Monthly Archives: julho 2015

Navio-Plataforma Cidade de Maricá chega ao Brasil para integração de módulos

O navio-plataforma Cidade de Maricá, que será instalado no pré-sal da Bacia de Santos, chegou ao Brasil e está atracado no Estaleiro Brasa, em Niterói (RJ), para conclusão das operações de içamento e integração de módulos de sua planta. Com capacidade para processar até 150 mil barris de petróleo por dia e comprimir até 6 milhões de m³ de gás, essa plataforma deverá entrar em operação no campo de Lula (área de Lula Alto) no primeiro semestre de 2016.

Convertida a partir de um navio petroleiro VLCC (Very Large Crude Carrier) no estaleiro CXG (China), essa plataforma é do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) e será ancorada em profundidade de água de 2.120 metros.

A obra de integração dos módulos será executada pelo Estaleiro Brasa, que também é responsável pela fabricação de seis módulos do FPSO.
O consórcio que detém a concessão do campo de Lula, no bloco BM-S-11, é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil (25%) e a Petrogal Brasil (10%). O FPSO Cidade de Maricá foi afretado pela Tupi BV.

Fonte: Portos e Navios

Vitória receberá navios da China até o final do ano

Até o final deste ano, deve entrar em operação uma rota direta com navios vindos do porto da cidade de Zhuhai, na China, para o porto de Vitória. As negociações foram tratadas durante a visita de uma comitiva capixaba ao país oriental, no final de junho.

O protocolo de intenções foi assinado pelo vice-prefeito de Vitória, Waguinho Ito, e o prefeito de Zhuhai, Jiang Ling, sob a mediação da Câmara de Comércio Brasil-China no Espírito Santo.

“Estabelecida essa rota, pequenas e médias empresas terão a possibilidade de exportar seus produtos direto para a China, como pimenta do reino, cachaça, café, mármore e granito, por exemplo. Por outro lado, também chegarão mais rápido e com preços reduzidos ao nosso porto produtos como eletrodomésticos, eletrônicos, motos, bicicletas, geladeiras, celulares e videogames”, disse Waguinho Ito.

O diretor-executivo da Câmara de Comércio Brasil-China no Espírito Santo, Carlos Eiras, disse que a rota vai beneficiar o Estado na importação, com frete mais barato e entrega mais rápida de produtos fabricados na China, e na exportação.

A intenção é que os navios tragam as mercadorias diretamente do país oriental para Vitória sem terem que ir para outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Plataforma

“Discutimos ainda a criação de uma plataforma de comércio eletrônico (e- commerce) entre os dois países através de um site de compra e venda nos dois idiomas. Os dois lados terão maior facilidade de comprar produtos com preços mais baixos e a garantia da entrega com rapidez”, lembrou Waguinho.

Além de Carlos Eiras e Waguinho Ito, a missão oficial contou com representantes do governo estadual, prefeituras, Companhia Docas do ES (Codesa), entre outros órgãos.

Fonte: Folha Vitória

Sinal Verde para o novo terminal de grãos em Santa Catarina

Depois de oito meses de espera, a LOGZ Logística Brasil, empresa de logística portuária controlada por fundos da gestora BRZ (criada pela GP Investimentos) obteve do governo federal a Declaração de Utilidade Pública para o Terminal de Grãos de Santa Catarina (TGSC). O documento era o último passo necessário para que a companhia iniciasse o empreendimento.

O novo terminal será construído na Baía da Babitonga, ao lado do porto público de São Francisco do Sul (SC), e representará a estreia da empresa na movimentação de soja, milho e farelo de soja em grande escala no país. A LOGZ já detém participação acionária em outros dois terminais catarinenses – o Porto Itapoá e o Terminal de Contêineres de Santa Catarina (TESC).

Na primeira fase, que se estenderá pelos dois primeiros anos de operação, estão previstos aportes de R$ 500 milhões para a movimentação de 4 milhões a 6 milhões de toneladas de grãos por ano, produzidos no Paraná e em Mato Grosso do Sul. A capacidade estática de armazenagem será de 255 mil toneladas.

O novo terminal poderá duplicar a exportação de grãos por Santa Catarina. Atualmente, esse escoamento depende do porto público de São Francisco do Sul, que movimentou 4,8 milhões de toneladas de soja em 2014 – 35,3% do volume total.

O projeto prevê, ainda, a construção de um segundo berço, para permitir a atracação de dois navios simultaneamente. “Mas isso dependerá da demanda que tivermos”, disse ao Valor o diretor de Investimentos e Operações da LOGZ, Roberto Lopes. “Se houver demanda, iniciaremos a segunda fase do projeto”. O investimento, nesse caso, seria de R$ 200 milhões a R$ 250 milhões.

Constituída em 2010 e voltada para o desenvolvimento de projetos e gestão de ativos na cadeia logística no país, a LOGZ detém 50% do TGSC, por meio de sua subsidiária Sati. Os demais 50% pertencem à Sagah – que é “dividida” pelo grupo chinês Hopefull Honoround, pela Litoral Soluções e por investidores locais.

A LOGZ obteve a licença prévia do projeto em 2012 e a licença de instalação em 2014, e aguardava o parecer da Presidência da República sobre a Declaração de Utilidade Pública da área desde setembro.

Segundo Lopes, a empresa passará agora para a fase final de equalização do projeto, que envolve a escolha das construtoras. A expectativa é que as obras comecem entre três e cinco meses, disse Lopes. “Se começarmos as obras no fim deste ano, o terminal entrará em fase operacional no fim de 2017″.

Só em Santa Catarina, a LOGZ afirma ter investido R$ 626 milhões nos últimos anos. A empresa tem planos de construir um terminal para grãos também em Paranaguá (PR), desta vez em parceria com a Triunfo Participações e Infraestrutura. Mas a discussão sobre a poligonal do porto, que se arrasta há meses, atrasou os planos dessa e de outras empresas interessadas na região. “Seria um projeto de R$ 1,2 bilhão, para 14 milhões de toneladas de grãos por ano em grãos, fertilizantes e, possivelmente, açúcar”, disse Lopes. “Estamos aguardando”.

A LOGZ também é parceira da Odebrecht Transport (OTP), subsidiária de infraestrutura e logística da Odebrecht, no chamado Arco Norte do país. As empresas pretendem explorar a rota de escoamento de grãos pelo rio Tapajós, no Pará.

Fonte: Valor Econômico/Bettina Barros | De São Paulo