afastada Dilma Rousseff há quase três anos buscava atualizar o marco regulatório do setor, que está às vésperas de cumprir meio século de vida – ele é de 1967. Com viés intervencionista, a proposta reforçava o papel do Estado nas atividades de pesquisa mineral e foi mal digerida pelos investidores. Diante da acolhida ruim e do tombo no preços das commodities, o texto enviado por Dilma ficou travado.

Prometendo diálogo, Coelho Filho deseja retomar a tramitação do projeto, mas com um lema: “menos interferência e mais regulação”. O ministro adianta que não tem posição fechada sobre nada. “Queremos chegar a um entendimento para, de fato, atualizarmos o código de mineração. Definir regras claras é uma prioridade, mas não quero tomar nenhum lado e dizer que precisamos aprovar de qualquer jeito.”

Em conversa com o Valor, menos de duas semanas após sua nomeação para o cargo, Coelho Filho avalia que a alíquota de 2% cobrada como royalties na exploração do minério de ferro está defasada. A Austrália cobra 7,5% de seus produtores, a Rússia impõe uma alíquota de 4,8% e a China estabelece esse valor em 2,5%.

O ministro, que é o mais jovem no primeiro escalão do governo interino de Michel Temer – tem 32 anos – e deputado licenciado pelo PSB de Pernambuco, demonstra simpatia por uma das últimas versões costuradas na Câmara antes do virtual abandono da proposta em tramitação.

O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que era relator do projeto, propôs a criação de um sistema de “bandas flexíveis” para os royalties do minério de ferro. A alíquota ficaria em 1% do faturamento bruto das mineradoras quando o minério estivesse abaixo de US$ 60 por tonelada e subiria para 2% em caso de um valor entre US$ 60 e US$ 80. Essa taxação aumentaria para 3% no patamar de US$ 80-US$ 100 e alcançaria o teto de 4% apenas se a tonelada extrapolasse a barreira de US$ 100 – o que parece totalmente fora do radar. A cotação do minério tem variado em torno de US$ 50 nos últimos meses.

De qualquer forma, conforme sublinha o novo ministro, a reforma do código “não pode tratar só de aumento das alíquotas” e precisa “destravar investimentos”. Em sua avaliação, a proposta enviada originalmente ao Congresso Nacional tinha intenções arrecadatórias e atravessava direitos de quem já desenvolvia atividades de pesquisa. Trata-se de uma referência à ideia apregoada por Dilma de licitar áreas mapeadas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que seria fortemente turbinada. Na prática, o projeto deixava em segundo plano empresas privadas dedicadas à pesquisa para exploração posterior.

Se conseguir mesmo a façanha de desengavetar o novo código, Coelho Filho encontrará um terreno fértil para discussões. Horas antes de assumir como ministro do Meio Ambiente no governo interino, o deputado Sarney Filho (PV-MA) protocolou um projeto de reforma da legislação mineral.

Além de manter a linha intervencionista do texto redigido pela equipe de Dilma, o PL 5.263/16 eleva o teto dos royalties para 6% e introduz a possibilidade de cobrança de participações especiais – em consonância com o que já existe na indústria de petróleo e gás – para a exploração de jazidas com “rentabilidade excepcional”.

No ano passado, as receitas com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) atingiram R$ 1,5 bilhão. Em um reflexo da queda de preços no mercado internacional, houve recuo de quase 20% na arrecadação. O tombo afeta especialmente o caixa de prefeituras: 65% dos recursos são destinados aos municípios produtores. O restante fica entre Estados produtores (23%) e União (12%).

A mineração não será o único possível foco de mudanças. O setor elétrico, encalacrado em um novelo de fios desencapados, vive também uma oportunidade de revisão do modelo implementado por Dilma – então ministra de Minas e Energia – em 2004.

Ainda sobram problemas para resolver, como a sobrecontratação das distribuidoras e os compromissos bilionários das megausinas amazônicas que não cumpriram seus cronogramas de obras, mas Coelho Filho vê o “soluço na economia” – com queda pelo segundo ano seguido da demanda por energia no sistema interligado nacional – como a abertura de um “espaço para reflexão” do modelo. Se essa oportunidade for perdida, alerta o ministro, bastam alguns anos de crescimento do PIB no patamar de 2% a 3% para voltar ao drama.

Para ajudá-lo a desenhar as novas diretrizes do setor, ele chamou um especialista renomado: Paulo Pedrosa, que assumiu como secretário-executivo do ministério, tem ampla experiência no setor privado e atuava como presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace).

Ao lado do chefe, Pedrosa chama atenção para a necessidade de rejuvenescimento do setor e de sair das soluções pontuais para crises recorrentes. “O ministro de Minas e Energia acaba sendo um plantonista de UTI: a cada semana surge um drama que precisa de intervenção ou de medida provisória. Não podemos ficar prisioneiros de práticas antigas.”

A agenda de Coelho Filho terá ainda pela frente outros dois problemas complexos: o saneamento financeiro da Eletrobras e a mudança na legislação que deixa a Petrobras como operadora única e obrigatória do pré-sal. O ministro convidou para a Secretaria de Petróleo e Gás o engenheiro Marcelino Guedes, ex-presidente da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Outros integrantes da equipe do MME devem ser conhecidos hoje.

Fonte: Valor Econômico/Daniel Rittner, Murillo Camarotto e Rafael Bitencourt | De Brasília

Porto de Santos terá sistema para monitorar tráfego aquaviário no canal

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, conta com uma Supervisão de VTMIS (sigla do inglês Vessel Traffic Management Information System, que, na tradução livre do inglês, significa Sistema de Informação de Gerenciamento do Tráfego de Embarcações), ligada diretamente a sua Gerência de Gestão de Acesso.

Ainda em fase de implantação, o VTMIS será um equipamento que permitirá à Docas monitorar o tráfego aquaviário da área portuária, dos canais de acesso e dos fundeadouros, ampliando a segurança das equipes que estão no mar e da navegação e a proteção ao meio ambiente, além ampliar a eficiência na movimentação de cargas, otimizando recursos e infraestrutura.

O sistema será um suporte eletrônico à navegação, dotado de radares, câmeras de longo alcance e equipamentos meteoceanográficos. Ele fornecerá o conjunto de informações necessárias à tomada de decisão sobre o melhor uso dos acessos aquaviários ao Porto de Santos.

Atualmente, a Supervisão de VTMIS acompanha a aquisição dos equipamentos e as obras para a implantação do sistema.

Entre os setores envolvidos na implantação do projeto, estão a Superintendência de Tecnologia da Informação (TI) e os setores de Engenharia e Meio Ambiente. Quando tudo estiver pronto para operar, o sistema deve ter como principais interlocutores as superintendências de Operações Logísticas, de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho.

Ao todo, o departamento conta com dez operadores de Tráfego Marítimo, com formação na área da Engenharia. Esses profissionais trabalham em regime de turno em rodízio, acompanhando as movimentações de tráfego marítimo do Porto, principalmente na área dos fundeadouros.

Atualmente, o Centro de Operação do VTMIS está em fase final de construção. Ele funcionará na antiga Ponte da Marinha, às margens do canal do estuário, na Ponta da Praia, nas proximidades do Canal 7, em Santos.

Paralelamente, os equipamentos do sistema estão sendo homologados para aquisição. A previsão é de que, ainda neste ano, ocorram os testes de integração do sistema. O consórcio contratado para a implantação do VTMIS também deve capacitar os funcionários. O término de todos os trabalhos está previsto para maio de 2019.

Fonte: A Tribuna online

Porto do Rio Grande melhora gestão e reduz gastos gerando superávit de R$ 32 milhões

Qualificar a gestão e diminuir os gastos de todos os órgãos públicos gaúchos foi determinação da gestão iniciada em 2015, no governo do Estado. A Superintendência do Porto do Rio Grande, como autarquia pública, realizou diversas modificações organizacionais, para qualificar o uso do recurso público e o resultado apontou um superávit de R$ 32 milhões no ano passado. A diminuição dos recursos pagos veio acompanhada do excelente resultado da movimentação de cargas, que ultrapassou 37 milhões de toneladas no período.

“Junto com o convite do governador José Ivo Sartori, para assumir a autarquia, recebi a incumbência de organizar a Suprg e reduzir gastos desproporcionais que vinham ocorrendo. Montamos uma diretoria firme para esse propósito e, guiados pela Secretaria de Estado dos Transportes, realizamos modificações que culminaram com o superávit”, afirma o diretor-superintendente Janir Branco. Entre as principais economias feitas estão: publicidade institucional (-36%) e, diárias de servidores (-43,8%). “Para a publicidade, adotamos critérios mais seletivos, com vista à atração de clientes, mostrando as potencialidades do complexo”, explica.

Com a redução do corte de cargos em comissão, a administração da superintendência reorganizou setores, dando destaque aos servidores da autarquia. “A Suprg tem um quadro de servidores competentes, com larga experiência na atividade portuária, e buscamos ao máximo garantir o uso desses conhecimentos, que são vitais para o funcionamento do complexo”, explica Branco. A diminuição dos cargos no formato comissionado chega a 35%, quando comparado aos funcionários em atividade, em 2014.

Corrigir falhas foi vital para a redução de gastos, como uma análise dos contratos de empresas terceirizadas que estavam atuando na autarquia. “Avaliamos alguns processos e entendemos que funções estavam sendo sobrepostas como vigilância e Guarda Portuária”, acrescenta o superintendente. Com a nova organização estrutural, o custo de locação de mão de obra caiu 22%.

Gasto eficiente

“A determinação do governo é que o gasto seja eficiente e produza resultados. No caso do Porto, nossa principal demanda é com a questão ambiental: o pleno cumprimento das condicionantes da licença em vigor e a renovação da licença ambiental de operação”, explica Branco. Os recursos orçamentários destinados à área ambiental tiveram crescimento de 62,8% em 2015, quando comparados ao ano de 2014.

“Os desafios aos administradores são muitos, e a sociedade está mais exigente. O porto precisa dar uma resposta ao seu público-alvo e à comunidade, de maneira transparente e dinâmica, para gerar riquezas à cidade e ao Estado”, conclui Janir Branco. A queda de recursos orçamentários, empenhados entre 2014 e 2015, chega ao patamar de 22,1%.

Fonte: Jornal Agora (RS)

Setor portuário cresce 2,9% no primeiro trimestre

O setor portuário brasileiro (portos organizados e terminais privados) movimentou 230,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2016. Isso representa um crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram movimentados 224,7 milhões de toneladas.

No primeiro trimestre de 2016, os portos organizados movimentaram 82,3 milhões de toneladas de carga bruta. Os Terminais de Uso Privado (TUPs), 148,6 milhões de toneladas brutas. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

De acordo com o levantamento, a movimentação nos portos organizados apresentou acréscimo de 4,8% no primeiro trimestre de 2016, quando comparado com o mesmo trimestre de 2015, quebrando uma sequência apresentada nos últimos trimestres, na qual os TUPs vinham registrando taxas de crescimento superiores. Enquanto isso, nesse primeiro trimestre de 2016, os terminais privados apresentaram um aumento de 1,9% comparado ao primeiro trimestre de 2015.

Após apresentar queda de 3,1% no comparativo do primeiro trimestre 2014/2015, a movimentação de cargas nos portos organizados obteve uma recuperação no primeiro trimestre de 2016. “Isso aconteceu devido ao bom desempenho das commodities agrícolas, como a soja, crescimento de 47,6%, e o milho, incremento de 180,7%”, apontou o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq, Fernando Serra.

No primeiro trimestre de 2016, os destaques entre os grupos de mercadoria de maiores movimentações no setor portuário foram: grupo de minérios (93,7 milhões de toneladas, acréscimo de 5,1%); sementes, grãos e frutos (16,5 milhões de toneladas, acréscimo de 38,9%); e cereais (10,3 milhões de toneladas, com 60,7% de aumento).

Os dez principais portos organizados movimentaram 71,3 milhões de toneladas. Isso corresponde a 87% da movimentação total dos 33 portos organizados que registraram operação no trimestre. Os destaques no crescimento de movimentação foram Santarém (+ 102%), no Pará; Paranaguá (+ 21,2%), no Paraná; e Rio Grande (+ 18,9%), no Rio Grande do Sul.

“O Porto de Santarém passou a integrar pela primeira vez o grupo dos dez maiores portos organizados em movimentação de carga nesse trimestre, especialmente devido ao grande crescimento nas commodities agrícolas. Soja e milho foram os responsáveis pelos aumentos significativos na movimentação, 102% e 119%, respectivamente, quando comparados ao primeiro trimestre de 2015″, explicou Serra.

A movimentação de carga nos terminais de uso privado cresceu, no primeiro trimestre de 2016, alavancada por maiores movimentações de minérios, cereais, sementes e grãos. O maior destaque entre os terminais privados é o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), que, na comparação com o primeiro trimestre de 2015, teve alta de 32,1%, um aumento de 8,3 milhões de toneladas.

Navegação

A navegação de longo curso foi a mais representativa, com 73,5% do total de cargas movimentadas no primeiro trimestre de 2016. Em seguida, tem-se a cabotagem (21,9%), navegação interior (4,2%), apoio marítimo (0,3%) e, por fim, a navegação de apoio portuário (0,2%).

A movimentação de cargas ligadas ao longo curso, na comparação com o mesmo trimestre de 2015, avançou 4,2%, movimentando 169,6 milhões de toneladas. Em relação à cabotagem, houve uma queda de 2,9% na movimentação, com 50,8 milhões de toneladas.

Já a movimentação portuária, via navegação interior, apresentou 9,7 milhões de toneladas, aumento de mais de 16%. “Esse bom desempenho se deve ao crescimento de 138,2% no grupo dos cereais, bem como a boa performance do grupo de sementes e frutos oleaginosos, que registrou aumento de 18% no primeiro trimestre desse ano, quando comparado ao mesmo período de 2015″, detalhou o gerente.

Fonte: Antaq

Porto do Pecém recebe segunda expansão

O presidente do Porto do Pecém, Danilo Serpa, participou na última segunda-feira (16) do 17º Fórum Anual de Portos & Terminais Brasil, que se encerra hoje no Rio de Janeiro. Serpa ministrou uma palestra sobre o porto cearense, a fim de mostrar a sua infraestrutura, o trabalho realizado ao longo desses 14 anos de funcionamento, além de falar um pouco sobre os projetos futuros para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Durante a apresentação, Danilo Serpa ressaltou o novo momento que o Porto do Pecém está vivendo, mostrando a sua capacidade de movimentar diversos tipos de cargas, receber grandes embarcações, destacando-se diante de outros portos brasileiros. “Queremos mostrar a todos que o Porto do Pecém está apenas começando o seu trabalho. Ainda temos muito o que crescer, conquistar, e estamos buscando isso”, finalizou.

Atualmente, o Porto do Pecém está passando pela obra de segunda expansão, que já alcança 77% de avanço e abrange três novos berços (7 e 8 já estão prontos, e o 9 será entregue até novembro), uma nova ponte de acesso, uma correia transportadora exclusiva para minério de ferro, e, a engorda do quebra-mar. A finalização da obra vai aumentar a capacidade de movimentação anual de Pecém para até 750 mil TEU’s

Serpa aproveitou para tratar sobre as cargas que mais se destacaram no ano de 2015, sendo granéis sólidos e as frutas frescas um dos primeiros do ranking, e sobre a expectativa para o aumento das movimentações este ano. “Estamos buscando novos clientes para o complexo, sem falar na siderúrgica, que começa as suas atividades agora. 2016 será um marco na economia do Estado”, disse. A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), além das matérias-primas, vai movimentar por meio do Porto do Pecém, em sua fase inicial, 3 milhões de toneladas de placas de aço. “Vamos continuar trabalhando para consolidar este novo momento do Porto do Pecém e esperamos que este ano seja ainda melhor”, disse o presidente.

O fórum contou com a participação de gestores de portos, terminais privados de todo o país e órgãos intervenientes como a Anvisa, Antaq, Ministério do Trabalho e Previdência Social, Receita Federal, Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAPA), DNIT e Valec. Até o final do evento, outros portos como São Francisco do Sul, Paranaguá, Maceió, Itapoá, assim como a praticagem, infraestrutura, dentre outros temas ainda serão discutidos durante o evento.

Fonte: Assessora de Imprensa da Cearáportos/Luiza Dantas

Gigante chinês desembarca no país e investe em porto da WTorre

A China Communications Construction Company (CCCC), conglomerado chinês de infraestrutura, equipamentos pesados, e serviços de dragagem, acaba de desembarcar no Brasil. A primeira aquisição de ativo do grupo no país será uma participação no Terminal de Uso Privado (TUP) de São Luís, no Maranhão, projeto multicargas da WPR, braço de infraestrutura do grupo WTorre. O sócio chinês vai fazer aporte de R$ 400 milhões.

O termo de compromisso entre as duas empresa foi assinado ontem, conforme adiantou o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. A CCCC entra como investidora no terminal, cujo projeto total está orçado em R$ 1,5 bilhão. Além do aporte da CCCC, o projeto irá captar R$ 1,2 bilhão em dívida, que deverá ser paga com receitas da própria operação do empreendimento.

A estimativa é que o TUP leve três anos para ficar pronto. As obras devem começar no segundo semestre, segundo informou o grupo WTorre ao Valor. Entre as cargas que serão movimentadas estão a produção agrícola do Meio-Oeste, fertilizantes, líquidos, carga geral e, futuramente, talvez contêineres.

A CCCC e a WPR não revelam a fatia de cada uma no projeto, que deverá ser negociada ao fim do processo de diligência realizado pelo banco Modal, assessor financeiro exclusivo da CCCC na região. Segundo afirmou o grupo WTorre, o controle fica com a WPR.

O projeto será desenvolvido em uma área de 2 milhões de metros quadrados, com acesso direto à BR-135 (que liga o Maranhão a Minas Gerais) e às ferrovias Carajás e Transnordestina. Terá capacidade anual para movimentar 24,8 milhões de toneladas.

A CCCC é a maior empresa de infraestrutura da China. Além de construir, opera ativos em outros países. No fim do ano passado tinha US$ 150 bilhões investidos em concessões de infraestrutura de transportes – de empreendimentos prontos aos ainda em construção. O conglomerado tem capital misto, mas o controle é estatal e está listado na Bolsa de Hong Kong. Em 2015, obteve receita equivalente a US$ 120 bilhões, sendo US$ 20 bilhões do braço internacional.

Na noite de quarta-feira foi inaugurado em São Paulo o escritório da CCCC South America Regional Company, holding 100% da CCCC. Foi criada para cuidar exclusivamente de negócios na América do Sul, onde o grupo asiático quer ter maior presença.

Hoje, a região responde por 1% do faturamento do braço internacional do grupo. A companhia tem projetos na Argentina, no Peru e na América Central, mas o maior potencial de crescimento é no Brasil. Até agora a CCCC atuava no país fornecendo equipamentos e serviços de suas subsidiárias, com a ZPMC, maior fabricante de guindastes portuários – responsável por 75% do mercado mundial -, e com a Shanghai Dredging Co., dona de uma das maiores frotas de dragas do mundo. A empresa já trabalhou nos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio de Janeiro.

“É um grande mercado, há grande demanda por infraestrutura e boas oportunidades”, disse ao Valor Chang Yunbo, presidente da CCCC South America Regional Company. A meta do grupo no país é investir em concessões e projetos privados de infraestrutura de transportes de forma completa, combinando vários tipos de “expertises” – desde o projeto, construção, serviços e modelagens de financiamento. Estão no radar portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.

“Há muitas oportunidades, mas o Brasil ainda vai sofrer nos próximos anos escassez de capital disponível para investimento, por isso ter um parceiro como a CCCC é magnífico”, diz Eduardo Centola, sócio do banco Modal.

Yunbo confirma. Diz que a CCCC tem capacidade muito forte de mobilizar financiamento na China, tanto com bancos estatais como com bancos comerciais. “Somos o melhor cliente desses bancos”, afirma.

Os R$ 400 milhões que serão aportados de capital no TUP da WPR integram um pacote de US$ 1 bilhão que a companhia quer investir no Brasil. Mas não adianta onde nem de que forma o restante do recurso será aplicado. Apenas que os valores por projeto não devem ser menores que US$ 300 milhões. “Sem tamanho suficiente o custo [do negócio] será alto e você não será competitivo”, diz Yunbo.

A crise econômica e política no Brasil não inibe a estratégia da CCCC. Yunbo diz ser necessário olhar as coisas mais realisticamente. “Todo país, toda economia tem seus problemas, não só o Brasil. Mas como investidores sempre olhamos no longo prazo, não estamos investindo hoje e vendendo amanhã”, afirma. Para Centola, eis a maior diferença da CCCC. “Quando se tem um horizonte como esse, a forma como se mensura o risco é muito diferente”.

Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pires e Ivo Ribeiro | De São Paulo

O próprio presidente comandará a Camex

O presidente em exercício Michel Temer fez mudanças no desenho da futura Esplanada dos Ministérios. Ele próprio deve assumir a presidência da Câmara de Comércio Exterior (Camex), hoje sob o comando do ministro do Desenvolvimento (Mdic) e que reúne ministros de várias pastas. A Camex é responsável por tomar decisões relacionadas a comércio exterior, como ações de defesa comercial de empresas brasileiras.

Outra medida dada como certa nessa área é que o Itamaraty passará a abrigar a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), hoje também comandada pelo Mdic.

Estão ainda indefinidos os cargos de ministro da Defesa, Minas e Energia, Turismo e do Trabalho. Ontem, surgiu a informação de que o deputado Newton Cardoso Jr. seria convidado a assumir a Defesa, notícia desmentida por auxiliares de Temer. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem trabalhado para que o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) volte ao Ministério de Minas e Energia. Renan também tem defendido que o deputado Hélder Barbalho (PMDB-PA), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e ministro dos Portos do governo Dilma, seja contemplado na montagem ministerial.

Fonte: Valor Econômico/Fábio Pupo e Raphael Di Cunto | De Brasília

Cais público do Porto de Rio Grande apresenta ótimos resultados em quatro operações

Encaminhando-se para a metade final do segundo trimestre do ano de 2016, o Porto do Rio Grande já coleciona ótimos resultados. Na manhã da última terça (10), três navios de bandeira estrangeira e um navio de bandeira nacional operaram produtos de grande relevância na área portuária do cais público. Entre eles, está o Sea Harmony, original do Panamá, que realiza o movimento de sementes resfriadas de arroz, uma das principais cargas do Porto do Rio Grande, para viagem de longo curso.

As outras duas embarcações estrangeiras, ancoradas no Porto Novo, são o Toki Arrow, também originário do Panamá e que, no momento, realiza o carregamento de celulose – outra carga vital e de ótimos resultados do Porto – e o Promise 1, de Hong Kong, que está descarregando compostos para a fabricação de fertilizantes. Já o navio de bandeira nacional é chamado de João Mallmann e é a menor embarcação atracada no cais público, atualmente. A barcaça faz a operação de descarga de celulose.

Nos números
A celulose é uma das principais cargas exportadas pelo Porto do Rio Grande, por isso, apresenta, nos números, ótimos resultados. A exportação do produto, no primeiro trimestre de 2016, já demonstrou um aumento de 1051%, em relação ao mesmo período em 2015. A movimentação passa de 21.844 toneladas, no ano passado, para 251.489 toneladas só no início de 2016. A celulose destaca-se como um dos principais itens movimentados no cais público.
Já em termos gerais, ainda no primeiro trimestre de 2016, foi movimentado, no Porto Novo, o total de 1.200.584 toneladas de carga, 483.541 toneladas a mais do que no primeiro trimestre de 2015, responsável por pouco mais de 717 mil. Segundo os dados, houve um aumento de 67,4% na movimentação total do Porto Novo, comparado ao primeiro trimestre do ano passado.

Fonte: Jornal Agora (RS

Encontro nacional discute flexibilização da atual Lei dos Portos

O Porto de Cabedelo sediou ontem, segunda-feira (9), reunião com os presidentes dos Portos Delegados do Brasil. Na pauta a flexibilização da atual lei dos portos:

“É preciso dar maior celeridade nas licitações das áreas portuárias, permitindo investimento do setor privado e aumentando a movimentação e faturamento dos portos”, defende a diretora-presidente da Companhia Docas da Paraíba, Gilmara Temóteo, que organiza o encontro.

A questão alfandegária tem sido um dos principais temas abordados nas reuniões envolvendo todas as autoridades portuárias do país. Grupos de trabalho foram criados com objetivo de tratar de pauta comum, a exemplo do plano de modernização e guarda portuária.

Um dos resultados dessas reuniões de trabalho é o projeto para implantação de um plano nacional de modernização dos portos.

Os portos delegados são os de Cabedelo, Suape, Imbituba, São Francisco do Sul, Itaqui, Recife, São Sabastião, Paranaguá, Pelotas, Rio Grande, Porto Velho, Itajaí, Macapá e o porto de Porto Alegre.

As reuniões de trabalho são mensais e os encontros já foram realizados em Brasília, Pernambuco, Santos, Porto de Paranaguá e agora acontecerá no Porto de Cabedelo.

No Porto de Cabedelo será implantada sinalização náutica; o projeto de aumento da dragagem para 11 metros; além da definição de áreas do porto que têm potencial para investimentos e a reestruturação do berço 101, área onde atracam os navios petroleiros.

FONTE:Secom/PB