Monthly Archives: agosto 2015

Petrobrás prevê mais de US$ 4,3 bilhões para obras do Comperj

A Petrobras prevê necessidade de investimento de 4,3 bilhões de dólares para concluir obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e do primeiro trem de refino do Comperj, um dos empreendimentos envolvidos em um bilionário esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

A maior parte deste investimento, ou 2,3 bilhões de dólares, precisaria ser realizada na conclusão do trem de refino, disse nesta quinta-feira o diretor de Engenharia da estatal, Roberto Moro, durante uma audiência da CPI da Petrobras, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que apura efeitos das descobertas da Lava Jato na economia do Estado.

Os outros 2 bilhões de dólares, disse o diretor, precisariam ser aportados na conclusão da UPGN do chamado Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que possivelmente ficará sem a parte petroquímica, após a Braskem ter anunciado no início do ano que não mais participará do projeto.

A Petrobras já gastou 11 bilhões de dólares no Comperj, um empreendimento que ao final pode ser tão custoso quanto a Refinaria do Nordeste (Abreu e Lima), também envolvida no escândalo de corrupção, que ainda não está totalmente concluída e cujo orçamento atingiu 18,5 bilhões de dólares.

No balanço do ano passado, a companhia anunciou redução de mais de 44 bilhões de reais no valor de seus ativos, com a Rnest e o Comperj respondendo por cerca de 70 por cento dessa desvalorização, e com a empresa citando diversos problemas, como falha no planejamento dos projetos. A estatal ainda contabilizou perdas de 6,2 bilhões de reais por corrupção em 2014.

Ainda durante a audiência, que ocorreu após protestos de trabalhadores do Comperj esta semana, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino, afirmou que o trem 1 do empreendimento pode ficar para 2020, se não houver parceiros.

Ele acrescentou que a empresa busca sócios para concluir o projeto, visando antecipar o cronograma.

Celestino declarou também que não há previsão para a construção de um segundo trem de refino no Comperj, diante do atual cenário do mercado global de petróleo –parte dos 11 bilhões de dólares já investidos incluem obras que contemplam a eventual futura expansão da unidade (trem 2).

Em nota nesta semana, a Petrobras afirmou que as obras da central de utilidades do Comperj, que irá suportar a partida da UPGN, estão em andamento.

As obras no Comperj, ressaltou a estatal, não estão paralisadas e seguirão a estratégia definida em seu plano de negócios. Atualmente, encontram-se em atividade cerca de 11.500 trabalhadores, em 21 grandes contratos de construção e montagem do Comperj.

Segundo os executivos, o trem 1 da refinaria tem 85 por cento da obra concluída, enquanto a obra da UPGN avançou para 25 por cento.

A refinaria no Rio de Janeiro tinha previsão de agregar cerca de 200 mil barris de capacidade de refino à estatal, volume que é quase o dobro da capacidade do primeiro trem de refino da Refinaria Abreu e Lima, que já está em operacional.

Fonte: Exame

Sete Brasil perderá US$ 600 mi com exigências da Petrobrás

A Sete Brasil enfrentará um prejuízo extra de 600 milhões a 800 milhões de dólares devido às novas exigências feitas pela Petrobras para a operação de sondas do pré-sal, segundo a Folha S. Paulo.

De acordo com o jornal, o valor foi calculado pelos sócios da empresa. A perda representa 15% dos 4 bilhões de dólares já investidos por ela até agora.

Criada para construir navios que posteriormente seriam alugados pela estatal para explorar petróleo em áreas profundas, a Sete Brasil luta para se reerguer desde que foi citada na operação Lava Jato.

O escândalo paralisou a compra de plataformas e aparelhos e minou o caixa da companhia, já que a petroleira está atrasando pagamentos e os custos de financiamento subiram.

Devido à queda dos preços do barril de petróleo, o aluguel de sondas de petróleo no exterior passou a custar cerca de 300 mil dólares por dia, enquanto a Sete Brasil cobraria mais de 400 mil dólares diários.

Por isso, técnicos da Petrobras planejariam desfazer acordos com a empresa.

Conforme publicou a Folha, o plano de reestruturação da Sete prevê que ela opere pelo menos sete das 15 sondas em construção para que o investimento se torne viável.

Mas, pelas novas exigências da Petrobras, como a parceira não tem experiência em comandar esse tipo de atividade, apenas cinco navios poderão ser administrados por ela. A Sete Brasil fica ainda proibida de ter participação minoritária nas outras empresas que vão operar as demais sondas.

Além disso, a área técnica da estatal pedia o cancelamento dos contratos dos equipamentos em que a Sete não cumprisse a cota de conteúdo nacional. Após negociações, concordou-se em resolver o impasse com o pagamento de multa, como previsto anteriormente, mas o valor da punição foi dobrado.

Essas mudanças, segundo a Sete Brasil, prejudicam o retorno aos acionistas quem, de acordo com a Folha, já pensam em resolver a questão na Justiça.

Eles acreditam na possibilidade de um litígio, já que foi a própria Petrobras quem criou o projeto da parceira.

O caixa da empresa só seria suficiente para pagar funcionários, despesas administrativas e impostos até o primeiro trimestre de 2016.

Fonte: Exame

Porto de Paranaguá completa quatro anos sem filas de caminhões

Em agosto, o Porto de Paranaguá completa quatro anos consecutivos sem filas de caminhões para descarregar grãos. Apesar do aumento do fluxo de veículos e do crescimento das exportações, o problema foi extinto.

Nos momentos mais críticos, as filas chegaram a mais de cem quilômetros. Em março de 2003, quatro mil caminhões ficaram dias parados no acostamento da BR-277 esperando para chegar ao pátio de triagem do porto.

“Era um problema histórico”, lembra o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. “Mas acabar com o caos nas estradas de acesso ao porto foi um compromisso assumido por esta gestão e que cumprimos.”

O último registro das filas é de agosto de 2011. De janeiro a julho daquele ano, o porto recebeu 182 mil caminhões. Neste ano, foram 233 mil veículos carregados de grãos, um crescimento de 28%.

SOLUÇÃO DEFINITIVA – O fim das filas foi possível com a adoção de uma série de medidas operacionais do início ao fim da cadeia logística do escoamento da safra agrícola.

A primeira medida foi a reformulação do sistema Carga Online. Cada terminal passou a ter um número máximo de caminhões liberados para sair do campo e ir para Paranaguá.

Com a carga cadastrada no sistema, os caminhoneiros recebem uma mensagem pelo telefone celular com orientações e a autorização para descarregar em Paranaguá. A consulta das cargas cadastradas também pode ser feita pelo site da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Com o sistema de agendamento, os terminais passaram a ser valorizados pela produtividade e só passaram a descer para Paranaguá os caminhões com cadastro feito e com garantia de vaga no Pátio de Triagem e janela para descarregamento.

“Foi um trabalho de aproximação e diálogo com o campo. Hoje, temos condições de atender todo mundo e dar eficiência ao descarregamento dos caminhões”, afirma o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Na outra ponta, as regras para atracação dos navios também foram alteradas. Os operadores com melhores índices de produtividade passaram a ter preferência no embarque de grãos, diminuindo o tempo de espera das embarcações e acelerando o escoamento da safra.

O número de cotas distribuídas para os terminais mandarem caminhões ao porto também cresceu. Há quatro anos, os operadores podiam solicitar a cota de 1,6 mil caminhões por dia. Hoje, o número pode chegar a 2,3 mil cotas diárias.

INVESTIMENTOS – Além das medidas operacionais, o aumento no movimento de caminhões também pode ser absorvido pelo porto com investimentos no acesso dos veículos e na estrutura do Pátio de Triagem. Foram aplicados R$ 7,49 milhões em melhorias no local, que recebe os veículos e onde é feita a amostragem do produto antes do embarque e onde, ainda, os caminhoneiros podem descansar com segurança.

Foram feitas melhorias no acesso, para acelerar entrada e saída dos veículos e no sistema de classificação dos produtos. Tudo para reduzir o tempo de permanência dos caminhões no local e permitir um rodízio de maior de veículos.

INFORMAÇÕES – As orientações para tráfego na cidade e liberação de cotas para descarregar em Paranaguá podem ser encontradas no site da Operação Safra (www.operacaosafra.pr.gov.br).

Nele, o exportador encontra quais as regras para liberação dos caminhões e deslocamento dentro da cidade de Paranaguá.

O caminhoneiro também pode consultar qual o seu status e se está liberado para entrar no Pátio de Triagem.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Dragagem do Polo Naval de Niterói avança

A dragagem do Canal de São Lourenço, que dá acesso ao polo naval de Niterói, começa a sair do papel. O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) publica, na semana que vem, instrução normativa para a elaboração do EIA-Rima que antecede a licença ambiental.

A informação é do superintendente regional do Inea, Paulo Cunha, que participou hoje (7) pela manhã de debate promovido pela Associação Conselho Empresarial Naval-Offshore e Serviços de Niterói (Asscenon). Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Hidroviária (INPH), Domênico Acceta, os estudos devem exigir de 90 a 120 dias para execução. Após a apresentação do EIA-Rima, o Inea tem o prazo de 45 dias para dar se pronunciar.

O senador Marcello Crivela, presente no evento, se comprometeu levar à Presidência da República o pleito da Asscenon de viabilizar os recursos para que a dragagem seja feita, estimada em R$ 300 milhões.

O polo naval de Niterói sofre a perda de negócios com o assoreamento do canal, cujos estudos para a dragagem vêm sendo conduzidos pelo INPH desde 2012. Os estudos do instituto representam cerca de 80% do conteúdo do EIA-Rima.

Fonte: Portos e Navios