Monthly Archives: maio 2015

Tecon fecha maior embarque de soja do terminal de contêineres do Rio Grande

Como parte da meta de atração de cargas agrícolas e de se projetar como alternativa para a exportação de grãos no Brasil, o Terminal de Contêineres do Rio Grande vai escoar cerca de 7.700 toneladas de soja, totalizando 275 contêineres nesse segundo trimestre de 2015. Esse será o maior embarque da commodity na história do Tecon Rio Grande. Os embarques começaram no final de abril e têm previsão de seguir até junho, quando toda a carga tiver sido escoada para Shangai, na China.

A soja é tradicionalmente movimentada em navios graneleiros, de carga solta, porém, a tendência de conteinerização do grão e seus derivados é cada vez maior, tendo em vista os gargalos logísticos e as vantagens para os donos da carga e clientes no exterior. “O transporte via contêiner garante o acesso a mercados que trabalham com volumes menores, trazendo facilidade na distribuição, redução de custos, além do melhor aproveitamento dos grãos que não sofrem alterações por condições climáticas”, elenca Thierry Rios, diretor comercial do Tecon Rio Grande.

O embarque desses 275 contêineres de soja é um dos marcos na atração de cargas agrícolas pelo terminal, neste ano. Pela primeira vez, 3.000 toneladas de trigo ração foram escoadas para o Vietnã, com conclusão da operação em abril. Para essas movimentações, o Tecon Rio Grande firmou uma parceria com a Gomes e Marques, responsável pelo recebimento, armazenagem, estufagem e transporte dos grãos até o terminal. Já a empresa Tradeagro ficou a cargo pela comercialização com os clientes finais no país do Sudeste Asiático.

Em fevereiro, o terminal também desenvolveu um projeto piloto inédito para exportação de farelo de soja. Hoje, essa carga passou a ser embarcada regularmente para a Alemanha. “O Tecon Rio Grande vem fazendo esforços comerciais e de inteligência de mercado para se projetar como uma terceira via no País para o embarque de cargas agrícolas em contêineres, em alternativa a Santos e Paranaguá. Essas soluções reforçam a busca de alternativas logísticas acessíveis para nossos clientes e para a economia do Rio Grande do Sul”, ressalta Rios.

Importação de fertilizantes

Além das cargas agrícolas, o Tecon Rio Grande também quer desenvolver o mercado, ainda incipiente, de importação de fertilizantes via contêineres. O consumo da commodity no Brasil ainda é extremamente dependente do mercado externo. Transportado em contêineres, o fertilizante chegaria ensacado ao terminal, pronto para ser vendido diretamente ao consumidor, em quantidades menores para a sua necessidade. O início do projeto piloto para a carga está previsto ainda para 2015, com potenciais clientes já prospectados no Sul do País.

Fonte: Jornal Agora (RS)

SEP confirma novo Presidente das Docas do Rio através de ofício

Através do Ofício 977/2015/SEP/PR, enviado aos Cuidados da Senhora Rita de Cássia Vandanezi Munck, Presidente do Conselho de Administração da Cia. Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), o Ministro Edinho Araújo confirmou aquilo que os jornais já vinham informando, ou seja, que o novo Diretor-presidente da CDRJ, apadrinhado dos Deputados Eduardo Cunha e Leonardo Picciani, ambos do PMDB, será Alexandre Porto Gadelha, Ex-diretor da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A. (Nuclep). A nomeação do apadrinhado será na quinta-feira 28/05 durante a reunião do Consad.

Notem que o documento tem sua numeração e data escritas à caneta, ou seja, já estava pronto e assinado pelo Ministro dos Portos, aguardando apenas as negociatas do ajuste fiscal, sendo que, claramente, a direção da CDRJ refere-se apenas a uma das tantas parcelas de itens a serem aprovados. É assim que os rumos dos nossos portos são definidos, na base da parcela, na negociata, no aparelhamento e no fatiamento.

Lamentavelmente, a política, mais uma vez, ganhou preferência e espaço em um setor onde a eficiência e o alto nível de tecnicidade são condições básicas. A história tende a ser repetir, pois é evidente que esse Senhor vem para aparelhar a companhia e cometer as mesmíssimas mazelas dos apadrinhados sanguessugas indicados por partidos políticos anteriormente. É a velha história, “Diga-me com quem andas e te direi quem és!”. Afinal de contas, qual o interesse de Deputados nos nossos portos?

Já ao Ministro Edinho Araújo (do mesmo partido dos Deputados), com todo respeito que devemos ao cargo e não à pessoa dele, mostrou não ter coragem ao entregar a gestão da CDRJ (destruída por aparelhamentos e fatiamentos de cargos, sem alfandegamento das suas áreas) ao PMDB e não enfrentar o sistema como deveria. E não adianta ficar falando pelos cantos que está constrangido com essa nomeação, que não queria mudara gestão da CDRJ, se fazendo de vitima do sistema. Um Ministro que se preze deve defender os interesses e a eficiência de seu setor e ter a coragem de enfrentar esse sistema, ainda que ele seja poderoso, corrosivo, sem ética e comprovadamente corrupto, como é a política brasileira. A falta de coragem também se estende ao Chefe de Gabinete dele, que correu de uma conversa franca conosco ao telefone, vez que não retornou nossas 06 tentativas de contato e não respondeu nossas mensagens.

Tão lamentável quanto à falta de coragem do Ministro dos Portos é a falta de atitude da comunidade portuária e marítima, composta por terminais portuários, armadores e demais prestadores de serviços. São capazes de oferecer um almoço para homenagear a boa gestão que a atual diretoria vem fazendo na CDRJ, mas se acovardam ao não defender a Autoridade Portuária do aparelhamento.

E assim vamos tocando os nossos portos. Agora, resta aos funcionários de CDRJ e seus sindicatos sentarem e chorarem, pois tudo voltará a ser como dantes no quartel de Abrantes. Já a comunidade portuária e marítima, afirmamos que é bom começar a preparar seus caixas já perfurados pela crise do país, pois terão que contribuir com as campanhas das eleições municipais do ano que vem, obviamente, se seus componentes quiserem trabalhar em paz. Os usuários serão defendidos, pois temos ao nosso lado o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF), isso sem falar nos jornalistas, que muito nos ajudam a aumentar o volume do grito.

Fonte: Usuport Rio

Antaq clebera contato de adesão com a Thyssenkrupp

A Antaq, em nome da União, celebrou com a empresa ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico contrato de adesão adaptado à Lei nº 12.815/2013. Com a assinatura do contrato realizada ontem, segunda-feira (25), a empresa fica autorizada a explorar instalação portuária na modalidade Terminal de Uso Privado, denominada Terminal TKCSA, localizada no Rio de Janeiro.

A autorização compreende a movimentação e armazenagem de granéis sólidos e carga geral. A área autorizada para exploração da instalação portuária corresponde a 394.185,12 m².

A autorização do terminal terá vigência por 25 anos contados da data de assinatura do contrato de adesão, prorrogável por períodos sucessivos mediante a manutenção da atividade pela autorizada e realização dos investimentos necessários à expansão e modernização das instalações portuárias.

O diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, e o gerente de Logística e Porto da ThyssenKrupp, Luiz Antonio Carvalhal, assinaram o documento.

Fonte: Antaq

Brasil Offshore tem 96% de espaço vendido

Mesmo em tempos de crise no setor, a Brasil Offshore 2015 conta com 96% da sua área vendida para empresas como Weatherford, Oil States, Aker Solutions, Petrobras (UOBC – Unidade de Operação Bacia de Campos), Air Liquide, Bosch, National Oilwell Varco, Mobil, Technip e outras. Ao todo serão 700 expositores entre brasileiros e estrangeiros, estes representados por França, Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Inglaterra e China, sendo que a grande perspectiva dos expositores é o fato da feira ser a única oportunidade do ano para as empresas aparecerem no mercado de Oil & Gas nacional e na Bacia de Campos.

A Prefeitura de Macaé investiu mais de 14 milhões de reais em obras de infraestrutura que englobam as reformas no pavilhão de eventos da cidade, onde será realizada a feira. Algumas parcerias visando melhorias no município estão sendo firmadas, com destaque para a ampliação e construção de rodovias, recapeamento asfáltico de cem ruas, a construção do anexo do Hospital Público Municipal (que garantirá mais cem leitos), programa habitacional em parceria com o Governo Federal, saneamento básico, entre muitas outras. A Prefeitura também está articulando a ampliação do Aeroporto de Macaé e a construção de um novo porto.

A Brasil Offshore – Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás é realizada a cada dois anos em Macaé(RJ). O último evento, realizado em 2013, atraiu mais de 51 mil profissionais e 700 expositores, sendo 155 internacionais. Consolidado no mercado com mais de 10 anos de existência, o evento é organizado e promovido em conjunto pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e pela Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE).

Um novo caminho direto ao Pacífico e à Ásia se abre ao Brasil pela Ferrovia Transcontinental

Um novo caminho para a Ásia se abrirá para o Brasil, reduzindo distâncias e custos com a Ferrovia Transcontinental. “Um caminho que nos levará diretamente, pelo oceano Pacífico, até os portos do Peru e da China”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff ontem, terça-feira (19), ao receber o primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang.

“Trata-se da Ferrovia Transcontinental que vai cruzar o nosso País no sentido Leste-Oeste, cortando o continente sul-americano, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico. Convidamos as empresas chinesas a participarem dessa grande obra, que sairá de Campinorte, lá na Ferrovia Norte-Sul, passará por Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, atingirá o Acre e atravessará os Andes até chegar ao porto no Peru”, explicou Dilma. O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e o presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xu Shaoshi, assinaram Memorando de Entendimento sobre Estudos de Viabilidade do Projeto Ferroviário Transcontinental.

Segundo ela, a infraestrutura será beneficiada por esse projeto de grande alcance para o Brasil, para a integração sul-americana, via Peru, e para o comércio com a China. A previsão é de que a obra tenha 4,4 mil quilômetros de extensão em território brasileiro.

A presidenta destacou ainda a parceria com o Peru para a realização dessa importante obra. “Nossos três países – Brasil, Peru e China – e gostaria de dirigir minhas saudações ao Presidente Ollanta Humala, iniciam, juntos, estudos de viabilidade para essa conexão ferroviária bioceânica”, enfatizou a presidenta.

Fonte: Ministério dos Transportes

Vale conclui a venda de 4 navios para chinesa Cosco por US$ 445 milhões

RIO – A Vale concluiu a venda de quatro navios para a China Ocean Shipping Company (Cosco), armador e transportador de granéis sólidos e operador global de granéis sólidos.

Em nota, a empresa brasileira destacou que a transação totalizou US$ 445 milhões e o montante será recebido mediante a entrega dos navios para a Cosco, o que deve acontecer em junho deste ano.

A operação já havia sido anunciada pela mineradora brasileira em setembro do ano passado. Na ocasião, a empresa destacou que o acordo ia permitir cooperação estratégica entre Vale e Cosco. Pelos termos da parceria, quatro navios VLOCs (“very large ore carriers”), com capacidade de 400 mil toneladas, que atualmente pertencem e são operados pela Vale, serão transferidos para a Cosco e afretados para a Vale em contrato de longo prazo de 25 anos.

Além disso, Vale e Cosco informaram, também em setembro do ano passado, que iriam assinar contrato de afretamento de longo prazo para transportar, do Brasil,  minério de ferro a partir de dez novos navios Valemax que seriam construídos pela Cosco.

No âmbito da visita do premiê chines, Li Keqiang, ao Brasil, a mineradora brasileira informou uma expansão do acordo que já tinha com a China Merchants Energy Shipping (CMES), subsidiária da China Merchants Group.

O acerto contempla a cooperação estratégica de longo prazo no transporte marítimo de minério de ferro. O primeiro acordo foi firmado com a China Merchants Group em 26 de setembro do ano passado.

Pela expansão do acordo, a Vale venderá quatro navios VLOCs para a CMES. Segundo a Vale, os detalhes e termos do contrato estão ainda em discussão e se espera que o acordo com CMES seja concluído nos próximos meses.

(Fonte: Valor Econômico/Alessandra Saraiva)

Produção de petróleo e gás atinge 2,7 milhões de barris em abril

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, atingiu em abril deste ano, 2,785 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O resultado, segundo a Petrobras, representa alta de 0,8% em relação ao mês anterior, quando alcançou 2,764 milhões boed. Na comparação com o mesmo mês de 2014, a elevação é 8,8%, com 2,560 milhões boed.

A maior parte do volume registrado foi produzida no Brasil (2,596 milhões boed) e também representou elevação de 0,8% em relação ao mês de março (2, 574 milhões boed). Se a parcela produzida para as empresas parceiras for levada em consideração, a produção total de óleo e gás natural operada pela Petrobras no Brasil chegou a 2,886 milhões boed, o que significa alta de 1,8% em relação a março (2,834 milhões boed).

Somente em petróleo, a produção da Petrobras no Brasil, no mês passado, atingiu 2,134 milhões de barris por dia (bpd), sendo 1,2% a mais que a produção de março. A companhia explicou que o crescimento ocorreu, principalmente, porque houve alta nas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (Floating Production Storage and Offloading, em inglês) Cidade de Mangaratiba, localizado no Campo de Sapinhoá Norte, e Cidade de Ilhabela, em Iracema Sul, na região do pré-sal da Bacia de Santos. Outro fator que contribuiu foi a menor quantidade de paradas programadas de plataformas para manutenção.

Quanto à produção própria de gás natural no Brasil, em abril, sem contar com o volume liquefeito, ficou em 73 milhões de metros cúbicos por dia. O resultado manteve o patamar do mês anterior.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)

Embraport terá armazém para serviços logísticos

Até o final do ano, o Terminal Embraport, instalação privada do Porto de Santos especializado na operação de contêineres, terá um novo armazém alfandegado. Ele começa a ser erguido neste mês na área da empresa, na Margem Esquerda do complexo marítimo, ao lado da Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos, O investimento é de R$ 11,8 milhões.

O armazém terá 5 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 4.500 posições pallets (em cada posição, é possível colocar uma pilha de pallet com mercadorias). E ainda pode ser expandido para 12 mil metros quadrados. As obras devem levar de cinco a seis meses.

O local concentrará os serviços logísticos oferecidos pela Embraport – a consolidação e a desconsolidação de cargas fracionadas, com a estufagem ou a desova direta de contêineres para caminhões, o crossdocking.

A consolidação de cargas, que ocorre em operações de exportação, se caracteriza pelo acondicionamento de um único ou vários lotes de produtos em determinado contêiner (sua estufagem). Já a desconsolidação é o trabalho inverso, acontecendo na importação, com a retirada (desova) de um único ou vários lotes de carga de um determinado contenedor.

“O conceito da Embraport é ser um terminal multimodal, que oferece serviços por via marítima, rodoviária e ferroviária. Além disso, estamos realizando importantes investimentos para atrair novos clientes e posicionar a Embraport como um provedor logístico completo, com conceito de one stop shop, ou seja, oferecendo serviços integrados, como LCL, crossdocking, ferrovia, entre outros. Neste quesito, o novo armazém será um grande diferencial para as operações do terminal”, destacou o CEO da Embraport, Ernest Schulze.
Inicialmente, projeto prevê 5 mil metros quadrados, mas poderá ser ampliado para 12 mil metros quadrados

Expansão

O executivo explica que, entre este e o próximo ano, a empresa estará concentrada nas operações do terminal. A meta é ter certeza de que tudo funciona perfeitamente na instalação portuária. Hoje, a Embraport conta com uma capacidade de movimentação de 1,2 milhão TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

“O próximo passo é olhar para o desenvolvimento do mercado e, em caso positivo, direcionar recursos para a fase 2, que expandirá a capacidade do terminal para 2 milhões de TEU ”, explicou Ernest Schulze.

No entanto, ainda é difícil prever quando essa expansão deverá ocorrer. Tudo depende das demandas de mercado.

“A questão é o quão rápido a economia vai se desenvolver para que coloquemos a fase 2 em execução. Se olharmos para Embraport em cinco ou dez anos, não estaremos concentrados apenas na movimentação de contêineres. O objetivo é ser um provedor logístico, com serviços específicos relacionados ao nosso negócio para desenvolver outros negócios”, destacou o CEO do terminal.

Fonte: A Tribuna On-line

Petrobras inicia suas operações no Porto do Açu

A Petrobras já contratou e deverá iniciar, em novembro, suas operações no Porto do Açu, idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista e hoje controlado por um fundo americano. O complexo atualmente é administrado pela empresa Prumo Logística (ex-LLX). A estatal usará uma área operada pela companhia Edson Chouest Offshore (ECO).

O contrato, de R$ 3 bilhões, foi formalizado no mês passado, após a empresa petrolífera derrubar uma decisão liminar da Justiça – em novembro último – que suspendia a licitação para a seleção dos berços de atracação a serem usados no apoio às atividades das bacias de Campos e do Espírito Santo.

O acordo firmado prevê o uso de seis berços do terminal da Edson Chouest, que serão destinados às embarcações de apoio às plataformas dessas bacias, segundo a própria estatal. O contrato tem duração de 15 anos, com possibilidade de renovação.

“É um projeto já assinado com a Petrobras há dois ou três meses, mas que não divulgamos em função da questão judicial”, informou o CEO da Prumo, Eduardo Parente, responsável pela gestão do Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. “A operação será iniciada no segundo semestre, com previsão para novembro”, completou.

Nesse mesmo mês, no ano passado, a licitação da Petrobras para selecionar os berços foi suspensa por decisão judicial. A Prefeitura de Macaé (RJ), cujo porto é tradicionalmente usado para operações logísticas da estatal, abriu processo contra a realização do certame, alegando que a concorrência havia sido direcionada para beneficiar o complexo do Açu.

De acordo com a decisão da 2ª Vara Cível de Macaé, a licitação estabelecia “índice de custos operacionais sem justificativa técnica”, o que seria prejudicial à competição de outras empresas. A decisão liminar, entretanto, foi cassada após recurso da estatal.

Fontes do mercado indicam que ao menos outras três empresas participaram da concorrência. A ECO teria apresentado a proposta mais barata entre as participantes.

De acordo com a Petrobras, a licitação previa um critério de ponderação para julgar o valor das propostas, considerando a localização dos terminais “de forma que se obtenha o menor custo logístico global ao longo do contrato”. A decisão beneficiaria o Porto do Açu, localizada a cerca de 130 quilômetros da bacia de Campos, pouco mais que a metade da distância para Macaé.

A Edson Chouest Offshore tem uma área arrendada no complexo marítimo da Prumo superior a 400 mil metros quadrados, com mais de 500 metros de cais. As obras já foram iniciadas com custo estimado de US$ 950 milhões. O projeto ainda prevê um dique flutuante com capacidade para atender até 15 embarcações de apoio, simultaneamente.

Fonte: Tribuna On-line/Da Estadão Conteúdo

Sete Brasil tenta captar R$ 25 bilhões para continuar projeto de sondas

Envolvida na Operação Lava Jato, a Sete Brasil tenta construir uma solução para manter parte do pacote de navios-sonda encomendado a estaleiros brasileiros. Desde que estouraram as investigações, o BNDES suspendeu a liberação de recursos à empresa. Ontem a companhia apresentou em assembleia de acionistas um plano de recuperação aprovado pelos credores. Informações de mercado dão conta de que a Sete Brasil conseguiu solução para captar R$ 25 bilhões e tentar sanar sua crise financeira.

Na última quinta-feira, enquanto a presidente Dilma Rousseff participava da cerimônia de batismo e entrega de dois navios no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) em Suape sem apresentar nenhuma solução para o setor, a Sete Brasil submetia à apreciação seu plano de reestruturação. Matéria publicada pelo jornal Valor, aponta que estão adiantadas as tratativas com Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil para alavancar financiamentos que permitirão viabilizar um pacote menor de sondas. No mercado se especula que o número inicial de 29 poderá ser reduzido para algo entre 13 e 19 sondas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Sete Brasil informa que ainda não pode passar informação oficial, porque o plano de recuperação ainda estaria em fase de definição.

No setor, há informação de que além dos R$ 25 bilhões captados de instituições brasileiras, a companhia estaria tentando captar o equivalente a R$ 6 bilhões com bancos chineses. Se conseguir o recurso, o plano da empresa é manter o contrato de construção de sete sondas com o EAS. Pelo plano de reestruturação também seriam conservados o pacote de sete unidades com o estaleiro Jurong Aracruz (ES) e de seis do Blasfels (RJ). Já os estaleiros Rio Grande (RJ) e Enseada Indústria Naval (BA) teriam suas encomendas reduzidas.

Desde outubro do ano passado, o EAS demitiu 1.400 funcionários ligados ao contrato das sondas. No evento da última quinta-feira, o presidente Harro Ricardo Burmann, afirmou que a empresa vive num plano de sobrevivência. O estaleiro que representa a retomada da indústria naval no País depende de um aporte de R$ 100 milhões dos acionistas para evitar um pedido de recuperação industrial.

“Hoje estamos vivendo da encomenda da Transpetro. Começamos a cortar chapa e construir blocos de quatro navios-sonda. Não há o que fazer com esse material. É concluir o projeto ou vender como sucata”, afirma o gestor de produção do EAS, Nilton Cardoso. Na última quarta-feira, o EAS encaminhou à Sete Brasil uma carta reclamando um débito de US$ 1 bilhão referente às sondas.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)