Monthly Archives: dezembro 2015

Com venda de plataforma, OSX estima levantar US$ 400 milhões

A OSX, empresa de construção naval fundada pelo empresário Eike Batista e que está em recuperação judicial, espera receber um valor superior a US$ 400 milhões pela venda da plataforma de produção e armazenamento de petróleo e gás OSX-1. Segundo o presidente da companhia, Eduardo Farina, já existem dois acordos de confidencialidade assinados com potenciais compradores da unidade.

De acordo com o executivo, devido às atuais condições de mercado desfavoráveis, pela queda brusca do preço do barril de petróleo, a expectativa é que a operação dificilmente ocorra em 2016.

“Os credores têm completa noção de que não será uma venda de curto prazo. Todos pretendem aguardar uma melhor condição de mercado”, afirmou Farina após participar ontem de reunião na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec), no Rio de Janeiro.

Farina contou que um estudo comparativo da OSX-1 com outras 20 plataformas de porte semelhante indicou que o valor de liquidação da unidade estaria próximo de US$ 200 milhões. “Mas acreditamos que esta é uma plataforma que poderia facilmente alcançar o patamar entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões, em uma condição de mercado mais favorável”, completou.

Segundo o presidente da OSX é difícil realizar a venda da unidade em 2016, porque o melhor momento para o negócio é quando houver uma melhora dos preços internacionais do petróleo. “Vamos aguardar uma melhora do preço do óleo para vender em uma condição mais favorável. O consenso é que entre 2016 e 2017 o preço volte para o patamar de US$ 60 a US$ 80 o barril. Em 2016, acho difícil [a venda]”.

A OSX-1 deixou de produzir no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, em novembro, e está sendo desmobilizada. Na primeira semana de janeiro, a plataforma deverá partir para a Noruega, onde ficará durante todo o processo de negociação. A venda da unidade será capitaneada pela norueguesa DVB, em nome dos credores da OSX. A companhia, contudo, participa do esforço de venda.

Sétimo presidente da OSX em cinco anos, Farina reconheceu que foi um “erro capital” a empresa ter sido criada para atender um único cliente, a petroleira Óleo e Gás Participações (OGPar, antiga OGX), que também foi criada pelo empresário e que também pediu proteção judicial contra execução de dívidas.

“A nova fase da empresa pretende justamente diversificar essa base [de clientes] para mitigar riscos e aumentar a receita”, explicou o executivo.

Segundo Farina, o esforço comercial da empresa vai mirar principalmente no mercado de reparos navais. “Há 530 embarcações PSVs [navios de apoio petrolífero] no Brasil. É um mercado carente de capacidade de reparos. Muitos [barcos de apoio] cruzam o Atlântico para obter serviço na Europa”, disse.

Segundo ele, a OSX passou por uma redução dramática de quadro de pessoal. No escritório, o número de funcionários passou de 53, em janeiro, para 22, em setembro. No porto da empresa, a expectativa é encerrar o ano com 19 funcionários, frente aos 86 que haviam no início de 2015. E na área de serviços, que atua na OSX-1, o contingente, que começou o ano com 235 funcionários e atualmente está em 40, será todo encerrado no fim do ano.

“A desmobilização ocorreu no melhor clima possível. Não houve ações trabalhistas”, afirmou. “Tem sido um momento difícil, mas a companhia está olhando para a frente”, completou.

(Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito | Do Rio)

Wilson Sons fecha contrato de afretamento com a Petrobras

A Wilson Sons Ultratug Offshore, subsidiária do grupo Wilson Sons, afretou três embarcações de apoio marítimo a plataformas de exploração e produção de petróleo e gás para a Petrobras, conforme anúncio feito ontem ao mercado. O contrato é válido por dois anos.

As embarcações do tipo “Platform Suppy Vessels” (PSVs) “Albatroz”, “Gaivota” e “Fragata”, todas de bandeira brasileira, já prestaram serviço à Petrobras, mas o contrato terminou em outubro. Desde então, as embarcações estavam operando no mercado “spot” (assim conhecido quando o aluguel é feito para um serviço específico).

Os PSVs têm porte bruto médio de 3 mil toneladas e contam, segundo a Wilson Sons, “com um moderno sistema de posicionamento dinâmico”.

A empresa também anunciou que o PSV “Mandrião” está disponível no mercado “spot”. A embarcação, também com porte bruto de 3 mil toneladas, está em processo de registro para operar com bandeira brasileira.

O grupo Wilson Sons é um dos maiores na operação de serviços portuários, marítimos e logísticos do Brasil. Além do braço de apoio marítimo a operações offshore, no qual detém 50% da empresa, o grupo atua nos segmentos de terminais portuários, rebocagem portuária e oceânica, logística, agenciamento marítimo e indústria naval. No terceiro trimestre, o grupo teve prejuízo líquido de US$ 6,3 milhões.

Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pires de São Paulo

Estaleiro Brasa recebe FPSO Cidade de Saquarema para integração de módulos neste domingo

O momento é de intensa atividade para o estaleiro Brasa, em Niterói. Logo após finalizar as obras do FPSO Cidade de Maricá nesta semana, a empresa receberá neste domingo (20) o FPSO Cidade de Saquarema para iniciar a integração de módulos da embarcação. Em águas brasileiras desde novembro, a plataforma será entregue ainda em 2016 para ser operada pela Petrobrás no campo de Lula, localizado na Bacia de Santos.

Responsável pelo estaleiro, a SBM Offshore estima que as obras devem durar entre cinco e seis meses, gerando um total de 1.000 empregos diretos e indiretos. A embarcação teve a maior parte de sua construção feita na China e chegou ao Brasil após 57 dias de viagem.

Durante o período de um mês, o estaleiro deverá fazer 12 içamentos de módulos topside na plataforma. Após a integração dos módulos, a unidade será decomissionada e encaminhada no segundo trimestre para o campo de Lula Alto, onde atuará junto ao FPSO Cidade de Maricá.

“O escopo de execução brasileiro desses tipos de projetos complexos pode ser um desafio, no entanto os resultados alcançados junto com nossa empresa de joint venture Brasa, provam que é possível ser feito com segurança, eficiência e no prazo”, afirma o presidente da SBM no Brasil, Oliver Kassam.

Fonte: Petro Notícias

EISA lança o Porta-Contêiner “Log-in Jequitibá’

O estaleiro Eisa, localizado no Rio de Janeiro, lança ao mar nesta quarta-feira (9) o navio porta-contêiner “Log-In Jequitibá” (casco EI-506). Esta é a quinta embarcação de uma encomenda de sete feitas pela Log-In Logística Intermodal ao Eisa. O investimento da empresa no projeto de construção é superior a R$ 1 bilhão.

O “Log-In Jequitibá” possui 218,45 metros de comprimento total e capacidade para transporte de até 2.808 TEUs ou cerca de 38 mil toneladas de porte bruto. A nova embarcação tem estrutura para transporte de contêiner de elevado peso e refrigerados, com 200 tomadas para contêineres frigoríficos.

A madrinha do navio é Laira Vanessa Lage Gonçalves, diretora do Departamento da Marinha Mercante, do Ministério dos Transportes.

O Eisa entregou três embarcações da série, sendo dois porta-contêineres (“Log-In Jatobá” e “Log-In Jacarandá”) e um graneleiro (“Log-In Tambaqui”). Além destes, foi lançado o graneleiro “Log-In Tucunaré”. Faltam ser lançados ainda dois porta-contêineres.

Características

Comprimento total: 218,45 metros

Boca: 29,8 metros

Calado de verão: 11,6 metros

Potência: 18.780kW

Classificadora: Bureu Veritas

Projetista: Projemar

 

Fonte: Portos e Navios

Falta de governança no setor público é um dos fatores na demora em liberar licitações

Depois de mais de um ano de atrasos, os planos do Governo Federal em investir R$ 198,4 bilhões nos próximos anos através da nova fase do PIL (Programa de Investimento em Logística) vem ganhando corpo. Depois da novela das minutas dos editais do primeiro bloco ficaram travadas no TCU (Tribunal de Contas da União), o pacote vem tomando forma através das liberações de licitações. Como é o caso dos terminais de Santos e Pará.

Mesmo assim, essa demora pelo TCU em liberar as licitações levou muitos empresários do setor a pensar que essa seria uma estratégia do governo. Na opinião do diretor presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários), Wilen Manteli, o fator determinante foi a falta de governança no setor público. “Não acredito que tenha sido uma estratégia do governo porque seria um tiro no pé. Entendo que esse fato decorreu da falta de governança no setor público, onde há uma gama de órgãos públicos que interferem nos setores de infraestrutura, sem qualquer harmonia entre eles – até parecem que pertencem a governos diferentes”, ressalta. Para ele, é preciso que haja, na esfera da administração pública, o que é chamado em vários outros países de “conferência de serviços”.

Ainda segundo Manteli, dentro do atual cenário vivido pelo País, fica difícil fazer avaliações, já que hoje o País enfrenta um cenário de instabilidade política, econômica e moral. “Corrupção, impeachment e ausências de lideranças são fatores que dificultam prever o comportamento da economia nos próximos anos. Certo é que vamos ter mais problemas em nossa atividade econômica e em nossas vendas internacionais. Por isso, antes de dizer algo sobre isso, prefiro aguardar o desenrolar dos acontecimentos”, finaliza.

Fonte: Guia Marítimo