Monthly Archives: março 2015

Com Arco, Sepetiba Tecon espera aumento de 15% em cargas

Com a inauguração, em julho do ano passado, do principal trecho do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro (71 quilômetros entre a BR-101 Sul, no município de Itaguaí, e o cruzamento com a BR-040, em Duque de Caxias), o Sepetiba Tecon, terminal de contêineres do Porto de Itaguaí que é 100% controlado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), espera não só aumentar em 15% o volume anual de cargas movimentadas como também diversificar a matriz dessas cargas.
Em 2013 foi concluída a ampliação de 540 metros para 810 metros do cais do terminal, distribuídos por três berços, permitindo a atracação de navios de até 335 metros de comprimento e capacidade para transportar até 10 mil TEUs (medida correspondente a um contêiner de 20 pés — aproximadamente 6,1 metros). A nova ampliação ainda não tem um cronograma.
As perspectivas são tão animadoras que o Sepetiba Tecon já planeja ampliar em mais 260 metros o cais, para uma extensão total de 1.070 metros. A obra ainda não tem cronograma. Para o diretor de planejamento e relações comerciais da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Cláudio Soares, as possibilidades de expansão de cargas no Porto de Itaguaí com a nova rodovia são grandes, mas é necessário o “aprimoramento da utilização” do Arco Metropolitano com a duplicação do trecho de 25,5 km entre as cidades de Magé e Itaboraí (BR-493) que conecta o Arco à BR-101 Norte.
Paralelamente às obras de melhoria do sistema rodoviário de acesso ao porto, o Sepetiba Tecon trabalha para melhorar sua própria capacidade de movimentação de contêineres. Segundo informações da CDRJ, entre 2012 e 2014 o terminal incorporou dois novos portêineres (tipo de guindaste para contêiner) e quatro empilhadeiras para contêineres (RTG, na sigla em inglês).
Com seis portêineres atualmente em operação, o terminal fechou 2014 com média de movimentação de 57 contêineres por hora, tendo o pico alcançado 111 movimentações por hora com o navio “Maersk Santana”, em julho. Este ano, até a terceira semana de março, a média de movimentação estava em 77 contêineres por hora. A meta de eficiência do terminal é alcançar a movimentação média de 110 contêineres por hora.
As cargas conteinerizadas ocupam o segundo lugar nas estatísticas de movimentação de cargas de Itaguaí, com um total de 3,1 milhões de toneladas em 2014 quando houve uma queda de 31,5% em relação a 2013 por razões que incluem a queda de 5,73% no comércio exterior brasileiro. O total de Itaguaí representa 40,2% do movimento total de cargas em contêineres na área da CDRJ (as 4,6 milhões de toneladas restantes passaram pelo Porto do Rio que conta com dois terminais especializados, das empresas Libra e Multiterminais. Em 2014 houve queda de 16,3% nas cargas conteinerizadas no Porto do Rio). Segundo a CDRJ, historicamente Itaguaí responde por aproximadamente 45% da movimentação de contêineres no Estado.
A CDRJ, empresa federal, é a autoridade portuária pública com jurisdição sobre todos os portos do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Soares, a inauguração do Arco Metropolitano vai também atrair para as proximidades do Porto de Itaguaí novas indústrias e terminais logísticos, contribuindo para a dinamização do porto e da economia no seu entorno. Segundo o executivo, embora o Arco Metropolitano tenha sido concluído recentemente, já é possível perceber o aumento da velocidade na chegada e saída de cargas ao Porto de Itaguaí.
Com a perspectiva de aumento na movimentação de cargas por rodovia, a CDRJ está investindo na ampliação dos acessos ao Porto de Itaguaí, investindo R$ 6,3 milhões na duplicação do número de portões de acesso que hoje é de quatro. Está também em fase de licitação a instalação de um sistema de controle de tráfego marítimo com a instalação de radares, rádio VHF e outros equipamentos eletrônicos. O sistema está em fase de licitação e tem custo estimado em R$ 40 milhões.
A CDRJ informou ainda que outro importante investimento privado (CSN) feito recentemente em Itaguaí foi a adequação do Terminal de Carvão (Tecar) para operar com exportação de minério de ferro, uma obra que recebeu investimentos de R$ 538 milhões. A exportação de minério de ferro pela Vale (controladora da Companhia Portuária da Baía de Sepetiba – CPBS) e pela CSN responde por cerca de 90% da movimentação total de cargas em Itaguaí.
Está prevista para este ano a entrada em operação do Porto Sudeste, com capacidade para exportar até 50 milhões de toneladas por ano. O Porto Sudeste, cujo controle foi adquirido em fevereiro de 2014 à MMX, do empresário Eike Batista, pela holandesa Trafigura Beheer e pelo fundo Mubadala Development Company, de Abu Dhabi, fica fora da área do porto público de Itaguaí.

Fonte: Valor Econômico/Chico Santos | Para o Valor, do Rio

Estaleiros garantem: não há crise no setor naval

Rebatendo as recentes notícias veiculadas por grande parte da mídia, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, diz que não há crise na construção naval e que as demissões relacionadas à paralisação de obras no Comperj, incluindo montagem e construção de equipamentos, atingem empresas que contratam trabalhadores metalúrgicos o que explica informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores, no Estado do Rio de Janeiro.
“Os estaleiros brasileiros trabalham com contratos de dois grandes programas de construção de navios”, esclarece Rocha, o Promef – Programa de Modernização da Frota e Expansão de Frota, contatado pela Transpetro, com obras até 2020, e o Prorefam – Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo, também com obras até 2020, contratado por empresas privadas que venceram licitação da Petrobras para prestação de serviços de apoio marítimo que incluem suprimentos, reboque e posicionamento de plataformas e apoio a operações submarinas”.
Rocha, informa que os estaleiros brasileiros empregam 79 mil pessoas, diretamente, segundo as estatísticas de fevereiro de 2015. “A construção de navios e plataformas de petróleo prosseguem normalmente. A carteira de encomendas dos estaleiros, divulgada pelo Sinvaval semestralmente, apresenta 324 embarcações em construção, ao final de 2014, entre navios de diversos tipos, plataformas de petróleo e sondas de perfuração”, destaca Ariovaldo Rocha.

Fonte: Monitor Mercantil

Cabotagem atrai novos clientes e se moderniza

Com um crescimento de 20% desde 2008, a navegação de cabotagem tem atraído novos clientes, criado novos serviços, ampliado a frequência das rotas, ganhando espaço na matriz de transportes e se preparado para uma nova fase de expansão. Entre 2013 e o ano passado, cerca de 80% da frota da Aliança Navegação e Logística foi renovada, com navios entre 3800 a 4800 TEUs (contêineres de 20 pés), com maior capacidade do que os anteriores, com 1800 TEUs. O investimento coincidiu com o aumento da demanda: a carteira de clientes passou de 1.500 para 2.300 nos últimos anos.
“Do aço ao zinco, estamos transportando várias cargas em um momento em que as rodovias deverão se deteriorar ainda mais com o sobrepeso de 10% permitido após a negociação do fim da greve de caminhoneiros”, diz Gustavo Costa, gerente de cabotagem da Aliança. Por conta da baixa eficiência do modal ferroviário na circulação de cargas dos centros urbanos do Sudeste, as siderúrgicas têm enviado, por navios, aço para o Nordeste e trazido para São Paulo sucata.
Instalada na Zona Franca de Manaus, a indústria de duas rodas – sejam motocicletas, sejam bicicletas – também tem sido um novo cliente, trazido há dois anos. “O modal ganhou força e tem um apelo ambiental forte, com as montadoras conseguindo reduzir 20% a emissão de gases de efeito estufa, com auxílio do envio de produtos entre o Norte e o Sudeste pela cabotagem”, avalia Costa. O executivo aponta que o segmento está ingressando em uma nova etapa de transportadores marítimos. “Começamos a ter investimentos em terra”, observa. No Sul, no porto de Itapoá (SC), foram aplicados R$ 40 milhões em um terminal retroportuário localizado a quatro quilômetros do porto.
Com o terminal retroportuário, a estratégia da empresa é dar ênfase maior ao negócio terrestre, oferecendo serviços como recebimento, movimentação, armazenamento e reparo de contêineres vazios, armazenagem de carga geral e contêineres cheios. “Ganhamos flexibilidade e novos serviços”, comenta Costa, que ressalta que um terminal em Manaus será adequado e que também está sendo estudado um investimento em um terminal no Nordeste. “É uma etapa de expansão da cabotagem.”
Empresas de diversos setores têm feito testes com a cabotagem. A Midea Carrier, do setor de climatização, trabalha na maior produtividade de sua logística. Há dois anos, iniciou testes com envio de produtos entre o Sudeste e a região Norte por meio da cabotagem. Hoje tem usado constantemente o modal para a rota entre os portos de Santos e Manaus, onde se concentra a produção.
Para chegar aos mais de 60 milhões de lares, espalhados pelas cinco regiões do Brasil, as fabricantes de cosméticos têm investido em abertura de centros de distribuição pelo país todo para reduzir o tempo de entrega média dos produtos e em novas formas de abastecer seus mercados consumidores, como a cabotagem. A Avon realiza testes de envio de materiais do Sudeste para o Nordeste por cabotagem. O primeiro embarque foi há dois anos e retomado em 2014. A Natura tem experimentado diversos modais para entregar seus produtos, com destaque para a cabotagem para as rotas entre Santos e Suape (PE) e Belém (PA).
Para Cleber Lucas, diretor de planejamento da Log-In, o segmento deverá continuar a crescer nos próximos anos, diante de um contexto em que o modal rodoviário segue pressionado. “À medida que a infraestrutura melhore, a tendência do custo rodoviário é aumentar”, analisa. Ele observa que a recente greve dos caminhoneiros mostra que o setor tem dificuldades para atender à demanda.
Para suspender a greve, o governo flexibilizou alguns pontos da Lei dos Caminhoneiros, como a permissão para que os veículos de transporte de carga e de passageiros tenham uma margem de tolerância ao serem pesados: 5% sobre o peso bruto total e 10% sobre os limites de peso bruto por eixo de veículos à superfície das vias.
A medida foi criticada pela Associação Brasileira das Concessões de Rodovias (ABCR). O aumento do peso dos caminhões significaria pedágios mais caros. Isso porque os efeitos da sobrecarga sobre a vida útil dos pavimentos são de redução média de mais de 1,5 ano na vida útil do pavimento para 5% de sobrecarga e redução de mais de três anos na vida útil do pavimento para 10% de sobrecarga. Na ponta, isso significa acréscimo considerável do custo de manutenção das rodovias brasileiras, sejam elas públicas ou privadas; federais, estaduais ou municipais.
“A frota ainda é antiga, as estradas têm condições ruins, o sistema é pouco regulado, como mostra a Lei dos Caminhoneiros, o que indica pressões sobre o modal rodoviário, mas é importante notar que a tendência é de crescente intermodalidade, então é essencial ter uma cadeia eficiente. A entrega e coleta das cargas que viajam pelos navios chega por rodas”, afirma Lucas.

Fonte: Valor Econômico/Roberto Rockmann | Para o Valor, de São Paulo

Porto do Futuro recebe R$ 1,5 bilhão

O Porto do Rio de Janeiro está recebendo R$ 1,5 bilhão de investimentos públicos e privados para a concretização do projeto Porto do Futuro, iniciativa coordenada pela Secretaria Especial dos Portos (SEP) e a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), com o apoio dos governos estadual e municipal. As obras foram incluídas no Programa de Investimentos em logística (PIL), mas o maior volume de recursos vem do setor privado, com o investimento de R$ 1 bilhão da Libra Terminais e da Multiterminais para expansão de suas instalações na área de arrendamento do Cais do Caju, Porto do Rio de Janeiro.
“Os investimentos públicos incluem R$ 210 milhões para obras de dragagem – já com ordem de serviço assinada – e R$ 340 milhões em infraestrutura de acesso para a interligação da Avenida Brasil ao porto, obra que já tem recursos garantidos por ter sido incluída na concessão da Ponte Rio-Niterói, cuja licitação foi vencida pela EcoRodovias “, diz Edinho Araújo, ministro-chefe da Secretaria de Portos.
Há ainda demanda dos usuários e arrendatários por outras duas obras de acesso: a reorganização viária por meio de um mergulhão entre a pista de chegada da avenida Brasil e o Cais de São Cristóvão, e a complementação da avenida Alternativa, com a reurbanização da região a fim de criar um novo acesso aos terminais retroportuários. As duas obras somam R$ 300 milhões. “Estamos em tratativas com as secretarias [de transporte] estadual e municipal, mas as obras deverão ser financiadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC III”, acrescenta o ministro.
Segundo Hélio Szmajser, presidente da CDRJ, a expansão do Porto do Rio foi batizada de Porto do Futuro pois é um projeto que vem sendo discutido desde 2005. A origem foi o Projeto Rio Século 21, iniciativa conjunta do governo federal, das secretarias estadual e municipal de transporte, da Federação da Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), do Sindicato dos Operadores Portuários do Rio de Janeiro e da CDRJ.
“Após a conclusão dos investimentos, o Porto do Rio terá o maior cais contínuo da América do Sul, com 1875 metros e a capacidade ampliada em 63%, passando do atual 1 milhão de TEUS para 1,6 milhão de TEUs”, diz Szmajser. Ele explica que os grandes problemas de acessos marítimos já estão sendo resolvidos por meio de dragagens. A operação que foi recentemente aprovada tem por objetivo corrigir os acessos mais do que aprofundar o canal, pois o porto já tem 15 metros de profundidade.
Isso vai permitir receber navios de até 340 metros e 11 mil TEUs. O grande problema são os acessos terrestres. O porto já teve 12 portões de acesso na avenida Rodrigues Alves, mas, como ela vai se tornar uma via expressa, os portões foram fechados, diz Szmajser. “Hoje, há apenas três portões, e estamos negociando com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP) – que desenvolve o Porto Maravilha – mecanismos para que os usuários e arrendatários tenham condições de acesso e segurança”.
A Libra Terminais já investiu boa parte dos R$ 500 milhões previstos para ampliação do berço de 715 metros para 910 metros, o que vai permitir receber, no futuro, até dois navios de 400 metros. A capacidade passará de 600 mil para 1 milhão de TEUs. Marcelo Araújo, presidente da empresa, informa que os investimentos começaram em 2012 e o montante investido soma recursos próprios, financiamento de R$ 170 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma emissão de debêntures de R$ 270 milhões.
“O Porto do Rio tem um perfil importador e é responsável pela movimentação do maior volume de carga especializada de valor quatro vezes superior à média nacional – óleo e gás, veículos, eletrônicos, fármacos. O volume é baixo, pois não movimenta commodities, mas de alto valor agregado”, diz Araújo.
A expansão do Terminal de Contêineres MultiRio e Terminal de Veículos MultiCar – empresas do Grupo Multiterminais – vai requerer investimentos de R$ 500 milhões para obras civis e a compra de equipamentos para a operação de contêineres. A MultiRio terá seu cais estendido de 533 metros para 800 metros de comprimento e a Multicar de 180 metros para 360 metros. Será construído também um edifício garagem para a verticalização na armazenagem de veículos, entre outras edificações. As intervenções permitirão elevar o número de veículos movimentados anualmente de 243 mil para 326 mil.

Fonte: Valor Econômico/Carmen Nery | Do Rio

Movimento do Porto de Santos volta a crescer no primeiro bimestre

Após iniciar 2015 com a melhor marca entre os meses de janeiro, o Porto de Santos estabeleceu novo recorde para o mês de fevereiro, fechando com 8,5 milhões toneladas, 9,5% acima do mesmo período de 2014 (7,8 milhões t).
As exportações cresceram 4,9%, somando 5,8 milhões t, o melhor desempenho até então verificado nesse mês. Contribuíram para esse resultado os embarques de açúcar (+15,6%), café em grãos (+33,5%), peletes de soja (+53,9%), soja em grão (+91,7%), milho (+39,0%) e óleo combustível (+28,5%). Nas importações o crescimento registrado foi de 21,0%, totalizando 2,6 milhões t. Os destaques foram para o carvão (+42,7%), enxofre (+49,7%), nafta (+75,0%), e trigo (49,6%).
O movimento acumulado no bimestre (16,0 milhões t) também superou a melhor marca anterior para o período, obtida em 2013 (15,5 milhões t), ficando 9,2% acima do mesmo período do ano passado (14,6 milhões t).
As exportações também se sobressaíram no acumulado do primeiro bimestre, com 10,7 milhões t, 9,0% acima do mesmo período de 2014 (9,8 milhões t). Destacaram-se, novamente, o açúcar (+6,8%), café em grãos (+27,8%), peletes de soja (+47,2%), óleo diesel e gasóleo (+24,6%), gasolina (25,7%), óleo combustível (+55,2%) e sucos cítricos (+14,4%). As importações, nesse período, chegaram a 5,2 milhões t, 9,5% acima do primeiro bimestre de 2014 (4,8 milhões t). Contribuíram para esse resultado, principalmente, as descargas de enxofre (+44,5%).
O ministro chefe da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, afirmou que “os números referentes à movimentação do Porto de Santos no mês de fevereiro são muito positivos, pois mostram que o Brasil tem caminhos para melhorar seu desempenho econômico e superar o ajuste fiscal por meio das exportações pelos portos brasileiros”.
Já o diretor presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, Angelino Caputo, disse que “o aumento verificado no volume de cargas operadas no primeiro bimestre e na participação da corrente de comércio brasileira indicam que o Porto de Santos deve registrar crescimento em sua movimentação em 2015”.
O movimento de contêineres cresceu tanto no mês de fevereiro, quanto no acumulado do bimestre. Em fevereiro foram movimentados 277.798 teu (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), um acréscimo de 7,0% sobre os 259.643 teu operados no mesmo período do ano passado. Já o acumulado do bimestre totalizou 562.835 teu, 5,0% acima dos 535.838 teu movimentados nesse período de 2014.
Quanto a fluxo de navios, o Porto de Santos recebeu 406 embarcações em fevereiro, 1,7% a menos do que no ano anterior e no acumulado do bimestre totalizaram 818 embarcações, 1,4% acima do mesmo período de 2014.
Os dados apurados da Balança Comercial apontam o valor total de US$ 15,2 bilhões das cargas operadas em Santos até fevereiro, representando 26,4% da corrente de comércio brasileira (US$ 57,6 bilhões). O valor comercial das importações no período chegou a US$ 8,4 bilhões, 26,7% do totalizado pelo Brasil (US$ 31,8 bilhões). Já as exportações atingiram US$ 6,7 bilhões, 26,2% das remessas brasileiras ao exterior (US$ 25,7 bilhões). Cabe destacar, que a participação de Santos nas trocas comerciais brasileiras aumentou na importação (de 25,7%, em 2014, para 26,7%, em 2015) e na exportação (de 24,8%, em 2014, para 26,2% em 2015), elevando a participação geral do Porto de Santos na corrente de comércio brasileiro de 25,3%. em 2014, para 26,4%, em 2015.

Fonte: Ascom/Companhia Docas do Estado de São Paulo/Porto de Santos

Petrobras bateu recorde de produção no pré-sal em fevereiro

A produção da Petrobras na camada pré-sal das bacias de Santos e Campos bateu novos recordes no dia 26 de fevereiro.
Nesta data, a produção diária da Petrobras foi de 555 mil barris. Já o total extraído de forma operada, que inclui a parcela pertencente às empresas parceiras, chegou a 737 mil bpd.
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras, em fevereiro de 2015, foi de 2 milhões 801 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), 1,5 % inferior ao patamar registrado em janeiro (2 milhões 845 mil boed).
Este volume inclui a produção de petróleo e de gás natural. Do total, 2 milhões 612 mil boed foram produzidos no Brasil e 189 mil boed no exterior.
Produção de óleo e gás no Brasil foi de 2 milhões e 612 mil boed.
A produção total de petróleo e gás natural no Brasil, em fevereiro, foi de 2 milhões 612 mil boed, 1,8% inferior ao patamar registrado em janeiro (2 milhões 661 mil boed). Já a produção total operada pela Petrobras no Brasil foi de 2 milhões 854 mil boed.
A produção exclusiva de petróleo da Petrobras no Brasil foi de 2 milhões 146 mil barris por dia (bpd), 2,1% abaixo da produção de janeiro, de 2 milhões 192 mil bpd. Já a produção de petróleo operada no país foi de 2 milhões 319 mil de bpd, 2,1% inferior a do mês anterior (2 milhões 370 mil bpd).
A redução nos volumes produzidos em fevereiro deveu-se, principalmente, às paradas programadas para manutenção das plataformas P-19, no campo de Marlim, e P-58, no Parque das Baleias, ambas na Bacia de Campos; e do FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, na Bacia de Santos.
A queda de produção, associada a estas paradas, foi parcialmente compensada pelo início de operação de sete novos poços marítimos no mês de fevereiro, nas bacias de Campos e Santos.
Recorde no aproveitamento de gás natural.
A produção própria de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 73,968 milhões de m³/dia em fevereiro, 0,8% inferior ao volume alcançado em janeiro. A produção de gás sem o volume liquefeito, incluindo a parcela das empresas parceiras, atingiu 84,958 milhões de m³/dia.
O aproveitamento da produção de gás natural atingiu em fevereiro seu recorde histórico mensal, com a utilização de 96,5% do gás produzido no Brasil, superando o recorde anterior, de setembro de 2013, quando o índice chegou a 96,3%.
Produção no exterior em fevereiro aumenta 2,7%.
No exterior foram produzidos, no mês de fevereiro, 189 mil boed, 2,7% acima dos 184 mil boed produzidos no mês anterior. O volume inclui petróleo e gás natural.
A produção média de petróleo em fevereiro foi de 100 mil bpd, 2,1% acima dos 98 mil bpd produzidos no mês anterior, em função principalmente da entrada de novos poços produtores nos campos de Saint Malo e Lucius, nos Estados Unidos.
A produção média de gás natural no exterior foi de 15,016 milhões m³/d, 2,5% acima do volume produzido no mês de janeiro, que foi de 14,646 milhões m³/d. Este aumento foi devido à maior produção no campo de Sábalo, no bloco de San Antonio, na Bolívia.

Fonte: Agência Petrobras

Cabotagem cresce acima do PIB nacional

Nos últimos anos, verificou-se que a cabotagem cresce acima do PIB nacional. De acordo com estudo do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain) de 2013, para cada 1% de crescimento no PIB, a movimentação de contêineres cheios na cabotagem cresce, em média, 3,5%, enquanto o setor de transporte como um todo alcança 1,5%.
Em comparação ao modal rodoviário, a cabotagem proporciona uma redução de 65% na emissão de poluentes, além se ser oito vezes mais eficiente do ponto de vista de integridade das cargas transportadas, proporcionando a redução de acidentes em 90% nas estradas. Por outro lado, embora o volume venha crescendo, a cabotagem ainda possui baixa representatividade na matriz de transporte brasileira, menos de 2% quando considerados apenas contêineres, o que evidencia o grande potencial do modal.
Nesse sentido, a Log-In no quarto trimestre do ano, manteve a trajetória de expressivo crescimento no atingindo 44,2 mil Teus, 42,4% a mais que o registrado no mesmo período de 2013. Em 2014, o volume totalizou 143,3 mil Teus, crescimento de 30,4% A/A. Nos últimos sete anos os volumes de cabotagem cresceram em média 24% a.a. “É importante observar que o crescimento forte e contínuo da Log-In neste modal se dá em um cenário de baixo crescimento da produção industrial, do comércio e dos serviços. Esse fato evidencia a capacidade da companhia em atrair cada vez mais clientes, que migraram do modal rodoviário, em busca de eficiência logística e menores custos”, disse a empresa em comunicado.
Entre os segmentos que tiveram maior crescimento na cabotagem destacam-se: Alimentos e Bebidas (36%) Metalurgia, Mineração e Siderurgia (+202%), Químicos e Petroquímicos (+137%) e Eletroeletrônicos (48%).
Para a empresa, o cenário de crise econômica, alta do preço do óleo diesel, aprovação da “Lei dos Caminhoneiros” e a crescente rigidez regulatória do modal rodoviário, proporcionam a cabotagem boas expectativas para 2015. “Nosso entusiasmo de crescimento de volumes acontece lado a lado da forte queda do preço internacional do petróleo, referencial para o preço do bunker. Esse contexto torna a cabotagem uma forma de logística mais competitiva e atrativa”, disse.

Fonte: Guia Marítimo

Porto de Santos reduz processo de importação

Com o objetivo de aprimorar as ações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Porto de Santos, os ministros da Saúde, Arthur Chioro e da SEP (Secretaria Especial de Portos), Edinho Araújo, anunciaram medidas que visam diminuir as análises de processos de importação no Porto de Santos. O objetivo é que elas diminuam 24 dias, para serem realizadas em apenas sete. O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, anunciou que haverá uma melhoria na infraestrutura e um aumento do número de servidores no posto da Anvisa de Santos. As ações fazem parte do PVPAF (Projeto Piloto de Reestruturação dos Postos de Vigilância Sanitária em Portos, Aeroportos e Fronteiras).
De acordo com Oliveira, o Porto de Santos foi o escolhido para iniciar esse projeto de reestruturação por causa da sua grandiosidade. Segundo ele, o Estado de São Paulo é responsável por 58% dos licenciamentos de importação sujeitos a vigilância sanitária, sendo que 16% passam somente pelo Porto de Santos. Segundo o diagnóstico da Anvisa, em 2014, foram 30.166 processos de importação. A maioria, cerca de 56%, foram relacionados ao ramo de alimentos, seguido por produtos de saúde (12%).
O posto da Anvisa em Santos receberá já recebeu 10 novos servidores, seis farmacêuticos, dois técnicos de regulação, um analista administrativo e outro técnico administrativo. Depois do treinamento, durante um mês, haverá um mutirão das pendências de análises de licenciamentos de importação para que, a partir de abril, eles possam ser divididos em suas funções fixas. A iniciativa pode se estender para outros postos de fiscalização da Anvisa no Brasil. Segundo o ministro da saúde, no segundo semestre deste ano já será possível fazer uma avaliação desse novo projeto. Se o resultado for positivo, a previsão é de que as mesmas adequações sejam feitas nos portos de Itajaí e do Rio de Janeiro.

Fonte: Guia Marítimo

Petrobras inicia sistema de produção antecipada no campo de Búzios

A Petrobras informa que entrou em operação, na terça-feira (10/3), o sistema de produção antecipada do campo de Búzios, na Bacia de Santos. Esta será a primeira produção em larga escala e de longa duração na área da Cessão Onerosa. A produção será realizada através do navio plataforma Dynamic Producer, interligado ao poço 2-ANP-1-RJS, com produção média restringida em 15 mil barris de petróleo por dia, em função de limitação no aproveitamento de gás.
Através desse sistema antecipado, a empresa pretende produzir durante seis meses e, assim, obter informações essenciais para a otimização do primeiro sistema de produção definitivo do campo, que utilizará a plataforma P-74, atualmente em fase final de conversão no estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro.
O campo de Búzios está localizado a cerca de 200 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de água de 1.600 a 2.100 metros. A sua declaração de comercialidade foi anunciada pela Petrobras em dezembro de 2013.
Cessão Onerosa – A Cessão Onerosa é um contrato oneroso assinado pela Petrobras com a União para um conjunto de áreas e campos do pré-sal da Bacia de Santos. Este contrato conforme permitido por lei, autorizou a Petrobras a exercer, mediante o devido pagamento à União, as atividades de pesquisa e produção de petróleo e gás natural nestas áreas, até o limite de 5 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).

Fonte: Agência Petrobrás

Obra de porto vai abrir mais de 1,4 mil vagas de emprego no Sul do ES

As obras do porto Itaoca Offshore em Itapemirim, na região Sul do Espírito Santo, vão abrir mais de 1.450 vagas de trabalho a partir do segundo semestre de 2015. O grupo responsável pelo empreendimento fechou contrato com uma construtora para começar a construção de sua base de apoio logístico offshore. O prazo para a conclusão da obra é de 24 meses.
Além dos empregos gerados na construção, quando o porto estiver em atividade, cerca de 450 empregos diretos e 1 mil indiretos devem ser gerados na região. O negócio permitirá ainda a instalação de empresas fornecedoras de serviços e insumos na área portuária. Segundo o diretor da empresa Itaoca Offshore, Álvaro de Oliveira Junior, foram desenvolvidos pesquisas e estudos para escolher a empresa que seria responsável pelas obras. Entre as questões avaliadas estão as tecnologias utilizadas no processo construtivo e se o modo de operação atendem aos quesitos econômicos, sociais e ambientais estabelecidos para o projeto.
Agora, as duas empresas vão estabelecer as formas de trabalho. Foram iniciados novos estudos para edificação do terminal que terá uma área continental de 660 mil metros quadrados. O porto terá uma ponte sobre estacas numa área de 90 mil metros quadrados, 11 berços de atração simultânea, um cais de serviços com 300 metros quadrados e profundidade natural de 9,5 metros.
O empreendimento visa ao fornecimento de serviços e apoio logístico para o mercado petrolífero do sudeste, particularmente para as bacias de Campos e do Espírito Santo. A empresa também está buscando certificação ambiental para ser o primeiro “porto verde” do país.
“Tudo será voltado exclusivamente para a indústria de petróleo e gás. Nesse tipo de indústria, onde as extremidades da cadeia utilizam equipamentos com custos diários altíssimos, é impensável considerar a interrupção das operações. A oferta de uma solução integrada como Itaoca Offshore representa para essa indústria a certeza que suas exigências sobre confiabilidade, segurança e agilidade serão atendidas”, afirmou Álvaro.
OAs obras do porto Itaoca Offshore em Itapemirim, na região Sul do Espírito Santo, vão abrir mais de 1.450 vagas de trabalho a partir do segundo semestre de 2015. O grupo responsável pelo empreendimento fechou contrato com uma construtora para começar a construção de sua base de apoio logístico offshore. O prazo para a conclusão da obra é de 24 meses.
Além dos empregos gerados na construção, quando o porto estiver em atividade, cerca de 450 empregos diretos e 1 mil indiretos devem ser gerados na região. O negócio permitirá ainda a instalação de empresas fornecedoras de serviços e insumos na área portuária. Segundo o diretor da empresa Itaoca Offshore, Álvaro de Oliveira Junior, foram desenvolvidos pesquisas e estudos para escolher a empresa que seria responsável pelas obras. Entre as questões avaliadas estão as tecnologias utilizadas no processo construtivo e se o modo de operação atendem aos quesitos econômicos, sociais e ambientais estabelecidos para o projeto.
Agora, as duas empresas vão estabelecer as formas de trabalho. Foram iniciados novos estudos para edificação do terminal que terá uma área continental de 660 mil metros quadrados. O porto terá uma ponte sobre estacas numa área de 90 mil metros quadrados, 11 berços de atração simultânea, um cais de serviços com 300 metros quadrados e profundidade natural de 9,5 metros.
O empreendimento visa ao fornecimento de serviços e apoio logístico para o mercado petrolífero do sudeste, particularmente para as bacias de Campos e do Espírito Santo. A empresa também está buscando certificação ambiental para ser o primeiro “porto verde” do país.
“Tudo será voltado exclusivamente para a indústria de petróleo e gás. Nesse tipo de indústria, onde as extremidades da cadeia utilizam equipamentos com custos diários altíssimos, é impensável considerar a interrupção das operações. A oferta de uma solução integrada como Itaoca Offshore representa para essa indústria a certeza que suas exigências sobre confiabilidade, segurança e agilidade serão atendidas”, afirmou Álvaro.
Outro diferencial importante do empreendimento é que ele abrigará um centro administrativo completo para reduzir os impasses dos trâmites burocráticos e agilizar documentações. “Nosso terminal, por ser focado e dedicado apenas ao segmento de petróleo e gás, não irá apenas suprir essa demanda, mas contribuir para o desenvolvimento econômico de toda a região”, detalhou Oliveira.

Fonte: Agência Petrobrás

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