Monthly Archives: junho 2015

Rio Grande pede prazo para regularização

O prazo para que várias áreas do porto do Rio Grande tivessem seus contratos de ocupação regularizados venceria no final deste mês. No entanto, devido à complexidade da questão, a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) uma extensão desse limite em 90 dias.

O diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, detalha que o pedido foi feito recentemente e ainda não houve uma resposta da agência. Contudo, o dirigente prevê que a demanda será acatada pela Antaq. “Acredito que será aceita, porque não estamos passivos, sem produzir resultados”, sustenta. O diretor acrescenta que não vê condições para uma eventual interdição das operações, pois isso significaria um impacto gigantesco para a economia estadual e brasileira.

A situação abrange áreas usadas por empreendedores, como os estaleiros Rio Grande (da Ecovix), QGI e EBR (em São José do Norte) e por empresas como Braskem, Petrobras, GM e Amoniasul. Resumidamente, são acordos vencidos, nos quais a Antaq contesta a forma de contratação, porque entende que precisa haver onerosidade (para os que não pagam no momento, como é o caso dos estaleiros) e, nos que desembolsam alguma quantia, os contratos precisariam ser revistos.

A Superintendência tem interesse em renovar os acordos e manter as atividades das companhias. Tartari informa que há contratos que já tiveram encaminhamentos, como é o caso de alguns armazéns que se encontram dentro da área do Porto Novo. A ideia é fazer um acordo de transição, por 180 dias, até ser alcançado um arrendamento definitivo. “Quanto a outros contratos de arrendamento, como o da Braskem e dos próprios estaleiros, fizemos várias reuniões para buscar uma solução que atendesse a todas as partes, mas são contratos mais complexos, com mais detalhes envolvidos”, diz Tartari.

O dirigente salienta que algumas discussões sobre esses acordos “andaram um pouco mais e outras um pouco menos”. A GM, segundo o diretor do porto, por exemplo, já tem uma minuta sendo analisada.

O diretor da Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Portuária, Hídrica e Ferroviária do Tribunal de Contas da União (TCU), Fernando Graeff, afirmou, nesta terça, que a mudança no critério de licitação no primeiro bloco de arrendamento portuário precisará passar pelo crivo do plenário da Corte.

“De qualquer forma, vai ser necessária a avaliação pelo plenário (do TCU), porque o estudo original foi avaliado pelo órgão, então será necessária essa reavaliação”, disse o representante do TCU. “A gente vai fazer o máximo para ser o mais rápido possível nessa análise, para que a licitação ocorra o mais brevemente possível”, acrescentou.

Quando do lançamento do pacote de investimentos em logística, no dia 9 de junho, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff publicou um decreto que permitiu um novo critério para concessões no setor de portos: o maior valor de outorga. Essa possibilidade constará no segundo bloco de licitações do setor, mas não estava prevista na primeira rodada de arrendamento, cujos estudos já foram aprovados pelo TCU. O governo quer consultar a Corte de contas sobre a inclusão da concessão por outorga já nas licitações do primeiro bloco. Graeff disse que a mudança no critério de licitação implica em alterações em outras variáveis já analisadas pelo TCU.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, revelou que, apesar das dificuldades econômicas do País e do mundo, o setor portuário tem se mostrado viável e interessante à iniciativa privada. Segundo ele, os portos brasileiros já registram aumento de produtividade em decorrência das políticas destinadas ao setor pelo governo federal.

“Nunca tivemos tantas ferramentas de planejamento”, disse Povia durante audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. “O biênio 2015/2016 se constituirá na hora e na vez do modal (portuário). Este setor tem se mostrado viável e atrativo à iniciativa privada”, acrescentou.

Segundo ele, as dificuldades pelas quais passa o País não têm prejudicado o setor portuário, que tem apresentado resultados bastante positivos. “O Brasil não está às mil maravilhas. Temos de vencer a burocracia e tornar os processos mais ágeis para realizar investimentos. Mas não está ruim para o setor portuário. Em dois anos, registramos crescimento de 30% no número de Terminais de Uso Privado (TUPs)”, disse.

Povia afirmou que, em razão das políticas dedicadas pelo governo federal ao setor, “há diversos portos batendo recorde de produtividade”. Citou os portos de Santos (SP), Imbituba (SC) e Itaqui (MA). “O porto de Vitória (ES) tem feito descarregamento de navios em tempo recorde”, acrescentou.

O ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo, também participou da audiência pública na Câmara dos Deputados.
Metalúrgico protesta amarrado em frente ao QGI

Desde as 4h30min desta terça-feira, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, está amarrado em frente ao estaleiro QGI, em Rio Grande. Até as 18h30min de ontem, o sindicalista permanecia no local, e a intenção era passar a noite ali. Outros integrantes do sindicato auxiliaram o dirigente na iniciativa.

Gonçalves diz que este é um ato extremo em busca de uma resposta positiva por parte da Petrobras para que as plataformas P-75 e P-77 sejam construídas no QGI, conforme promessa que recebeu de autoridades do governo federal. “Os trabalhadores estão sofrendo com o desemprego, a falta de decisão da Petrobras e o cansaço. Não temos mais o que dizer para os trabalhadores, nem mesmo coragem para dizer que o governo e a presidente prometeram construir as plataformas em Rio Grande”, desabafou.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)/Jefferson Klein

Sob ameaça de greve, Governo faz acordo histórico com Portuários

SANTOS – Após horas de negociação, a Secretaria de Portos (SEP), a Federação Nacional dos Portuários e sindicatos de trabalhadores portuários assinaram na noite de ontem, terça-feira, um acordo salarial histórico, que pela primeira vez abrange as sete companhias docas – as estatais portuárias federais que administram os portos públicos localmente.

Trabalhadores das empresas, como os 1.440 empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto de Santos, o maior do país, ameaçavam cruzar os braços devido a propostas de reajuste salarial abaixo da inflação.

O acordo costurado pela SEP prevê reajuste em 2015 retroativo à data-base de 1º de junho, equivalente ao percentual do IPCA acumulado em 12 meses. O reajuste de 2016 será de 2% em 1º de janeiro e eventual recomposição referente à inflação acumulada no período em 1º de junho de 2016. O acordo é válido por dois anos.

“As bases serão válidas para as sete docas federais e ficam vigentes as demais cláusulas dos acordos anteriormente assinados”, disse o ministro dos Portos Edinho Araújo.

“Vamos observar o cenário, apostando na melhoria do desempenho econômico e na redução da inflação, ficando claro que os trabalhadores não terão prejuízos. Desde a era Portobrás [estatal federal responsável pelo planejamento dos portos] não se assinava um acordo semelhante”, disse Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos Porturários.

Segundo Guterra, haverá assembleias amanhã e sexta-feira em Vitória, Rio e Santos e demais portos. “Mas a orientação que demos, aprovada pelos sindicatos presentes, é suspender as paralisações e tratar de assinar os acordos coletivos conforme ficou acertado na reunião de ontem”.

Também ontem à noite, o ministro Edinho Araújo confirmou aos trabalhadores a liberação de R$ 20 milhões de aporte ao Portus, o fundo de pensão complementar dos portuários, sob intervenção. O valor tem o objetivo de manter o equilíbrio do fluxo de caixa e o pagamento do benefício dos assistidos.

Ao todo, o fundo receberá aportes de R$ 333 milhões, por força da Lei de Crédito Suplementar assinada em dezembro de 2014.

(FONTE: Valor Econômico/Fernanda Pires)

Pátio de Toras já está em operação no Porto Novo

A Superintendência do Porto do Rio Grande já está com um novo pátio em operações. O antigo Pátio Gota, que funcionava para contêineres, recebeu investimentos de quase R$ 1 milhão para abrigar toras de madeira. O projeto faz parte de um novo mercado de cabotagem que liga Rio Grande ao Espírito Santo. O pátio, que faz parte da estrutura pública, pode ser utilizado para produtos desse segmento.

No pátio, foram realizados reparos nas telas, recuperação da rede de água e energia, execução de rede de esgoto, entre outras melhorias. Além disso, foram colocados 10 mil metros cúbicos de saibro britado e foi realizada uma terraplanagem e compactação de 130 mil metros quadrados de área. O total investido na reforma do espaço foi de R$ 930.465,90.

“Esse projeto revitalizou uma área que servia para contêineres, e depois, como solução alternativa para a lotação do pátio automotivo. Além de trazer novas cargas para o Porto Novo, também auxilia no processo de cabotagem que é tão importante para o País”, afirma o superintendente Janir Branco. O novo pátio deverá movimentar cerca de 800 mil m³/ano de toras de madeira. Os produtos que já estão sendo armazenados e chegam ao Porto do Rio Grande através de caminhões vindos de diversos produtores, em um raio de 100 quilômetros do município de Pelotas. Através da cabotagem, a madeira segue para os projetos da empresa Fibria, no porto de Portocel, localizado em Aracruz, no Espírito Santo.

Fonte: Jornal Agora (RS)

Novo leilão traz boa perspectiva para a atividade do petróleo

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará, entre os dias 7 e 8 de outubro, a 13ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de Petróleo e Gás Natural. Anunciado no último mês de junho, o leilão integra o pacote de medidas propostas pelo Governo Federal para o setor energético, como forma de retomar o crescimento da economia. No Rio Grande do Norte, que terá a oferta de 71 novos blocos terrestres, o negócio é visto com boas perspectivas a médio e longo prazo. Atualmente, segundo dados da ANP, o Estado possui 83 áreas produtoras, o que representa uma média de 56 mil barris/dia e 8,6 milhões de mm³/dia em gás natural.
Magnus Nascimento. A 13ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de Petróleo e Gás Natural terá 71 blocos na Bacia Potiguar – todos em terra. A 13ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de Petróleo e Gás Natural terá 71 blocos na Bacia Potiguar – todos em terra

De acordo com o coordenador da Redepetro-RN, uma rede de fornecedores de bens e serviços para a atividade, Dorian Bezerra, as rodadas são benéficas para o setor petrolífero no Estado, principalmente, pela diversidade de interessados nas áreas ofertadas. “Nós sempre vemos estes leilões com bons olhos. Além da Petrobras, outras grandes empresas se interessam e as pequenas operadoras também entram”, comentou. Ainda segundo Bezerra, uma rodada com bons arremates e alta arrecadação para a ANP deverá impactar positivamente no mercado financeiro. “O leilão sendo exitoso, para a gente, significa que o mercado está firme e retomando os investimentos. Por isso a importância”, declarou.

O próprio ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ao anunciar o Plano Nacional de Energia, no ultimo dia 11 de junho, afirmou que o Governo Federal está vendo “com bastante esperança” a 13ª Rodada de óleo e gás. Pelo pré-edital publicado na semana passada, o leilão incluirá áreas em bacias de elevado potencial energético, bacias de novas fronteiras exploratórias e bacias maduras, como as do Rio Grande do Norte, que se apresentam como grandes oportunidades para médias e pequenas empresas, pelo menor custo de exploração. Conforme a Redepetro-RN, no Estado, os municípios contemplados serão Mossoró, Serra do Mel, Porto do Mangue e Areia Branca.

Em 2013, a ANP também promoveu uma rodada de licitações que ofertou 30 áreas no Rio Grande do Norte, além de 259 blocos em outras dez bacias brasileiras. Neste ano, o número de campos sedimentares diminuiu para dez, com 266 blocos, sendo 71 na Bacia Potiguar. Contudo, segundo o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, o leilão estará mais atrativo. “As áreas são mais interessantes. O calendário de leilões e áreas é uma decisão estratégica setorial. Não é um decisão regulatória. O Governo é que dá o rumo do que quer licitar e, neste momento, o Pré-Sal já deu uma acelerada muito grande e muito radical. Então, para não relegar o restante, a orientação é que a ANP olhe para as áreas convencionais e para as novas fronteiras”, disse.

Petrobras
A Petrobras, uma das principais operadores de petróleo no país,  tem promovido investimentos na Bacia Potiguar que confirmam as afirmativas do diretor da Cerne. A maior parte da produção no Estado, inclusive, é distribuída para a Refinaria Potiguar Clara Camarão, instalada no município de Guamaré. Em nota à TRIBUNA DO NORTE, a petrolífera detalhou algumas das ações.

“Em 2015, no RN, destacam-se na área terrestre, o adensamento de malha com injeção cíclica e contínua de vapor nos campos de Estreito e Alto do Rodrigues, que visa aumentar a produção nos próximos quatro anos, por meio da perfuração de novos poços e da injeção de vapor nos campos. Há também a busca pela ampliação da produção de óleo por meio da perfuração e completação de poços no Ativo de Produção Mossoró”, informou.

Número
83 – É o total de áreas produtoras de petróleo no RN. O estado é um dos maiores produtores em terra, do país.

Fonte: Tribuna do Norte (RN)/Fernando Domingo

Na Bahia, Dilma sinaliza ampliação de investimentos no Porto de Aratu

A presidente Dilma Rousseff sinalizou ao governador da Bahia, Rui Costa, na manhã da última sexta-feira (19), que está disposta a ampliar os investimentos no porto de Aratu, na região metropolitana de Salvador, para além do anunciado na nova fase do Programa de Investimento e Logística (PIL), lançado no dia 9 deste mês.

Conhecido como Plano de Concessões, o programa prevê investimentos de R$ 198,4 bilhões na privatização de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos.

A sinalização da presidente foi anunciada nesta sexta durante a inauguração do Complexo Acrílico da Basf, em Camaçari, após cobrança do governador da Bahia. Em discurso, Rui Costa agradeceu pelo anúncio de investimentos no Terminal de Grãos do Porto de Aratu, mas pediu que os demais terminais do local fosse incluídos no PIL.

“Inicialmente, foi anunciado o Terminal de Grãos, mas eu já tive a oportunidade de estar com ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e estive com o ministro (da Fazenda), Joaquim Levy, pedindo a inclusão não só do Terminal de Grãos, mas do Terminal de Gás, do Terminal de Líquido, porque as empresas querem investir e ali é um patrimônio da Bahia”, argumentou.

Em discurso logo após, a presidente Dilma Rousseff revelou interesse na ampliação de investimentos no porto baiano. “Nós estamos abertos a acrescentar. Difícil seria a gente tirar. Inclusive, um tratamento todo especial que dou a Aratu, um dos portos de águas profundas mais importantes do país. Todo esforço do programa de concessão para ampliar o Porto de Aratu, conte conosco”, respondeu.

A presidente também afirmou que este é mesmo o momento de recebimento de sugestões para o aperfeiçoamento do PIL. “Lançamos esse programa na semana passada. Portanto, estamos a tempo e a hora de fazer os ajustes necessários”, concluiu.

Fonte: Henrique Mendes Do G1 BA

Áreas de 2013 estão em “exploração”

Na 11ª Rodada de Licitação de Blocos para Exploração de Petróleo e Gás Natural, em 2013, as 142 zonas arrematadas em diversas bacias foram divididas entre 30 empresas, sendo 12 delas brasileiras. E, no caso do Rio Grande do Norte, as 18 áreas adquiridas tiveram contratos de exploração firmados com 11 companhias. Além das grandes petrolíferas, como Petrobras, OGX e Exxon Mobil, interessadas nas novas fronteiras da bacia marítima potiguar, o leilão atraiu corporações em expansão, como a Imetame Metalmecânica, que iniciou as atividades com petróleo e gás natural em 2010. Contudo, apesar de ter sido considerada um sucesso pela ANP, dois anos depois, na iminência de um novo leilão, marcado para outubro, a rodada ainda não resultou em impactos econômicos para o setor no Estado, já que a etapa exploratória só deverá ser concluída em 2018.
Geraldo FalcãoRodada de licitações realizada em 2013 incluiu blocos marítimos na Bacia Potiguar e atraiu gigantes como Petrobras e Exxon MobilRodada de licitações realizada em 2013 incluiu blocos marítimos na Bacia Potiguar e atraiu gigantes como Petrobras e Exxon Mobil.

Para o coordenador da Redepetro-RN, Dorian Bezerra, o momento é de readequação para o setor petrolífero potiguar, mas, confirmando-se áreas propícias à produção, o Estado estaria profissionalmente preparado. “A expectativa é que melhore. As atividades estão sendo retomadas e intensificadas. Se as empresas acharem que os novos blocos são comerciais, torcemos para que isto dê certo. Nossa mão de obra está muito bem preparada. Temos profissionais capacitados à disposição”, afirmou Bezerra. Ainda de acordo com ele, a exploração de áreas maduras, como é o caso do RN, favorece também às adjacências. “Elas sendo instaladas, há desenvolvimento para o entorno. Social e industrial. Gera impostos, empregos e negócios”, comentou Bezerra.

Tal perspectiva é compartilhada também pela diretoria da Imetame. Com dois blocos arrematados em 2013 – POT-T-485 e POT-T-569 – a empresa aguarda a conclusão do processo de licenciamento para o início da perfuração de cinco poços. Em nota para a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a companhia informou que nesta fase de exploração – até cinco anos depois da assinatura do contrato –  está trabalhando na aquisição de informações, reprocessamento de dados sísmicos, visitas de campo, interpretação das análises conhecidas e perfurações. No entanto, em virtude destes trâmites burocráticos, não houve atividades operacionais no Estado. Todos os trabalhos gerenciais estão sendo promovidos na matriz da instituição, na cidade de Aracruz, no Espírito Santo.

A Imetame não divulgou os valores de seus investimentos nesta fase exploratória e nem a localização das regiões trabalhadas, porém, para o leilão, em 2013, foram investidos R$ 550 mil para a aquisição de um bloco no Setor Spot T3 e R$ 521 mil em uma área no Setor Spot T5. No caso desta 13ª Rodada, marcada para o próximo dia 7 de outubro, também não descartou nova participação. “Nossa equipe técnica está avaliando as áreas e os dados disponibilizados para o leilão e depois dos estudos prévios tomaremos nossa decisão sobre participar ou não da rodada. Pelo cronograma proposto no Pré Edital, temos até o dia 11/08/2015 para concluir esta avaliação”, declarou, em nota.

Busca interrompida
No caminho inverso da Imetame, da UTC Óleo e Gás e da Geopark, assim como as grandes petrolíferas – Petrobras, Ecopetrol, Exxon Mobil – que adquiriram blocos na última rodada, está a Irati Petróleo e Energia Ltda. A empresa, que arrematou duas áreas do primeiro setor Spot T3 – bacia terrestre – em 2013, informou para a reportagem da TRIBUNA DO NORTE que os trabalhos de exploração não tiveram continuidade. De acordo com a direção da empresa, a rodada, no caso deles, foi anulada em seguida e atualmente as atividades da companhia, com escritório em Curitiba, no Paraná, estão limitadas, com a maioria dos contratos transferidos para a Falcon Metais Ltda. Segundo Dorian Bezerra, da Redepetro-RN, as empresas não detalham suas operações e investimentos, mas, em alguns casos, nem sempre confirma-se a produtividade esperada. “Apesar de toda a tecnologia existente, não dá para garantir que a área é comercial. As vezes, perfura-se, encontra-se óleo, mas, o percentual produtivo não é tão intenso quanto deveria”, disse o coordenador.

Fonte: Tribuna do Norte

Porto do Açu vai virar centro de exportação da BG

Segunda maior produtora de petróleo no Brasil, atrás apenas da Petrobras, a britânica BG quer tornar o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), num centro logístico de exportações de sua produção no pré-sal. A companhia assinou um contrato de 20 anos com a Prumo Logística e será a primeira petroleira a utilizar o terminal de óleo do complexo portuário. Em entrevista ao Valor, o presidente da BG na América do Sul, Nelson Silva, informa que a intenção da empresa é usar o Açu para agilizar os embarques de cargas para os mercados consumidores, sobretudo a Ásia e Américas, em meio às expectativas de aumento do volume a ser exportado nos próximos anos.

Em 2015, segundo Silva, a previsão da companhia, recém adquirida pela Shell, é repetir o crescimento do ano passado e novamente dobrar sua média de produção no país. Em 2014, a BG fechou o ano com uma produção de 78 mil barris ao dia, mas em abril a média já era de 133 mil barris, o que faz do Brasil a principal fonte de produção da empresa no mundo.

Segundo o executivo, a BG realiza, por semana, um embarque com cerca de 1 milhão de barris de óleo para o exterior, mas a companhia já projeta elevar esse ritmo para três embarques por semana com o crescimento da sua produção nos próximos anos. A petroleira, que tem hoje cinco navios aliviadores para escoar sua produção, tem mais dois encomendados e avalia a contratação de uma oitava unidade para dar conta do aumento da produção.

“Uma infraestrutura logística próxima ao pré-sal, para nós, era fundamental do ponto de vista da economicidade do projeto. Esses navios [aliviadores] são especializados e tem um taxa de afretamento mais cara que os petroleiros convencionais. Queremos maximizar a operação desses navios, mantendo eles o mais próximo possível da área de carregamento”, afirma Silva.

Atualmente, os volumes de produção da BG nos campos de Lula, Iracema e Iara, no pré-sal de Santos, são escoados por navios aliviadores que transportam as cargas geralmente até o Uruguai e Caribe, para serem, então, transferidos para petroleiros convencionais, numa operação de transferência conhecida como ship-to-ship.

Com o uso do Açu, a expectativa da BG é que o tempo dessa operação seja reduzido para um ciclo de cinco dias. Uma operação padrão de ship-to-ship no Uruguai leva, em média, 14 dias para ser concluída, incluindo o tempo de deslocamento do navio. “Realmente otimiza nossa logística. Sem a utilização do Açu, certamente teríamos que ter mais navios aliviadores”, explica Silva.

Acordo prevê a movimentar média de até 200 mil barris/dia, equivalente a 17% da capacidade do terminal

O contrato da Prumo e BG prevê a movimentação de um volume médio de até 200 mil barris por dia, equivalente a 17% da capacidade do terminal. A expectativa, contudo, é que a BG comece operando com 80 mil barris ao dia, em média. A primeira operação está prevista para agosto de 2016.

Até lá, a Prumo Logística ainda tem pela frente a conclusão da estrutura do quebra-mar e instalação de equipamentos nos três berços de atracação. Os investimentos, segundo o presidente da Prumo, Eduardo Parente, serão bancados pela companhia de logística e estão orçados no plano de R$ 1 bilhão previsto para este ano.

O terminal tem capacidade para transferir 1,2 milhão de barris por dia, mas pode ser ampliado com a instalação de mais dois berços. A expectativa de Parente é que o acerto do primeiro acordo com a BG atraia o interesse de outras petroleiras pelo Açu.

O executivo, contudo, evita traçar projeções sobre ampliação da capacidade contratada do terminal. “É claro que não estamos falando em chegar em 1,2 milhão de barris ao dia em dois ou três anos, está mais para cinco anos ou mais”, disse Parente ao Valor.

Informa, ainda, sobre a intenção da empresa de tornar o Açu não só num centro de escoamento de petróleo, como também em “hub” de distribuição de gás. A companhia assinou este ano um acordo com o Grupo Bolognesi para estudo de projetos de gás no porto, incluindo a instalação de uma termelétrica e uma planta de regaseificação de gás natural liquefeito.

“A intenção é começar com GNL e, quando houver demanda firme, ser uma solução para o gás nacional. Na medida que o projeto evolua e haja uma demanda mais firme, temos interesse sim no gás da BG”, afirmou Parente.

Fonte: Valor Econômico/André Ramalho | Do Rio

Petroleiro Anita Garibaldi é 10º navio do Promef a entrar em operação

O petroleiro Anita Garibaldi partiu nesta quarta-feira (3) do estaleiro Eisa Petro-Um, em Niterói (RJ), em viagem inaugural. O navio é a décima embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) a entrar em operação. O navio seguiu para o Terminal da Ilha d’Água, na Baía de Guanabara, onde fará a sua primeira operação de carregamento.

O Anita Garibaldi é o primeiro de uma série de quatro panamax que homenageiam mulheres importantes na história do Brasil. Dos outros três em construção, dois já foram batizados: Irmã Dulce e Zélia Gattai. Com 228 metros de comprimento e capacidade para 650 mil barris, o petroleiro será responsável pelo transporte de óleo cru e produtos claros e escuros.

Outras 14 embarcações estão em construção e quatro devem ser entregues ainda em 2015, de acordo com a Transpetro. A companhia informa que esses navios em construção estão em diferentes fases de edificação, dos quais sete se encontram na fase de acabamentos. Atualmente, nove navios do Promef estão em operação. São eles: ossuezmax André Rebouças (que partiu em viagem inaugural em maio), Henrique Dias, Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares e João Cândido; e os navios de produtos José Alencar, Rômulo Almeida, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado.

A homenageada, Ana Maria de Jesus Ribeiro, nasceu em Santa Catarina, em 1821. Aos 18 anos, conheceu o italiano Giuseppe Garibaldi, à época com 32, durante a Revolução Farroupilha. Ela participou de diversas batalhas, combatendo ao lado de Giuseppe, com quem se casou e teve quatro filhos. Recebeu o título de “Heroína de dois mundos”, por ter participado de batalhas no Brasil e na Itália. Morreu aos 27 anos, na cidade italiana de Ravena.

Ficha técnica dos navios panamax:

Porte bruto: 72.900 Toneladas de Porte Bruto (TPB)
Comprimento total: 228 metros
Boca: 40 metros
Calado:12 metros
Altura: 48,3 metros
Velocidade: 15 nós
Transporta: petróleo e produtos claros e escuros
Capacidade: transporta 90,2 milhões de litros
Característica: navio “shallow draft” (calado reduzido)

Fonte: Portos e Navios

Estaleiro Mac Laren firma parceria com Niplan Engenharia para construção de módulos

A Mac Laren Oil e a Niplan Engenharia, do mercado de construções e montagens industriais, firmaram parceria para a construção e montagem de módulos offshore e terrestre. Os valores inicialmente envolvidos nesse contrato são da ordem de R$ 100 milhões e compreendem ainda a integração de FPSO nos estaleiros Ilha da Conceição e Ponta da Areia, em Niterói (RJ). As empresas pretendem estender suas participações no mercado brasileiro e ainda ter abrangência internacional em seus negócios, segundo uma fonte da Niplan.

Com 25 anos, a empresa de engenharia tem em seu portfólio importantes clientes do ramo petroquímico como Petrobras, Basf, White Martins, Oxiteno, Nitroquímica, Kemira, Degussa, Millenium e Monsanto. Já a Mac Laren Oil Estaleiros participou da construção de diversas plataformas para a Petrobras, embarcações para a Marinha e módulos ao longo de mais de 70 anos de existência.

Com capacidade para atracação simultânea de FPSO, balsas e construção de 10 módulos, o estaleiro Ilha da Conceição possui 179 mil m² e está localizado na Baía de Guanabara. O estaleiro Ponta da Areia, localizado na mesma baía, possui 26 mil m², canal de acesso para navegação de grandes embarcações e capacidade para construção simultânea de cinco módulos.

Fonte: Portos e Navios