Monthly Archives: outubro 2015

Estaleiro Brasa obtém a renovação de sua licença de operação

O Estaleiro Brasa recebeu do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na última quinta-feira (28), a renovação de sua licença de operação. A licença amplia o escopo das atividades do Brasa que, além de construção e montagem de equipamentos, estruturas e módulos para área industrial, obteve, ainda, o acréscimo das atividades de base de apoio para operações offshore e reparos navais.

A renovação da licença faz parte do planejamento estratégico da empresa, para expandir suas linhas de atuação e ser reconhecida como fornecedora de soluções completas para o mercado offshore, em um moderno complexo de apoio logístico.

Além da localização privilegiada na Baía de Guanabara, na cidade de Niterói, no coração da indústria brasileira de óleo e gás, próximo às principais bacias do pré-sal, o Terminal de Uso Privado (TUP) do Estaleiro Brasa oferece, entre outras vantagens competitivas: berço para atracação de embarcações de até 150 metros; calado de 9 metros, áreas cobertas e descobertas para armazenagem, capacidade de içamento de cargas até 2.050 toneladas.

Com a abertura da nova frente de trabalho, a Diretoria do Brasa visa expandir seus negócios e manter parte dos funcionários que seriam demitidos ao término dos projetos dos mega FPSOs “Cidade de Maricá”, atualmente em fase de integração na Filial 1 do Estaleiro, e “Cidade de Saquarema” que chegará no Brasil nas próximas semanas.

Perfil Corporativo

O Estaleiro Brasa iniciou suas atividades em 2012 e está localizado na Ilha da Conceição, em Niterói (RJ), no coração da indústria brasileira de óleo e gás. Com 65 mil m2 de área pavimentada, é especializado na construção de módulos de topsides e sua integração a plataformas de produção de petróleo tipo FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading).

As instalações reúnem um arranjo produtivo extremamente favorável que permite minimizar dois gargalos importantes: o estaleiro para construção dos módulos e o cais de integração O Brasa tem capacidade para construir 14 módulos de topsides e para integrar simultaneamente 2 mega FPSOs, além de ser um terminal portuário autorizado para operações de movimentação/ armazenagem de carga e de realizar serviços de manutenção offshore.

Fonte: Portos e Navios

Petrobras estuda construir plataforma gigante para o pré-sal

A Petrobras estuda a construção de uma plataforma gigante de produção de petróleo para o campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

A unidade em estudo teria capacidade para produzir 225 mil barris de petróleo e 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Hoje, as maiores unidades em operação no Brasil podem produzir 180 mil barris de petróleo e 8 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

No mundo, as maiores plataformas estão instaladas na costa oeste da África —o campo de Dalia, em Angola, por exemplo, tem uma plataforma de 240 mil barris por dia.

A busca por plataformas de maior porte tem por objetivo reduzir custos e garantir capacidade de processamento dos grandes volumes de petróleo e gás dos poços do pré-sal.

Em Libra, por exemplo, a vazão de cada poço pode chegar a 50 mil barris por dia —os melhores poços em operação no país atualmente estão na casa dos 40 mil barris.

Além disso, o reservatório tem uma grande razão gás/óleo, o que significa que, para extrair o petróleo, a Petrobras e seus sócios terão que produzir grandes quantidades de gás.

Por isso, o projeto piloto de produção no campo terá uma plataforma com capacidade para produzir 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia, maior que todas as unidades instaladas no país.

A licitação para a compra da plataforma já foi iniciada e deve ser concluída até o fim do ano. O projeto deve entrar em operação em 2019.

Segundo Fábio Queiroz, técnico responsável pela área de sistemas de produção do grupo que desenvolve o projeto de Libra, a construção de uma plataforma gigante esbarra, principalmente, no prazo de construção do casco —uma vez que, dado o tamanho das instalações, não seria possível converter um navio existente.

Maior descoberta de petróleo do Brasil, Libra foi a primeira área leiloada sob o regime de partilha da produção. O leilão foi vencido por um consórcio formado por Petrobras, a francesa Total, a anglo-holandesa Shell e as chinesa CNOOC e CNPC.

Em 2017, o consórcio dá início a um teste de longa duração do reservatório, com uma plataforma com capacidade para produzir 50 mil barris de petróleo por dia.

Fonte: Folha de São Paulo/NICOLA PAMPLONA DO RIO

Petrobrás recupera R$ 15 bilhões em valor de mercado

Em uma semana, a Petrobrás deu dois importantes acenos ao mercado – o inesperado reajuste de preços de combustíveis e o corte de investimentos e despesas até 2016 – numa demonstração de esforço para retomar a disciplina financeira. O resultado sobre as ações foi rápido – desde a quarta-feira, dia 30, a estatal ganhou R$ 15,3 bilhões em valor de mercado, segundo a consultoria Economática. No período, as ações subiram cerca de 14% na BM&FBovespa – somente nesta terça-feira, a alta chegou a 5%, em média. Mas o esforço e o “senso de urgência” da diretoria não é considerado suficiente para aplacar a desconfiança sobre os indicadores da estatal.

A preocupação entre analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, é com a falta de clareza quanto às novas premissas de câmbio e cotação internacional de petróleo. Entre junho, quando a estatal anunciou a primeira revisão no plano de negócios, e setembro, quando encerrou o terceiro trimestre, a cotação de óleo desvalorizou 18% e o dólar subiu 28%. Para os analistas, os cortes de US$ 18 bilhões em desembolsos até 2016, equivaleriam, na verdade, a uma mera correção das premissas.

“Dado que cerca de 40% dos investimentos está vinculado ao real, a depreciação do câmbio já traz a estimativa (de orçamento) para baixo”, aponta relatório do HSBC encaminhado nesta terça-feira aos clientes. “Esperávamos mais transparência em relação às premissas para o câmbio e para o Brent e um detalhamento maior quanto ao corte de investimento. Ainda queremos saber como cada segmento será impactado”, escrevem os analistas do BTG Pactual.

O Estado apurou que, em apresentação ao Conselho de Administração, na quarta-feira, a diretoria da estatal considerou como premissa de câmbio uma média de R$ 3,80 até 2016. Para a cotação internacional, o cenário adotado seria de US$ 55,00 o barril de óleo Brent para o próximo ano. Hoje, a cotação está por volta de US$ 50,00.

Rentabilidade ameaçada. Para o HSBC, diante da incerteza quanto às premissas adotadas e da instabilidade do cenário econômico, a rentabilidade segue ameaçada. Sem grau de investimento, após ter sido rebaixada por duas agências de classificação de risco, a companhia enfrenta encarecimento dos empréstimos e dificuldade para refinanciar a dívida.

Com o petróleo em baixa, a empresa tem limitadas as opções de venda de ativos e geração de caixa com a produção. O banco aponta, como alternativa, a adoção de uma política de preços de longo prazo com garantia de defasagem positiva na venda de combustíveis – ou seja, gasolina e diesel mais caros que no mercado internacional.

Após o reajuste da semana passada, os preços de gasolina e diesel no País estão entre 7% e 13% mais caros que no exterior. A manutenção dos preços em patamar mais alto que no mercado internacional integra a estratégia da Petrobrás, apresentada na última semana ao conselho de administração. Segundo fontes ligadas à empresa, a diretoria descreveu aos conselheiros as quatro pilares adotados para recuperação da estatal – liberdade de reajuste de preços, desinvestimentos, redução de gastos e investimentos.

Da estratégia apresentada, apenas a venda de ativos ainda não deu resultados – somente dois campos foram vendidos, a US$ 25 milhões, e a venda de participações na Gaspetro está em fase final. Para 2016, com a expectativa de um cenário mais favorável para o setor, a estatal quer vender US$ 14,7 bilhões – volume “otimista”, segundo o Itaú BBA. “As condições de mercado são os desafios para atender às diretrizes em nossa opinião. Acreditamos que novos atrasos são prováveis.”

Fornecedores. A indústria fornecedora do setor de petróleo e gás natural está contrariada com a presença dominante da Petrobrás como compradora e com os efeitos da crise da estatal. E vai recorrer ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para tentar emplacar uma série de medidas que tem o objetivo de ampliar a participação da iniciativa privada no setor. Na próxima terça-feira, 22 entidades empresariais vão ao ministro entregar uma “agenda mínima para o setor petróleo”.

O documento é assinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelas federações estaduais de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Bahia, além de 14 associações de fornecedores. Na pauta de reivindicações estão temas polêmicos que dependem da presidente Dilma e do Congresso. A presidente já deixou claro que não vai mudar as regras de conteúdo local, como quer a indústria. Para que outra reivindicação seja aprovada – a de que a Petrobrás deixe de ser obrigatoriamente protagonista no pré-sal -, os parlamentares terão que vencer a resistência da base aliada do governo ao projeto do senador José Serra. “Espero que o Planalto entenda do que estamos falando, em vez de ficar tentando pegar dinheiro de tudo que é canto”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Fonte: AE

Porto de Santos amplia participação na balança comercial brasileira

A participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira passou de 24,4%, em 2014, para 27,4% entre janeiro e agosto de 2015. Nesse período, o complexo portuário contribuiu com US$ 68,4 bilhões. O valor equivale a 27,4% do total de US$ 249,4 bilhões negociados, pelo Brasil, com o exterior.

As cargas para exportação somaram US$ 34 bilhões, o que representou 26,5% do total (US$ 128,3 bilhões). A China foi a principal parceira comercial do país, com participação de 15,4% (US$ 5,2 bilhões). Em seguida, vêm os Estados Unidos, com presença de 11,9% nas exportações (US$ 4 bilhões), e a Argentina, com 5,8% (US$ 1,9 bilhão).

A principal carga enviada para outros países foi grãos e farelo de soja, com destino à China, à Tailândia e à Coréia do Sul, além de outros 17 países. Em seguida, o café, especialmente para Estados Unidos, Alemanha e Itália, e outros 78 países. Em terceiro, aparece o açúcar, para China, Bangladesh e Egito, bem como para outras 57 nações.

Nas importações, o resultado do Porto de Santos foi de US$ 34,4 bilhões neste ano, correspondente a 28,4% do total brasileiro (US$ 121,0 bilhões). China e Estados Unidos também lideraram na quantidade de produtos importados, com participações de 19,4% (US$ 6,6 bilhões) e 14% (4,8 bilhões), respectivamente. Em terceiro lugar está a Alemanha, que vendeu US$ 2,8 bilhões em produtos ao Brasil, equivalente a 8,2% do total.

Fonte: CNT