Monthly Archives: abril 2015

Nova Petrobras já se financia no mercado

Tirar a Petrobras do atoleiro não é tarefa nada fácil, dado o tamanho da encrenca em que a estatal se meteu, nos últimos anos, graças ao gigantesco esquema de corrupção que se instalou na companhia; às intervenções desastradas do governo em sua gestão e no marco regulatório do petróleo; às ineficiências inescapáveis de uma empresa estatal; e à forte queda do preço do petróleo. A boa notícia é que, recentemente, foram dados na direção correta os primeiros passos para tirar a estatal do pântano.

A primeira decisão acertada foi mudar a diretoria da companhia. A chegada de Aldemir Bendine ao comando, em meio a um ambiente de grande ceticismo, rendeu frutos. Contrariando todo o pessimismo, Bendine conseguiu, em menos de três meses, restabelecer minimamente a confiança dos investidores na estatal.

Desde o anúncio da nomeação de Bendine, no dia 5 de fevereiro, as ações ordinárias (com direito a voto) da Petrobras tiveram valorização de 64,81%. No caso das preferenciais, a valorização foi menor, mas igualmente expressiva: 48,43% (ver gráfico abaixo). As cotações ainda estão bem abaixo do pico histórico – respectivamente, R$ 13,63 e R$ 12,78, face a R$ 53,07 e R$ 42,68 (estas, em 21 de maio de 2008).

Investidor começa a confiar na nova diretoria da estatal

A diferença entre o avanço das ordinárias e das preferenciais reflete a percepção do mercado de que, neste momento, a direção da companhia vai privilegiar a recomposição do fluxo de caixa, deixando em segundo plano, por exemplo, o pagamento de dividendos. Foi o que ocorreu. Mas, por outro lado, à medida que a estatal der sinais concretos de que recobrou a capacidade de se financiar no mercado, que a dívida tende a diminuir no médio e longo prazos e que os lucros podem voltar, a confiança dos preferencialistas aumentará.

Ontem, o longo depoimento de Bendine à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado foi um sinal nessa direção. No fim do dia, a cotação das ações preferenciais subiu 1,58%, enquanto a das ordinárias ficou estável.

Bendine e seu braço direito – Ivan Monteiro, diretor financeiro, também egresso do comando do Banco do Brasil (BB) – priorizam, na primeira fase de sua gestão, a “financiabilidade”. “O mercado [está preocupado com o tamanho da dívida] e eu também”, disse Bendine a esta coluna. “Mas, antes da questão do endividamento, vem a questão do fluxo de caixa. A coisa mais horrível é você não pagar o que deve.”

Está nesse contexto a série de operações realizadas nas últimas semanas para reforçar o caixa. O conselho de administração autorizou a diretoria a levantar no mercado até o fim do ano US$ 19,1 bilhões. Metade desse valor já foi equacionada, embora nem tudo tenha sido efetivamente captado porque uma parcela expressiva dos recursos está em forma de crédito stand-by. “É como um cheque especial”, comparou Bendine.

A nova diretoria tem feito um enorme esforço para reforçar o caixa e alongar o perfil da dívida. O presidente da Petrobras não confirma, mas esta coluna apurou que a estatal fechou, no BB, operação de nota de crédito de exportação para a BR Distribuidora. A BR possuía um contrato de mútuo com a própria Petrobras a um custo elevado. Agora, ela recebeu o crédito do BB, a um custo financeiro bem menor, e encerrou o contrato de mútuo com a holding, que, por sua vez, recebeu os recursos.

“Foi maravilhoso porque ingressou um dinheiro aqui, um valor a receber que a holding tinha, um mútuo com a BR, e melhorou muito na BR, que tinha um custo de carregamento dessa dívida altíssimo com a Petrobras”, explicou um técnico da empresa.

Em outra operação, esta com o banco britânico Standard Chartered, a estatal realizou uma operação conhecida como “sale and leaseback” (“venda e arrende um ativo de volta”, em tradução livre). A operação resultou numa linha de crédito de US$ 3 bilhões com prazo de 10 anos e custo baixo. “Em primeiro lugar, tínhamos que tratar da ‘financiabilidade’. Isso a gente conseguiu fazer até antes de ter divulgado os balanços”, observou Bendine. “Agora, com o balanço auditado, abriu-se o mundo do mercado de capitais de novo.”

A Petrobras deve uma fábula: R$ 282,1 bilhões em 31 de dezembro de 2014. Muito provavelmente, o valor cresceu desde então por causa das recentes operações de endividamento. No fim de 2014, o índice de alavancagem – a relação entre dívida líquida e fluxo de caixa (Ebtida, sigla em inglês de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) – era de 4,77 vezes.

O plano de voo para melhorar esse indicador está claro. Para evitar que a dívida estrangule a capacidade da empresa de investir, a Petrobras, muito mais do que se desfazer de ativos, vai prospectar parcerias e negócios que rendam um bom dinheiro. À medida que isso for feito com sucesso – e o histórico de Bendine e Monteiro no BB é bastante positivo (a BB Seguridade é o melhor exemplo) -, a dívida deverá diminuir, levando os investidores a acreditarem que ela deixará de ser administrável para deixar de ser um problema.

“São processos que vamos construir em cima de ativos que temos aqui, negócios que não estão prospectados, não estão ‘descobertos’, para monetizar”, contou Bendine. “Não vou mencioná-los porque, senão, deprecio o meu negócio, mas tem uma série de ativos em que a gente consegue colocar condições sinérgicas, aumentando a possibilidade de ganhos e, com isso, você entra com recursos extraordinários dentro da companhia e isso, lógico, baixa a dívida.”

Fonte:Valor Econômico/Cristiano Romero

Codern abre licitação para obras no Porto de Natal e Ponte Newton Navarro

A Companhia de Docas do Rio Grande do Norte (Codern) abriu processo para contratação de empresa ou consórcio para a construção do Berço 4 do Porto de Natal, do atracadouro  para pesca artesanal e do sistema de “defensas” na Ponte Newton Navarro. O processo licitatório deveria ter sido aberto no ano passado, mas com o atraso nas obras do Terminal de Passageiros do Porto de Natal, o projeto foi adiado para este ano.

O valor estimado dos projetos é de R$ 275.654.055,26 e foi adotado o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que é diferente das licitações usuais por ser um processo menor burocrático e que prioriza a abertura das propostas técnicas e de preços para depois avaliar a habilitação jurídica da empresa concorrente.

Alex Régis

Valor estimado do projeto é de mais de R$ 275 milhões

A licitação será realizada de forma eletrônica. De acordo com o edital, o prazo para a entrega das propostas é no dia 21 de maio de 2015, às 10h, mesma data e hora estimada para a abertura da sessão eletrônica. As empresas ou consórcios interessadas em participar do processo poderão fazer visitar técnicas nas áreas destinadas para as obras. O edital e anexos do projeto estão disponíveis no site da Codern.

O financiamento dos recursos será feito pelo Governo Federal, através das Secretaria de Portos da Presidência da República. A previsão é que as obras tenham duração de, no mínimo, 32 meses. O contrato com a empresa responsável pela obra deverá durar o mesmo tempo estimado para a conclusão da obra.

A Codern espera que a ampliação de 220 metros do cais do porto e a liberação de aproximadamente sete mil metros quadrados com a relocação de famílias da Comunidade do Maruim, a área do Porto de Natal seja ampliada em 18 mil metros quadrados. Com isso, deverá ser ampliado o volume de exportação de produtos, como frutas, além da garantia de novos negócios.

Já a colocação de defensas nos pilares da Ponte Newton Navarro seria de responsabilidade do Governo do Estado, porém a Codern assumiu as obras para não perder oportunidades de negócios. Atualmente, os grandes navios só podem deixar o Porto de Natal durante o dia, já que existe o risco de colisão com os pilares. As defensas são estacas de proteção dos pilares, que impedem a colisão destes com os navios.

Fonte: Tribuna do Norte
Foto: Alex Régis

Terminal Eldorado Brasil Celulose começa a operar em maio, no Paquetá

O terminal que a Eldorado Brasil Celulose está construindo no Porto de Santos deve iniciar suas operações, ainda em fase de testes, no próximo mês. A previsão foi anunciada pelo presidente da companhia, José Carlos Grubisich, ontem, durante a divulgação dos resultados da empresa no primeiro trimestre do ano.

“A expectativa é de que nossas operações em Santos evoluam significativamente no segundo semestre de 2015. A entrada em operação do terminal é mais um importante passo para que a companhia se torne ainda mais competitiva”, disse Grubisich.

A instalação, destinada à exportação de celulose, está localizada na área do antigo Armazém XIII (13 externo), na região do Paquetá, a cerca de 300 metros do berço de atracação que utiliza. Recentemente, ela passou por uma auditoria para obtenção do alfandegamento (autorização da Alfândega para operar cargas de comércio exterior).

O terminal embarcará a celulose produzida na nova fábrica da empresa em Três Lagoas (MS), chegando ao complexo portuário por trem.

Criada há dois anos , a Eldorado Brasil Celulose é uma companhia do Grupo J&F e uma das principais produtoras mundiais de celulose branqueada de eucalipto. Conforme os resultados divulgados ontem, ela concluiu o primeiro trimestre do ano com R$ 764 milhões de receita bruta, 53% a mais do que no mesmo período no ano passado. Nos últimos 12 meses, a receita bruta chegou a R$ 2,9 bilhões.

Nova unidade da Eldorado Brasil Celulose está em construção na área do antigo Armazém XIII, no Paquetá

Fonte: A Tribuna

Porto de Paranaguá lidera em farelo de soja, óleo vegetal e congelados

Porto paranaense foi o segundo mais usado para a exportação de milho. Embarques do grão por Paranaguá aumentaram quase 50% (foto: AEN)

O Porto de Paranaguá é a principal via de escoamento da produção brasileira de farelo de soja, óleo vegetal e congelados nos primeiros meses de 2015. O porto paranaense foi o líder na movimentação destes produtos, em comparação com os demais portos brasileiros. Com os recentes investimentos feitos na estrutura do porto, Paranaguá também ganhou espaço na exportação de milho e de álcool.

“Estamos resgatando a confiança dos usuários e produtores rurais, que notam os investimentos realizados nos últimos anos para dar mais eficiência ao porto”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Foram investidos nos últimos quatro anos R$ 511 milhões em obras de melhoria, infraestrutura e novos equipamentos.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a venda de farelo saindo de Paranaguá para outros países aumentou 12% em relação aos primeiros meses de 2014, passando de 904 mil toneladas para 1,013 milhão de toneladas escoadas neste ano. O segundo lugar foi Santos (SP), que movimentou 880 mil toneladas do produto.

Na exportação de óleo vegetal, o crescimento foi ainda mais significativo: 13,4%, com 192 mil toneladas – o que representa quase 60% de tudo que é escoado do produto em todos os portos brasileiros. Neste período, o segundo lugar, Rio Grande (RS), embarcou 53 mil toneladas.

Outro destaque foi o aumento na exportação de congelados. De janeiro a março, foram movimentadas 360 mil toneladas pelo Porto de Paranaguá. No ano passado, no mesmo período, foram movimentadas 330 mil toneladas de carne congelada, o que rendia ao terminal paranaense o segundo lugar entre os portos brasileiros. Itajaí (SC) e Santos (SP) ficaram com a segunda e terceira maior movimentação, com 341 mil toneladas e 205 mil toneladas, respectivamente.

A escalada no ranking também pode ser verificada na receita cambial com a exportação do produto: no ano passado, os US$ 684 milhões provenientes destas exportações davam a Paranaguá o terceiro posto na lista de receita cambial de congelados entre portos brasileiros. Em 2015, o porto do Paraná está na liderança com US$ 694 milhões em congelados exportados.

MILHO E ÁLCOOL – Paranaguá também subiu posições no ranking de exportações de milho e álcool. Nos dois casos, o porto paranaense estava no ano passado na terceira posição, em comparação com os demais terminais brasileiros. Neste ano, já figura no segundo posto.

Um dos principais produtos exportados pelo porto de Paranaguá, o milho deu um salto no período bastante significativo: de 697 mil toneladas exportadas (2014) para 1,058 milhão de toneladas neste ano.

ESTRUTURA – Boa parte do crescimento da exportação de farelo e milho se deve aos investimentos recentes do porto. Foram inaugurados em março dois novos shiploaders, que aumentam em 33% a produtividade no carregamento dos navios que atracam no Corredor de Exportação.

Com os equipamentos, a capacidade nominal de embarque por carregador aumentou de 1,5 mil toneladas/hora para 2 mil toneladas/hora. Até o final do ano, outros dois novos shiploaders serão inaugurados em dois berços do porto, substituindo os equipamentos antigos.

Fonte: Bem Paraná

Governo terá “controle” sobre concessão de canais, diz ministro

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, afirma que o Governo Federal terá “alguma espécie de controle” sobre uma eventual gestão privada dos canais de acesso aquaviário aos complexos portuários do Brasil. A concessão das vias marítimas foi debatida na audiência pública realizada ontem, quinta-feira(9), no auditório da Presidência da República, no Edifício Banco do Brasil, na Avenida Paulista, na Capital.
“Nossa prioridade é o interesse público, é regularizar o serviço. Por isso queremos escutar o mercado sobre essa proposta. Mas a intenção é garantir que essa gestão melhore o serviço, garanta a normalização da dragagem. Não pode ampliar o custo portuário. Por isso, acho importante termos alguma espécie de controle sobre essa concessão. Ou talvez o próprio Porto possa participar do consórcio a ser formado para operar o canal”, afirmou Araújo, em entrevista a A Tribuna na última terça-feira, durante sua participação na abertura da Intermodal South America realizada na Capital.
Segundo empresas que estudam a proposta de gestão privada, em Santos, a receita arrecadada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), com a cobrança de tarifas sobre o uso da infraestrutura aquaviária do Porto, é suficiente para custear a manutenção do canal, não havendo a necessidade de aumentar os preços.
A privatização dos canais é avaliada pela Secretaria de Portos (SEP) como uma estratégia para normalizar os serviços de manutenção dessas vias marítimas. Atualmente, no cais santista, a dragagem do estuário, necessária para manter sua profundidade, é realizada com base em contratos emergenciais firmados pela Codesp com empresas do setor.
No ano passado, a SEP realizou duas licitações, a fim de contratar o serviço por três anos. Em ambas oportunidades, não houve ofertas dentro do limite de preço determinado pelo órgão federal. No último dia 27, uma terceira tentativa ocorreu, mas o processo foi suspenso por uma liminar judicial obtida por um dos concorrentes, que acusa a existência de irregularidades no edital da disputa.

Perda de receita

Outra preocupação do ministro é o impacto que essa gestão privada terá sobre a saúde financeira das companhias docas. Segundo fontes ligadas à Codesp, a receita obtida com as tarifas relativas à infraestrutura aquaviária é utilizada para custear a dragagem e outras atividades da estatal. Em um cenário onde uma empresa (ou consórcio) privada cuida do canal, cabe a ela cobrar os usuários do complexo pelo serviço.
De acordo com especialistas ouvidos por A Tribuna, a perda desses recursos vai impactar as finanças da Docas. Edinho Araújo admite tal possibilidade. “Estamos cientes dessa situação (a perda de receita pelas companhias docas). Esse é mais um aspecto que teremos de analisar. Nosso objetivo é regularizar a dragagem e a manutenção dos canais, não prejudicar as docas”, afirmou.
A audiência integra um programa de consulta pública sobre a concessão dos acessos aquaviários iniciado pela SEP no último dia 2.
A CDRJ informou ainda que outro importante investimento privado (CSN) feito recentemente em Itaguaí foi a adequação do Terminal de Carvão (Tecar) para operar com exportação de minério de ferro, uma obra que recebeu investimentos de R$ 538 milhões. A exportação de minério de ferro pela Vale (controladora da Companhia Portuária da Baía de Sepetiba – CPBS) e pela CSN responde por cerca de 90% da movimentação total de cargas em Itaguaí.

Fonte: A Tribuna (Santos)

Wilson Sons Rebocadores amplia frota e volume de operações

A Wilson Sons Rebocadores aguarda para esse ano a entrega de quatro novas embarcações, que fazem parte de um grupo de 12 com investimento total de US$ 140,7 milhões. Segundo Sérgio Guedes, esses novos rebocadores vão ampliar ainda mais a capacidade de atendimento nos portos brasileiros. Ele disse ainda que, dois dos equipamentos têm tração estática (bollard pull) de 80 toneladas, uma capacidade bastante superior à média do mercado.
No ano passado, outras cinco embarcações entraram em operação. Os rebocadores WS Phoenix, WS Antares, WS Bellatrix, WS Pegasus e WS Perseus, todos construídos pela Wilson Sons Estaleiros, no Guarujá (SP), incrementaram ainda mais a frota da companhia, que já conta com 76 barcos.
Além das novas embarcações, a companhia está aumentando também a sua presença, atendendo a 17 portos em toda a costa brasileira, sendo Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e a terminais no Pará – Miramar e Sotave, no Porto de Belém, Vila do Conde, em Barcarena, e Trombetas, em Oriximiná. Guedes destaca que o trabalho no Pará é um marco para a companhia, pois pela primeira vez a Wilson Sons Rebocadores realiza operações fluviais. Além disso, a região tem registrado um significativo crescimento no volume de cargas e de navios, o que traz muitas oportunidades.
No Porto do Açu, o complexo portuário que está se desenvolvendo no Norte Fluminense, a companhia iniciou em outubro o atendimento experimental ao Terminal de Minério (T1) e desde então as operações vêm ocorrendo regularmente.

Fonte: Guia Marítimo

Empresas registram bom desenvolvimento no mercado e apresentam novos projetos

A maior feira de logística portuária da America Latina, a Intermodal South America, tem trazido à tona muitos debates importantes sobre o setor, mas também muitas novidades positivas. Entre elas está a Brado, que anunciou na feira a inovação na operação ferroviária na Norte –Sul com o vagão double stack e contêiner de 50’.
Segundo Alan Fuchs, presidente da Brado, há muito potencial na Norte-Sul e a companhia espera ser o primeiro operador intermodal ferroviário a atuar no modelo de concessão horizontal no Brasil.
Neste modelo proposto pelo Governo, a ferrovia Norte-Sul deixa de ser explorada no modelo tradicional e inicia no modelo open access, quando todos os operadores podem circular pelas linhas dos demais operadores. Nesta operação a Brado vai transportar contêineres por 1600km na malha ferroviária, que liga Imperatriz/MA até Anápolis/GO, com parte sob concessão da VLI e outro trecho pela Valec. A Brado fará a operação de Manaus até São Paulo usando três modais: o fluvial, com barcaças da Zona Franca até Belém/PA; o rodoviário, de Belém ao terminal intermodal rodoferroviário da Brado em Imperatriz/MA; e o ferroviário, até o porto seco de Anápolis/GO. Depois, as cargas seguem de caminhão, novamente, até a distribuição em São Paulo.
Além dela, a TCP Log afirmou que já é responsável por aproximadamente 85% das movimentações de carga de projeto no Porto de Paranaguá. Segundo Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP, o terminal movimentou em média 10 mil toneladas de Carga Projeto por mês este ano e é responsável pela gestão e operação logística portuária de grandes equipamentos importados de países da Ásia, Europa, América do Norte, entre outros, por fábricas que estão se instalando em solo brasileiro.
A TAP Cargo, que também participa da feira, anunciou ainda seu crescimento em 2014, de 31% no Brasil. Para a companhia o segundo semestre foi determinante para a evolução positiva do negócio. A companhia fechou o ano com mais 6,2% de carga transportada (em tonelagem). 85.050 Toneladas de carga e correio.
Na oportunidade, a Modern Logistcs, que também atua no modal aéreo apresentou seus planos, que incluem um investimento de R$ 12 milhões em arrendamento de aeronaves, que começam a operar em julho. O objetivo é atender apenas o transporte de cargas e, junto com seus centros de distribuição, localizados em Manaus, Recife e Jundiaí, entregar as cargas de ponta a ponta, com parcerias que atendam os clientes por meio de caminhões para chegar até os centros. Segundo o diretor comercial Alberto Febeliano, a companhia, ainda não pensa em ampliar a intermodalidade para os modais ferroviário e aquaviário, mas eles se mantém atentos às possibilidades. Para ele, a empresa poderá, hoje, por exemplo, entregar mercadorias farma em lugares do País que, atualmente, não recebem medicamentos por falta de logística. “Na atual realidade, não temos concorrentes diretos e nossa receita para darmos início às operações foi inventar uma forma de fazer logística à brasileira”, disse.

Fonte: Guia Marítimo

Setor portuário propõe mudanças na nova lei dos portos

As principais entidades representativas do setor portuário brasileiro criarão um documento oficial que será enviado às autoridades do país, com intuito de fomentar e mudar os rumos do setor no Brasil. O documento será elaborado no dia 21 de maio durante o Fórum Anual Portos Brasil, que acontecerá no Rio de Janeiro.
Participarão da elaboração do documento o diretor técnico da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wagner Moreira; o coordenador da Câmara de Logística Integrada da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Jovelino Pires; o diretor -presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa; e o diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Gustavo Henrique Martins.
Também estarão presentes representantes da Câmara Brasileira de Contêineres (CBC); do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma); do Sindicato das Indústrias da Construção e Reparação Naval e Offshore; e da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem.
De acordo com a organização do evento, a ideia de criar um documento como este veio da demanda dos representantes do setor portuário em participar das decisões do governo que afetam diretamente suas atividades.
De acordo com informações do Mdic, a exportação brasileira vem caindo drasticamente nos últimos anos. Na comparação dos últimos 10 anos, as exportações brasileiras caíram de 32% em 2004 para -0,2% em 2013.
Para tentar reverter esse quadro, o governo prevê investimentos que podem chegar a R$ 36 bilhões ao longo dos próximos três anos.
Foram convidados para a 16ª Edição do Fórum Anual Portos Brasil, que se estenderá até o dia 22 de maio, o ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo; a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o ministro do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro; e representantes do Ministério dos Transportes.

Fonte: Portal Naval