Monthly Archives: abril 2016

Porto de Paranaguá começa a operar berço exclusivo para veículos, máquinas e equipamentos

O Porto de Paranaguá passa a contar com mais um berço para atracação de navios que operam na exportação e importação de veículos, máquinas, equipamentos e cargas que possam ser movimentadas direto do navio para o cais. O berço é resultado do investimento, de R$ 60 milhões, na implantação de novos Dolfins.

Dolfins são estruturas de concreto fincadas no fundo do mar e que servem para atracar navios (de atracação) e para amarrar navios (de amarração) que carregam e descarregam cargas especiais. O conjunto de dolfins forma um novo berço de atracação.

O investimento permitiu implantar três Dolfins de atracação e um de amarração de navios, que serão utilizados, exclusivamente, para receber navios destinados à operação com veículos e cargas gerais. Eles já estão em atividade.

“O início da programação de navios nos novos dolfins significa que o Porto de Paranaguá terá um berço exclusivo para este tipo de operação, otimizando as atracações, reduzindo o tempo de espera e o custo da operação”, declarou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

PRIMEIRO – O primeiro navio carregado com veículos atracou nos novos dolfins do Porto de Paranaguá no dia 24 de abril. A capacidade é para receber cerca de 15 navios por mês, com tempo médio de operação de 12 horas. Em 2015, o Porto de Paranaguá recebeu 123 navios destinados ao transporte de veículos, máquinas e equipamentos. Em média, cada navio tem capacidade para transportar de 3mil a 5 mil veículos, dependendo do porte.

CURIOSIDADE – Os dolfins serão utilizados para operação de navios do tipo RO-RO (que vem do termo roll-on/roll-off), destinado para cargas que entram e saem dos porões na horizontal e geralmente sobre rodas. Outro navio que opera este tipo de carga é o PCC, termo do inglês (pure car carrier), utilizado para descrever navios que se assemelham a grandes garagens flutuantes, especializados no transporte de automóveis de fábrica em viagens longas.

Fonte:Agência de Notícias do Paraná

APM Terminals Pecém aguarda guindastes STS para estrear novo cais

Na última sexta-feira, os dois guindastes do tipo STS (Ship to Shore) adquiridos pela APM Terminals Pecém junto à fabricante ZPMC partiram da China rumo a uma jornada de seis semanas até o porto cearense. A expectativa é que o desembarque ocorra no final de maio, estreando o novo cais construído pela Cearáportos.

“Os equipamentos estarão entre os maiores do país, capaz de alcançar até a 22ª fileira de contêineres dos navios. Com excelente infraestrutura e condições naturais favoráveis, o terminal de Pecém terá condições de atender grandes embarcações que servem as rotas da Ásia, África, Europa e Oriente Médio, sem nenhuma restrição”, explica Ricardo Arten, Diretor Superintendente da APM Terminals Brasil.

Com a chegada dos guindastes a empresa espera elevar em 20% a movimentação, superando cerca de 180 mil TEUs operados ano passado. O objetivo é que a produtividade média por equipamento terão alcance 26 MPH (movimentos por hora) em 2016 e venha a superar os 35 MPH já no ano que vem”, destaca Arten. Ao todo foram investidos cerca de R$ 100 milhões em novos equipamentos.

“Além disso, com a abertura do Canal do Panamá para navios maiores e a localização estratégica de Pecém, o terminal se consolidará como um potencial distribuidor de cargas, ou seja, poderá receber as principais linhas de longo curso e distribuir estes contêineres para outros portos do país e da América do Sul através da cabotagem”, completa Arten.

Fonte: A Redação

Produção de petróleo e gás natural em março foi de 2,55 milhões de barris

A Petrobras informa que sua produção total de petróleo e gás natural, em março, foi de 2,55 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), dos quais 2,36 milhões boed foram produzidos no Brasil e 183 mil boed no exterior.

A produção média de petróleo em março foi de 2,02 milhões de barris por dia (bpd), 3% abaixo do volume produzido no mês anterior, que foi de 2,09 milhões bpd. Desta produção, 1,94 milhão bpd foi produzido no Brasil e 86 mil bpd no exterior.

A redução da produção frente aos patamares do mês anterior deveu-se, principalmente, à continuidade das paradas programadas em grandes unidades de produção, a manutenções corretivas na P-31, que retomou sua produção em 28 de março, e à ocorrência de incêndio a bordo da plataforma P-48, cuja operação foi retomada no dia 16 de abril.

No primeiro trimestre, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil foi de 1,98 milhão bpd, devido à concentração de um volume expressivo de paradas programadas de produção nesse período, que representaram aproximadamente 5% da produção. Para este ano está previsto um volume de paradas da ordem de 2,5% da produção média do ano.

A produção de petróleo e gás operada pela Petrobras na camada pré-sal em março cresceu 1,2% em relação ao mês anterior, alcançando 1,104 milhão de boe. Esse volume constitui novo recorde mensal, superando o anterior alcançado em fevereiro (1,091 milhão de boe).

A produção de petróleo operada pela Petrobras em março naquela província também cresceu 1,2% em relação ao mês anterior, atingindo a média mensal de 884 mil bpd. Esse volume também representa novo recorde mensal em comparação ao alcançado no mês anterior (874 mil bpd).

A produção de gás natural no país, excluído o volume liquefeito, foi de 67,8 milhões m³/dia, 10% abaixo do mês anterior (75,4 milhões m³/dia).

A produção média de gás natural no exterior foi de 16,4 milhões m³/d, 2,4% acima dos 16 milhões m³/d alcançados no mês anterior.

Com a entrada em operação dos FPSOs Cidade de Saquarema (Lula Central) e Cidade de Caraguatatuba (Lapa), além do menor número de paradas programadas previstas para o segundo semestre, a meta anual de produção de petróleo no Brasil, de 2,145 milhões bpd, está mantida.

Fonte: Monitor Mercantil

Sem acordo com a Petrobras, Sete Brasil pedirá recuperação judicial

Principal fornecedor da Petrobras na exploração do pré-sal, a empresa de sondas Sete Brasil vai entrar com pedido de recuperação judicial na próxima semana. A decisão foi tomada pelos sócios na última quarta-feira (20).

Com uma dívida bancária de cerca de R$ 17 bilhões e um investimento de R$ 8,3 bilhões praticamente perdido, os sócios da companhia tentavam um acordo com a estatal há mais de um ano.

Um dos projetos mais ambiciosos do governo da presidente Dilma Rousseff, a Sete foi criada para construir e alugar 28 sondas de exploração de petróleo à Petrobras.

Para fazer as embarcações, a empresa se endividou, mas até hoje não conseguiu assinar o contrato com a estatal.

O processo de recuperação judicial será conduzido pela consultoria Alvarez&Marsal e pelo escritório de advocacia de Sergio Bermudes.

Depois de entrar com o pedido, a Sete terá dois meses para apresentar um plano a seus credores.

Nos últimos meses, a Petrobras vinha sinalizando que poderia discutir um acordo, desde que o número de sondas e o valor dos aluguéis fossem reduzidos.

Bermudes afirmou que “o plano [de recuperação] considerará as 28 sondas” do projeto original. “A Petrobras nunca falou em descumprir os contratos”, disse.

A Sete foi inventada pela Petrobras e o governo na euforia do pré-sal, no final de 2010. A ideia era ter uma empresa privada, com a estatal como sócia minoritária, para construir as sondas e alugá-las para a própria Petrobras durante 15 anos. A intenção era evitar que a estatal arcasse com esses investimentos.

O projeto parecia tão lucrativo que os investidores disputaram para ver quem ficava com as fatias maiores.

Além da Petrobras, entraram como sócios os bancos BTG Pactual, Santander e Bradesco, investidores estrangeiros, os fundos de pensão Petros, Funcef, Previ, e o fundo de investimento FI-FGTS. Esse grupo investiu mais de R$ 8 bilhões.

Naquele momento, o barril de petróleo estava na casa dos US$ 100, o real estava valorizado, e a economia brasileira dava sinais de que continuaria em alta.

O vento mudou de lado depois que a Operação Lava Jato desvendou um esquema de corrupção na Petrobras e na Sete, o barril de petróleo caiu para cerca de US$ 25 e a economia entrou em recessão.

Com isso, a Petrobras passou a colocar sucessivas barreiras no projeto da Sete.

Desde então, vários sócios queriam a recuperação judicial, mas esbarravam no Petros (dos funcionários da Petrobras), que tinha poder de veto e contava com o apoio de bancos que eram, ao mesmo tempo, sócios e credores.

O Petros, que estava alinhado com a Petrobras, mudou de posição. Os bancos, que queriam tempo para executar parte das garantias antes da recuperação, também deram, agora, o aval.

Fonte: Folha de São Paulo/DAVID FRIEDLANDER/JULIO WIZIACK/DE SÃO PAULO/NICOLA PAMPLONA/DE DO RIO

Brasil tem nova embarcação de extração de petróleo

A embarcação Starnav Cepheus, entregue no dia 16 de março de 2016, entrou em operação na última semana. A embarcação, do tipo Plataform Supply Vessel (PSV), é voltada ao apoio a atividades de extração de petróleo no mar – apoio offshore. O projeto de construção da unidade foi financiada pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), gerenciado pelo Ministério dos Transportes.

O PSV foi construído no estaleiro Detroit Brasil, situado no polo naval de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina. Essa é a segunda embarcação dessa série, sendo o décimo PSV entregue pelo estaleiro Detroit para a Starnav.

As embarcações desse projeto, modelo PSV 4.500 TPB Fluid Carrier (adaptados para o transporte de fluidos especiais), possuem 90 metros de comprimento, 6,34 metros de calado máximo e capacidade de carga de 5.320 toneladas. A embarcação está com contrato de afretamento celebrado com a Petrobras e irá operar nas bacias de Campos e Santos.

Desde 2011, o Fundo da Marinha Mercante desembolsou R$ 22,1 bilhões no fomento ao transporte aquaviário e à indústria naval brasileira. Os recursos têm contribuído para a renovação e o crescimento da frota de embarcações mercante do país, o fortalecimento da indústria naval, o aumento do transporte por hidrovias, cabotagem e apoio marítimo à exploração de petróleo e gás brasileira.

Fonte: Ministério dos Transportes

ANP estuda flexibilizar contratos de exploração de petróleo

A diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) disse na última quinta-feira (14), que estuda flexibilizar os contratos de exploração e produção de petróleo como parte do esforço para atrair investimentos no Brasil em tempos de petróleo barato.

Segundo ela, estão em análise mudanças em contratos já existentes, referentes aos 10 primeiros leilões de petróleo do país, e para novos leilões. Ela não quis dar detalhes sobra as mudanças em estudo, mas sinalizou com programas exploratórios “menos agressivos” nos novos contratos.

Ao vencer um leilão, as petroleiras são obrigadas a realizar um plano de investimentos mínimo, com aquisição de dados do subsolo e perfuração de poços. “A gente pode considerar o risco envolvido, o preço mais baixo e ver se é oportuno exigir a perfuração de um poço logo no primeiro momento”, comentou ela, em evento de posse do novo diretor da ANP, Aurélio Amaral.

O governo anunciou este ano uma série de medidas para tentar retomar os investimentos no setor, que vêm sofrendo com a crise da Petrobras e com os baixos preços do petróleo no mercado internacional. Dentre eles, a extensão do regime de isenções fiscais para importações de equipamentos e a renovação dos contratos de concessão assinados com a Petrobras ao fim do monopólio estatal.

Chambriard disse que “é prematuro” dizer quais serão as propostas de mudanças nos contratos existentes, mas que a ideia é tornar a concessão “mais eficiente”. O Brasil teve até hoje 13 leilões para a concessão de blocos exploratórios e um para a disputa da área de Libra, no pré-sal, o primeiro leilão sob o regime de partilha da produção.

A ideia da agência é focar nos 10 primeiros, que foram realizados antes das mudanças na lei que criaram o regime de partilha.

“O que vai fazer essa indústria andar para frente é a gente entender quais as questões que afetam a indústria em função do preço do petróleo”, disse.

PRÉ-SAL

Presente ao evento, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Martins Almeida disse que já foi concluído o trabalha de definição das regras para os próximos leilões do pré-sal, que incluirão áreas contíguas a descobertas já feitas pela Petrobras e outras operadoras.

Segundo ele, porém, é preciso que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reúna para aprovar o trabalho, realizado por um grupo formado por técnicos do ministério, da ANP e da PPSA, estatal que gere os interesses da União no pré-sal.

A expectativa é realizar os leilões em 2017. No mercado, porém, é claro o entendimento que o cenário político dificulta qualquer previsão nesse sentido. (Folhapress)

Fonte: Cruzeiro do Sul

Dragagem do Porto de Santos contará com R$ 369 milhões

As obras de dragagem no canal de acesso ao Porto de Santos, o maior da América Latina, receberão investimento de R$ 369 milhões. O contrato foi assinado nesta quinta-feira (14) pelo ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), Helder Barbalho, com a empresa EEL Infraestruturas Ltda. A ação terá prazo de 17 meses.

“Com estes investimentos, asseguramos a operação plena do porto e acenamos para os que estão investindo que devem continuar investindo porque estamos garantindo o ambiente adequado para que essas operações tenham pleno sucesso”, disse o ministro Helder Barbalho.

A intenção da EEL é fazer os projetos em três meses e, após isso, em 40 dias, mobilizar as máquinas para iniciar a execução da dragagem, disse a diretora administrativa da empresa, Cláudia de Carvalho Alves.

As obras de dragagem do contrato assinado nesta quinta-feira são essencialmente para manutenção dos canais externo e de acesso ao porto. A manutenção é necessária para conter o assoreamento natural dos canais de acesso, bacias de evolução e berços de atracação, que acontece de forma progressiva. Assim, será mantida a profundidade de 15 metros de ambos os canais, que recebem majoritariamente os navios New Panamax, que têm 13,2 metros de calado.

“A manutenção em 15 metros garante o acesso ao canal de navegação a todos os perfis de embarcação que ali operam”, disse o ministro.

A preservação das condições de navegabilidade dos acessos aos portos garante mais competitividade aos produtos nacionais, pois permite a diminuição dos custos de frete, do tempo de permanência dos navios no porto e da capacidade ociosa das embarcações.

Quando o porto perde a profundidade dos canais de acesso, os navios passam a ter que atracar ‘aliviados’, ou seja, com menos peso, gerando os fretes mortos, isto é, o pagamento dos espaços vazios dos navios. Em média, os navios que aportam em Santos têm capacidade de 8 a 10 mil TEUs (unidade que representa o tamanho médio de 20 pés para os contêineres).

Fonte: Secretaria de Portos

Terminal de Contêineres de Paranaguá investirá R$1,1 bilhão em ampliação

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) investirá R$1,1 bilhão em ampliação e modernização. Nesta quarta-feira (13), em Brasília, será assinada a renovação, por mais 25 anos, do contrato de concessão de arrendamento do terminal, localizado no Porto de Paranaguá. O plano de investimento é uma exigência prevista na nova Lei dos Portos para que o contrato seja renovado.

O anúncio foi feito ao governador Beto Richa pelo ministro da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Helder Barbalho, nesta terça-feira (12), durante visita ao Porto de Paranaguá. Barbalho participou da solenidade em que Richa entregou as obras de ampliação do cais do porto e, também, coordenou a 4ª Reunião dos Portos do Brasil, realizada na sede da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).

“A presidente Dilma Roussef assina a renovação da concessão de arrendamento para mais 25 anos do Terminal de Contêineres de Paranaguá. Com isso, serão investidos mais R$1,1 bilhão na expansão e modernização do TCP, permitindo dobrar a capacidade de movimentação de cargas”, disse o ministro. “Estou certo que, com os investimentos que estão sendo autorizados, com a nova poligonal do porto e com as ações que estão sendo construídas faz-se um ambiente adequado para que a movimentação portuária em Paranaguá possa cada vez maior”, completou.

NOVO BERÇO – Com a renovação do contrato de concessão, a TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – deverá investir R$540 milhões até o ano de 2018. O restante nos anos seguintes, até chegar a R$ 1,1 bilhão. Em uma primeira etapa estão previstos investimentos para a construção de um novo berço de atracação com 220 metros de extensão, construção 170 mil metros quadrados de retroáreas e quatro dolphins para veículos.

Para o diretor –presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, a expansão do Terminal de Contêineres de Paranaguá consolidará definitivamente o Porto de Paranaguá em sua área de influência, permitindo atender os clientes do Porto com preços competitivos e qualidade nos próximos 20 anos.

“Estes investimentos irão consolidar Paranaguá como o porto concentrador de cargas do Atlântico Sul, o chamado Hubport, qualificando o Porto para receber todos os navios em escala no mundo. Além disso, a expansão do TCP promoverá ganhos operacionais necessários para reduzir custos logísticos, atraindo novas rotas e armadores para atender todos os continentes diretamente sem escalas”, declarou Dividino.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Pacote de arrendamentos pode receber mais sete áreas

O governo avalia incluir sete novas áreas no pacote de arrendamentos portuários, programa que tem 93 lotes a serem transferidos via leilão à iniciativa privada.

A Secretaria de Portos (SEP) tem hoje ao menos sete pedidos de abertura de procedimentos de manifestação de interesse (PMIs), mecanismo por meio do qual o governo autoriza que particulares apresentem estudos e projetos específicos úteis à confecção dos editais de licitação.

Os pedidos são para estudar a instalação de um terminal de múltiplo uso no porto de Cabedelo (PB); um terminal de gás natural no porto do Itaqui (MA); pedidos de mais informações sobre uma área no porto de Natal (RN); possibilidade de exploração de uma área no porto de Porto Alegre (RS), mas não com finalidade de operação portuária; um terminal para movimentação de granel vegetal no porto de Vitória (ES); um terminal de múltiplo uso no porto de Manaus (AM); e um terminal para movimentação de malte no porto do Forno (RJ).

Os estudos ofertados pela iniciativa privada, contudo, podem apontar finalidades para instalações portuárias de outros tipos, dependendo da viabilidade técnica e econômica das propostas.

A possibilidade de o setor privado motivar o poder público propondo novos arrendamentos vem sendo pedida pelas empresas há algum tempo, desde que a nova Lei dos Portos (nº 12.815, de 2013) mudou o eixo do processo.

Antes o caminho mais comum era o interessado solicitar ao poder concedente a abertura de licitação para exploração de áreas. Após a nova lei, Brasília baixou um pacote com 159 áreas passíveis de licitação (depois agrupadas em 93) divididas em quatro blocos com perspectivas diferentes de datas para o leilão.

As empresas querem que o governo repense a estrutura de arrendamentos e trabalhe de forma mais descentralizada, para que as respostas saiam mais rapidamente. Há áreas para as quais já haveria – num ambiente pré-agravamento da crise – demanda de cargas e interesse demonstrados, entre elas algumas que constam do subgrupo de 29 lotes liberados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) após quase dois anos de análise no órgão. Apenas três foram licitadas.

Na mesma linha, 14 portos delegados pela União vão pedir ao governo agilidade nos arrendamentos. Eles querem a descentralização de licitações de áreas para as quais já há projetos de arrendamentos – anteriores até à nova lei, como em São Sebastião (SP) e Paranaguá (PR) -, mas que não têm data para ir a leilão. A lei permite que o poder concedente – a SEP – transfira às administrações portuárias a condução da licitação.

Fonte: Valor Econômico/Por Fernanda Pires | De São Paulo

Porto de Imbituba atrai investimentos de US$ 4 bilhões

A intenção é instalar a empresa na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do município, em pelo menos 19 dos 104 hectares disponíveis e gerando 3 mil empregos. Porém, a ZPE ainda não está em funcionamento, e um dos entraves seria a necessidade de um plano diretor, exigência do governo federal. Dentro do propósito de porto que recebe cargas de diferentes naturezas, trabalhar com o gás trará novos nichos de mercado.

— Nos preparamos para o mercado com o aprofundamento do canal de acesso ao porto e demais melhorias. Mesmo com a queda na movimentação de contêineres, continuamos trabalhando com outras cargas. Apostamos na estratégia de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Por isso, fortalecemos a estratégia de porto multipropósito — explica o presidente do Porto de Imbituba, Rogério Pupo.

Porto de Imbituba projeta crescimento de 15% para 2016

Atualmente, a distribuição de gás para a indústria no Estado é feita pela Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás) através do gasoduto Brasil – Bolívia. Com nove pontos disponíveis, o abastecimento se restringe aos locais mais próximos dessas estruturas. O presidente da SCGás, Cósme Polêse, vê com bons olhos a possibilidade de um terminal de GNL no Estado.

— O projeto nos interessa para fazermos a compra do gás. Se conseguirmos implementar uma logística dessa natureza no Porto de Imbituba, por meio do empreendedor interessado, teremos antecipação do atendimento de mercados, já que hoje somente temos condições de levar o gás vaporizado pela gasoduto, deixando de atender algumas regiões — explica Polêse.

¿Se o porto vai bem, a cidade vai bem¿

Ao final de 2012, quando o Estado assumiu a gestão do porto através de SC Par, o crescimento no volume de cargas tem andado lado a lado com os números da economia da cidade. Geração de emprego, aumento na receita e lotação do Distrito Industrial são alguns dos fatores que refletem o bom momento vivido pela cidade.

— Se olharmos pelo ponto de vista do emprego, é a menina da dos olhos do Governo do Estado. O distrito industrial tem nove empresas esperando para se instalar. Há muito tempo a gente diz ¿se o porto vai bem, a cidade vai bem¿. O pilar principal do nosso crescimento hoje é o porto, em segundo o turismo — explica o presidente da Associação Empresarial de Imbituba (ACIM), Jaime Pacheco Alves.

Porto de Imbituba tem recorde de movimentação de cargas em fevereiro

No acumulado de 2015, apenas seis municípios com mais de 30 mil habitantes tiveram saldo positivo no emprego formal em Santa Catarina. Em primeiro ficou Imbituba, com 285 vagas, segundo relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse dado, segundo o prefeito Jaison Cardoso de Souza, é reflexo de uma economia plural.

— Temos a condição de diversificar a nossa economia, é um grande trunfo que Imbituba tem. Temos as belezas naturais para o turismo de lazer da alta temporada, o comércio e a indústria em crescimento e o porto, que tem atraído várias empresas — explica.

Às margens da BR-101, o Distrito Industrial já tem todos os lotes vendidos. Até o final do ano mais cinco empresas devem se instalar, gerando cerca de 400 empregos.

Fonte: Diário Catarinense/LARIANE CAGNINI