Monthly Archives: novembro 2015

Rio terá R$ 6,9 bilhões em investimentos no setor portuário nos próximos anos

O ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, se reuniu nesta sexta-feira (27/11) com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para apresentar a carteira de investimentos prevista para estado. Os investimentos nos portos do estado do Rio de Janeiro até 2042 terão uma fatia de 14% do total previsto para serem feitos em todo o Brasil nos próximos anos. De acordo com o ministro, as obras programadas para o estado somam R$ 6,9 bilhões, considerando arrendamentos (R$ 1,3 bilhão), prorrogações contratuais (R$ 2,8 bilhões) e terminais privados (R$ 2,7 bilhões).

Fórum
O ministro, que participou na última sexta-feira (27/11) do 2º Fórum de Infraestrutura, no Rio de Janeiro, lembrou que até 2042 os investimentos previstos para os portos brasileiros somam cerca de R$ 51 bilhões.
“A maior parte desses recursos virão do setor privado”, frisou o ministro. E detalhou: R$ 3,9 bilhões serão feitos com recursos do governo e entre R$ 47 bilhões e R$ 48 bilhões virão da iniciativa privada.

Na carteira de investimentos listada pela Secretaria de Portos estão obras de dragagem, autorizações para construção de terminais de uso privado, licitação de áreas para arrendamento e prorrogações de contratos de arrendamentos.

Serão R$ 3,9 bilhões em obras de dragagem, infraestrutura e modernização da gestão portuária; mais de R$ 19 bilhões a serem investidos em terminais de uso privado, caso todos os 66 pedidos de autorização em análise na SEP sejam concedidos; outros R$ 16 bilhões em investimentos planejados para as 93 áreas a serem licitadas e leiloadas até o fim de 2016; e mais R$ 11 bilhões de obras prometidas nos processos de prorrogação dos arrendamentos.

Dragagem
Helder Barbalho antecipou que ainda em dezembro a Secretaria de Portos estará apta a assinar a autorização (Ordem de Serviço) para o início das obras de dragagem do canal do Porto do Rio de Janeiro.

“Uma obra de R$ 193 milhões e há muito esperada por esse estado”, disse o ministro. A data certa ainda não está marcada, dependendo apenas da definição do formato da cerimônia.

Fonte: Ascom/Secretaria de Portos – SEP/PR

Hapag-Lloyd planeja crescer no Brasil

A Hapag-Lloyd, quinta maior transportadora marítima de contêineres do mundo, vai aumentar em 5% sua capacidade de transporte nas rotas que envolvem o Brasil em 2016, na contramão da crise. São três novidades. Uma nova rota entre o Brasil e a Costa Oeste da África, onde comprará espaço em um serviço de outro armador; a redistribuição em três rotas de um antigo serviço com o Oriente Médio, feita em 2015 mas cujos efeitos devem reverberar em 2016; e o aumento da capacidade no tráfego com os Estados Unidos. Somadas, as inovações irão adicionar 400 contêineres de 20 pés (o chamado Teu) por semana nos tráfegos da Hapag que escalam o Brasil.

De passagem pelo país, o presidente mundial da companhia de origem alemã, Rolf Habben Jansen, disse que acredita no crescimento do Brasil, a despeito das turbulências atuais. Em 2014 a Hapag se fundiu com a chilena CSAV, armador forte nas rotas da América do Sul, onde a presença da Hapag era pequena. Desde então, a Hapag subiu alguns degraus e hoje divide com a Maersk Line – maior armador do mundo – o terceiro lugar no volume de contêineres cheios de importação e exportação transportados no Brasil.

Dados da consultoria Datamar mostram que de janeiro a setembro ambas tiveram cada qual 14% de participação nos tráfegos brasileiros, cujo acumulado no período soma 3,3 milhões de Teus. A líder foi a Hamburg Süd (com 22%), seguida pela MSC (20%).

Jansen diz que ao se unir à CSAV a Hapag fez uma aposta de futuro na América do Sul. “Realmente o Brasil hoje não está tão bom quanto imaginávamos há cerca de dois anos. Mas isso não muda a nossa visão. O Brasil tem muito potencial. No negócio da indústria marítima o crescimento se dá a longo termo. Neste contexto estamos investindo e é a coisa certa a fazer.”

O executivo vem duas vezes por ano à região acompanhar os negócios e visitar clientes. Do Brasil, seguiria para Argentina e Chile. No Brasil a Hapag é muito forte na exportação de cargas refrigeradas, como frutas e carnes. Por isso, enfrenta um problema de “desbalanceamento” no transporte dos contêineres especiais que levam essas cargas – os navios vão cheios de cargas na exportação mas voltam quase vazios, o que é agravado pela queda das importações.

Questionado sobre o interesse em ativos do Brasil, especificamente na Log-In – empresa de cabotagem, que faz a navegação doméstica – e no Sepetiba Tecon, ambos à procura de um sócio, Jansen disse que a Hapag está “em geral olhando todas as oportunidades, mas no momento não esses ativos”.

A empresa fechou os primeiros nove meses do ano com faturamento de € 6,8 bilhões ante € 1,9 bilhão em 2014 (a fusão com a CSAV foi a maior responsável pela alta). O lucro líquido foi de € 106,4 milhões, ante prejuízo de € 224 milhões. Devido às sinergias da fusão, as despesas por Teu caíram US$ 240, para US$ 1,1 mil, mas o ambiente competitivo da navegação fez o valor médio do frete cair 12%, para US$ 1,2 mil por Teu. Globalmente, a empresa tem 175 navios, atrás da Maersk, MSC, CMA CGM e Evergreen, respectivamente.

No dia 6 a empresa completou a oferta inicial de ações (IPO), gerando receita bruta de US$ 300 milhões para investimento em navios e em contêineres. Cinco porta-contêineres com capacidade nominal para 10,5 mil Teus serão entregues entre 2016 e 2017 para cobrir os tráfegos da América do Sul com a Ásia.

Neste ano a empresa prevê redução no seu volume global de transporte entre 3% a 4%, devido à divisão entre vários provedores de clientes que eram tanto da Hapag quanto da CSAV. “Isso já estava previsto. Vamos recuperar em 2016″. A empresa deve fechar o ano com 7,7 milhões de Teus transportados globalmente e o Brasil representará de 8% a 9% disso. Também haverá queda no negócio da empresa no Brasil. A estimativa é que a empresa transporte 650 mil Teus ante 700 mil Teus em 2014.

Fonte: Valor

Safra brasileira se mantém competitiva no mercado internacional

Segundo analista da Conab, um dos fatores responsáveis por esse resultado positivo foram as ações de políticas agrícolas executadas ao longo deste ano

 

Os produtos da safra brasileira de grãos apresentaram maior competitividade frente ao mercado internacional. Segundo explica o analista da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Thomé Guth, um dos fatores responsáveis por esse resultado positivo foi não só o câmbio, mas também as ações de políticas agrícolas executadas ao longo deste ano, conduzidas pelo governo federal e implementadas pelo Ministério da Agricultura e pela Conab. “Isso possibilitou o desenvolvimento da nova safra dentro da normalidade, com acesso à política de financiamento, aquisição de insumos e ações de apoio à comercialização em curso”.

Além disso, explicou Guth, a chegada de novos players a esse mercado – além da ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus – trouxe maiores investimentos privados em áreas portuárias. Como exemplo ele cita a Região do Arco Norte do país, “que ajudou a diminuir o peso sobre os portos de Santos e Paranaguá, bem como o custo do transporte, garantindo melhores preços internos e melhor rentabilidade”.

Outro fator determinante, disse o analista, foi a recuperação da moeda norte-americana, que encareceu os grãos produzidos nos Estados Unidos, um forte concorrente do Brasil, o que permitiu posicionar a produção brasileira em diferentes mercados com boa margem competitiva, como por exemplo, o de grãos como milho e soja. “Contudo, os preços dos produtos aos agricultores apresentam um cenário bastante positivo, mesmo com a expectativa de uma maior oferta na safra de grãos no país, a partir da colheita de mais uma safra recorde, muito mais pela relação cambial dólar/real favorável à moeda norte-americana do que pelas cotações atuais na Bolsa de Chicago”, ressalta.

Segundo ele, é possível que, diante da certeza de que há um espaço cada vez maior para os produtos agrícolas brasileiros, o Brasil invista cada vez mais em infraestrutura logística. “Tanto de escoamento quanto portuária, permitindo que os custos logísticos sejam menores e que os embarques ocorram sempre dentro da programação prevista, sem riscos de atrasos, no intuito de manter e ampliar a participação de mercado do país”, destaca.

A estimativa da Conab para a safra de grãos 2015/2016, segundo Guth, está estimada entre 208,6 e 212,9 milhões de toneladas, com uma variação que pode chegar até 4.384 mil t, 2,1% acima da safra 2014/15, quando registrou 208,5 milhões de toneladas. “Mais uma vez, a soja será o principal produto do Brasil, com expectativa de aumento da produção. No caso do milho, há uma expectativa em relação à 2ª safra, visto que boa parte da área estimada já foi comercializada de forma antecipada e com bons preços. Espera-se que as exportações continuem aquecidas, mesmo que haja uma possível retração do dólar para 2016”, finaliza.

Fonte: Kamila Donato / Guia Marítimo

Revisão de modelos operacionais de logística podem ajudar a superar crise

Para Alex Feijolo, isso tornaria o setor mais competitivo por possibilitar a melhoria de performance e a redução de custos logísticos

Com o objetivo de superar a crise econômica, a Gefco apontou a necessidade de maiores investimentos em projetos de revisão dos modelos operacionais do setor, em conjunto com a indústria. Para Alex Feijolo, Diretor Comercial e Marketing da Gefco, isso tornaria o setor mais competitivo por possibilitar a melhoria de performance e a redução de custos logísticos, que são parte importante dos custos totais da indústria. “Muitos operadores de logística têm cedido a esta pressão, aceitando a redução e maximizando os volumes com a queda contínua da demanda. Porém, precisam continuar investindo em recursos para fornecer os serviços, o que compromete o equilíbrio financeiro no médio e longo prazos”.

Segundo o executivo, o objetivo dessa revisão é aumentar a competitividade, superar o atual cenário de dificuldades e preparar os operadores para o crescimento que deverá acontecer no futuro. Feijolo explica ainda que a ação seria feita em conjunto com a indústria, revisando os modelos logísticos a fim de se adequarem ao momento atual. “Os operadores logísticos têm grande capacitação técnica para revisar modelos logísticos adequados as necessidades de seus clientes. As variações nos volumes, via de regra, criam uma necessidade de revisar os modelos para adequar qualidade e custo ao novo cenário”, acrescentou.

Com a queda no volume, os modelos e planejamentos logísticos precisam ser alterados: se tornam semanais ou diários em vez de mensais, incluem o uso de veículos de menores proporções e as operações de emergência, antes raras, passam a fazer parte da rotina. “Sob nosso ponto de vista, este momento é o ideal para investir em projetos de revisão dos modelos operacionais, juntamente com a indústria”, concluiu o Diretor Comercial e Marketing da Gefco.

Fonte: Kamila Donato / Guia Marítimo

Acordo entre SEP e APEC garante melhor desenvolvimento portuário para o País

Ministro dos portos, falou sobre as oportunidades que a ação traz para o setor portuário brasileiro

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O ministro da SEP (Secretaria Especial de Portos), Helder Barbalho, expos ontem, quinta-feira, (12), a investidores nacionais e internacionais as oportunidades no setor portuário em parceria com a Apec (Centro de Treinamento Portuário de Antuérpia).
Durante a abertura do Seminário APEC, o ministro disse ser “uma honra para o governo brasileiro receber o ministro Bem Weyts e a delegação belga no País” e reafirmou o interesse em termos de parcerias já desenvolvidas. “Que a capacitação ofertada no Espírito Santo fortaleça e dê maior competitividade aos nossos portos”, acrescentou.

A Apec Trainig é uma empresa subsidiária da Autoridade Portuária de Antuérpia, na Bélgica, dedicada a capacitação de mão-de-obra voltada aos portos nas áreas de gestão, infraestrutura, obras e equipamentos. Já o porto, é um dos maiores do mundo, e se destaca pela vanguarda no ensino portuário.

CTkDhl7WUAAMjEhSegundo o ministro, em setembro de 2013, a SEP assinou com a Apec um Acordo de Cooperação Técnica para capacitação de trabalhadores portuários brasileiros. Que prevê ainda, a criação do primeiro Centro de Capacitação dos Gestores e dos Trabalhadores Portuários no Brasil. O Centro de Treinamento será montado em Vitória (ES) e conta com o apoio do Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo), Sest/Senat e do Porto de Vitória.

O acordo prevê desde a capacitação dos funcionários de escritório, até a dos trabalhadores portuários avulsos. “O treinamento é ministrado por professores belgas para disseminar nos portos do Brasil as melhores práticas do setor portuário mundial”, finalizou o ministro.

Fonte: Kamila Donato / Guia Marítimo

Mitsui obtém aprovação da ANP para adquirir fatia em 4 blocos exploratórios no MA

O conglomerado japonês Mitsui obteve aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para adquirir participação em quatro blocos exploratórios no Maranhão, na Bacia de Barreirinhas. A entrada no segmento de exploração e produção de petróleo e gás confirma a estratégia do grupo de atuar em todo o setor, aproveitando a temporada de baixos preços de ativos em função da crise na Petrobras e da depreciação cambial. A empresa, que aguarda finalização da compra de 49% na Gaspetro, também negocia a compra de um terminal de logística e serviços do setor, em Niterói, que atende à estatal.

De acordo com a determinação da ANP, a empresa tem 30 dias para apresentar as garantias financeiras correspondentes à aquisição de 10% de participação nos consórcios formados pela BG (65%) e pela tailandesa PTTEP (25%). Os valores do negócio não foram divulgados.

Os quatro blocos de águas profundas estão localizados na região conhecida como Margem Equatorial e foram arrematados por R$ 264 milhões em 2013. Na 13ª Rodada de licitações, realizada em outubro, a empresa japonesa também se inscreveu, mas não apresentou nenhuma proposta pelas áreas ofertadas.

Gigante japonesa com mais de 400 anos de atuação, a empresa aguarda aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a compra de 49% da Gaspetro, subsidiária da Petrobras. Com o negócio, vai ampliar sua participação em distribuidoras estaduais de gás natural de oito para 19 empresas em todo o País. A compra, orçada em R$ 1,9 bilhão, ajudará a estatal a alcançar a meta de desinvestimentos deste ano e aliviar sua frágil posição de caixa.

Antes mesmo de a compra ter sido aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, no dia 23 de outubro, o negócio foi discutido no Cade em reunião “preparatória de notificação”. No formulário entregue à autarquia, a gigante japonesa se define como uma “holding financeira” com participação em 76 companhias nacionais em 13 áreas comerciais – desde agronegócio, mineração, bens de consumo, TI e petróleo e gás. Somente nos últimos cinco anos, a empresa participou de fusões e aquisições em 26 negócios no País, onde já atua desde a década de 60.

No segmento de óleo e gás, a empresa também é parceira da Petrobras em quatro negócios, dois deles mantidos em sigilo. O mais conhecido é a joint venture sediada na Holanda responsável pelo aluguel e operação de navios sondas, a P&M Drilling International BV, em que a empresa tem 49,4% em participação. Outra parceria é no aluguel de navios-plataforma (FPSO) para a estatal. A Modec, subsidiária do grupo japonês na área de construção, locação e serviços offshore, tem no portfólio oito embarcações alugadas à estatal nas bacias de Campos e Santos, inclusive nos principais campos do pré-sal. Outras duas embarcações estão atualmente em construção.

Para complementar a cadeia, a japonesa negocia também a compra de um terminal de logística e serviços em Niterói, na região metropolitana do Rio, com a empresa Wellstream, da GE Óleo e Gás. A negociação foi antecipada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em outubro, e estaria em fase avançada segundo fontes próximas à negociação. A proposta da Mitsui é adquirir 49% da empresa que concentraria os ativos na área de logística e serviços. Os valores descritos chegariam a US$ 85 milhões e a proposta já teria sido encaminhada para aprovação na governança interna da Mitsui.

O terminal na mira da gigante japonesa tem uma área de 55 mil metros quadrados, construídos em 2011, com foco em “serviços de logística e equipamentos submarinos”. A WellStream tem um contrato de US$ 200 milhões com a Petrobras para “dar suporte ao desenvolvimento do pré-sal e projetos de campo de gás nas bacias de Campos e Santos”, segundo comunicado divulgado em 2011. O local também abriga uma fábrica de dutos submarinos, que continuaria sob comando da GE Óleo e Gás, conforme o modelo de negócio em discussão. Já o terminal logístico se tornaria uma joint venture com os japoneses, que poderiam assumir o controle.

Questionada à época, a GE informou que não comentaria especulações de mercado.

Fonte: AE