Monthly Archives: fevereiro 2016

Rebocador WS Cygnus entra em operação

A frota da Wilson Sons Rebocadores acaba de ganhar mais uma embarcação. Foi entregue neste mês o rebocador WS Cygnus, que inicialmente, está em operação no Porto de Santos. A embarcação consolida ainda mais a posição da companhia como maior player do mercado de apoio portuário.

O WS Cygnus possui 24 metros de comprimento e 11 metros de boca, com tração estática (bollard pull) de 62 toneladas, estando apto a atuar nos principais portos brasileiros. Além disso, a embarcação já é rastreada pela Central de Operação de Rebocadores (COR), ferramenta da Wilson Sons para garantir maior segurança e eficiência nas manobras portuárias.

No final do ano passado, a companhia recebeu outra embarcação, o WS Titan, o maior e mais potente da frota da Wilson Sons Rebocadores. O rebocador é também o primeiro Escort Tug do Brasil, adequado e certificado para acompanhar navios como escoteiro, ou seja com o cabo passado em velocidade de cruzeiro. O WS Titan possui tração estática de mais de 80 toneladas e sistema de combate a incêndio.

Tanto o WS Cygnus quanto o WS Titan são parte de uma série de 12 rebocadores encomendados à Wilson Sons Estaleiros, dos quais sete já foram entregues. Ainda este ano a companhia deve receber outras quatro embarcações.

Petrobrás faz nova proposta por aluguel de sondas da Sete Brasil

A Petrobras voltou à mesa de negociação e apresentou uma proposta para os sócios da Sete Brasil, empresa de sondas criada para construir e alugar os equipamentos de exploração no pré-sal.

A Folha apurou que a estatal propõe alugar dez sondas por cinco anos, renováveis por mais cinco. Originalmente, a Sete alugaria 28 sondas por um prazo máximo de 15 anos.

Mas, com a recessão e a crise em que as duas empresas mergulharam, especialmente após o envolvimento delas na Lava Jato, foram obrigadas a rever seus planos.

Outro fator decisivo foi a queda do petróleo, de US$ 100, quando a Sete Brasil foi idealizada, para cerca de US$ 30, agora. Também pesou a desvalorização do real.

Por esses motivos, a Petrobras não queria mais alugar as sondas. No mercado internacional, o aluguel de uma sonda sairia por US$ 300 mil. As da Sete custariam US$ 424 mil por dia à estatal.

A Folha apurou que os sócios da Sete começaram a avaliar os cenários depois de receber a nova proposta. As discussões devem começar nesta semana. O preço do aluguel diário das sondas será o tema principal. A Petrobras só aceita negociar a um preço menor que o inicialmente previsto.

A estatal nem sentou à mesa e já impôs condições: quer que o banco Rotschild –que já atende a estatal– seja o responsável pela condução desse processo por ambas as partes.

A Sete já havia contratado o escritório Alvarez & Marsal para cuidar de seu caso. A Petrobras é sócia minoritária da Sete, que já havia contratado um escritório especializado em reestruturação para cuidar de seu caso.

ANTECEDENTES

A proposta da Petrobras foi apresentada na sexta (19). Na quinta (18), a estatal disse que enviaria sua oferta e pediu aos sócios que cancelassem a reunião em que voltariam à discussão de possível pedido de recuperação judicial.

Além de entrar em recuperação judicial, a Sete moveria um processo por perdas e danos contra a estatal. Os sócios consideram que a empresa foi um projeto de governo para tirar do balanço da Petrobras o custo de construção e manutenção de sondas.

Quando foi criada, a Sete tinha a promessa do BNDES de emprestar US$ 9 bilhões, dinheiro que nunca saiu.

A empresa foi então obrigada a tomar recursos na praça com bancos privados e públicos e mergulhou em uma dívida que já chega a R$ 14 bilhões. Os empréstimos venceram, a empresa não tem como pagar, e os credores (alguns são sócios) foram empurrando esse crédito na esperança de que a Petrobras voltasse às negociações –algo que nem os sócios acreditavam mais.

Para eles, a estatal estava blefando com promessas vazias até que a Sete fosse à falência na esperança de que, assim, não pudesse ser processada.

Há meses os sócios da Sete vinham tentando votar em assembleias o pedido de recuperação judicial. A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, acabou paralisando o processo.

Pressionados pelos credores, a Sete acabou suspendendo a discussão temporariamente e aprovou que os bancos recebessem, pelo menos, 30% das garantias.

Como a Folha antecipou, na semana passada, eles sacaram R$ 4,2 bilhões do FGCN (Fundo Garantidor da Construção Naval), fundo privado sem fins lucrativos criado para garantir operações no setor.

Fonte:Folha de São Paulo\JULIO WIZIACK\DAVID FRIEDLANDER\DE SÃO PAULO\NICOLA PAMPLONA DO RIO

Rumo Logística amplia o contrato e investirá R$ 308 Mi no Porto de Santos

Guarujá – Contêineres na Santos Brasil no cais do lado esquerdo do porto de Santos; empresas que suprem o porto de Santos preparam logística de transporte sobre trilhos para uma demanda superior a atual.

O ministro da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, informou nesta quarta-feira (24) que assinou aditivo a contratos com a Rumo Logística que permitirá a expansão das operações da companhia no porto de Santos. O contrato da empresa para operação em Santos se encerraria no início de março.

Pelos termos do contrato, assinado nesta terça (23), a Rumo terá de investir R$ 308 milhões até o fim de 2018, com o aumento da capacidade de armazenamento de açúcar e de outros produtos de origem vegetal das atuais 10 milhões de toneladas para 14,67 milhões de toneladas, um aumento de aproximadamente 47%.

A capacidade de embarque também será ampliada em 24%, para 16,67 milhões de toneladas, enquanto a capacidade de recepção das mercadorias subirá de 17,68 milhões de toneladas para 29,7 milhões de toneladas.

Em evento realizado nesta quarta, em São Paulo, Barbalho disse que há investidores nacionais e internacionais interessados no leilão de seis terminais portuários do Estado do Pará que será realizado no dia 31 de março.

Barbalho, no entanto, não detalhou quantas consultas sobre o certame foram apresentadas à Secretaria dos Portos e à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) desde o lançamento do edital, no final de janeiro.

“Estamos dialogando e tirando as dúvidas de investidores nacionais e internacionais”, disse Barbalho, ressaltando que o leilão ofertará áreas com perfis distintos. Além de cinco terminais de grãos, também irá a leilão um terminal de fertilizantes. “Temos recebido consultas em todas as áreas.”

Barbalho demonstrou otimismo em relação ao certame, após o governo ter acatado sugestões do setor privado. O vencedor do leilão poderá parcelar o valor de outorga, com o pagamento de 25% na assinatura do contrato e outros 75% em cinco parcelas em cinco anos, corrigidas pelo IPCA.

O governo também aumentou o prazo entre a publicação do edital e a apresentação das propostas, que passa a ser de 60 dias, ante os 43 dias do leilão anterior.
“Estamos absolutamente confiantes de que o leilão será um sucesso”, disse o ministro durante evento realizado pela revista Carta Capital, em São Paulo, para discutir oportunidades no setor portuário.

Segundo Barbalho, a exportação de grãos pelo Norte do país, cuja capacidade será ampliada se o leilão for bem sucedido, possibilitará uma economia de R$ 46 por tonelada exportada aos produtores do Centro-Oeste que hoje embarcam os seus produtos nos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP).

No leilão de março, serão oferecidas ao setor privado duas áreas em Santarém, uma em Vila do Conde e três em Belém, no Terminal de Outeiro, todas no Pará. Uma será um terminal para fertilizantes e as demais para movimentação e armazenamento de grãos.

Fonte: Folha de São Paulo\TATIANA FREITAS DE SÃO PAULO

Rio poderá antecipar R$ 1 Bi de royalties da produção de petróleo

Em grave crise financeira, o governo do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira, 03, que recebeu autorização do Tesouro Nacional para antecipar R$ 1 bilhão da arrecadação de royalties e participações especiais da produção de petróleo em 2015. Segundo o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o valor corresponde à primeira parcela de um total de R$ 3,5 bilhões autorizados pelo Senado no último ano. A liberação depende agora de aprovação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Pezão também sinalizou que pode rever a cobrança de novos impostos sobre o setor de óleo e gás, criados em dezembro.

“Foi feita uma resolução do Senado que compensa o governo do Estado e municípios produtores com as perdas que tiveram em 2015. Foram calculados os prejuízos, de cerca de R$ 3,5 bilhões, que nós temos direito. Nesse primeiro momento, o Tesouro autorizou R$ 1 bilhão e foi o projeto que levamos à Assembleia Legislativa, que o presidente deve colocar em votação hoje ou amanhã”, afirmou Pezão.

A resolução foi aprovada em maio pelo Senado, permitindo a antecipação excepcional dos royalties e participações especiais decorrentes da produção de petróleo. O valor de R$ 3,5 bilhões foi calculado pelo governo e será destinado diretamente para a RioPrevidência, que administra as aposentadorias de servidores. O rombo atual da autarquia já chega a R$ 12 bilhões. Ao todo, o déficit do governo estadual para 2016 é estimado em R$ 20 bilhões.

“No ano de 2016, o trabalho que tenho que fazer permanentemente é para conseguir a liberação dos outros R$ 2 bilhões. Não está automaticamente liberado, mas a gente tem direito”, completou Pezão, após participar de reunião com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

No encontro com empresários, o governador ouviu críticas sobre os projetos de aumento de impostos sobre o setor produtivo e sinalizou que poderá rever as medidas. Em dezembro, o governador sancionou Lei com a revisão de alíquotas e a criação de novos impostos, como uma Taxa de Fiscalização que incide sobre cada barril de petróleo produzido no Estado e a extensão da cobrança de ICMS sobre a circulação de petróleo desde sua extração. A Firjan entrou com ação na justiça contra as medidas.

O governo do Estado argumenta que as taxas e impostos no setor foram criados como uma salvaguarda para as contas enquanto o Supremo Tribunal Federal não julga ações sobre o modelo de cobrança de royalties no País. Empresários do setor têm se reunido permanentemente com o governo e o secretário da Fazenda do Rio, Júlio Bueno, para discutir as novas taxas. Um novo encontro está agendado para esta tarde.

“Se alguns setores comprovaram que esse aumento de impostos foi injusto, vamos reduzir. Todo o setor que se sentir atingido e prejudicado na sua competitividade, vamos adequar nossas alíquotas. Longe de mim querer tirar a atividade produtiva do Estado, cobrar por uma taxa que não tem eficiência”, afirmou Pezão.

O presidente da Firjan, Eugênio Gouveia, fez coro aos empresários do setor de petróleo e cobrou agilidade na realização de leilões de áreas de unitização do pré-sal, que poderiam provocar a retomada de investimentos do setor. O tema depende de alteração do marco regulatório do pré-sal, como a retirada da obrigatoriedade da Petrobras em participar de todos os consórcios com 30% do investimento. O tema está na pauta do Senado para esta quarta-feira.

“Estamos vendo o sofrimento com a queda dos preços do petróleo. A Petrobras não tem capacidade de arcar com seu limite de 30% e cabe ao Executivo alterar determinadas medidas para destravar isso. Essa é, disparada, a melhor receita para o Rio”, afirmou Gouveia. “Não pode ter discussão partidária. Temos que trabalhar para uma estrutura permanente para as contas públicas do Rio de Janeiro. Senão, a cada ano teremos problemas”, frisou.

Fonte: Istoé dinheiro

Hidrovias do Brasil prevê exportação de grãos pelo Norte a partir de julho

As multinacionais Noble Agri, Nidera e Multigrain vão se estabelecer definitivamente nas rotas de escoamento de grãos pela bacia amazônica a partir de julho, com a entrada em operação de novos terminais construídos pela empresa de logística Hidrovias do Brasil, os maiores na região até o momento.

“Vamos começar a receber (grãos) entre fevereiro e março… A gente tem intenção de iniciar operação cheia a partir de julho”, disse à Reuters o presidente-executivo da Hidrovias do Brasil, Bruno Serapião.

A Hidrovias, que tem contratos com Noble Agri, Nidera e Multigrain, tradings controladas por asiáticos, define-se como “operador logístico de bandeira branca” e está finalizando a construção de um terminal fluvial no distrito de Miritituba, no Pará, no encontro da BR-163 com o rio Tapajós, onde soja e milho levados de caminhão serão colocados em barcaças.

De lá, os comboios seguem pelos rios amazônicos até Vila do Conde, no município de Barcarena, na região metropolitana de Belém (PA), onde haverá o embarque dos produtos em navios graneleiros, rumo ao mercado internacional.

Serapião evitou comentar sobre o volume que será embarcado pelos terminais em 2016, mas a expectativa é de atingir uma capacidade de 6,5 milhões de toneladas ao ano, em até cinco anos, com investimentos totais de 1,5 bilhão de reais, incluindo obras em terra e a aquisição de barcaças e empurradores.

A Noble Agri, controlada pela chinesa Cofco, a holandesa Nidera, também controlada pela Cofco, e a Multigrain, subsidiária no Brasil da japonesa Mitsui, assinaram contratos de longo prazo para utilizar a estrutura de escoamento, dando lastro para os investimentos da Hidrovias do Brasil.

Segundo o executivo, haverá respeito aos contratos já firmados, mas nada impede a Hidrovias de atender outros clientes.

A empresa é a terceira a operar efetivamente na região de Miritituba, considerada um dos novos polos de logística do agronegócio brasileiro, onde diversas empresas já compraram terrenos e caminham para implementar projetos.

A ideia de todos os investidores é cortar custos de transporte ao evitar um trajeto de mais de 2 mil quilômetros de caminhão entre a principal região produtora de grãos do Brasil, no norte de Mato Grosso, e os portos do Sul e Sudeste.

“O transporte hidroviário é mais competitivo”, resumiu Serapião.

Em 2014, a norte-americana Bunge foi a primeira a inaugurar o binário logístico Miritituba/Barcarena, que usa a BR-163 e os rios da Amazônia, com um projeto com capacidade final projetada de 4 milhões de toneladas por ano.

Atualmente, a empresa de transportes Bertolini também opera um equipamento flutuante, capaz de transferir grãos de caminhões para barcaças.

A concorrência, inclusive de projetos que deverão ser implementados no futuro, não é sinal de problema para a Hidrovias do Brasil.

“A competição, dada nos mesmos padrões para todo mundo, com exigências iguais para todos, é muito bem-vinda. Garante que Vila do Conde seja um porto relevante dentro do Brasil”, disse Serapião. “Nossa visão é sermos o melhor provedor de logística para nossos clientes.”

Após receber os primeiros caminhões em Miritituba entre fevereiro e março, o executivo projeta que as primeiras barcaças chegarão ao terminal de Vila do Conde entre abril e maio, com início das operações comerciais a partir de julho.

RODOVIA

As rotas de escoamento pelos rios Tapajós e Amazonas tornaram-se viáveis apenas nos últimos anos devido à retomada do asfaltamento do trecho paraense da BR-163, uma rodovia aberta no meio da selva na década de 1970.

A obras começaram em 2009 e, com incontáveis adiamentos, os trabalhos ainda não estão concluídos.

Levantamento feito em janeiro pelo Movimento Pró-Logística, ligado a entidades de produtores rurais de Mato Grosso, mostrou que entre Sinop (MT) e Miritituba, em um trajeto total de 990 km, há 104 km ainda sem pavimento. Além disso, trechos de asfalto mais antigo estão esburacados.

“A estrada obviamente é um fator importante no nosso sistema. Tem um trecho pequeno não asfaltado. A gente acredita que até o final deste ano isso esteja resolvido (com obras finalizadas)”, projetou o presidente da Hidrovias do Brasil.

Fonte: Reuters